Mensagens da semanas Ano de 2016

Mensagens da semana Dezembro 2016

UMA PERGUNTA E UMA RESPOSTA

Neste 3º domingo do Advento mais uma vez nos encontramos com a figura de João Batista, que envia seus discípulos para fazerem uma pergunta a Jesus: “ÉS TU AQUELE QUE HÁ DE VIR OU DEVEMOS ESPERAR OUTRO?” e Jesus respondeu a João por meio dos seus discípulos: “IDE DIZER A JOÃO O QUE VISTES E OUVISTES”(cf. Mt 11,2-11). Depois que eles partem, Jesus explica ao povo quem é João. Jesus o chama de profeta, aliás, mais do que profeta, afirmando que de todas as pessoas que já nasceram ninguém é maior que João Batista. João é o enviado por Deus para preparar os caminhos de Jesus. A comunidade cristã é o lugar onde descobrimos Jesus. Para leva-lo nas estradas da vida.

O profeta Isaias, na primeira leitura, pede que sejamos alegres pois existem sinais novos. Estimula o povo para que crie animo, não tenham medo, Deus vem para salvar e todos que acolherão o Senhor. Estes, não mais passarão pela experiência da dor e do pranto (cf. Is 35,1-6.10).

Na segunda leitura São Tiago utilizando-se da imagem do homem do campo que espera o desabrochar da semente, assim também precisamos ficar firmes na espera do Senhor (cf. Tg 5,7-10). Na medida que vamos nos aproximando do Natal somos levados a conduzir a vida com mais alegria e otimismo. Caminharmos com perseverança, com isto estaremos construindo o Reino que Jesus quer. O evangelho nos leva a identificar os sinais que Jesus vai operando no mundo e em cada um de nós na escuta de sua palavra. PASCOM

Pe. Mário Pizetta
Pároco


UMA PERGUNTA E UMA RESPOSTA

Neste 3º domingo do Advento mais uma vez nos encontramos com a figura de João Batista, que envia seus discípulos para fazerem uma pergunta a Jesus: “ÉS TU AQUELE QUE HÁ DE VIR OU DEVEMOS ESPERAR OUTRO?” e Jesus respondeu a João por meio dos seus discípulos: “IDE DIZER A JOÃO O QUE VISTES E OUVISTES”(cf. Mt 11,2-11). Depois que eles partem, Jesus explica ao povo quem é João. Jesus o chama de profeta, aliás, mais do que profeta, afirmando que de todas as pessoas que já nasceram ninguém é maior que João Batista. João é o enviado por Deus para preparar os caminhos de Jesus. A comunidade cristã é o lugar onde descobrimos Jesus. Para leva-lo nas estradas da vida.

O profeta Isaias, na primeira leitura, pede que sejamos alegres pois existem sinais novos. Estimula o povo para que crie animo, não tenham medo, Deus vem para salvar e todos que acolherão o Senhor. Estes, não mais passarão pela experiência da dor e do pranto (cf. Is 35,1-6.10).

Na segunda leitura São Tiago utilizando-se da imagem do homem do campo que espera o desabrochar da semente, assim também precisamos ficar firmes na espera do Senhor (cf. Tg 5,7-10). Na medida que vamos nos aproximando do Natal somos levados a conduzir a vida com mais alegria e otimismo. Caminharmos com perseverança, com isto estaremos construindo o Reino que Jesus quer. O evangelho nos leva a identificar os sinais que Jesus vai operando no mundo e em cada um de nós na escuta de sua palavra. PASCOM

Pe. Mário Pizetta
Pároco


Mensagens da semana novembro 2016

CONVERTEI-VOS PORQUE O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO

No segundo domingo do Advento encontramos na liturgia a figura de João Batista, a voz que clama no deserto. Suas palavras são muito fortes: “raça de cobras venenosas…o machado já está na raiz das árvores…de todas as partes da Judéia, de Jerusalém vinham pessoas ao encontro de João… ele afirmava: Eu batizo com água para a conversão mas virá aquele que vos batizará no Espírito…(cf. Mt 3,1-12).

Paulo escrevendo aos Romanos exorta para que a comunidade tenha um só coração e uma só alma. Paulo justifica seu apelo: “Acolheu-vos uns aos outros, assim como Cristo vos acolheu”(cf. Rm 15,4-9). Trata-se de mudar nossos hábitos, e trazermos para nossa vida os valores que o Reino é portador.

Na primeira leitura Isaias dirá que surgirá da raiz de Jessé um ramo e sobre ele repousará o Espírito. (cf. Is 11,1-10). Esta leitura anuncia um novo tempo. A superação da violência nos é apresentada na imagem do cordeiro e o lobo que viverão juntos.

A liturgia do Advento nos convida a endireitar os nossos caminhos, isto é, nos recolocarmos na estrada de Deus mediante um caminho de conversão. A mudança é possível quando mudamos nosso modo de pensar e agir. Uma das grandes mudanças é a superação da mentalidade consumista.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


ADVENTO: TEMPO DE ESPERA, JESUS VAI CHEGAR

Iniciamos neste domingo o tempo do Advento, período de quatro semanas, onde vamos nos preparar para receber o Menino Jesus.

A primeira leitura nos convida a subir os montes para que o Senhor nos mostre os seus caminhos assimilando os seus preceitos. Irmos até a casa de Jacó para sermos guiados pela luz do Senhor (cf. Is 2,1-5). Ir para os montes não é uma realização de um passeio pelas montanhas, mas fazer um encontro com o Senhor. Da alegria do encontro com o Senhor nascem os compromissos com o irmão.

A segunda leitura nos fala que é tempo de despertar pois o Menino Deus está próximo, é necessário despojar-se das armas das trevas e deixar-se guiar pela luz (Rm 13,11-14). Transformar as armas que produzem a morte em vida. Vamos lembrar que, como cristãos, somos geradores de vida.

No evangelho somos convidados a estarmos sempre vigilantes pois não sabemos o dia nem a hora que o Senhor virá. Vigiar é assumir o caminho de Jesus, pois quem vive em seus caminhos pode perceber sua presença e não se preocupar com o fim. (cf. Mt 24,37-44). “Nós não somos das trevas nem da noite, nós somos do dia e da luz”. Que cada um de nós seja gerador de luz e ajude o seu irmão a esperar sempre o dia.

Pe. Mário Pizetta
Pároco 


A REALEZA DO SERVIÇO

Hoje celebramos a festa de Cristo Rei. Para entender esta festa somos levados a ir até o calvário e junto a cruz, olharmos para o alto. Fixar nossos olhos naquele que está ali colocado na cruz. Escutar o que dizem os chefes do povo, os soldados, os condenados. Em meio a tantas gozações reconheceremos nas palavras de alguém que está ao seu lado, o rosto de um verdadeiro Rei: do Amor, misericórdia, da não violência.

Ele não se defende, não tem soldados, pois o seu reinado não é deste mundo das competições, da violência, do consumismo, das glórias, da ganância. A aceitação da morte pela cruz é a manifestação de que Jesus não é deste mundo. Jesus não veio competir com os poderes do mundo, estes passam, e depressa. O reinado de Jesus atende os pobres, cura os cegos, os coxos, vai ao encontro dos marginalizados, acolhe os pecadores. Ele não quer a glória e poder do mundo. Jesus quebra os paradigmas dos reinados no tempo e se coloca ao serviço da vida.

O texto, da primeira leitura, segundo livro de Samuel, apresenta a entronização de Davi como rei dos filhos de Israel: “Tu apascentarás o meu povo Israel e serás o seu chefe”(cf. 2 Sam 5,1-3). Em seu reinado haverá prosperidade, paz.

No evangelho vemos Jesus pregado na cruz e como se comportam as pessoas próximas a ele (cf. Lc 23,35-43).

Na segunda leitura encontraremos na carta aos Colossenses o hino Cristológico de Paulo: Cristo é a imagem, a cabeça e tudo foi criado por meio dele e para ele (cf. Col 1,12-20). Convido a todos a entrarmos em comunhão com o Papa Francisco que neste dia encerra o Ano da Misericórdia em Roma.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


NÃO FICARÁ PEDRA SOBRE PEDRA

Na medida que vamos chegando ao final do ano Litúrgico, as leituras nos deixam algumas alertas sobre uma realidade que nem sempre é agradável, a questão do FIM. O que podemos dizer. Vamos observar:

Tudo o que possui vida neste mundo possui o seu fim, isto ocorre no mundo dos animais, das plantas. Cada uma tem um tempo específico de vida.

No mundo humano também isto acontece, mas a compreensão do fim apresenta uma perspectiva diferente: para os que crêem, a morte não é o fim, mas o começo de uma nova vida, com a segunda vinda de Cristo.

