6 de dezembro – Memória Facultativa de São Nicolau, bispo

6 de dezembro – Memória Facultativa de São Nicolau, bispo

Foi bispo de Mira (Lícia) no século IV. Sua imagem todos os anos é reproposta pelos comericantes nas vestes de Papai Noel (Nikolaus na Alemanha e são Claus nos países anglo-saxões), um velho corado de barba branca, trazendo nas costas um saco cheio de presentes.

Sua devoção difundiu-se na Europa quando as suas supostas relíquias, roubadas de Mira por 62 soldados de Bari, e trazidas a salvo, subtraindo-as aos invasores turcos, foram colocadas com grandes honras na catedral de Bari a 9 de maio de 1807. “Nicolau – se lê na Lenda Áurea – nasceu de ricas e santas pessoas. No dia que tomou o primeiro banho, levantou-se sozinho na bacia…”, menino de excelentes qualidades e já inclinado à ascese, pois conforme acrescenta a Lenda, nas quartas e nas sextas-feiras rejeitava o leite materno. Ficando um pouquinho maior desprezava os divertimentos e vaidades e frequentava mais a igreja.

Conta-se que invocado por alguns marinheiros durante uma furiosa tempestade no mar, ele lhes apareceu e no mesmo instante o furacão se acalmou. Parece mesmo que com os marinheiros tinha conta aberta: durante uma carestia obteve de um navio de trigo uma grande porção para seus fiéis e depois, quando controlaram a carga, nada faltava. Na Idade Média os dramas e os jogos tiveram como protagonista o santo taumaturgo. Hoje, sob as falsas vestes do Papai Noel, são Nicolau nos lembra o grande comandante do amor.

Deus de misericórdia, guardai-nos de todo perigo, pela intercessão de São Nicolau, para que se abra diante de nós, sem obstáculo, o caminho da salvação. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

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