Mensagens da Semana do Ano de 2017

Mensagens da semana Dezembro de 2017

DEUS NÃO ABANDONOU O SEU POVO: É NATAL

As ruas estão decoradas, luzes se acendem, o movimento de gente que vai e que vem é grande.

As pessoas olham os preços, fazem cálculos, observam. Um clima diferente toma conta da cidade. Estamos no Natal. Deus não abandonou o seu povo, continua a caminhar com ele. A data nos lembra o nascimento de Jesus, mas ela se transformou na festa do consumismo, ainda existem aqueles, que além dos presentes, levam abraços, vão ao encontro dos perdões, da busca da paz. As narrativas relatam que Jesus, ao nascer, não encontrou lugar. Maria e José encontraram refúgio numa manjedoura, numa estrebaria. Foi ali, naquele lugar humilde, que aconteceu a sua acolhida. Os anjos anunciaram a sua presença e os pastores, homens do campo, foram os primeiros a visitar. O caminho da humildade é a estrada dos mistérios de Deus.

Ao olhar para o mundo, tristemente vemos que Ele, o Salvador do mundo, ainda não encontra lugar. Muito poucos são aqueles que o acolhem, pois a mente e o coração humano tem as preocupações distantes.

Meu irmão, minha irmã, desejo a você um Natal muito feliz, peço que acolha este Menino na sua mente, no seu coração e na sua família.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“ESTAI SEMPRE ALEGRES”

O terceiro domingo do advento é chamado o domingo da alegria, pois o Senhor está chegando.

A primeira leitura nos apresenta a missão do servo. O servo é Jesus que virá. Ele anunciará a boa nova aos pobres, vem curar nossas feridas e libertar os que estão presos (cf. Is 61,1-2.10-11).

Na segunda leitura, Paulo, recomenda aos tessalonicenses e a cada um de nós: “estai sempre alegres”, “daí graças em todas as circunstâncias”, “examinai tudo e ficai com o que é bom” (cf. 1Tes 5, 16-24).

No evangelho, encontramos novamente a pessoa de João Batista, que vem para ser o testemunho da luz. Interrogado por levitas, vindos de Jerusalém,  que queriam saber quem ele era, João responde: “ Eu não sou o Messias”, “nem Elias”, “Eu sou a voz daquele que grita no deserto: aplainai o caminho do Senhor”. Estas afirmações nos ajudam a compreender a missão de João Batista: preparar a estrada de muitos para acolher Jesus. A Igreja, também hoje tem esta missão: preparar os corações humanos para acolher este Menino Deus que vem até nós. Hoje, compete a cada um de nós pedir a sabedoria para discernir o que vem de Deus.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


COMO JOÃO BATISTA: VAMOS PREPARAR O CAMINHO PARA O SENHOR

Neste segundo domingo do Advento trazemos o profeta João Batista, o precursor do Messias: “Preparai os caminhos do Senhor, endireitai as suas veredas”.

O profeta Isaias, convida a comunidade a ter confiança sobre a vinda do Senhor: “preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada do Senhor”. Ele virá como um Pastor que carregará a todos com seu braço forte (cf. Is 40,1-5,9-11).

O evangelho, nos mostra a figura de João Batista, que retoma  as palavras do profeta Isaias, e acrescenta: “depois de mim, virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias”. João ainda nos lembra que ele batiza com agua, mas Ele vos batizará no Espirito Santo” (cf. Mc 1,1-8).

A segunda leitura, Pedro em sua segunda carta, nos alertará dizendo que o tempo de Deus é diferente do nosso tempo. A demora de sua chegada não nos deve deixar tristes. Precisamos estar sempre vigilantes (cf. 2 Pd 3,8-14).

Neste domingo acendemos a segunda vela da coroa do Advento, a Branca, anunciando que este menino é portador de Paz.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


UM NOVO ANO LITÚRGICO

Com a festa de Cristo Rei, no último domingo, encerramos o ano litúrgico de 2017. Hoje, com o Advento, iniciamos um novo ano litúrgico, tempo de preparação ao Natal. A Igreja, ao longo de cada ano, nos oferece a oportunidade de reviver os principais mistérios da nossa fé.

Neste domingo, o 1º do Advento, o profeta Isaias, lamenta  que o homem se afastou de Deus e faz  uma súplica para que o Senhor volte o seu olhar, reconsidere seu comportamento e venha em socorro de todos aqueles que foram justos. Perdoe, esqueça os erros daqueles que falharam. O profeta clama ao Senhor, que mesmo com todas as fragilidades humanas reconhece  “tu és nosso pai, nós somos barro; tu, nosso oleiro, e nós todos, obra de tuas mãos”. O Senhor é pai e usa de misericórdia (cf. Is 63,16b-17.19b; 64,2b-7).

No evangelho, de Marcos, apresenta-nos a advertência de  Jesus, para estarmos sempre atentos, vigilantes pois não podemos imaginar quando virá o Senhor. A vigilância não nos permite vacilar. Ela é uma atitude do sábio (cf. Mc 13,33-37).

Paulo, na carta aos Coríntios, agradece a Deus pela ação bondosa sobre a  comunidade, afirma que não lhes falta nada, todos foram enriquecidos com a palavra e todo o conhecimento. Paulo ainda implora para que todos possam ser perseverantes até o fim (cf. 1Cor 1,3-9).

Que cada vela acendida aos longos destes quatro domingos ilumine o nosso caminho  de preparação ao Natal.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


Mensagens da Semana Novembro 2017

CRISTO, O REI QUE VAI AO ENCONTRO DE TODOS

Neste domingo concluímos o ano Litúrgico de 2017. Dessa forma, abrimos as portas do Advento no próximo domingo. Também neste domingo iniciamos o Ano do Laicato, tempo de maior conscientização sobre o protagonismo de todos aqueles que estão engajados na vida eclesial.

A primeira leitura vai mostrar que Deus é o verdadeiro Pastor, “eu mesmo vou apascentar as minhas ovelhas”. Deus não procede como os reis do mundo. Ele vai ao encontro de todos, ele vai procurar a ovelha perdida (cf. Ez 34,11-12.15-17).

Na segunda leitura Paulo, o apóstolo nos dirá que Cristo é a primícia, não só o primeiro, mas o mais importante no plano do Pai para receber a ressurreição e o Pai colocará todas as realidades deste mundo sob o seu poder. Cristo é o vencedor da morte (cf. 1Cor 15.20-26.28).

No evangelho, encontramos os últimos versículos do capitulo 25, a apresentação do juízo final. Jesus vai apresentar os critérios que serão utilizados nesse dia. Jesus vai nos confrontar com tudo o que ele em vida nos ensinou e praticou, quando esteve no nosso meio. Ele julgará o nosso amor e a justiça praticada (cf. Mt 25, 31-46).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


TEMPO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS – CHAMADOS A MULTIPLICAR OS DONS

Na medida que vamos concluindo o ano litúrgico, de 2017, os textos proclamados voltam-se para a responsabilidade pessoal sobre a vida, nos interpela: quais são os frutos de nosso trabalho? Qual é a nossa colheita? Quais são nossos resultados? Quanto fomos capazes de multiplicar?

Na primeira leitura, do livro dos Provérbios, encontramos a exaltação da mulher virtuosa e temente a Deus: é mais preciosa que as joias; Ela é o encanto do marido, tem olhar para o necessitado e seus trabalhos são proclamados nas praças (cf. Pr 31,10-13.19-20.30-31).

O evangelho nos apresenta a parábola do talentos. Cada um de nós é agraciado por dons. Eles representam nossas capacidades para agirmos no mundo em favor do irmão e não apenas para si próprio. Na vida também não podemos esconder estes dons, nos omitir. Não é possível acomodar-se. Cada ser humano foi enriquecido pelo Senhor (cf Mt 25,14-30 ou 14-15.19-21).

Na segunda leitura, Paulo apóstolo, ainda continua explicando a comunidade a vinda do Senhor, “ela virá como o ladrão”, nunca vai avisar. Como “filhos da luz e filhos do dia ”, precisamos caminharmos de forma “vigilante e sóbria” (cf. 1Ts 5,1-5).

Neste domingo o Papa convida a todos a termos um olhar como de Jesus para os pobres. Em sua mensagem o Papa nos recorda que os pobres “sempre estiveram no coração da Igreja desde as comunidades primitivas”… e, “se queremos encontrar o Cristo é preciso que toquemos o seu corpo no corpo chagado dos pobres como resposta a comunhão sacramental recebida na Eucaristia”

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


PRUDÊNCIA E VIGILÂNCIA CAMINHAM JUNTAS

O 32º domingo do tempo Comum, ano A, nos apresenta duas atitudes de grande valor na caminhada cristã: a prudência e a vigilância. Vejamos como as leituras nos ajudam a compreender esta realidade:

A 1ª leitura, nos fala que a Sabedoria é a grande aliada do homem quando este a ama. Ela se antecipa e nunca se cansa, ela é a perfeição da prudência. A sabedoria ilumina todas as nossas escolhas, para buscarmos sempre os melhores caminhos (cf. Sb 6,12-16).

O evangelho continua a explicitar a apresentação do Reino nos mostrando a parábola das virgens prudentes e insensatas. As prudentes usam a sabedoria que está na vigilância. As surpresas acontecem todos os dias, o noivo pode chegar e sermos surpreendidos. Daí a necessidade de caminhar sempre preparados (cf. Mt 25,1-13).