Na liturgia da Palavra somos convidados a estarmos sempre preparados. Que não aconteça que quando o Senhor vier, estejamos com o coração distante, preso em nossas ocupações deste mundo.

A 1ª leitura mostra que o fim será diferente para o ímpio e o justo: “Os soberbos e os ímpios serão como palha, enquanto que os que temem ao Senhor, nascerá a sol da justiça” (cf. Mal 3,19-20).

O evangelho nos apresenta a advertência de Jesus para não admirar as belezas do templo, porque tudo será destruído, não ficará pedra sobre pedra. Nos alerta ainda para estarmos atentos e não nos deixarmos levar por falsos profetas (cf. Lc 21,5-19).

Na segunda leitura o apóstolo Paulo nos alertará sobre a importância de cada um ganhar o seu pão com o seu próprio trabalho (cf. 2Ts3,7-12). Lembramos que neste domingo se encerra o Ano da Misericórdia na região episcopal Sé e no próximo domingo dia 20 a nível mundial.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


SANTIDADE: UMA META QUE TODOS PODEM CHEGAR

Neste domingo, a Igreja no Brasil, celebra a vida de todos os que passaram neste mundo fazendo o bem: os Santos e Santas.

Na 1ª leitura veremos que João afirma que “via uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas que não se podia contar”(Ap 7,9). A santidade não é privilégio de algum grupo, mas um caminho aberto e proposto a cada ser humano. A santidade é a manifestação do amor de Deus em cada um de nós.

O evangelho apresentará a estrada da santidade: pobreza de espirito, os aflitos do Reino, os misericordiosos, os mansos, os que promovem a paz, aqueles que tem sede de justiça, os puros, os perseguidos por causa do evangelho, e Jesus concluirá: “alegrai-vos e exultai por que será grande a recompensa”(cf. Mt 5,1-12), como nos diz o Papa Francisco: “Santidade é entregar-se ao outro”.

Na segunda leitura vemos que João, em sua carta nos afirma: ” vede que grande presente Deus nos deu, sermos chamados seus filhos” (1Jo 3,1-3). Celebrar os santos é recordar de todos os que ao longo de sua vida se esforçaram para testemunhar as Bem-aventuranças.

Pe. Mário Pizetta
Pároco.


Mensagens da semana outubro 2016
 

“ZAQUEU, DESCE DEPRESSA, VOU ATÉ SUA CASA” (cf. Lc 19,5)

Na liturgia deste 31º domingo do Tempo Comum, Ano C, encontramos a famosa passagem de Lucas do encontro de Jesus com Zaqueu, onde Jesus avisa Zaqueu, sobre uma árvore, que Ele vai até sua casa. Zaqueu, era um homem rico e ao mesmo tempo explorador, servia o poder romano, sem compaixão dos mais pobres. No entanto, Zaqueu queria conhecer Jesus. Lucas nos mostra que existe duas realidades presentes: a crítica dos legalistas que condenam Jesus porque vai à casa de um suposto pecador, e a manifestação da opção de Jesus: ir ao encontro dos marginalizados e pecadores. O amor de Jesus conquista o coração de Zaqueu (cf. Lc 19,1-10).

O livro da Sabedoria, na 1ª leitura, revela a proximidade de Deus na obra criadora e sua sensibilidade a tudo o que existe (cf. Sab 11,22-12,2).

Na segunda leitura Paulo reza e exorta sobre a fidelidade dos tessalonicenses a vocação a que cada um foi chamado, para que o nome de Jesus possa ser sempre glorificado e não se deixem contaminar por doutrinas contrárias a Cristo (cf. 2Ts 1,11-2,2).

Estamos chegando ao final do Ano Litúrgico e com ele o encerramento do Ano da Misericórdia. Convidamos ainda aqueles que não passaram pela Porta. Santa que procurem fazer este exercício espiritual, para obter o perdão do Senhor para suas próprias fragilidades.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


IGREJA MISSIONÁRIA: TESTEMUNHA DA MISERICÓRDIA

Neste domingo a Igreja celebra o Dia Mundial das Missões. O Papa em sua mensagem nos convida, como discípulos missionários para “sair” e sermos portadores da grande compaixão de Jesus. A Igreja: “tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho”(Bula Misecordiae Vultus, 12).

Neste ano a Campanha Missionária teve como tema: “Cuidar da Casa Comum é nossa Missão”.

Com relação as leituras proclamadas neste domingo encontramos:

Na 1ª leitura, do livro do Eclesiástico, aprendemos que Deus não faz acepção de pessoas e acolhe a prece de todo aquele que serve ao Senhor, sobretudo do humilde: “A prece do humilde ultrapassa as nuvens” (Ecl 35,15-17-30-22). Paulo escrevendo a Timóteo, fará um balanço de sua caminhada afirmando que “combateu o bom combate, terminou sua corrida e guardou a fé”(2Tm 4,6-8.16-18).

Jesus no evangelho vai narrar a história dos dois homens que foram ao templo para rezar: o fariseu e o cobrador de impostos. Lucas relata a prece de cada um. O fariseu, todo presunçoso, o cobrador de impostos, todo humilde. E Jesus concluiu que o cobrador de impostos voltou para casa justificado. Este domingo, mais uma vez, volta-se para o tema da oração. Aprendemos que para a oração ser eficaz, precisa da humildade, simplicidade e sinceridade de quem a faz (cf. Lc 18,9-14). Da verdadeira oração nasce o espirito missionário.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A PERSEVERANÇA DA ORAÇÃO

A liturgia deste domingo novamente traz a catequese do evangelista Lucas sobre a Oração. Aprenderemos que não bastará apenas rezar uma vez ou outra, mas é preciso ser perseverante na oração. Veremos neste domingo o sentido da súplica na oração. Esta dinâmica de ser perseverante é uma demonstração de fé.

Esta mensagem nós vamos encontrar na 1ª leitura, livro do Exodo, no episódio das mãos levantadas de Moises. A oração e fé caminham juntas. Quando estas realidades se associam conquistam a vida. A oração encontra sempre receptividade do Senhor (cf. Ex 17,8-13).

No evangelho, chama a atenção a persistência da viúva diante do Juiz. Esta atitude vem nos mostrar que também nós precisamos ser perseverantes na oração. Precisamos ser insistentes junto ao Pai, a quem elevamos nossa prece (cf. Lc 18,1-8).

Na segunda leitura encontraremos a exortação de Paulo a Timóteo sobre a Palavra: “Toda a Escritura é inspirada por Deus é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para educar na justiça”, continuará Paulo: “proclama a palavra, insiste oportuna ou importunamente, argumenta, repreende, aconselha com toda paciência e doutrina”(cf. 2Tm 3,16.4,2). Rezar é um diálogo com Deus. Por meio da oração entramos em nosso mundo interior, em nosso mundo espiritual, espaços onde podemos melhor compreender os caminhos de Deus. A virtude é conquistada pela disciplina na oração e na vida

Pe. Mário Pizetta
Pároco


”SOMOS SIMPLES SERVOS: ESTAMOS TODOS A SERVIÇO”

A reflexão deste domingo coloca diante de nossos olhos um binômio: Fé e Fidelidade. A interação dessas realidades nos colocam a serviço do projeto de Jesus.

Na 1ª leitura escutaremos um diálogo entre o profeta Habacuc e o Senhor. O profeta compreenderá que mesmo nos momentos difíceis devemos ter fé e fidelidade ao Senhor, pois “o justo viverá por sua fé” (cf. Hab 1,2-3; 2,2-4).

Na primeira parte do evangelho veremos os discípulos pedindo a Jesus que aumente a sua fé. Depois aprenderemos a lição da disponibilidade diante de Deus. “Somos simples servos”(cf. Lc 17,5-10). Os discípulos começam a perceber a importância da fé. É por meio dela que encontrarão profundidade, fidelidade na missão.

Na segunda leitura Paulo dirá a Timóteo a necessidade que temos de reavivar o caminho de nossa fé para termos fidelidade no seguimento de jesus. O aumento da fé permite dar testemunho, compreender as exigências do reino. A fé não permite que tenhamos vergonha de testemunhar o que cremos, como dirá o apostolo Paulo. (cf.1Tm 1,6-8.13-14).

Fé e fidelidade constituem os pilares para viver o espirito missionário. Rezemos todos neste mês de outubro pelas Missões. Vamos construir juntos uma Igreja em saída como nos recomenda o Papa Francisco.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


GRATIDÃO: UM GESTO DE AMOR

A liturgia deste domingo apresenta um dos temas mais caros no evangelho de Lucas: A gratidão.

