Mensagens da Semana do Ano de 2018

Verdadeira Misericórdia: Amar os Inimigos!

O 7º domingo do tempo Comum, ano C, nos apresenta o verdadeiro sentido da misericórdia de Deus: que nossos comportamentos não sejam vingativos e que sejamos verdadeiramente irmãos. 

A primeira leitura, de 1Sm, relata o episódio que Davi podia ter eliminado a vida de Saul, mas não permitiu que assim fosse feito, pois “ele era um Ungido”. Assim também nós humanos não podemos sair matando pessoas (cf. 1Sm 26, 2-9.12-13.22-23). 

No evangelho, encontramos a continuidade do discurso de Jesus na planície, onde Jesus através de uma série de afirmações, mostra o verdadeiro sentido daqueles que o seguem: viver a misericórdia divina: amar os inimigos (Lc 6,27-38). 

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo, nos explicará a questão do homem terrestre e do homem celeste. O homem terrestre é o homem do mundo, o Adão, feito da terra, enquanto que o homem celeste é o homem espiritual, o que busca identificar-se a Cristo ressuscitado, uma nova criatura (1Cor 15,27-38). 

Vemos então que o reino de Deus não pertence aos violentos, mas daqueles que vivem a misericórdia, o perdão, aqueles que se esforçam para construir a fraternidade humana, um caminho de paz. 

Pe. Mário Pizetta
Pároco


O DOMINGO DOS CONTRASTES DO NOSSO DIA A DIA

Neste 6º domingo do Tempo Comum, temos como ponto central a apresentação das Bem-aventuranças por parte de Lucas onde Jesus adverte-nos sobre dois caminhos: o da Bênção e o da Maldição.

Na leitura de Jeremias vemos a contraposição entre aqueles que confiam no Senhor e aqueles que confiam nas próprias forças, aqueles que querem ser autossuficientes, uma vida que dispensa Deus (cf. Jer 17,5-8).

No evangelho, Lucas mostra que os benditos: pobres, famintos, aqueles que choram, os perseguidos, os odiados devem alegrar-se, mas “os ricos”, não terão a mesma sorte: ”aí de vós”(cf. Lc 6,17.20-26).

Na segunda leitura continuamos na reflexão de Paulo. Este nos dirá que se não acreditarmos na ressureição de nada adiantaria a nossa fé. Com isto o apóstolo está nos dizendo que nossa crença na ressureição é o ponto central de todo nosso viver. A Ressureição é base de nossa fé (cf. 15,12.16-20).

A bem-aventurança é o caminho da bênção enquanto que o caminho da autossuficiência é o caminho do individualismo, consequentemente da maldição.

Busquemos sempre o caminho da bênção que vem de nossa confiança no senhor.

AVANÇAR PARA AGUAS MAIS PROFUNDAS PARA SER PESCADOR DE HOMENS

Jesus, neste 5º domingo do tempo comum, nos faz um grande apelo: ”avançar para águas mais profundas”, para sermos evangelizadores. Vejamos o quadro das leituras:

Isaias, na 1º leitura, apresenta a visão que teve do Senhor. Sente-se confuso no que escuta e vê. Um serafim coloca em sua boca uma brasa que o purifica. A partir disso, Isaias responde ao Senhor: “Aqui estou! Envia-me”. (cf. Is 6,1-6). Cada um de nós recebe de Deus uma missão. Cada batizado é convidado a ser um enviado.

No evangelho, Lucas nos mostra uma grande multidão que queria ouvir Jesus. Jesus vê duas barcas, sobe em uma que era de Pedro, e pede a este: ”avança para aguas mais profundas”. Pedro compreenderá que avançar para águas mais profundas é condição básica para colher frutos na evangelização. Pedro queixa-se que havia trabalhado a noite toda e nada tinha pescado, mas em atenção à sua palavra lançaria as redes”. Avançar para aguas mais profundas quer dizer sair do comodismo, da zona de conforto. Para compreender o projeto de Jesus precisamos abandonar o que fazemos, trocar de mundos, no caso de Pedro o mundo do mar para o mundo dos homens (cf. Lc 5,1-11).

Na segunda leitura, Paulo testemunha a origem de sua pregação, que tudo o que fez foi pela graça de Deus (“ sua graça não foi estéril”). Paulo reconhece ser o menor de todos os apóstolos, confessa aos habitantes de Corinto a fé na ressureição, é nela que coloca toda a força do seu anúncio (cf. 1Co 15,1-11).

Pe. Mário Pizetta
Pároco


O CAMINHO DO PROFETA

A liturgia do 4º domingo do tempo comum, ano C, nos convida a refletir o “caminho do profeta”: caminho de desafios, sofrimento, solidão, risco, mas também caminho de paz e de esperança, porque é um caminho onde Deus está. O profeta nunca será abandonado: “não temas, porque Eu estou contigo para te salvar”.

Na primeira leitura encontramos a figura do profeta Jeremias. Escolhido, consagrado e constituído profeta por Javé. Jeremias, vai passar por todo o tipo de dificuldades, mas não desistirá de concretizar a sua missão e de tornar viva a Palavra de Deus no meio dos homens (cf. Jr 1,4-5.17-19).