A segunda leitura o apóstolo Paulo responderá as dúvidas da comunidade sobre o que acontecerá com aqueles que morreram. Paulo explicará que se cremos na ressureição estaremos na glória junto com o Pai (cf. 1Ts 4,13-18).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


SANTOS: SÃO TODOS AQUELES QUE VIVEM AS BEM-AVENTURANÇAS

A Igreja, no mundo INTEIRO, celebrou a festa de “Todos os Santos” no dia 1º de novembro. No Brasil, a CNBB, quando este dia cai na semana, a festa é transferida para o domingo seguinte.

A primeira impressão que vem na nossa mente quando falamos de santidade é de uma realidade muito distante, difícil de ser alcançada, um privilégio de poucos, mas na verdade, poucos são lembrados na história, mas são muitos os que se tornam santos. Santidade não é uma realidade inatingível, pelo contrário, cada ser humano pode alcançar a santidade. Santidade é ser íntimo de Deus. A História dos Santos nos mostra que temos santos de todas as idades, que alcançaram este grau nas mais diversas situações da existência. Qual o segredo? Amar, pois quando amamos testemunhamos Deus. Vejamos como as leituras nos ajudam a compreender esta busca:

Na primeira leitura, João por meio do Apocalipse,  vê  uma grande multidão de todos as nações, tribos, povos e línguas que trajavam a veste branca e tinham vindo da grande tribulação, pois tinham lavado suas vestes no sangue do Cordeiro (cf. Ap 7,2-4.9-14).

O evangelho nos apresenta o caminho percorrido pelos santos e santas, a vivência das Bem- aventuranças. Todo aquele que  pratica estas recomendações de Jesus será santo um dia. Vemos portanto que a santidade não exige grandes ações, mas fazermos o pouco em cada dia com amor (cf. Mt5,1-12).

A segunda leitura, João e sua carta 1ª carta nos dirá que somos seus filhos amados( 1 Jo 3,1-3).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


O AMOR É A FORMA CONCRETA DE MANIFESTAR NOSSA FÉ

O 30º domingo do tempo comum leva-nos  a escutar a pergunta dos fariseus: “Qual é o maior mandamento? Vejamos como as leituras respondem a este questionamento.

No livro do Êxodo o Senhor fala ao povo para que não maltrate e nem explore o seu irmão, não faça mal a viúva. Todo aquele que praticar estes comportamentos sentirá a cólera do Senhor (cf.  Ex 22,20-26).

No evangelho Jesus resume a Lei e os Profetas: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda tua alma e de todo o teu entendimento” e “amarás o teu próximo como a ti mesmo” ( cf. Mt 22,34-40). Recordemos que Judeus tinham 613 mandamentos, 365 proibições e 248 prescrições. Jesus faz uma síntese de todas estas normativas e no resumo que apresenta o jeito de ser cristão. Jesus está  dizendo que na prática do amor a Deus e ao próximo está a nossa expressão máxima da nossa fé. Fé sem a prática do amor não é completa.

Paulo, na carta aos Tessalonicenses, expõe como os primeiros evangelizadores agiam: com simplicidade acolhiam a todos, viviam uma conversão contínua, davam testemunhos e se tornaram modelos para outras comunidades (cf. 1Ts 1,5-10).

Jesus ao pedir amor ao próximo está reconhecendo a criatura humana não apenas como sua imagem, mas o identifica como o ser mais importante de todas as criaturas criadas.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


SER MISSIONÁRIO: É SER COLABORADOR DE DEUS 

Neste domingo, a Igreja celebra o dia mundial da missões das Missões. O Papa Francisco em sua mensagem para este dia afirma: “a Igreja é missionária por sua natureza”, está fundamentada no poder transformador do evangelho”, nos tornamos seguidores de jesus quando o acolhemos em nossa vida. A ato de crer  e de agir nos torna colaboradores  de Deus.

Na 1ª leitura, Isaias nos mostra que Ciro, imperador, ao libertar o povo judeu torna-se um instrumento de Deus. Nos alerta de que nenhum poder é eterno neste mundo (cf. Is 45, 1.4-6).

No evangelho nos é apresentada a questão da autoridade política e religiosa: “É justo pagar tributo a Cesar?”. Jesus não entra na pergunta maldosa dos fariseus e doutores da lei, mas mostra que devemos reconhecer  o que é de Deus e respeitar o que é do poder deste mundo.

Na segunda leitura, vemos Paulo, incentivando os cristãos da cidade de Tessalônica  a viverem a fé. Fé que não é um mero sentimento, mas um comprometimento com o projeto de Jesus., Quando assumimos um serviço, um trabalho na evangelização estamos nos tornando missionários.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DEUS NOS CONVIDA PARA O GRANDE BANQUETE

Depois que o evangelista Mateus nos apresentou a parábola da vinha, neste 28º domingo do tempo comum, somos convidados a participar do grande banquete.

O profeta Isaias dirá que o Senhor nos chama para o banquete sobre o monte. A imagem da mesa farta é a manifestação da alegria  de todos os que acolhem a Deus. Olhando para o nosso mundo vemos que o privilégio de bons alimentos ainda está na mesa de poucos.

No evangelho vamos ouvir a parábola do rei que fez uma grande festa para o casamento do  seu filho. Ele distribuiu um enorme número de convites, e muitos apresentaram desculpas e não foram para o banquete. Deus é o Pai que oferece a festa. O filho é Jesus. A parábola expressa a imagem do Reino: Deus convida a todos, mas nem todos aceitam, aquele que não tem a veste nupcial é aquele que não quer se comprometer.

Paulo, na segunda leitura, nos dá um belo exemplo de humildade e de confiança: sabe viver na abundância e também na pobreza, testemunha  sua capacidade de adaptar-se à realidade onde se encontra. Paulo explica que esta capacidade é advinda de sua grande confiança que ele tem em quem o envia e na força que recebe devida a sua fidelidade.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A PEDRA REJEITADA QUE SE TORNOU A PEDRA ANGULAR

No último domingo a liturgia nos chamava atenção sobre a responsabilidade pessoal. Neste domingo ainda encontramos a reflexão sobre a vinha. Jesus já está em Jerusalém. As leituras proclamadas mostram a gratidão de Deus e seu cuidado com a vinha, revelam ainda a ingratidão do homem que além de não cuidar bem da vinha, produz frutos azedos e mata aqueles que foram enviados para supervisionar a ação dos vinhateiros.

O texto de Isaias é um “cântico de núpcias”: a vinha é a esposa e o amigo é o símbolo de Deus. O cântico é um hino a justiça e à fidelidade de Deus a seu povo, que nem sempre corresponde com bons frutos (Cf. Lit. Diária, Nº 310,p.38), ( Is 5,1-7).

O evangelho retoma o tema da vinha. O texto afirma que Deus confiou esta vinha a pessoas. Periodicamente enviou seus servos, os profetas, para ver o que estava acontecendo, mas eles foram mortos pelos arrendatários. Finalmente enviou seu Filho, mas este também foi morto,” A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular”(cf. Mt 21,42). Jesus é a pedra angular que foi rejeitada e morto.

Na segunda leitura encontramos Paulo que nos convida a atuar na vinha. A vinha é o reino, a comunidade, onde cada um de nós é convidado a empenhar-se a tudo o que é “verdadeiro, respeitável, justo, amável, honroso que mereça louvor do Senhor”(cf. Fil 4,6-9).

Vemos portanto que Deus criou um mundo pleno, perfeito, e repleto de riquezas. Deixou o homem como o grande responsável da vinha, mas este não soube zelar. Cada um de nós, animado pela força transformadora do evangelho, é chamado a fazer prosperar a vinha

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


Mensagens da Semana Setembro 2017

EMPENHADOS NA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO MAIS JUSTO E DE PAZ

O 26º Domingo do Tempo Comum nos recorda que Deus chama todos os homens e mulheres a empenhar-se na construção de um mundo novo de justiça e de paz. Alerta que não podemos viver em duas opções: o “sim” para colaborar, ou voltarmo-nos para o egoísmo, comodismo, isolamento e não assumirmos um compromisso com Deus.

O profeta Ezequiel, na primeira leitura, convida os israelitas exilados na Babilónia a comprometerem-se de forma séria e consequente com Deus, sem rodeios, sem evasivas, sem subterfúgios. Cada crente deve tomar consciência das consequências do seu compromisso com Deus e viver, com coerência, as implicações práticas da sua adesão a Jahwéh e à Aliança.

O Evangelho vai nos ajudar a compreender como se concretiza o compromisso cristão com Deus: O “sim” que Deus nos pede não é uma declaração teórica de boas intenções, sem implicações práticas, mas é um compromisso firme, coerente, sério e exigente com o Reino, com os seus valores, com o seguimento de Jesus Cristo esforçando-se para cumprir a vontade de Deus.

Paulo, na segunda leitura, apresenta aos cristãos de Filipos e a nós do mundo de hoje, o exemplo de Cristo. Na condição de Filho de Deus, Cristo não afirmou com arrogância e orgulho a sua condição divina, mas assumiu a realidade da fragilidade humana, fazendo-se servidor dos homens para nos ensinar a suprema lição do amor, do serviço, da entrega total da vida por amor.

Deus nos pede a seguir Jesus e a viver do mesmo jeito, na entrega total ao Pai e aos seus projetos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


BÍBLIA: A PALAVRA QUE NUNCA SE DESATUALIZA

No último domingo de setembro  a Igreja celebra  o dia da Bíblia. Com esta data lembramos a importância da Palavra de Deus na vida do ser humano.