Na primeira leitura encontramos a cura de Naamã, general sírio, que obedece ao profeta Elizeu para ir lavar-se no Jordão. Como sinal de gratidão ao Deus do profeta pedirá para levar sacos de terra, como gesto de humildade e simbolizando o verdadeiro Deus (2 Rs 5,14-17).

No evangelho escutaremos o texto dos dez leprosos que depois de terem sido acolhidos por Jesus. Enquanto se dirigiam ao sacerdote todos foram curados mas apenas um voltou-se para agradecer, este era samaritano, excluído dos judeus (Lc 17,11-19).

Na segunda leitura vemos a exortação de Paulo a Timóteo para que mantenha-se firme em Cristo Jesus. Vemos o testemunho do apóstolo que afirma que a Palavra de não está algemada (cf. 2Tm 2,8-13).

Um dia lia que a gratidão é uma flor rara. Expressar gratidão é um gesto profundo de amor, um gesto nobre de quem é humilde. Precisamos sempre agradecer a Deus, aos irmãos. Quando agradecemos estamos sendo acumulados de novos benefícios. Vamos nos recordar que a Eucaristia é um grande gesto de agradecimento.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


Mensagens da semana setembro 2016

EXISTE UM GRANDE ABISMO ENTRE NÓS: CRESCEM OS MENDIGOS

A liturgia do 26º domingo do Tempo Comum, ano C, novamente vem nos colocar a questão da riqueza, da ganância de alguns e como consequência o crescimento de pessoas mais pobres.

O evangelho vai nos apresentar o episódio entre o rico e o pobre. O rico que suplica ao pai Abraão a possibilidade de molhar a sua língua. No entanto Abraão lhe dirá ” Filho, lembra-te que tu recebeste os teus bens durante a vida e o pobre Lázaro não”, além do mais existe um grande abismo entre os dois, ele é intransponível (Lc 16, 19-31).

A primeira leitura, tirada de Amós, continuará a alerta sobre aqueles que vivem na mais completa abundância e se tornam insensíveis aos mais pequenos, os mais desfavorecidos.

O profeta critica a falta de sensibilidade dos que possuem muito e alerta que a riqueza desvia as pessoas de Deus (cf. Am 6,1.4-7).

Na segunda leitura Paulo pedirá a Timóteo que procure conservar-se íntegro e fugir das coisas perversas, procurar a justiça, a fé, o amor, a firmeza, a mansidão (cf. 1 Tm 6,11-16).

Olhando para nossa realidade hoje constatamos que o crescimento dos pobres é inversamente proporcional ao número de ricos. Um ser humano nas calçadas de nossa cidade é um indicativo de algo não está certo. O verdadeiro sentido de justiça nos vem de Deus, não de politicas.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


CRISTO E OS BENS

As leituras do 25º domingo do tempo Comum, Ano C, nos ajudam a compreender os riscos que o dinheiro e os bens causam nas pessoas.

Na primeira leitura o profeta Amós faz uma denúncia sobre a ganância, quando se alteram as balanças com a finalidade de lucrar mais. O lucro vindo da exploração (cf. Am 8,4-7).

No evangelho, ouviremos de Jesus um elogio ao administrador desonesto. Jesus alertará aos discípulos que não podemos servir a Deus e ao dinheiro (cf. Lc 16,1-13).

Na segunda leitura vemos um apelo do autor da 1ª carta a Timóteo sobre a importância da oração que não deve ser uma atitude egoísta, buscando a si próprio, mas dar espaço aos valores duradouros do amor, da partilha e da fraternidade, contrastando com a busca da riqueza da primeira leitura(cf. 1Tim 2,1-8).

Deus nos deu um mundo abundante de riquezas, elas estão ao serviço do homem. Não podemos utilizar desses recursos para a exploração humana, mas para uma vivência fraterna.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


DEUS TEM UM OLHAR ESPECIAL PARA OS QUE ERRAM NA SUA VIDA

O 24º domingo do tempo Tempo Comum, Ano C, revela para todos os que creem o rosto misericordioso de Deus.

A primeira leitura, do livro do Exodo, encontramos Deus que reclama e ameaça punir o comportamento do povo, mas Moises interpela em favor do seu povo relembrando a promessa feita aos antepassados. O Senhor escuta e acolhe o pedido de Moises (cf. Ex 32,7-11.13-14).

Na segunda leitura Paulo testemunha a Timóteo a grande misericórdia que o Senhor dispensou a ele (cf. 1 Tim 1,12-17).

O evangelho, apresentará três situações sobre o olhar misericordioso de Deus para quem por ventura caiu no erro: O episódio da ovelha perdida, da moeda encontrada, e do filho abusivo (cf. Lc 15,1-32).

Os textos nos mostram o quanto Deus olha para os fragilizados, os distantes. Não se trata de uma desvalorização dos que fazem o bem, mas a preocupação com quem se perdeu. O amor que o senhor tem para os que estão distantes. Um dia encontrei este comentário sobre este evangelho: “Um amor autêntico não é racionalista, não mede, não ergue barreiras, não calcula, não recorda as ofensas recebidas e não impõe condições”. Deus é sempre misericordioso.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


SABEDORIA NO SEGUIMENTO DE JESUS

Iniciamos o mês de setembro, e no Brasil, dedicamos a cada ano o estudo de um livro sagrado. Este ano estudaremos o livro do profeta Miquéias.

O tema do mês bíblico: Para que “nele nossos povos tenham vida”. O livro do profeta Miquéias reflete uma realidade vivida entre os anos de 725 a.C e 701 a.C.

A palavra de Deus deste domingo, questiona sobre o apego que as pessoas possuem nas coisas deste mundo e a falta de discernimento nas suas opções, dificultando o caminho do seguimento. Vejamos como se colocam as leituras:

O evangelho dirá que para seguir Jesus é necessário deixar tudo e carregar a sua cruz. Deixar até mesmo a família. O seguimento exige um agir com sabedoria para discernir nossas ações (cf. Lc 14,23-33).

Na 1ª leitura, veremos como a sabedoria penetra nos mistérios de Deus e nos ajuda a fazer as devidas escolhas para caminhar retamente (cf. Sb 9,13-18).

A segunda leitura, o apóstolo Paulo, da prisão, pedirá a Filemom que acolha Onésimo, seu antigo escravo de volta, não mais como escravo mas livre (cf. Filemon 9-10.12-17).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


HUMILDADE E GRATUIDADE PARA SENTAR-SE AO GRANDE BANQUETE

A liturgia deste domingo nos coloca diante de duas grandes virtudes necessárias na vida daqueles que buscam trilhar os caminhos do Senhor e participar de sua mesa. A primeira leitura, do Eclesiástico, exorta sobre humildade, a simplicidade, modéstia, afirmando que todo aquele que praticar estas virtudes encontrará graça diante de Deus (Eclo 3,20 a), afirmará ainda que é aos humildes que Deus revela os seus mistérios (Eclo 3,20 b).

A segunda leitura vai nos dizer que a realidade daqueles que abraçam a fé não se aproxima diante de realidades palpáveis, mas vislumbram a Jerusalém celeste (cf. Hb 12,18-19.22-24). “O encontro com Deus é uma experiência de comunhão, aproximação, amor e intimidade”.

O evangelho nos mostra o verdadeiro sentido da gratuidade. Quando uma pessoa ajuda o outro deve fazer sem pretender receber retribuição. Jesus afirma que esta pessoa será feliz (cf. Lc 14, 1.14-17). O texto também denuncia os corações tomados pela ambição, os que procuram os primeiros lugares, buscam o poder, o reconhecimento. Gratuidade e humildade são as duas grandes lições deste 22º domingo do Tempo Comum.

No último domingo de agosto rezamos por todos os servidores na comunidade, ou seja, a vocação Laical, que se manifesta nos mais diversos serviços na comunidade. Lembramos de modo especial os Catequistas. Agradecemos a Deus por todas as pessoas que ele coloca no caminho de nossas comunidades que assumem os mais diversos serviços pastorais na humildade e gratuidade. DEUS ABENÇOE A TODOS.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


MARIA: A SERVA DO SENHOR QUE ALCANÇA A GLÓRIA

A festa da Assunção de Nossa Senhora, proclamada pelo Papa Pio XII, em 1950, é a grande manifestação da bondade de Deus a Maria. As leituras da vigília, bem como da Festa, exaltam Nossa Senhora. Na Vigília, vemos que Maria é identificada como a Arca da Aliança (cf. 1Cr 15,3-4.15-16;16,1-2). Ela traz Jesus consigo.  Maria, pela graça de Jesus, também supera a morte: “A morte foi tragada pela vitória. Ó morte, onde está a tua vitória? Onde está o teu agulhão? (cf. 1Cor 15,55). O evangelho da vigília, revela que Maria é feliz por ter escutado e praticado a Palavra do Senhor (cf. Lc, 11,27-28).

