“Cuidado para não serdes enganado”

A liturgia deste domingo, por estarmos no final do tempo Comum, nos apresenta um ambiente de final dos tempos, diríamos apocalíptico.

O profeta Malaquias observando a vida do povo após o exílio, observa que a situação não é das melhores, então, faz o seu alerta: “Virá o dia, abrasador como fornalha”, onde “os soberbos e ímpios”, “serão como palhas”, enquanto que ”para os que temem o nome do Senhor nascerá o sol da justiça”. Um tempo parecido como os dias de hoje (cf. Mal 3,19-20).

No evangelho, Lucas mostra a vida das pessoas depois da destruição de Jerusalém: muitos, “admiram o templo”, e Jesus afirma que “não ficará pedra sobre pedra” e perguntam “quando acontecerá isto?”. Também Jesus alerta sobre a situação real que o povo vive, apresenta algumas situações de guerras, conflitos e conclui: é “permanecendo firmes que ireis ganhar a vida”. Olhando para o nosso tempo, estas palavras de Jesus são mais do que atuais. Vivemos um tempo de divisões, e onde tem divisão tem ódio. Pessoas buscam desesperadamente o poder, clima tenso entre os povos. Diríamos, vivemos num clima de insegurança. Diante de tudo isto, não podemos nos desesperar, muitas de nossas situações vividas hoje são resultados de nossas escolhas, pagamos caro por não colocar Jesus no centro de nossa vida (cf. Lc 21,5-19).

Na segunda leitura Paulo exortará os acomodados de Tessalônica escrevendo algo muito terrível: quem não quer trabalhar que também não coma (cf. 2Ts 3,7-12). No Brasil, hoje, segundo dados divulgados na imprensa existem mais 13,5 milhões de desempregados, e muitos querem trabalhar e não podem, outros optam por viver na mendicância.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.

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