O Bem-aventurado Pe. Tiago Alberione, fundador da Família Paulina, dizia que a Biblia “é a carta que Deus enviou aos homens”.

O profeta Isaias, na 1ª leitura, fará um forte apelo para conversão; ”buscai o Senhor, abandonai o caminho dos ímpios, reconhecei  que os caminhos de Deus, não são os caminhos dos homens” (cf. Is 55,5-6). A Palavra do Senhor é luz para os que buscam a Deus e caminho para os que desejam retornar ao Senhor”.

No  evangelho, Deus nos convida a ir trabalhar na sua vinha em diferentes horas. Veremos que Deus é um patrão que não segue os critérios dos homens, mas  usa de bondade para com todos. Com isto o evangelho nos diz que o Reino de Deus não se baseia em mérito ou recompensa mas é dom de Deus. ”Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros” (cf.Mt 20,1-16).

A segunda leitura, Paulo nos dirá que para Ele “o viver é Cristo e o morrer é um lucro” (cf.Fl 1,21). O cristão não pode desanimar, mas ser perseverante em todas as situações. Não podemos perder de vista o fim.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


QUANTAS VEZES DEVO PERDOAR O MEU IRMÃO?

O XXIV domingo do tempo Comum, ano A, vai nos dizer que não existe limite para o perdão, precisamos perdoar sempre.

A 1ª leitura de Ezequiel, nos diz que devemos superar a lei talião (Lev.24,19.20;Ex 21,23-25; Dt 19,20). É um texto que antecipa o “pai nosso”.

Lembra que “o rancor e a raiva são coisas detestáveis”, nos questionará: ”Se você não tem compaixão do teu irmão, como poderá pedir perdão dos teus pecados?”(Cf. Eclo 27,33-28,9). O verdadeiro perdão começa com o perdão ao irmão.

O evangelho, através de uma parábola, Jesus explicará o sentido do perdão e  as consequências de quem não  é capaz de perdoar:” É assim que meu Pai do céu fará convosco se cada um  não perdoar o seu irmão” (cf. Mt 8,21-35).

Na carta aos Romanos, Paulo reconhece a diversidade de expressões da fé, vê o pluralismo, “quer vivamos ou morramos pertencemos a Cristo” (cf. Rm 14,7-9).

Perdoar é condição para construirmos a paz, é a essência dos ensinamentos de Jesus. O perdão não se mede pelas vezes que perdoamos mas pela profundidade. O perdão  vem da nossa capacidade de amar. Se amamos o irmão, não temos razões para bloquear a vida do outro. Perdoar é condição para conquistar a paz interior. Vamos lembrar que estamos no Mês da Bíblia, Ela é luz no caminho do ser humano.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


Mensagem da Semana 

  O NOSSO OLHAR FRATERNO COM AQUELES QUE ERRAM.

O 23º Domingo do tempo Comum, Ano A, nos fala da relação com o outro, de modo especial a correção fraterna.

A primeira leitura apresenta a missão  do profeta em nossa sociedade, ele é como um vigia na cidade. Está à serviço da vida. Sua missão é alertar os que se encontram nos maus caminhos, ele está para salvar o seu irmão(cf. Ez 33,7-9).

No evangelho, vemos as indicações de Jesus de como se comportar diante de um erro do irmão. Indica que a oração e a paciência fazem um bem enorme.

Vemos que Jesus oferece vários estágios para este perdão: o encontro fraterno, isto é no diálogo sincero; apresenta o apelo comunitário, duas ou mais pessoas, e por fim o anúncio público (Cf. Mt 18,15-20).

Na segunda leitura, Paulo dirá aos Romanos, que a única realidade que devemos  ao nosso irmão é o nosso amor. Afirma que quem ama cumpre a lei  e manifesta Deus Cf. Rm 13,8-10).

Recordamos que estamos no mês da Bíblia, um mês de maior intimidade com a Palavra de Deus.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS ANUNCIA O CAMINHO DA CRUZ

No último domingo, víamos o elogio de Jesus a Pedro: “Feliz és tu Pedro”, neste domingo, vemos Pedro não aceitar que Jesus tenho que sofrer e morrer.

A primeira leitura apresenta as confissões do profeta Jeremias, onde ele se sente enganado pelo Senhor, reclama que sua palavra foi motivo de gozação diante das pessoas, mas admite ter sido seduzido: ”seduziste-me Senhor” (Jer 20,7). Mesmo diante de todo o sofrimento, o profeta reconhecerá que dentro dele sentiu penetrar um fogo ardente que era impossível resistir (cf. Jer 20, 7-9).

No evangelho, Jesus faz um anúncio: a primeira vista estranho para os discípulos, sobretudo para Pedro: “iria sofrer muito, devia morrer e ressuscitar no terceiro dia”(cf. Mt 16,21). Pedro amava Jesus por isso repreende Jesus: “Deus não permita tal coisa”, mas é advertido por Jesus: “Vai para longe de mim, Satanás”, ”você é uma pedra de tropeço”. Jesus nesta hora está afirmando a Pedro, aos discípulos, e nós que a cruz faz parte do seguimento e quem quiser segui-lo precisa assumir as consequências. O seguimento exige renuncia (cf. Mt16,21-237).

Na segunda leitura Paulo advertirá para não nos conformarmos com a mentalidade do mundo, mas transformá-lo, isto é, eliminar do mundo tudo o que impede a realização do Reino (cf. Rm 12,1-2).

Neste mês de setembro, Mês da Biblia, vamos nos dedicar mais tempo a escutar a Palavra de Deus, recordar que Ela é luz para os nossos passos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


Mensagem da semana Agosto 2017

RECONHECER JESUS PARA FAZER NASCER A IGREJA

A liturgia do 21º Domingo do Tempo Comum, Ano A, nos propõe, dois temas, onde se estrutura toda a existência cristã: Cristo e a Igreja.

O Evangelho convida os discípulos a aderirem a Jesus reconhecendo-o como “o Messias, Filho de Deus Vivo”(cf. Mt 16,16). Dessa adesão, nasce a Igreja, a comunidade dos discípulos e discipulas de Jesus, convocada e organizada ao redor de Pedro. A missão da Igreja é dar testemunho da proposta salvadora de Jesus. Para a Igreja e Pedro é confiado o poder das chaves, isto é, de interpretar as palavras de Jesus, adaptar os ensinamentos de Jesus aos desafios do mundo e acolher na comunidade todos aqueles que aderem à proposta de salvação que Jesus oferece (cf. Mt 16,13-20).

A primeira leitura refere-se ao comportamento daquele que tem o poder “das chaves”. Aqueles que carregam “as chaves” não podem usar a sua autoridade para buscar interesses pessoais e para impedir aos seus irmãos o acesso aos bens eternos, mas deve exercer o seu serviço como um pai que procura o bem dos seus filhos, com solicitude, com amor e com justiça (cf. Is 22,19-23).

Na segunda leitura o apóstolo faz um hino de louvor ao projeto de Deus, um convite a contemplar a riqueza, a sabedoria e a ciência de Deus que, de forma misteriosa e às vezes desconcertante, realiza os seus projetos de salvação do homem. Ao homem resta entregar-se confiante nas mãos de Deus e deixar que o seu espanto, reconhecimento e adoração se transformem num hino de amor e de louvor ao Deus salvador e libertado (cf. Rm 11,33-36).

Neste domingo destacamos a confissão de Pedro. Ele é o exemplo de fidelidade, de serviço, modelo para todo discipulado de Jesus.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


UM GRANDE SINAL FOI VISTO NO CÉU

Neste domingo celebramos a festa da Assunção de Nossa Senhora. O prefácio da missa desse dia afirma: “A Virgem Maria Mãe de Deus, foi elevada a glória do céu. Aurora e esplendor da Igreja Triunfante, ela é consolo e esperança para o vosso povo ainda em caminho”.

A primeira leitura nos leva a identificar a “mulher” como sendo Nossa Senhora por isso ela se torna este grande sinal (cf. Ap. 11,19a,12,1.3-6a,10ab).

O evangelho, apresenta o relato da visitação de Maria a sua prima Isabel, nele escutamos as palavras: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre”. Maria é sinal de consolo e esperança (cf. Lc 1,39-56).

Na segunda leitura vem a afirmação: “Cristo ressuscitou dos mortos como

primicias dos que morreram.” Cristo vence a morte e abre o caminho para todos nós, seus filhos e filhas (cf.1 Cor. 15,20-27a).

A Igreja é o grande sinal da presença de Deus no mundo. Ela esta sempre pronta a defender a vida. Toda vez que ela se coloca em favor da vida ela é luz para a humanidade

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


Mensagem da semana Julho de 2017

A BUSCA DO ESSENCIAL

O 17º domingo do Tempo Comum, ano A, continua a sua mensagem apresentando as últimas Parábolas.

Na 1ª leitura vemos o Senhor que fala a Salomão. O Senhor lhe dá a liberdade de pedir o que ele deseja.

Salomão se reconhece pequeno e pede apenas ao Senhor ”capacidade de governar o seu povo e distinguir o bem e o mal”.

A súplica agrada ao Senhor, e este lhe diz: ”dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti, nem haverá depois de tí” (Cf.2Rs 3, 3-7-12). Deus é imensamente pródigo quando pedimos as graças em vista do  bem comum.