As leituras do domingo revelam que Maria é o grande sinal de vida para humanidade, mesmo que dragões estejam diante dela, Maria não tem medo. (Cf. Ap 11,19; 12,1-3-6.10).

Na segunda leitura, vamos a 1ª carta aos Coríntios, Jesus, como primícias vence a morte e coloca tudo debaixo de seus pés (cf. 1Cor 15,20-27). No evangelho proclamaremos o grande cântico de Maria. É o cântico que mostra a alegria de Maria por Ela acolher e ser instrumento de exaltação dos pobres, dos pequenos e realizar as grandes maravilhas do Senhor (cf. Lc 1,39-56). Neste domingo também lembramos as Vocações à vida Consagrada. Elas se espelham em Maria. A diversidade dos Carismas nos mostra a verdadeira face de Cristo.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


JESUS VEM TRAZER FOGO E DIVISÃO

Ao lermos o evangelho deste 20º domingo do tempo comum, ano C, encontrarmos estas palavras de Jesus: “Eu vim lançar fogo sobre a terra e como gostaria que já estivesse aceso!”(Lc 12,49) e “Vim trazer a divisão”(Lc 12,51), pode ficar um tanto assustado. No entanto, não é assim, Jesus vem afirmar que não podemos permanecer passivos, indiferentes diante de sua presença e mensagem.

A primeira leitura nos mostrará as maldades que as autoridades e o povo submeteram o profeta Jeremias, mas ele não vacilará, pelo contrário, tornar-se-á mais forte pela graça do Senhor. Os sofrimentos tornam o verdadeiro profeta mais forte (cf. Jer 38,4-6.8-10).

A segunda leitura, a exemplo de Cristo, o autor nos exorta para que sejamos perseverantes em nossa busca a Cristo. Diz o autor: ” com os olhos fixos em Jesus, que em nós começa e completa a obra a fé”( Hb 12,2). Vemos portanto que Deus é sempre nosso companheiro, nosso amigo e vem para trazer vida a todos. Acolher sua mensagem é um ato de reconhecimento deste amor.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


ENTRE O PROVISÓRIO E O DEFINITIVO

A liturgia deste domingo nos coloca diante de um dilema: viver para o provisório, o imediato, ou para algo maior, mais nobre, definitivo. Para atingir esta meta precisamos estar sempre em atitude de vigilância.

Na primeira leitura vemos que o povo de Israel, fiel a sua aliança, aguarda a libertação. Esta se torna prenuncio da verdadeira libertação escatológica (cf. Sb 18,6-9).

A carta aos Hebreus, lida neste domingo, nos apresenta a figura de Abraão e Sara. Criaturas de fé e que enfrentam os desafios sempre confiantes no Senhor. No texto vemos cinco situações em que Abraão e Sara foram homens de fé: Testemunho, obedeceu aos planos de Deus, foi morar em terra estrangeira, superaram a esterilidade e tiveram um filho, e por último a grande prova: sacrificar o filho da promessa (cf. Hb 11,1-2.6-9).

O evangelho aprofunda a proposta do domingo sobre a vigilância. A vigilância é entendida como uma atitude permanente do cristão. Buscando tesouros verdadeiros, “onde está o vosso tesouro aí está o vosso coração”, e “felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar” cf. Lc 12,32-48). O viver exige sempre uma atitude de vigilância, seja para não desperdiçar o tempo no provisório mas investir em algo maior.

Pe. Mario Pizetta
Pároco/ SSP


Mensagens da semana Julho 2016

VAIDADES E ILUSÕES

O 18º domingo do tempo Comum, ano C, nos coloca diante de duas fortes realidades que absorvem a vida do ser humano:  “a busca de segurança ou a busca das coisas do alto”.

A primeira leitura vai nos interrogar sobre o mundo das vaidades. O homem que durante a sua vida lutou, trabalhou, incomodou-se e depois teve que deixar tudo (cf. Ecl 1,2;2,21-23).

O evangelho, por meio da “parábola do rico insensato” vai alertar sobre a ganância, aquela busca desenfreada do homem pelo lucro, o fazer mais, conquistar e lucrar em detrimento de um sentido maior da existência (cf. Lc 12,13-21).

Na segunda leitura Paulo dirá a comunidade dos Colossenses para que cada um se esforce para “buscar as coisas do alto onde está Cristo”. Paulo também indica os caminhos para a superação: “fazer morrer o que pertence à terra: imoralidade, impureza, paixão, maus desejos e cobiças”(cf. Cl 3,1-5.9-11). A medida que o homem supera o universo das paixões ele se liberta para o Senhor. 

As vaidades estão sempre presentes em nosso agir. Tudo depende do sentido que cada um dá às suas conquistas. Uma conquista pode ser um mérito e este mérito colocado ao serviço da vida. O risco para a vida surge quando nossas conquistas tornam a pessoa acima dos outros. Todo o ser humano gosta “daquela consideração” a mais. A vaidade e a ilusão são parceiras, se completam, pois geralmente onde está a vaidade está a ilusão. Jesus pelo contrário, valoriza o pequeno, humilde, o próximo, os que tem sede de Deus.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


ENSINA-NOS A REZAR

A Liturgia deste 17 º domingo do Tempo Comum, ano C, nos apresenta o sentido da Oração, nosso diálogo com o Senhor. A primeira leitura apresenta os constantes pedidos de Abraão ao Senhor para que perdoe a vida dos habitantes de Sodoma e Gomora se ali tiver ao menos 50, 45, 30, 20, 10 justos(cf. Gn 18,20-32). Vemos nesta leitura a sinceridade e a insistência de como devemos rezar.

No evangelho vemos Jesus que ensina aos apóstolos como rezar. Vemos no texto a dimensão da súplica onde por diversas vezes encontramos o verbo: pedir. Na comunhão com o Pai precisamos ser sinceros, insistentes e ousados. Veremos que o amigo virá atender pela perseverança do pedido. O amigo atenderá pela sua impertinência (cf. Lc 11,1-13). A oração é fonte de energia, paz e consciência. Quando rezamos nos sentimos seguros.

Na segunda leitura, Paulo, embora não fale explicitamente de oração, coloca Cristo como referência de nossa fé ao recordar à comunidade de Colossa que Cristo ao ser pregado na cruz resgata o homem de todo mal. Em Cristo nos tornamos novas criaturas (cf. Col 2,12-14). Três palavras nos ajudam a direcionar o texto da liturgia deste domingo: pedir, bater e procurar.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


ACOLHER É UM SINAL DE QUEM AMA

Na liturgia deste domingo encontramos três palavras que podem nos ajudar a compreender o sentido da Liturgia deste 16 º domingo do Tempo Comum, ano C: Acolhimento, Hospitalidade e Serviço. Elas nos levam ao conteúdo da mensagem anunciada.

Na primeira leitura encontramos o episódio da aparição dos três homens diante de Abraão. Eles são acolhidos e servidos da melhor forma. Da hospitalidade recebida vem a promessa do filho: ” Meu Senhor, se ganhei tua amizade, peço-te que não prossigas viagem sem parar junto a mim, teu servo”(cf. Gn 18,1-10). Abraão acolhe a presença de Deus.

No evangelho iremos encontrar o episódio do encontro de Jesus com Marta e Maria. Jesus á o acolhido. Duas afirmações nos chamam atenção: a pergunta de Marta a Jesus: “Senhor não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo serviço?” é a resposta de Jesus: “Marta, Marta, tu te preocupas  e andas agitada com muitas coisas, no entanto, uma só é necessária e Maria escolheu a melhor parte”(cf. Lc 10,38-42). Do texto vem a alerta sobre o ativismo que impede de ouvir o Senhor e discernir o que é essencial.

Paulo, na segunda leitura afirma que é solidário às tribulações de Cristo, a quem serve, a fim de compreender melhor o grande mistério que foi escondido por gerações e agora manifestado ao apóstolo e este o anuncia ao povo (cf. Col 1,24-28). A atitude de acolhimento, hospitalidade e serviço são comportamentos nobres naquele que se deixam conduzir pelos ensinamentos do Senhor

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A PALAVRA DO SENHOR ESTÁ PRÓXIMA

A liturgia da palavra do 15º domingo do tempo Comum, ano A, tem como eixo condutor a Palavra.

No livro do Deuteronômio, onde é tirada a 1ª leitura, Moisés faz um apelo ao povo para que ouça e pratique os mandamentos do Senhor.

Alerta de que eles não estão distantes. Podem ser alcançados por todos (cf. Dt 30,10-14).

O salmo dirá que todo aquele que praticar viverá.

No evangelho encontramos o fariseu que quer colocar Jesus em situação difícil, mas Jesus, conhecedor de sua maldade narra uma parábola e interroga o mestre, quando lhe pergunta: Para você quem é o próximo? E o fariseu responde: aquele que usou de misericórdia. No que Jesus lhe diz: “Vai e faze a mesma coisa” (cf. Lc 10, 25-37).

Na segunda leitura, Paulo nos é apresenta o hino sobre Jesus Cristo. O apóstolo Paulo afirmará que Jesus é “a imagem do Deus invisível, cabeça da Igreja, e que todas as coisas foram criadas por ele” ( cf. Col 1,15-20). Jesus é o centro da vida cristã.

Vemos portanto que a conquista da vida eterna se dá pela pratica da solidariedade e da misericórdia. Nossas palavras podem ser importantes mas nossas atitudes é que dão testemunho de quem busca a vida eterna.

Pe. Mario Pizetta
Pároco


Mensagens da semana Junho 2016

DEUS CONVOCA OS HOMENS PARA COLABORAR COM ELE

O 13º domingo do Tempo Comum, ano C, expõe o caminho do seguimento. A primeira leitura apresenta o apelo do Senhor a Elias para que vá e unga Eliseu para continuar o seu caminho profético (cf. 1Rs 19,16.19-21).

Na segunda leitura, Paulo dirá aos Gálatas que foi para a liberdade que Cristo nos libertou, afirma que não podemos entender mal esta liberdade, mas nos tornarmos escravos da caridade (cf. Gl 1,13-18). Liberdade para seguirmos Jesus.

O evangelho nos vai dizer que o caminho do seguimento é um caminho exigente, de radicalidade, renúncia. Na maneira de Jesus falar podemos compreender as exigências deste seguimento: Seguir Jesus não é buscar segurança, acomodação. Jesus é uma questão de prioridade. Não podemos olhar para trás, isto é, não podemos viver de saudosismos, também não pode haver arrependimento (cf. Lc 9,51-62). Jesus não nos obriga a percorrer seu caminho, mas se optarmos segui-lo precisamos fazer com radicalidade e comprometimento.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


RECONHECER E ASSUMIR OS RISCOS DO SEGUIMENTO

A liturgia deste domingo, o 12º do Tempo comum ano C, nos fala do reconhecimento e seguimento de Jesus. Jesus é o centro de todo o nosso viver.

No evangelho Jesus faz uma sondagem junto aos discípulos sobre o que falam dele. Depois de ouvir as diversas opiniões, Jesus interpela os apóstolos: “E vós quem dizeis que eu sou”. Pedro assume a palavra: ” Tu és o Cristo de Deus”. Mas não basta apenas reconhecer, o desafio é ainda maior: é necessário “carregar a cruz” (cf. Lc 9,18-24).

Na carta aos Gálatas Paulo exorta que pela fé e o Batismo fomos revestidos de Cristo. Revestir-se de Cristo é abandonar as vestes do egoísmo, orgulho e esforçar-se para realizar o caminho do amor, para sermos os herdeiros da vida em plenitude (cf. Gl 3,26-29).

A primeira leitura apresenta o testemunho de um profeta que se entrega ao Senhor, obtendo não apenas a sua salvação, mas a purificação dos pecados de seus irmãos. Entregar-se a Deus não é um caminho do fracasso, mas um caminho gerador de vida (cf. Zc 12,10-11;13,1).

Pe. Mário Pizetta
Pároco


“UM GRANDE PROFETA APARECEU NO MEIO DE NÓS “

A liturgia deste domingo nos mostra como as atitudes do homem de Deus, o profeta Elias, e Jesus, o grande profeta, vão ao encontro da vida.

A primeira leitura nos relata, por meio do livro dos Reis, o episódio do profeta Elias com a viúva de Serepta (cf. 1Rs 17,17´-24). Esta viúva é a imagem de todas aqueles que não conseguem ver o mundo com esperança, órfãos, desempregados e marginalizados.

No evangelho, Jesus nos ensina a lição de piedade e compaixão. Nestas atitudes está a solidariedade humana, estão os gestos da vida. A manifestação de quem ama a Deus (cf. Lc 7,11-17).

Na segunda leitura, escrevendo aos Gálatas, Paulo atribui a sua grande transformação a Cristo. Faz um resumo de sua caminhada. Confessa que devastou e agiu contra os cristãos quando estava no judaísmo. Após esta grande mudança assume os passos de Jesus. Relata que partiu imediatamente para a missão e depois de três anos foi encontrar-se com Pedro (cf. Gl 1,11-19).

Vemos portanto que Elias, o homem de Deus, pela força da oração, devolve o filho à viúva. Paulo, depois da transformação, sai para anunciar Jesus. Jesus, vem ao encontro daquele que não tem esperança, age com piedade e compaixão. Deus continua a visitar o seu povo nas atitudes de misericórdia e solidariedade.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


“NÃO TE INCOMODES, NÃO SOU DIGNO, MAS DIGA UMA SÓ PALAVRA…”

A liturgia da Palavra do 9º domingo do tempo comum, ano C, nos apresenta a narrativa em que Jesus é interpelado para ir à casa do Oficial romano para curar seu filho que estava doente. Jesus não exitou, foi. Aproximando-se da casa, um dos amigos do oficial levou esta mensagem a Jesus: “Não te incomodes, não sou digno de que entres em minha casa, mas dize uma só palavra e meu filho será curado.” (cf. Lc 7,1-10), e Jesus elogiou a fé do oficial. Encontramos aqui a estreita ligação que existe entre a Fé e Palavra. Jesus revela sua abertura para todos. Jesus não exclui ninguém.

Na 1ª leitura o livro dos Reis nos mostra o apelo de Salomão para que todo o estrangeiro que entrasse no templo fosse ouvido pelo Senhor. Salomão reconhece que a casa de Deus é de todos (cf. 1Rs 8,41-43).

Na segunda leitura, Paulo reage a comunidade dos Gálatas advertindo-os pelo fato de buscarem outro Evangelho que Ele tinha pregado (cf. Gl 1,1-2.6-10).

Um dos aspectos a serem refletidos neste domingo é a fé, a vida que vem da Palavra de Jesus. O centurião, judeu e pagão tem confiança, acredita que Jesus pode curar seu filho. Admirável é a humildade do centurião Fé e Palavra são os dois grandes alicerces da vida do homem. A fé que temos vem de nossa crença nas palavras de Jesus.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


TRINDADE: FESTA DA UNIDADE

A celebração da Santíssima Trindade nos leva a compreensão de que somos uma Grande Família. Formamos um grande grupo de homens e mulheres de diversas raças, culturas, expressões religiosas. Infelizmente ainda existem muitas distâncias entre nós. Nem todos são portadores de direitos. Ninguém pode ser excluído, pelo contrário, acolhido, respeitado. Nisto está o rosto da Trindade.

A primeira leitura identifica a Sabedoria como manifestação de Deus Criador, presente desde o princípio. Ela acompanhou os passos de tudo o que foi feito, organizou tudo na mais perfeita ordem (cf. Pr 8,22-31).

Na segunda leitura Paulo afirma que a fé nos conduz a Jesus, o grande mediador da vida. Nele teremos a certeza de que estamos firmes e seguros mesmo diante das possíveis tribulações que a vida nos coloca (cf. Rm 5,1-5).

No evangelho, vemos que Jesus antes de partir nos enviará o Espirito da Verdade, que é o Espirito Santo para nos ajudar na compreensão de tudo o que Jesus nos ensinou e chegaremos a plenitude da verdade.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


RECEBEI O ESPÍRITO SANTO!

A Igreja celebra neste domingo a festa do Espirito Santo. O texto dos Atos afirma: “De repente veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu toda a casa…então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles”(cf At 2,2-3). João no seu evangelho afirma: “No início da semana, os discípulos estavam reunidos, com as portas fechadas, jesus entra e saúda-os A paz…como o Pai me enviou também eu vos envio, e soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espirito Santo”(cf. Jo 20,19-23). 

A primeira leitura relembra a forma como Deus falava a seu povo, através de fenômenos extraordinários da natureza. No evangelho vemos o ressuscitado que vem consolar e dar força aos apóstolos para continuar a missão neste mundo. Começa ali a grande missão de evangelizar com o sopro da recriação.