O evangelho continua o discurso do Reino dos Céus. Inicialmente apresenta  a parábola do tesouro escondido, depois, o das  pérolas preciosas, e finalmente, o da pesca, onde é feita a escolha. As duas primeiras ilustram a vida do ser humano, estamos sempre na busca de algo melhor. Volta-se para os nossos valores. A escolha dos peixes, a terceira, nos indica que devemos sempre buscar o que é mais agradável a Deus. Também podemos fazer uma alusão ao  juízo final, onde Deus separará os bons e maus. Cristo é o valor maior. Ele é a pérola, o tesouro escondido. Quando o encontramos deixamos tudo para trás (cf. (Mt 13,44-52).

A segunda leitura, de Paulo aos Romanos, nos dirá que tudo concorre para o bem com aqueles que amam a Deus (cf. Rm 8,28-30). Paulo nos exorta afirmando que quando  amamos recebemos de Deus o seu amor, seremos justificados por ele e estaremos sempre no bom caminho.

A liturgia nos convida neste domingo a fazermos sempre um bom discernimento e buscarmos Cristo, como o tesouro e a pérola preciosa.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DEUS É PACIENTE

O 16º domingo do Tempo Comum, ano A, nos mostra como Deus é paciente e misericordioso.

A primeira leitura nos mostra como Deus, Senhor de todas as coisas mostra-se indulgente. Dominando a sua própria força, julga-nos com clemência, e nos governa com grande consideração, ensinando desta forma que precisamos viver na justiça e nos confortarmos na esperança (cf. Sb 12,13.16-19).

O evangelho ilustrará esta paciência de Deus na parábola do joio e o trigo. O semeador semeou o trigo, mas nasceu também o joio.

Os empregados pediram ao patrão para arrancar o joio, o patrão não permitiu pois o trigo também podia ser arrancado junto. Orientou os seus empregados para fazer a separação no tempo da colheita (cf. Mt 13,24-30). O bem convive com mal. Deus oferece a todos a oportunidade de mudar de vida. As parábolas nos ajudam a compreender a força de Deus na construção do seu Reino (cf. Mt 13,31-43).

A segunda leitura nos mostra a ação do espirito Santo que vem em socorro de nossas aflições. Ele é quem entra no íntimo de cada ser humano e nos fortalece.

O Espirito é que nos dá força diante das nossas dificuldades e nos anima na esperança (cf. Rm 8,26-27).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A SEMENTE E O TERRENO

O 15º domingo de Tempo Comum apresenta a parábola do Semeador. Jesus se utiliza da imagem do camponês que sai a semear nas terras da Palestina.

A semente é a palavra que encontra uma diversidade de terrenos, que é o coração humano.

A primeira leitura compara a ação da chuva e da neve sobre a terra com a Palavra que chega ao ser humano. Assim como chuva faz germinar a semente, a Palavra vem para transformar o ser humano, torná-lo mais próximo de Deus (cf. Is 55,10-11).

O evangelho apresenta a parábola do semeador. Em cada terreno que a semente cai tem uma forma de reagir. O evangelista identifica quatro diferentes tipos de situações: a primeira, que cai ao longo do caminho são comidas pelos pássaros, a segunda, que cai entre os pedregulhos nasce mas não tem raízes, a terceira, entre os espinheiros, cresce rápido mas não tem consistência, a quarta, caiu em terra boa, esta produziu muitos frutos(cf. Mt 13,1-23). A terra boa é quando o coração humano está aberto para acolher a palavra, permite a força da Palavra agir, gerando a transformação para o bem.

Na segunda leitura, na carta aos Romanos, Paulo, utilizando-se da imagem das dores de parto, explica que o processo transformador é de certa forma um caminho de sofrimento.

Existencialmente também é assim: as alegrias chegam somente quando passamos por um grande processo de transformação.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


“SÁBIOS E ENTENDIDOS X PEQUENOS”

 “VINDE A MIM TODOS OS QUE SE ENCONTRAM CANSADOS  E ABATIDOS”(cf. Mt 11,28)

Jesus neste domingo Jesus nos convida a vivermos na condição de pequenos do Reino e buscarmos nele o alivio do peso de nossos fardos.

Na primeira leitura o profeta Zacarias abre o horizonte para uma nova perspectiva: convida a cidade de Jerusalém a alegrar-se porque o verdadeiro libertador está chegando, ele é humilde, vem montado num jumento, quebrará os arcos dos guerreiros e eliminará os carros de Efraim (Zac 9,9-10).

No evangelho Jesus agradece ao Pai o fato de esconder dos sábios e entendidos os grandes segredos do Pai e os revelar aos pequeninos. Os sábios e entendidos são os que vivem sob os critérios do mundo, enquanto que os pequenos são aqueles que estão abertos ao Reino, acolhem, aceitam e constroem sua vida a luz de Cristo.

Jesus também nos convida a estar com ele, pois ele é manso e humilde (cf. Mt 11,25-30).

Na segunda leitura, Paulo dirá que nossa vida não se sustenta na carne, mas enquanto vivemos no Espirito de Jesus, pois é no Espirito que está a vida. Viver é conquistar o Espirito de Jesus(cf. Rm 8,9.11-13).

Jesus na liturgia deste domingo nos convida a sermos mansos e humildes. A mansidão nas relações com as pessoas e humildade para acolher seus ensinamentos.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A BUSCA DO ESSENCIAL

O 17º domingo do Tempo Comum, ano A, continua a sua mensagem apresentando as últimas Parábolas.

Na 1ª leitura vemos o Senhor que fala a Salomão. O Senhor lhe dá a liberdade de pedir o que ele deseja.

Salomão se reconhece pequeno e pede apenas ao Senhor ”capacidade de governar o seu povo e distinguir o bem e o mal”.

A súplica agrada ao Senhor, e este lhe diz: ”dou-te um coração sábio e inteligente, como nunca houve outro igual antes de ti, nem haverá depois de tí” (Cf.2Rs 3, 3-7-12). Deus é imensamente pródigo quando pedimos as graças em vista do  bem comum.

O evangelho continua o discurso do Reino dos Céus. Inicialmente apresenta  a parábola do tesouro escondido, depois, o das  pérolas preciosas, e finalmente, o da pesca, onde é feita a escolha. As duas primeiras ilustram a vida do ser humano, estamos sempre na busca de algo melhor. Volta-se para os nossos valores. A escolha dos peixes, a terceira, nos indica que devemos sempre buscar o que é mais agradável a Deus. Também podemos fazer uma alusão ao  juízo final, onde Deus separará os bons e maus. Cristo é o valor maior. Ele é a pérola, o tesouro escondido. Quando o encontramos deixamos tudo para trás (cf. (Mt 13,44-52).

A segunda leitura, de Paulo aos Romanos, nos dirá que tudo concorre para o bem com aqueles que amam a Deus (cf. Rm 8,28-30). Paulo nos exorta  afirmando que quando  amamos recebemos de Deus o seu amor, seremos justificados por ele e estaremos sempre no bom caminho.

A liturgia nos convida neste domingo a fazermos sempre um bom discernimento e buscarmos Cristo, como o tesouro e a pérola preciosa.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


DUAS GRANDES COLUNAS DE NOSSA IGREJA

Neste domingo a Igreja, no Brasil, celebra a festa de dois grandes colaboradores de Jesus na propagação do cristianismo.

Um discípulo e outro um apóstolo. Falamos de São Pedro e São Paulo. As leituras testemunham e exaltam a pessoa desses fiéis seguidores de Jesus. Cada um de seu modo serviu a Cristo.

Os dois morreram em Roma martirizados.

A primeira leitura mostra como a Igreja no primeiro século foi perseguida. Revela as grandes dificuldades encontradas para o anúncio do evangelho. Pedro está preso, e é libertado da prisão e afirma: “Agora sei, de fato que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar das mãos de Horodes” (At 12,1-12).

O evangelho mostra o momento em que Pedro confessa a Jesus: “Tu és o Cristo o Filho de Deus vivo”. Jesus confia a Pedro a sua grande missão:

“Tu és Pedro, sobre esta pedra construirei a minha Igreja”. Jesus entrega as chaves a Pedro as chaves do reino dos céus (cf. Mt 16,13-19).

A segunda leitura apresenta o testemunho de Paulo a Timóteo, seu fiel discípulo: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé” (2Tm 4,6-8.17-18).

O prefácio da missa desta solenidade  nos ajuda a compreender o significado da presença dessas duas grandes colunas: “Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel.

Paulo, mestre e doutor  das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação” (prefácio). Pedro e Paulo se completam. Estas figuras nos mostram a ação da Igreja hoje. Pedro nos lembra o Papa Francisco.

Cada um de nós tem um pouco de Pedro e de Paulo, assim como eles, somos chamados a testemunhar a ação de Jesus hoje na história.

Pe. Mário Pizetta
Pároco 


A MESSE É GRANDE MAS OS OPERÁRIOS SÃO POUCOS

O 11º domingo do Tempo Comum nos apresenta o momento em que Jesus escolhe os seus discípulos e apresenta a eles algumas tarefas que eles irão desenvolver ao longo da missão para servir o povo, rebanho do Senhor.

Na primeira leitura, do Livro do Êxodo, vemos Moises, que escuta do Senhor a grande proposta: ” se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis para mim a porção escolhida dentre todos os povos, e vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa” (cf. Ex 19,2-6).

A segunda leitura, de Paulo, escrevendo aos Romanos dirá que a maior prova de amor que recebemos de Cristo é sua morte na cruz.