Na segunda leitura vemos que o Espirito enriquece cada ser humano com um dom específico para o bem da comunidade (cf. 2Cor 12,7ss). Com a celebração da vinda do Espirito Santo renovamos o nosso compromisso de sermos discípulos e missionários do Senhor. O Espírito distribui os seus dons: a Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus para o bem de todos.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


“”VOCÊS SÃO MINHAS TESTEMUNHAS: NÃO FIQUEM AI PARADOS!”

Neste domingo celebramos a Ascensão de Jesus. Esta festa nos lembra que Jesus depois de ter percorrido um caminho de amor e doação, entra em comunhão definitiva com Deus. Jesus nos deixou o exemplo, e nós que cremos, seremos não apenas seus seguidores, mas testemunhas. Devemos continuar a realizar o projeto libertador de Deus.

No Evangelho, encontramos as palavras de despedida de Jesus que orientam e definem a missão dos discípulos no mundo. Revela a alegria dos discípulos. Alegria que nasce da consciência de que cada um dos discípulos é responsável para manifestar a presença de Jesus na história, construindo o projeto salvador de Deus (cf. Lc 24,46-53).

Na primeira leitura, repete-se a mensagem essencial desta festa: Jesus, depois de ter apresentado ao mundo o projeto do Pai, entrou na vida definitiva da comunhão com Deus. Não podemos ficar a olhar para o céu, numa passividade alienante, mas ir para o meio dos homens, sermos uma “Igreja em Saída” (cf. At 1,1-11). Na medida que fazemos a experiência do ressuscitado nos tornamos mais aptos para sermos uma “Igreja em Saída”.

A segunda leitura, Paulo, falando a comunidade de Efésios, exorta e suplica ao Senhor para que abra o coração de todos os que acolheram o evangelho para aguardarem com esperança a herança que foram chamados, a comunhão plena com Deus. Estando em comunhão com Deus podemos caminhar unidos com os irmãos, fazendo parte do mesmo “corpo”, e em comunhão com Cristo, a “Cabeça” (cf. Ef 1,17-23). Por fim diremos que “o ser testemunha de Jesus Ressuscitado nos conduz a uma Igreja em Saída”.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A PROVA DO AMOR: GUARDAR A PALAVRA

Na mensagem do sexto domingo da Páscoa deparamo-nos com o convite de jesus: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra”(cf. Jo 15,23).

A primeira leitura nos deixa uma lição de como podemos superar os problemas que surgem na comunidade, sejam eles de ordem teológica ou Pastorais: deixar-se guiar pela ação do Espirito Santo e pela escuta de nossos Pastores: o papa, bispos, sacerdotes, leigos comprometidos com o evangelho, sempre através do diálogo (cf. At 15, 1-2.19-29).

Na segunda leitura João relata que um anjo, em espirito o conduziu ao alto de uma montanha e viu a nova Jerusalém. As muralhas da cidade tinham fundamentos sólidos. A nova Jerusalém descia do céu cheia de brilho. Na cidade não havia templo, pois, o templo era o próprio Senhor (cf. Ap 21,10-14.22-23)

No evangelho Jesus recomenda aos discípulos para não ficarem perturbados e nem se intimidarem diante dos novos acontecimentos. Procurem observar os mandamentos. Nesta observância manifestarão o amor a Deus e sentirão o amor do Pai (cf. Jo 14,23-29).

Pe. Mário Pizetta
Pároco


O NOVO DA MENSAGEM DE JESUS

A liturgia do 5º domingo da Páscoa nos deixa a mensagem do novo mandamento de Jesus: “Eis que eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”(cf. Jo 13,34).

A primeira leitura mostrará que quem compreende este amor partilha com o irmão os ensinamentos de Jesus (cf. At 14,21-27). Lucas, o evangelista, que escreve o livro dos Atos, alerta sobre as dificuldades que vão encontrar pelo caminho os que seguem jesus: “é preciso passar por muitas dificuldades” (cf. At 14,22), por isso que os apóstolos designam presbíteros para serem as lideranças nas comunidades (At 14,23).

Na segunda leitura, João descreve sua visão afirmando que viu a morada de Deus descendo no meio dos homens, viu mais: “um novo céu e uma nova terra”, pois” o primeiro céu, a primeira terra não existem mais, tudo será novo, “eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21, 1-5).

Neste domingo vemos que Jesus deixa aos seus discípulos e a todos os que nele crêem o seu grande ensinamento: o amor. É por meio do amor que os discípulos serão reconhecidos. Onde existe o amor nasce o Novo. É o amor que gera o novo. Aqueles que amam são capazes de criar o novo. O amor é a expressão da manifestação de Deus e de seu Reino.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


JESUS É O MODELO DE PASTOR

Na semana que antecedeu o 4º domingo da Páscoa, escutamos os relatos bíblicos continuando as manifestações do Ressuscitado, e Jesus identificando-se como “Eu sou o pão da vida”(cf. Jo 6,35). Neste quarto domingo celebramos a festa de Jesus Bom Pastor. O texto do evangelista João nos deixa as características deste modelo de Pastor: As ovelhas escutam sua voz, as ovelhas o seguem, Ele doa a vida.  (cf. Jo 10,27-30). A festa de Jesus Pastor nos leva a pedir ao Pai, o Senhor da Messe, que nos envie bons Pastores para guiar o seu povo.

Na primeira leitura encontramos o testemunho de Paulo e Barnabé que com alegria anunciam o ressuscitado. ” Eu vos coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins do mundo (cf. At 13,47). Em Antioquia muitos aderem aos apóstolos, mas encontram resistência na pregação, são perseguidos expulsos. Com isto, Paulo e Barnabé vão pregar para a região dos pagãos. 

Na segunda leitura vemos João que contempla diante do Cordeiro uma multidão de pessoas que passaram pela grande tribulação e alvejaram suas vestes. (cf. Ap 7,9.14-17).

Neste domingo, diante de um momento conturbado de insegurança, incerteza que passa nosso país, mais do que nunca precisamos voltar o nosso olhar para o Bom Pastor, que celebramos neste domingo. O mundo sente   falta de novas lideranças. Hoje, nossos poderes se corrompem, os interesses particulares estão em primeiro lugar. A imagem de Jesus Bom Pastor nos faz olhar para a nossa realidade de Brasil, onde vemos apenas pessoas que buscam desesperadamente o poder, olham para si próprios, seus interesses, gostam de receber votos, de serem aplaudidos em praças públicas, viver em mordomias, mas que pouco fazem pelo seu povo. Encontramos poucas autoridades dispostas a resolver os problemas de seus eleitores. Que Jesus Bom Pastor olhe para este povo e não permita que sofra mais do que já sofreu. Que possamos encontrar uma saída pacífica para nossa situação.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


LANÇAR A REDE É UM GESTO DE AMOR.

A liturgia da palavra do 3º domingo da Páscoa, através da aparição de Jesus na pesca milagrosa, e da confissão de Pedro de que ama verdadeiramente Jesus, nos coloca diante da missão da Igreja.

Envolve nesta perspectiva diversas realidades: Pessoas, barco, rede, mar, peixes. Jesus, o Cordeiro imolado é o centro e o personagem mais importante deste episódio. Depois de uma noite de trabalho sem nada a pescar, Jesus convida os apóstolos a lançar a rede de novo. Lançar a rede é preciso. Não se pode desanimar. A fé nos permite avançar. O impossível torna-se verdadeiro e possível. Depois do encontro, Jesus pergunta a Pedro se ele o amava. Jesus pergunta três vezes a Pedro. Pedro não imagina que Jesus está fazendo uma chamada para o discípulo. Pedro é a imagem de todo o Agente Evangelizador. O Barco, Rede referem-se aos instrumentos que dão suporte ao pescador.  O peixe, o grande resultado da missão: conquistar almas para Cristo. Para lançar a rede e nunca desanimar é preciso amar. (cf. Jo 21,1-19).

A primeira leitura relata que os discípulos são conduzidos diante do Sinédrio e advertidos sobre a pregação que fazem. Estes afirmam: “É preciso obedecer antes a Deus que os homens”(cf. At 5.27-32.42-41).

Na segunda leitura veremos que Jesus, identificado como o Cordeiro, é o centro da comunidade, e todos podem sentar-se ao seu redor, pois a Ele foi dado todo poder, a riqueza, a sabedoria, e a força, a honra, a glória e o louvor (cf. Ap 5,12). A assimilação do sentido do ressuscitado nos impele para a missão. Lançar a rede é uma atitude de todo o discípulo que segue jesus.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A PAZ ESTEJA CONVOSCO

A morte de Jesus, num primeiro momento, provocou na vida dos discípulos e dos seguidores uma certa decepção, por isso estavam amedrontados diante dos fatos. No entanto, a ressurreição, na medida que estava sendo compreendida, recuperava a alegria dos discípulos. Havia neles um misto de alegria e temor.