Por isso que agora podemos viver esta nova condição que Ele nos oferece. Buscarmos a sua reconciliação (cf. Rm 5,6-11).

No evangelho, depois de sensibilizar-se com a multidão, e afirmar que eram ovelhas cansadas e  sem Pastor, Jesus escolhe seus discípulos e os orienta para a missão: “expulsar os espíritos maus”, “ir as ovelhas perdidas”, “curar os doentes” e “purificar os leprosos”. Através dessas ações mostrar o rosto misericordioso do Pai (cf. Mt 9,36-10,8).

Vemos portanto que Deus nos convida a fazermos parte do seu rebanho, a alguns Ele pede um sacrifício maior, uma doação mais consistente.

Nossa Igreja hoje, convidada a ser uma Igreja em saída, nos pede um maior empenho nas comunidades para anunciar que o Reino do Senhor está próximo.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


FESTA DA SANTÍSSIMA TRINDADE: UNIDADE E COMUNHÃO

Depois de termos celebrado a Páscoa, a vitória de Cristo sobre a morte. A Ascensão, subida de Jesus ao céu e a vinda do Espirito Santo sobre os Apóstolos e na caminhada da Igreja.

Celebramos a festividade da Trindade, a manifestação plena de Deus Pai, do Filho e do Espirito, a unidade perfeita. Ao contemplarmos a Santíssima Trindade compreendemos o quanto grande é o amor do Pai.

Amor este manifestado no Filho, que esteve no meio de nós e prossegue sua manifestação com a presença do Espirito Santo. As leituras elucidam estas realidades:

A primeira leitura, do livro do Exodo nos revela o encontro de Moises com o Senhor. O Senhor se mostra um Deus misericordioso e clemente, compassivo, paciente, rico em bondade e Moises mesmo reconhecendo a sua fragilidade pede ao Senhor  que caminhe com seu povo (cf. Ex 34,4-6.8-9).

O evangelista João revela o quanto é grande o amor do Senhor, envia seu Filho ao mundo não para condenar mas para salvar. E todo aquele que crer nele viverá eternamente (cf. Jo 3,16-18).

Na segunda leitura Paulo vai nos dizer que este amor trinitário manifesta-se na nossa convivência humana, onde cada um de nós é chamado a viver na paz, na harmonia, encorajando-nos uns aos outros. Na medida que vivemos este amor testemunhamos a trindade. A trindade é portanto o modelo de comunidade perfeita (cf. 13,11-13).

Convidamos a todos nesta semana a celebrarmos juntos a festa de Santo Antônio, na terça feira, e celebração do Corpo e Sangue de Cristo.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


POR QUE ESTAIS AÍ OLHANDO PARA O ALTO

Neste domingo celebramos a festa da Ascensão: Jesus aparece na Galiléia e volta ao Pai, porém  deixa aos discípulos a missão de evangelizar e sua promessa de estar sempre com os eles.

Na primeira leitura, Lucas nos Atos, relata os últimos acontecimentos de Jesus, depois de ter aparecido aos discípulos, recomenda a eles para que não se afastem de Jerusalém. Depois de ter estado com os discípulos, recomenda a eles que sejam testemunhas até aos confins da terra.

Depois Jesus foi levado ao céu. Os discípulos ficaram surpresos e lhes aparece dois homens de vestes brancas que advertem os discípulos: “porque estais aí a olhar para o alto” ( cf. At 1,1-11).

No evangelho, escutaremos o grande mandado de Jesus aos discípulos: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo”. Jesus promete também que acompanhará a todos na missão (cf. Mt 28,16-20). Esta é a grande missão de todo aquele que crê.

Somos evangelizadores na medida que testemunhamos, com nossas ações que Jesus vive e está presente no meio de nós.

A segunda leitura é uma exaltação da presença de Cristo. Ele é a cabeça da Igreja e constitui-se o Senhor da humanidade e da história.

Nele toda criatura está ligada e produzirá muitos frutos (cf. Ef 1,17-23).

Hoje também lembramos o dia dos meios de comunicação social. Na mensagem para este ano o Papa Francisco nos convida a sermos comunicadores do bem, superarmos esta marca de comunicação de coisas negativas. Também somos convidados a rezar pela unidade dos cristãos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


VOCÊS NÃO FICARÃO SOZINHOS

Este domingo nos mostra um ambiente de preocupação de Jesus. Jesus olha para seus discípulos e sente que eles não poderão sozinhos enfrentar os desafios.

Os apóstolos tinham crescido com Jesus, mas o Mestre, como um bom Pastor, sente  que todo caminho a ser feito daqui para frente os discípulos vão precisar da sua presença.

Jesus, portanto, começa a preparar e orientar os discípulos para a sua partida dizendo a eles que eles não ficarão sozinhos.

A primeira leitura, o livro dos Atos dos Apóstolos  testemunham a ação de Felipe na Samaria. Descreve como era a grande a alegria naquela cidade.

Felipe é o instrumento de Deus que vai realizando esta obra de evangelização. Com isso, a Igreja testemunha a expansão do evangelho. Conhecedores desta realidade, Pedro e João vão conferir o Batismo nas comunidades da Samaria, onde estava Felipe (cf. At 8,5-8.14-17). Esta atitude nos lembra hoje nossos Bispos quando comparecem na comunidade para conferir o sacramento da Crisma.

No evangelho, Jesus dirá aos discípulos: “se me amais, guardareis os meus mandamentos”. Jesus invocará ao Pai para que os discípulos sejam agraciados pelo Espirito Santo, que o evangelista chama de Paráclito. Jesus afirmará eles não ficarão órfãos (cf. Jo 14,15-21).

Na segunda leitura, Pedro convida a santificação do coração para suportamos como Cristo os sofrimentos de nossa vida (cf. 1 Pd 3,15-18).

Contemplamos neste domingo, a alegria do evangelho sendo levada aos povos, o apelo para a santificação feito por Pedro, e a promessa de Jesus para vinda do Espirito Santo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA”(Jo 14,6).

O quinto domingo da Páscoa, já começa a mostrar a despedida de Jesus, “na casa de meu Pai tem muitas moradas”(cf. Jo 14,2).

A primeira leitura nos mostra como a comunidade vai encontrando formas de ação diante das novas situações que surgem na comunidade nascente.

A vida da comunidade é dinâmica, na medida que ela cresce surgem novos desafios e o Espirito vai agindo iluminando os seus caminhos (cf. At 6,1-7).

O evangelho está situado no contexto da ceia. Jesus vai explicar a seus discípulos que sua morte não deve preocupá-los. Jesus explica que na casa do Pai, para onde Ele vai, existem muitas moradas, vai abrir as portas. Tomé, não entendendo o que Jesus afirma pergunta: “Como podemos conhecer para onde vais se não conhecemos o caminho?”.

Jesus adverte Tomé dizendo: “Você está há tanto tempo e ainda não sabe?” (cf. Jo 14,1-12).

Na segunda leitura, encontraremos Pedro que nos convidando: “aproximai-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens mas escolhida e honrosa por Deus”, ” a pedra angular que foi rejeitada pelos homens”(cf. 1Pd.2,4-9)

Neste domingo celebramos o dia das mães. Vamos elevar nossa prece de gratidão às nossas mães e pedirmos a bênção de Deus sobre elas.

Pe. Mário Pizetta
Pároco 


JESUS CRISTO É A  PORTA  E AS ATITUDES DO BOM PASTOR

O quarto domingo da Páscoa todos os anos nos leva para o ambiente do campo onde Jesus identifica-se  como o Bom Pastor (Jo 10,14).

A primeira leitura, segue no discurso de Pedro, sua profissão de fé sobre Jesus. A multidão impactada com as palavras do apóstolo pergunta-se: “O que devemos fazer?”(cf. At 2,37b). Pedro responde que é necessário arrepender-se, converter-se e ser batizado.

E milhares de pessoas aderem aos ensinamentos de Pedro (cf. At 2,14.36-41). Vemos que a escuta da pregação nos leva a uma metanóia ou seja uma transformação.

O evangelho nos apresenta o inicio do capítulo dez, a porta onde as ovelhas são guardadas, o redil, onde todas entram e saem.

Jesus dirá que Ele é a porta e o verdadeiro pastor entra por esta porta, as ovelhas o reconhecem e escutam a sua voz. Aquele que não é pastor, mas ladrão, escolhe outros caminhos.

Jesus alerta sobre a diferença entre o que é Pastor e ladrão. O Pastor vem trazer a vida enquanto que o ladrão vem para roubar, matar e destruir (cf. Jo 10,1-10). Este trecho nos leva a identificar nossos pastores, nossas lideranças públicas. Aqueles que agem como Pastores e aqueles que se aproveitam da inocência do rebanho para explorar.

A segunda leitura, de Pedro, nos mostra o testemunho de Cristo como verdadeiro Pastor, aquele que dá vida pelas suas ovelhas (cf. 1 Pd 2,20-25).

Neste domingo vamos rezar pelas vocações para que em meio a este grande rebanho não falta bons Pastores.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“RECEBEI O ESPIRITO SANTO”(cf. Jo 20,22b)

Passados cinquenta dias da Páscoa, a Igreja celebra a festa de Pentecostes, a vinda Espirito Santo.

A primeira leitura deste domingo apresenta o relato de Lucas que mostra os discípulos reunidos em oração, surge um barulho e um forte vento, línguas de fogo que se repartiam sobre os discípulos  (cf. At 2,1-11).

O vento e o fogo são imagens muito comuns nas visões do Antigo Testamento, as línguas de fogo representam o amor e os dons distribuídos pelo Espirito.

O evangelho de Joao apresenta Jesus que aparece aos discípulos e os saúda: “A paz esteja convosco” e afirma: “Assim como o Pai me enviou eu também envio vocês”. “Recebei o Espirito Santo. A quem perdoardes os pecados eles serão perdoados, a quem não os perdoardes, eles serão retidos” (cf. Jo 20,19-23). Não caminharemos sozinhos, estaremos unidos e protegidos pelo Espirito.

A vinda do Espirito Santo é a revelação plena dos mistérios Pascais.

A segunda leitura, Paulo afirma que existem diversidades de dons, mas quem os move é o mesmo Espirito. Os dons são graças que o Espirito distribui  aos seus filhos e filhas em vista do bem comum. Os dons são talentos, capacidades que enriquecem a pessoa.”(cf. 1Cor 12,3-7.12-13).

Os dons quando colocados ao serviço dos irmãos são geradores de comunhão, fraternidade, paz e alegria.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


CAMINHO DE EMAUS: O CAMINHO DA SUPERAÇÃO DA DESILUSÃO E DA FRUSTRAÇÃO

O terceiro domingo da Páscoa nos apresenta o encontro de Jesus Ressuscitado com os discípulos que se dirigem para Emaús.

Este texto pode ser lido a partir de uma ótica de superação da frustração dos discípulos com a morte de Jesus na cruz, como também, encontrarmos uma luz para entendermos como se realiza o projeto de evangelização: Presença, Escuta e Ação. Vejamos as leituras:

A primeira leitura apresenta discurso de Pedro a partir da assimilação do Ressuscitado. Pedro relembra quem foi Jesus. Identificamos o texto como a 1ª manifestação ao povo por parte dos discípulos.

Pedro afirma que Jesus não foi abandonado na região dos mortos, mas elevado a direita de Deus (cf. At 2,14.22-33).

No evangelho vamos encontrar a aparição de Jesus aos discípulos de Emaús. Neste episódio  podemos identificar três momentos:

a. Jesus caminha junto aos discípulos.
b. Os discípulos escutam o Ressuscitado.
c. Jesus deixa um sinal: a partilha do pão, e os discípulos reconhecem Jesus.

Estas três dimensões podem ser uma luz para o caminho de uma comunidade evangelizadora. Jesus sempre está presente na caminhada de povo. A comunidade que escuta a Palavra encontra luz para o seu caminho, faz crescer o entusiasmo pela missão e seus frutos são os sinais que produz. Uma comunidade para tornar-se evangelizadora necessita produzir sinais (Lc 24 13-35).

A segunda leitura nos convida a viver, em nossa peregrinação neste mundo, sempre no respeito a Deus. Pedro nos lembra fomos resgatados pelo sangue de Cristo Jesus (cf. 1Pd 1,17-21).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


BEM-AVENTURADOS OS QUE CRERAM SEM TEREM VISTO (Jo 20,29)

No domingo da Páscoa, escutávamos: “Ele viu e acreditou”(Jo 20,8). Neste domingo escutaremos: “Felizes os que creram sem terem visto”

Continuamos a meditar neste IIº domingo da Páscoa as manifestações do Ressuscitado. Jesus realizando os sinais que testemunham que Ele está vivo.

A primeira leitura, encontraremos o modelo de uma comunidade ideal: Acolhimento a pregação dos apóstolos, perseverança na escuta da Palavra dos apóstolos, comunhão fraterna, unidade, fraternidade, solidariedade no partir o pão e assíduos nas orações. Viviam portanto, um caminho de unidade, comunhão, sentiam as necessidades um do outro e ninguém passava necessidade (cf. At 2,42-47).

O evangelho vai nos apresentar o encontro de Jesus com os apóstolos, uma vez sem Tomé e outra vez com Tomé. Na primeira vez Jesus impõe o Espírito Santo: “Recebei o Espirito Santo, a quem perdoardes os pecados eles serão perdoados, aqueles que não perdoardes serão retidos” (cf. Jo 20,22b-23).

Na segunda vez, após dizer a saudação da Paz. Jesus adverte Tomé, que não estava no primeiro encontro, dizendo:” Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende  a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas fiel” (cf. Jo 20,19-31).

Na segunda leitura vemos Pedro que louva o Pai por nos fazer renascer pela ressureição de Jesus (cf. 1 Pd 1,1-3).

Celebramos neste domingo o Dia da Misericórdia. Recordando-nos que o rosto de Deus é misericórdia, dai a importância da acolhida, da construção de uma comunidade onde todos se sintam bem, vivermos não individualisticamente mas fraternalmente.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco  


“ELE VIU E ACREDITOU” (Jo 2,8b)

Este é o grande convite que neste domingo de Páscoa nos é apresentado pelo evangelho de São João.

O corpo de Jesus não foi tirado do túmulo (cf. Jo 2,2), seu corpo não foi escondido. Ele verdadeiramente ressuscitou.

A atitude que todos nós, que vivenciamos a Semana Santa, precisamos ter: O túmulo está vazio, as roupas estão lá. A vida tinha vencido o mundo dos mortos.

Na carta aos Colossenses Paulo nos dirá: ” Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos para buscar as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita do Pai”(cf. Col 3,1-4).

Aquele que crê aspira a buscar as realidades celestes e não as terrestres. Paulo nos convida a darmos um salto de qualidade em nossa vida.

Na primeira leitura, dos Atos dos Apóstolos, encontramos o testemunho de Pedro já transformado pela fé afirmando: “Todo aquele que crê em Jesus recebe, em seu nome o perdão dos pecados” (At 10,43).

Caro paroquiano, você que nos acompanhou na Semana Santa, você que lê nossas mensagens em nosso site, FELIZ PÁSCOA.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A CAMINHO DE JERUSALÉM

Depois de termos passado cinco domingos procurando entender Jesus como a Água Viva, Luz Mundo e Ressurreição e Vida.

Vamos acompanhar Jesus na maior prova de amor já demonstrada. Ele está entrando em Jerusalém para assumir a paixão. Neste domingo identificaremos Jesus Padecente.

A 1ª leitura, de Isaias, nos apresenta o rosto do Servo Sofredor, do servo padecente (cf. Is 50,4-7). Na pedagogia divino ao povo de Israel, exilado, vai entender que o plano de Deus não se realiza pela força, mas pela doação do justo. Entenderemos que o caminho do sofrimento é o caminho da verdadeira libertação.

Na segunda leitura o apóstolo Paulo vai afirmar que Jesus despe-se da condição divina, assume com humildade o caminho da Cruz, e Deus o exaltará acima de toda a criatura (cf. Fl 2,6-11). Jesus é fiel e obediente ao projeto do Pai. Jesus nos ensina que a obediência, a fidelidade ao Pai, até a morte é instrumento de salvação do mundo.

Ouvindo a narrativa da Paixão relatada por Mateus, que proclamamos neste ano, encontraremos a expressão do Pai Nosso: “Seja feita a tua vontade” (Mt 26,42).

Este domingo é o domingo do esvaziamento e da glória.

Não nos esqueçamos da Campanha da Fraternidade onde também vemos os nossos biomas brasileiros sendo destruídos pela ganancia humana.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


Mensagem da semana Março de 2017

“LAZARO, VEM PARA FORA”(Jo 11,43)

O quinto domingo da Quaresma apresenta um dos sinais que o evangelista João relata sobre Jesus: A ressureição de Lázaro.

A vida supera a morte. Jesus é a favor da vida. Aquele que crê não morre. Vejamos o que dizem as leituras:

O profeta Ezequiel, na primeira leitura, anuncia as palavras do Senhor: “quando eu abrir as vossas sepulturas e vos fizer sair delas, sabereis que eu sou o Senhor, colocarei o meu espirito para vivais” (cf. Ez 37,12-14). Ezequiel tenta com suas palavras erguer o ânimo do seu povo pregando que Deus não abandonou seu povo.

O evangelho, nos mostra os passos da narrativa da comunidade Joanina sobre a ressureição de Lázaro: inicialmente levam a informação a Jesus de que seu amigo está doente.

Jesus explica que Lázaro dorme, mas depois reconhece que havia morrido. Jesus decide ir até a casa de Marta e Maria. Quando se aproxima da casa encontra Marta, que se queixa a Jesus: “Senhor, se tivesse estado aqui, meu irmão não teria morrido”(Jo 11,21). Jesus dialoga com Marta e afirma: “Eu sou a ressureição e a vida” quem crer em mim mesmo que esteja morto viverá”. Maria faz sua profissão de fé e decide ir até a casa. Jesus encontra também Maria consolando-a e decidem ir até o túmulo, onde Lázaro tinha sido depositado. Diante do túmulo, Jesus comove-se e chora. Tiram a pedra e Jesus exclama com voz forte: “Lázaro vem para fora” (cf. Jo 11,1-45).

Na segunda leitura Paulo falará nas questões: “Viver segundo a carne e viver segundo o Espirito”(cf. Rm 8,8-11). Vivendo segundo a carne não podemos agradar a Deus.

Todavia se vivermos  segundo o Espirito de Cristo então faremos as obras coisas de Deus e pertenceremos a Ele.Aplicar

Este domingo nos deixa também uma bela lição: Jesus tinha amigos, verdadeiros amigos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


VIVER COMO FILHOS DA LUZ

O quarto domingo da Quaresma é o domingo da alegria. Domingo que nos faz lembrar o Batismo e onde identificaremos Jesus como luz da humanidade.