O evangelho, deste segundo domingo da Páscoa, mostra esta realidade, os discípulos estão reunidos, Jesus os encontra juntos, os saúda: “A paz esteja convosco”. Pede aos discípulos para olharem para suas mãos, o lado. Jesus afirma não ser um fantasma, sopra sobre eles o Espírito Santo, e os envia em missão. No confronto com Tomé, Jesus alertará a necessidade de crer sem ver (cf. Jo 20,19ss). Jesus vivo e ressuscitado é o centro da vida da comunidade. A comunidade é o espaço onde melhor reconhecemos o ressuscitado, nos tornamos mais fortes pois aprendemos a partilhar e superar os obstáculos que o testemunho exige.

A segunda leitura vemos a experiência de João, que no dia do Senhor, descreve que foi arrebatado e deverá escrever o que viu (Ap 1,9-13.17-19).

Na primeira leitura vemos crescer o número das pessoas que seguem os apóstolos. De todos os lugares vinham pessoas doentes trazidas aos discípulos e todos eram curados. (cf. At 5, 12-16).  Os discípulos aprendem que repartir o pão é partilhar tudo o que receberam de Jesus.

Pe. Mário Pizetta
Pároco 


Mensagens da semanas Março de 2016

FELIZ PÁSCOA

Chegamos ao momento ápice da vida cristã: a Ressurreição. A Páscoa nos lembra que a vida é vencedora. A semana Santa nos deixou lições maravilhosas: Na quinta feira fomos convidados à Ceia e recebemos a lição da partilha e do serviço. Neste dia vimos ainda a grande lição do EXEMPLO de Jesus. O exemplo não só cativa mas como cria vínculo.
 

Na sexta feira atestamos até onde o amor pode chegar: ” Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus”. No Sábado Santo recordamos todos os momentos da caminhada de nossa história cristã, aprendemos que seguindo os ensinamentos do Senhor nos tornamos exemplo e somos geradores de Luz, como Jesus é para o mundo.

O domingo de Páscoa nos lembra que a vida não está nos túmulos, Jesus vence a morte. A morte é apenas um momento de nossa transformação. ” à vida não é tirada mas transformada”.

As leituras do domingo de Páscoa nos levam ao testemunho de Pedro sobre Jesus ressuscitado (cf. At 10,34.37-43). Ouviremos a palavra de Paulo:” Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos para buscar as coisas do alto”(cf. Col 3,1-4). No evangelho uma alerta: Não vamos buscar a vida nos túmulos! (cf. Jo 20,1-9). Um grande abraço a todos. UMA FELIZ PÁSCOA!

Pe. Mário Pizetta
Pároco


JESUS É ACLAMADO REI X OBEDIENTE ATÉ A MORTE DE CRUZ

Iniciamos neste domingo a última e decisiva etapa do caminho de Jesus, a entrada triunfal em Jerusalém, e o seu caminho da cruz. Neste percurso veremos Jesus sendo aclamado: “Bendito o rei, que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas alturas” (Lc 19,39).

Na 1ª leitura, o profeta Isaias, nos apresenta a imagem de Jesus, o Servo sofredor, que tem palavras de conforto, que despertam interesse e abrem os ouvidos. 

Um Servo que não foge do sofrimento oferecendo as costas para ser batido, o rosto para as cusparadas, é o caminho do calvário. Ele não tem medo porque sabe que Ele está com seu Auxiliador. O Servo não faz por si, faz pelo Pai (cf. Is 50,4-7).

Na segunda leitura, Paulo, dirá que Jesus de condição divina, humilhou-se e se fez obediente até a morte e morte de cruz (Fl 2,7 e 8). Não é uma obediência cega, mas humilde, aliás, somente os humildes são capazes de obedecer. Jesus obedece quem o enviou: o Pai.

No evangelho, ouviremos a narrativa da paixão apresentada pelo evangelista Lucas. Serão passos de sofrimento, de encontro com as piedosas mulheres. Jesus vai chorar sobre elas. Jesus também encontra um Cirineu que ajudará Jesus a carregar a cruz. Desprezado pelos soldados é pregado numa cruz.  Ao seu lado, dois ladrões, um que insulta a Jesus, outro, que reconhece a sua fraqueza e recebe o consolo de Jesus (cf. Lc 23,1-49).

A morte de Jesus é uma aparente vitória das autoridades do tempo que não quiseram entender Jesus. Para os sem fé a morte foi uma decepção, mas para os que crêem a morte é o começo de um novo tempo, o tempo do Reino entre pós. Assumir a morte de Jesus é viver o caminho da fé cada dia. Assumindo a cruz temos a certeza da Ressureição.

FELIZ SEMANA SANTA A TODOS – QUE O RESSUSCITADO ILUMINE NOSSOS CAMINHOS.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


“ATIRAR A 1ª PEDRA”

O 5º domingo da Quaresma nos traz o episódio em que os mestres da lei e os fariseus trazem para Jesus uma mulher surpreendida em um adultério e perguntam o que devem fazer, considerando que a lei manda apedrejá-la. Jesus, abaixa-se e começa a escrever no chão e faz uma pergunta: “Quem não tiver nenhum pecado atira a 1ª pedra” (cf. Jo 8,1-8).

Na 1ª leitura, o profeta pede para esquecer o passado e buscar o novo: “Não relembreis coisas passadas, o Senhor fará coisas novas” (Is 43,18-19).

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo, nos lembra a necessidade de abandonar o passado, e lançar-se sempre para frente. A descoberta de Cristo nos faz considerar tudo um lixo (cf. Fil 3,8-14). Algumas lições das leituras:

a. Nossa vida não pode ficar presa em saudosismos do passado, bem como de possíveis erros, temos necessidade de andar, avançar, nos libertar.

b. Com a descoberta de Cristo o homem passa a desprezar tudo o que é deste mundo, “tudo é lixo”, desprezível.

c. Se a força que usamos para condenar fosse usada para o bem, poderíamos ter um mundo melhor. Jesus quer esta força sendo usada na misericórdia.

O 5º domingo nos mostra mais uma vez o quanto grande é o amor de Deus por nós. Deus não quer a morte do pecador, mas a vida.

Atenciosamente
Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


“ESTAVA MORTO E TORNOU A VIVER” (Lc 15,24)

O quarto domingo da Quaresma traz a parábola do Filho Pródigo que mostra o quanto Deus é misericordioso. Vejamos as leituras: Na 1ª leitura vemos que Josué, celebra com o povo a Páscoa, recordando o caminho da libertação, que os leva a alimentar-se com os frutos da Terra Prometida, porque o maná cessou (cf. Js 5,9-12).

O evangelho apresenta a parábola do filho pródigo. Nesta, podemos ver a grande obra de liberdade e misericórdia que Deus realiza. Inicialmente nos dá a liberdade de agir, não interfere. Depois, oferece o tempo de consciência, de percepção dos erros, o arrependimento, a volta. Vemos ainda o comportamento resistente do filho mais velho, e a atitude incondicional do pai que acolhe (cf. Lc 15,1ss).

Na segunda leitura, na carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo afirma que quando alcançamos Cristo, nos tornamos novas criaturas (cf. 2Cor 5,17-21). Estamos em Cristo quando passamos à praticar as atitudes de Jesus. Chegar a Cristo é um caminho de busca permanente, de conversão. Todos podem chegar a Ele.

Atenciosamente
Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


Mensagens da semanas Fevereiro de 2016

“VOU CAVAR EM VOLTA E COLOCAR ADUBO” 

  A liturgia deste domingo nos fala da mudança que cada um é convidado a fazer, a conversão. Na 1ª leitura, vemos o encontro de Moises com o Senhor no monte. Moises se depara com a sarça que ardia e não consumia a planta. Moises se aproxima. Deus o chama, pede para não se aproximar, o Senhor diz que Ele está ali, pede para tirar as sandálias e se identifica: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac… Moisés cobre o rosto e escuta: “Eu vi a aflição do meu povo que está no Egito…desci para libertá-los”.  Deus lhe pede para ir a este povo e dizer que o “Eu sou aquele que sou” não quer mais escravidão (cf. Ex 3,1-8.13-15). 

O evangelho apresenta inicialmente duas tragédias, conhecidas no tempo, e alerta as pessoas afirmando que os que sofreram a tragédia não eram mais pecadores dos que não morreram. Jesus faz um grande apelo a conversão pessoal. Na parábola da figueira, que seria destruída, por não gerar figos, alguém veio em socorro desta: “vou cavar em volta e colocar adubo” (Lc 13,8). Deus é sempre paciente com seus filhos e filhas, nos dando um tempo. A quaresma é este tempo favorável de alimentar-se mais de Deus, pedir perdão dos seus pecados, para produzir frutos. As pessoas que intercedem e buscam salvar a figueira são aquelas que assumiram a vida em Jesus e procuram salvar os que se encontram distantes. (cf. Lc 13,1-9). 