A primeira leitura apresenta a unção de Davi, lembrando que Cristo também é o Ungido de Deus. O texto ainda apresenta uma outra bela lição: Deus vê o coração ultrapassando os limites de nossa visualização, ele vê além das aparências (cf. 1Sam 16,1-6.710-13).

No evangelho encontraremos a cena da cura do cego de nascença. Os vários passos desta narrativa: o encontro com Jesus. Jesus que lhe pede para ir lavar-se na piscina de Siloé.

Vemos o Povo que fica admirado com o que vê. Seu testemunho junto aos fariseus, junto aos judeus. Alguns colocam dúvidas sobre sua recuperação.

Por fim se encontra com Jesus que lhe pergunta: Acreditas no Filho do homem? no que ele respondeu: Quem é Senhor para eu creia nele? Jesus lhe disse: “Tu o estás vendo”. O que tinha recuperado a vista disse: “Eu creio Senhor”. Jesus vem até nós para que possamos recuperar a visão. Abrindo nossos olhos, podemos sair das trevas e encontrar o caminho da luz (cf. Jo 9,1-41). Este evangelho nos lembra o santo Batismo, onde também nós somos lavados, isto é, purificados. A piscina de Siloé nos lembra a Pia Batismal.

A segunda leitura, de Paulo aos Efésios, exortará a comunidade afirmando que outrora estávamos nas trevas, mas Cristo nos tirou das trevas e nos deu a luz.

Paulo nos convida a sairmos das trevas e caminhar como filhos da Luz (cf.Ef 5,8-14). Vamos todos a piscina de Siloé, vamos nos banhar e encontrar esta luz.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“SENHOR, DÁ-ME DE BEBER DESSA ÁGUA”

Depois de passarmos pela experiência do deserto, termos subido ao Monte Tabor, o terceiro domingo da Quaresma,  apresenta o encontro de Jesus com a mulher Samaritana.

O fato acontece junto ao poço que era de Jacó. A presença da água nos faz lembrar o Santo Batismo.

A primeira leitura nos leva ao livro do Êxodo, onde o povo reclama a Moisés a falta de água. Moisés recorre ao Senhor,  ouve a sua voz: “ferirás a pedra e dela sairá água para beber”. , 

Moisés bate na rocha.  Da rocha sairá água. O Senhor sacia a sede do povo para que este não desanime na caminhada a terra prometida. Deus não é um Senhor que apenas liberta, mas acompanha, é presença constante (cf. Ex 17,3-7).

No evangelho vemos o diálogo de Jesus com a Samaritana. Jesus se apresenta e pede água para beber. A mulher questiona sobre o fato de um judeu pedir água para uma samaritana. Jesus rompe com olhar preconceituoso e dirá: “quem beber desta água voltará a ter sede, mas quem beber da água que Eu tenho jamais terá sede”. A mulher pede para Jesus dar de beber desta água: “Dá-me desta água para que eu não tenha mais sede”.

O diálogo prossegue até que os discípulos chegam. A mulher vai a cidade e anuncia Jesus.

Jesus Cristo será identificado como a “rocha e a água viva”(cf. Jo 4,5-27).

Na carta aos Romanos o apóstolo Paulo nos dirá que somos justificados pela fé, e o primeiro fruto da fé é a paz. O maior sinal do amor de Jesus é sua morte na cruz (cf. Rm 5,1-2.5-8).

A Igreja necessita ser sempre uma presença constante junto ao povo. Ela existe para saciar a sede das pessoas.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“ESCUTEM O QUE ELE TEM A DIZER”

O segundo domingo da Quaresma nos leva ao Monte Tabor, onde Jesus depois de ter passado pelas tentações, conduz os discípulos Pedro, Tiago e João a experiência antecipada da ressureição. O que seus olhos vêem e seus ouvidos escutam é algo mais do que extraordinário: o rosto brilhante de Jesus Ressuscitado e escutam a voz do alto: “escutem o que ele tem a dizer”

A primeira leitura apresenta o pedido do Senhor a Abrão, homem de fé, para deixar sua terra e ir para o lugar que o Senhor lhes indicaria. O Senhor promete a Abrão a sua bênção (cf. Gn 12,1-4).

Na segunda leitura Paulo convida seu discípulo Timóteo a sofrer com ele o evangelho. Sofrer com o evangelho é carregar a própria cruz que advém da pregação.

Paulo nos lembra que somos chamados a uma vocação santa (cf. 2Tm 1,8-10).

No evangelho observamos os discípulos que ficam vislumbrados com o que acontece ali no alto. Pedro, de tamanha alegria, não quer mais ir embora. Quer construir tendas, para Jesus, Moisés e Elias.

Pedro sente-se confortado, não quer ir mais embora. Esta sensação de Pedro é uma imagem de todos aqueles que fazem a experiência com Deus.

Assim também somos nós quando nossa oração nos transforma, queremos também não sair daí, mas Jesus nos impulsiona para descer do monte, ir lá para planície,

pois é lá que Jesus precisa se transfigurar para que os homens conheçam quem Ele é. Façamos também nós a caminhada ao monte para ouvir sua voz que vem das nuvens, recordando a experiência dos patriarcas e dos profetas. Ouçamos hoje o grito dos excluídos, marginalizados, dos sofredores, dos injustiçados. Jesus fala por meio deles.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


SUPERAR AS TENTAÇÕES 

Iniciamos na última quarta feira o tempo Quaresmal. Tempo que nos convida a conversão, a mudança de mentalidade.

Neste 1º domingo da Quaresma estamos diante de uma das realidades que nos perturbam: as tentações. as provocações constantes na vida do ser humano.

Na 1ª leitura vamos até o livro do Genesis, onde Deus oferece ao homem a vida e a felicidade, mas o homem, cedendo à tentação, fecha-se para Deus, prefere o caminho do sofrimento e da morte (cf. Gn2,7-9;3,1-7).

No evangelho teremos a passagem das três tentações. A tríplice tentação está relacionada ao espirito, corpo e a alma.

Elas representam as provas e dificuldades que Jesus iria viver, assim como a todos o seguissem. Jesus vencendo as tentações testemunha a fidelidade de Jesus ao Pai (cf. Mt 4,1-11).

Quando o ser humano vence uma tentação também demonstra com sua vida torna-se fiel. O pecado é sempre um ceder para o mal.

Os quarenta dias de Jesus no deserto nos lembram os quarenta anos do caminho a Terra prometida.

Paulo, na segunda leitura nos mostra a grande diferença entre o caminho de Adão e o caminho de Jesus. A desobediência de Adão e a ação libertadora de Jesus (cf. Rm 5,12.17-19).

Quando somos fiéis a Jesus vencemos o pecado. Vamos todos juntos nos esforçarmos para vivermos uma Quaresma de mudança de mentalidade, na vida interior e no cuidado com a natureza, cuidando de nossos Biomas.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


Mensagem da semana fevereiro de 2017

OLHAR OS PÁSSAROS E A BELEZA DOS LÍRIOS DO CAMPO

A liturgia deste domingo nos leva a compreender o sentido da gratuidade do amor de Deus, alerta o homem para não servir a dois senhores, e sermos servos na administração dos mistérios de Deus.

A primeira leitura, do livro de Isaias, veremos que Deus nunca abandona seus filhos. Mostra a ação gratuita de Deus, independente do comportamento humano (cf. Is 49,14-15).

O evangelho, Jesus nos alerta que não podemos servir a dois senhores: a Deus e ao dinheiro. Necessitamos estabelecer prioridades. A opção pelo Reino é a prioridade. Jesus, neste domingo, nos pede para olhar os pássaros e os lírios do campo. Eles não semeiam, nem cultivam, no entanto, não lhes falta nada. Pede ainda para olhar os lírios, a sua beleza, não trabalham, no entanto, superam toda a exuberância do rei Salomão. Estes textos podem despertar um sentido de cair na tentação da passividade, do comodismo.

Porém é totalmente diferente para o discípulo e missionário: é preciso caminhar na confiança e na gratuidade. As realidades do mundo passam, pois nelas não está o reino (cf. Mt 6,24-34).

A carta de Paulo, aos Coríntios, lembra que somos servos e administradores dos mistérios de Deus e que a fidelidade, é o nosso testemunho. Nosso julgamento virá do Senhor (cf. 1Cor 4,1-5).

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


QUEM PODE SER SANTO

Muitos pensam que santidade, a busca da perfeição seja algo distante, impossível de ser alcançada. As leituras deste domingo nos ajudam a compreender esta dimensão: O apelo é de Deus: “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”. Vamos recordar que o homem é imagem e semelhança de Deus.

Na primeira leitura, o livro do Levítico, nos lembra que para ser santo o homem necessita estar em comunhão com Deus. Alerta o autor sagrado que não podemos guardar rancor, ódio e não ser vingativo, mas amar o próximo (cf. Lv 19,2.17-18).

No evangelho Jesus dirá aos discípulos, para inverterem a lógica do ódio e da violência pois estas realidades geram egoísmo e sofrimento, enquanto que o amor manifesta o Reino. Quando vivemos o amor vivemos a santidade. A comunidade cristã é um templo de Deus (cf. Mt 5,38-48).

Na carta aos Coríntios, Paulo, dirá que cada pessoa é um templo de Deus. Com isso é necessário abandonar a sabedoria do mundo e apegar-se na sabedoria divina. A sabedoria do homem é insensatez diante de Deus. Paulo alertará que Deus apanha o sábio astúcia (cf. 1Cor 3,16-23).