A segunda leitura Paulo recorda a experiência libertadora do Egito, a assistência de Deus e muitos morreram e ficaram no deserto por terem desagradado o Senhor Deus (cf. 1Cor 10,5ss). Jesus, neste domingo, nos ajuda a compreender que é muito fácil pedir a conversão dos outros do que realizar a conversão em si próprio. Lembra que a verdadeira conversão começa em nós mesmos.   

Atenciosamente
Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


UM ENCONTRO PARA TRANSFORMAR

O 2º domingo da Quaresma nos leva ao monte Tabor. Como Pedro, Tiago e João, somos convidados a viver a experiência no alto da montanha, da transformação e a contemplação da glorificação de Jesus junto com Moisés e Elias.

A primeira leitura nos mostra a Aliança de Abrão que ao romper do seu mundo da desconfiança, saindo do casulo, vislumbra diante de si a promessa de Deus.

Sair de si mesmo, do isolamento nos permite ter um novo olhar. Muitas respostas para vida chegam até nós quando nos desinstalamos (cf. Gn 15,5-12.17-18).

No evangelho, vamos ao alto do monte e experimentar a glorificação do Senhor, ou seja, a verdadeira transformação, que é a conquista da plena consciência de quem é Jesus: “Este é o meu Filho, escutai o que ele diz:” (Lc 9,35). Na escuta e seguimento de Jesus veremos a sua glória.

Na segunda leitura, Paulo exorta a comunidade dos Filipenses para abandonar os “deuses da vida terrena” e buscar a verdadeira transformação que será alcançada em Cristo Nosso Senhor (cf. Fil 3,17-4,1). O caminho da conversão é um caminho de transformação.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“DEIXAI-VOS RECONCILIAR COM DEUS”

Na última quarta-feira, com as cinzas, iniciamos a Quaresma e a Campanha da Fraternidade. E com estas, um convite todo especial para uma mudança de vida. Neste tempo da Quaresma vamos encontrar na liturgia expressões fortes, como vimos na quarta-feira de cinzas: “Voltai para mim”, “Rasgai o coração e não as vestes”(cf. Joel 2,12.13). “Deixai-vos reconciliar com Deus”, “Este é o momento favorável” (2Cor 5,20. 6,2). Através da prática das obras de misericórdia, oração e o jejum buscar uma verdadeira conversão (cf. Mt 6,1-6.16.18).

Neste 1º domingo, na primeira leitura, vemos o relato de Moises que lembra ao povo o difícil caminho percorrido até chegar a este momento e como gesto de gratidão e reconhecimento, inclina-se diante de Deus para a adoração e oferece os primeiros frutos (cf. Dt 26,4-10).

O evangelho nos mostra uma realidade presente na vida do ser humano: as tentações. As três tentações de hoje resumem todas as nossas inclinações: ter, poder e ser. Nestes universos se manifestam todas as nossas inclinações. Elas fazem parte de nossa vida e convivem conosco. Para vencê-las precisamos estar sempre fortalecidos, crescer espiritualmente (cf. Lc 4,1-13).

Falando aos romanos, Paulo, recomenda a escuta da Palavra, pois “é crendo no coração que se alcança a justiça e é confessando a fé com a boca que se obtém a salvação”, “Todo aquele que nele crer não será confundido” (cf. Rm 10,8-13). Reconhecer os momentos de nossa história é sentir a presença de Deus em nossa caminhada. As tentações nos fazem estar sempre vigilantes e superá-las é manifestar nossa confiança no Senhor. A Palavra é colocada dentro de nós para que possamos reconhecer sempre a ação de Deus. Um abençoado período Quaresmal à todos.

Atenciosamente
Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


AVANÇAR PARA ÁGUAS MAIS PROFUNDAS: CONDIÇÃO PARA ASSUMIR A VOCAÇÃO

O 5º domingo do Tempo Comum, Ano C, aprofunda uma questão muito importante em nossa existência: qual é a minha vocação? Cada ser humano tem uma forma de colaborar com o projeto de Deus.

A 1ª leitura fala da visão de Isaias. Diante da contemplação Isaias sente a sua pequenez, e escuta o grande apelo: “quem, enviarei?”. O profeta responde:” Aqui estou, pode enviar-me” (Is 6,1-8).

No evangelho, Jesus afirma para os discípulos a necessidade de “avançar para águas mais profundas”(Lc 5,4).

A segunda leitura, Paulo recorda à comunidade de Corinto, que tudo o que ele pregou, recebeu de Cristo morto e ressuscitado e que tudo é obra da Graça de Deus (cf. 1Cor 15,1-11). A vocação é sempre um apelo de Deus feito à pessoa. Deus chama por que ama. Avançar para águas mais profundas é assumir a própria vocação com todos os riscos. Ao responder o apelo de Deus descobrimos a gratuidade deste amor. Avançar para águas mais profundas é parte de uma “Igreja em Saída”(cf. Lc 5,1-11). 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


Mensagens da semanas Janeiro de 2016

OS DESAFIOS DA MISSÃO PROFÉTICA   

O 4º domingo do tempo Comum, ano C, coloca diante de nós os desafios, a missão e os dramas do Profeta. A primeira leitura apresenta o chamado de Deus a Jeremias, e também o seu envio: “Vamos, põe a roupa e o cinto, levanta-te e comunica-lhes tudo o que eu te mandar dizer; eu te transformarei numa cidade fortificada e estarei contigo”. Vemos a transformação do profeta pelas mãos de Deus e a certeza de sua presença. (cf. Jr 1,5b).  
 
No evangelho encontramos a narrativa de Lucas que mostra Jesus, o grande profeta, na sinagoga sofrendo rejeição, questionamento, sendo desprezado, hostilizado, não reconhecido, inclusive sofrendo gozação: “Não é este o filho de José”(cf. Lc 4,22). Jesus é o novo. Assim como ontem não aceitaram Jesus, também hoje muitos admiram Jesus más não o acolhem. A acolhida de sua mensagem é o caminho da transformação.  
 
A segunda leitura, apresenta o hino ao amor. Ali iremos aprender que somente quem ama é capaz de sofrer perseguições, enfrentar obstáculos e superá-los (1Cor 12,31-13,13). A Igreja necessita ser profética. Ela caminha contra a corrente, está sempre na contramão. A Igreja precisa estar atenta, por isso a sua presença junto aos desafios da vida não sejam engolidos por interesses contrários ao Reino. Enquanto agimos profeticamente somos geradores de esperança.    
Atenciosamente
Pe. Mário Pizetta, ssp

ANUNCIADORES DA PALAVRA

A liturgia deste 3º domingo do Tempo Comum, por meio de Lucas, nos apresenta importância da Palavra na vida de todos nós. Vejamos como isto nos é apresentado:

Na 1ª leitura vemos o povo que se posiciona em assembleia para ouvir o sacerdote Esdras: O povo escuta e procura compreender a força da Palavra. O povo chorava ao ouvir as palavras da lei (cf. Ne 8,2-6.8-10).

No evangelho encontramos Jesus na sinagoga e ali vai ler um texto do profeta Isaias: “O Espírito de Deus está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a boa nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos, recuperar a vista, libertar os oprimidos…e concluiu: Hoje se cumpriu esta passagem” (cf. Lc 1,1-4;4,14-21). Jesus é o ungido de Deus, e sua missão é ser anunciador da Palavra.

Na verdade todo aquele que crê e testemunha sua fé em Jesus torna-se um anunciador das obras do Pai.

A segunda leitura vem de Paulo aos Coríntios e apresenta a imagem do corpo para representar o mistério da Igreja que é o corpo de Cristo. (cf. 1Cor 12,12-30). A leitura nos ensina que todos somos importantes, não existe superioridade ou inferioridade. Cada um é chamado a ser responsável.

Neste domingo vemos que o lugar da Palavra é o centro da comunidade e de cada um de nós. A palavra quando acolhida é geradora de alegria e provoca a festa. A Palavra nos faz reconhecer que Cristo é a cabeça e nós somos os seus membros. Cada um de nós, alimentados por ela somos chamados a vivenciar os dons recebidos e colocá-los ao bem comum.

Assim como Jesus foi anunciador da Boa Nova, nós que cremos nos tornamos anunciadores de sua Palavra.

Pe. Mário Pizetta
Pároco

Fechar Menu