Pe. Mário Pizetta
Pároco


FELIZES OS QUE ANDAM NA LEI DO SENHOR

O 6º domingo do Tempo Comum nos leva a associar a vivência da Palavra e a prática da lei, buscando cumprir a vontade de Deus.

Na 1ª leitura escutaremos que Deus nos dá o livre arbítrio, temos a possibilidade de escolher o bem ou o mal. Entre a vida ou a morte. Para o cristão não existe outra escolha: optar sempre pela vida. A vida, por ser um bem, é a nossa escolha (cf. Eclo. 15,16-21).

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo vai falar da sabedoria oculta de Deus: “o que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração jamais pressentiu”. Cabe a nós escolher viver na sabedoria de Deus. (cf. 2Cor 6-10). Viver na sabedoria de Deus é optar sempre pela vida, fazer o bem e praticar a justiça.

No evangelho veremos que Jesus nos lembra as leis e normas vindas dos antepassados, e afirma: “não veio para abolir a lei e os profetas, mas dar pleno cumprimento”. Jesus vai lembrar que a nossa justiça precisa ser superior aos mestres da lei e dos fariseus. Dirá ainda: “Não cometer adultério” advirtirá sobre comportamento do olho, da mão.

Jesus quer a superação do formalismo e o fundamentalismo da lei. Por exemplo, “não basta apenas não matar”, não podemos maltratar o irmão (cf. Mt 5,17-37). O evangelho de hoje nos pede que sejamos capazes de superar o legalismo e o farisaísmo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


O BRILHO DO MUNDO E O BRILHO DE DEUS

Neste 5º domingo veremos a segunda parte das Bem-aventuranças, onde à prática desses apelos se transformam em “luz e sabor”.

Na primeira leitura constatamos o brilho da luz de Deus quando acolhemos o pobre, o fraco, o faminto, quando nos colocamos do lado dos pequenos. O profeta Isaías nos estimula à prática da caridade e do atendimento das necessidades do próximo carente, já preanunciando o que o próprio Jesus iria ensinar e fazer com autoridade divina: “Reparte o pão com o faminto, acolhe em casa os pobres e peregrinos. Quando encontrares um nu, cobre-o e não desprezes a tua carne. Então, brilhará tua luz como a aurora” (Is 58,7.8), (cf. Is 58,7-10).

No evangelho Jesus está dizendo aos seus discípulos que sua vida necessita ser luz no meio do mundo. Alerta que não podemos ser omissos, não podemos estar adormecidos, muito menos engessados. Adverte ainda que a ação dos que seguem Jesus necessitam estar presentes nas atividades do mundo. A presença do discípulo, junto a estas realidades, confirmará nossa ação evangelizadora. Também damos gosto ao nosso viver quando somos presença ativa (cf. Mt 5, 13-16).

Na segunda leitura Paulo adverte a comunidade de Corinto que quando esteve junto a eles não usou dos recursos da sabedoria humana, mas esforçou-se para apresentar Jesus Cristo e este crucificado (cf. 1Cor 2,1-5). Paulo exalta o caminho da cruz, pois ela é a fonte salvadora. Portanto, para viver o caminho de nossa fé precisamos assumir Cristo em nós, pois Ele é o centro de nosso viver, razão de nossa ação pastoral, de nosso serviço eclesial. Seremos sal e luz quando encarnamos Jesus em nós.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


Mensagem da semana Janeiro 2017

AS BEM-AVENTURANÇAS: O CAMINHO DA FELICIDADE

Assim como Moisés ia até o monte para falar com Deus. Jesus também nos convida para o monte, para escutar uma de suas mais belas mensagens: As Bem-aventuranças, a grande proposta para percorrer o caminho da felicidade. A liturgia da palavra deste domingo nos indica o caminho desta estrada.

A primeira leitura convida os humildes da terra a buscar o Senhor e praticar a justiça. O caminho da humildade e a prática da justiça permite a abertura para Deus. Conduz a paz, descanso e repouso para aqueles que crêem (cf. Sof. 2,3;3,12-13).

Na segunda leitura escutaremos de Paulo esta exortação: “Deus escolheu os fracos para confundir os fortes”. O apóstolo Paulo dirá que Deus escolhe os não entendidos para confundir os sábios, os sem importância para mostrar a inutilidade, e por fim dirá: se alguém deseja gloriar-se, gloria-se no Senhor (cf. 1Cor 1,26-31).

O evangelho apresenta o texto das Bem-aventuranças: o caminho da felicidade. Este caminho começa quando priorizamos Deus. Para isto não podemos estar apegados à riqueza. Jesus indicará que o caminho da pobreza de espirito, a mansidão, a pureza, os misericordiosos, os que promovem a paz, os que buscam a justiça serão todos bem-aventurados. No caminho do seguimento, a perseguição traz alegria e grande será a recompensa (cf. Mt 5,1-12). O caminho das bem-aventuranças é o caminho da conquista da felicidade. Somos felizes quando servimos a Deus.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


PARA SEREM CONTINUADORES DA MISSÃO DE JESUS

As leituras deste domingo nos levam a dois aspectos: Jesus é a luz que vem resgatar a vida do povo, por isso anuncia o Reino de Deus. Jesus é aquele que vem tirar a carga pesada que cai sobre nossos ombros, é esperança. Jesus não fará isto sozinho, vai escolher homens para ajudá-lo na missão: “Segui-me, e eu farei de vocês pescadores de homens” (Mt 4,19).

Na primeira leitura, com Isaias veremos que a luz voltará a iluminar e resgatar a alegria: “o povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu” (Is 9,1).

No evangelho, Mateus vai nos relatar que jesus vai morar em Cafarnaum, situado às margens do mar da Galiléia, no território de Zabulon e Neftali. Jesus é a luz que está chegando e seu apelo é forte: “Convertei-vos porque o reino de Deus está próximo”(cf. 4,17). Luz que vem para iluminar as trevas. Para colaborar com Jesus na missão ele chama discípulos. Todo o discípulo será luz e pescador. Todo o agente pastoral, como discípulo de Jesus, é uma luz na comunidade e pescador.

Na segunda leitura, Paulo exortará a comunidade para que viver na unidade e evitar divisões: “não admitais divisões entre vós, sede bem unidos e concordes no pensar e no falar”(cf. 1Cor 1,10-13.17).

Como colaboradores de Jesus façamos nosso trabalho pastoral com alegria, gerando unidade. O reino se manifesta com mais autenticidade quando estamos unidos.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


TESTEMUNHAR É RECONHECER: EIS O CORDEIRO DE DEUS

O Tempo Comum é o tempo onde os evangelhos nos mostram Jesus na sua Vida pública. Neste domingo teremos o encontro de Jesus com João Batista.

Veremos a vocação de João Batista: não apenas indicando, mas testemunhando: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”(Jo 1,29-34). Esta imagem nos leva ao livro do Exodo. Nele recordamos o cordeiro imolado na libertação do povo (cf. Ex. 12,1-14). Este encontro é uma confirmação de tudo o que João Batista tinha anunciado. João também testemunha: ao ver o Espírito descer sobre Jesus afirma: “Este é o Filho de Deus”

O profeta Isaias, na primeira leitura faz referência ao tema vocacional: “Tu és o meu servo, Israel, em quem serei glorificado”(cf. Is 49,3). Este servo é escolhido desde o nascimento, vindo ao mundo não apenas para restaurar as tribos de Israel, mas também para ser luz: ” eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até os confins da terra” (cf. Is 49,6).

Na segunda leitura, vemos a saudação de Paulo a comunidade de Corinto, onde reconhece ter sido chamado para ser apóstolo. Fala que todos os que receberam o batismo são chamados a santidade (cf. 1Cor 1,1-3). Paulo deseja que a graça de Deus esteja na vida desta comunidade.

Neste domingo também celebramos o dia do Migrante e do Refugiado. Em sua mensagem o Papa Francisco exorta:” Entre os migrantes, as crianças constituem o grupo mais vulnerável”

Pe. Mário Pizetta
Pároco


UMA LUZ PARA A HUMANIDADE

Neste domingo, o segundo depois do Natal, celebramos a festa da Epifania: a manifestação de Jesus como luz para o mundo.

O profeta Isaias convida o povo de Jerusalém a levantar-se, acender as luzes, porque chegou para todos a luz do mundo (cf. Is 60,1-10).

No evangelho vemos alguns magos que procuram saber: “onde está o rei dos judeus que acaba de nascer?, pois vimos a sua estrela”.

No texto de hoje conhecemos as reações: Herodes fica perturbado, os sacerdotes indiferentes, os magos seguem a estrela.

Os magos, seguindo a estrela encontram o menino com Maria, ajoelharam-se e o adoraram, ofertando ouro, incenso e mira.

Para retornarem, os magos seguem outro caminho (cf. Mt 2,1-12).Na segunda leitura Paulo fala aos Efésios que a salvação é ofertada a todos (cf. Ef 3,2-3.5-6).

Jesus é a verdadeira estrela a guiar os homens em seu caminho. Os que se deixam conduzir por esta estrela terão sempre vida.

Outro aspecto muito interessante é avaliar como as diferentes personagens do texto apresentado em Mateus reagem diante do anuncio do nascimento de Jesus.

Deixemos Jesus nascer e nos conduzir.

Pe. Mário Pizetta
Pároco

Fechar Menu