O Evangelho apresenta-nos Jesus, como profeta, em Nazaré. Jesus não é reconhecido, sofre o desprezado pelos habitantes de sua terra. Eles esperavam um Messias extraordinário, forte, poderoso, dominador. Não entenderam a proposta profética de Jesus (cf. Lc 4,21-30).

Na segunda leitura, Paulo, depois de ter nos mostrado que formamos um corpo, que recebemos dons diferentes. Paulo vai nos dizer que o amor é a base de toda nossa relação, essência da vida cristã. O Papa Francisco, na meditação na vigília com a juventude, afirma: “só o que se ama pode ser salvo”. O caminho do profeta é um caminho de assunção de fragilidades e de esperanças, precisamos sempre caminhar, não importando as dificuldades (1Cor 12,31-13,13).

Pe. Mário Pizetta
Pároco


A MISSÃO JESUS: ANUNCIAR A PALAVRA AOS POBRES

O 3º domingo nos mostra a missão de Jesus: anunciar a boa nova aos pobres…

A 1ª leitura relata a experiência em que o sacerdote Esdras promulga ao povo a Lei, este se põe a ouvir e todos buscam estabelecer um compromisso. A Palavra de Deus é vida, é luz para todos. (cf. Ne 8,2-6.8-10)

No evangelho, lemos o início dos evangelho de Lucas, este, quer dar maior solidez ao que escreve. Usa o nome de Teófilo, que quer dizer amigo de Deus. Jesus, em Nazaré, dirige-se a sinagoga. Recebe o livro, abre-o e lê: “O espirito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos, recuperar a vista aos cegos, libertar os oprimidos e proclamar o ano da Graça” e depois disse: “Hoje se cumpriu esta passagem que vocês acabam de ler” (cf. Lc 1,1-4; 4,14-21).

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo continuará falando sobre a organização da comunidade cristã, usando o exemplo dos membros do corpo, onde todos os membros são importantes, um precisa do outro para sobreviver e construir a unidade (cf.1Cor 12,12-30). Saibamos colocar nossos dons a serviço da comunidade. Sozinhos não fazemos nada.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


 JESUS SURPREENDE OS NOIVOS E MANIFESTA SUA GLÓRIA

O segundo domingo do tempo comum, ano C, nos traz o milagre das Bodas de Cana. Revela o grande amor que Deus pelo seu povo trazendo alegria a todos. Jesus também manifesta a sua glória solidarizando-se com os noivos.

Na primeira leitura o profeta Isaias, fala ao povo que volta do exílio da Babilônia. Mostra o grande amor de Deus: “Não será mais chamada de Abandonada, Deserta, mas dirá Minha Predileta”. Bem casada, a nova Jerusalém, será como a noiva, alegria do noivo (cf. Is 62,1-5).

O evangelho, apresenta Jesus num casamento, Maria, está presente, e como mãe, sente as necessidades e avisa os serventes para que façam tudo o que Jesus pedir. Vindo a faltar vinho, o que seria uma humilhação aos noivos, Jesus transforma a água em vinho. O mestre sala prova o vinho e leva ao noivo e lhe diz: “Tu reservastes o melhor vinho até agora”(cf. Jo 2,1-11). Ao realizar este milagre, o primeiro, Jesus manifesta a sua glória e trás alegria a sua festa. Jesus sempre nos surpreende, de modo especial quando nos abrimos para ele.

A segunda leitura, Paulo nos apresenta os carismas, como verdadeiros sinais do amor de Deus. Deus nos enriquece na vivência social com seus dons. Somos pessoas com modos de ser diferentes,  cada um enriquece o grupo com seu jeito de ser. Cada dom manifestado torna a comunidade mais sólida. Dons que se integram e complementa-se. O importante é cada um colocar-se a serviço do outro criando a unidade.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


BATISMO DE JESUS: “TU ÉS O MEU FILHO AMADO”

Neste domingo, com o Batismo de Jesus, estamos encerrando o tempo do Natal. A liturgia da palavra, nos ajuda a compreender este grande momento.

Na 1ª leitura, dos Atos, Isaias nos apresenta a grande missão do Messias: “Eu, o Senhor, te chamei para justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí, como centro de aliança do povo, luz das nações, para abrir os olhos aos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”(Is 42,1-4.6-7).

O evangelho, lido em Lucas, nos mostra as dúvidas que haviam na cabeça do povo com relação a João Batista. Todos pensavam de que ele seria o Messias, mas Jõao declara: “Eu batizo com água, mas virá aquele que é mais forte de que eu, eu não sou digno nem desamarrar as suas sandálias…Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo., enquanto batizava a Jesus uma voz assim falava: “ Tu és o meu Filho amado, em ti eu ponho o meu bem-querer”( cf. Lc 3,15-16.2122)

A segunda leitura, encontramos as palavras de Pedro, onde nos diz: ”que Deus não faz distinção de pessoas. Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença”(cf. At 10,35-36). Duas fontes da verdadeira sabedoria que nos fazem ser pessoas felizes: Temor a Deus e a prática da justiça.

O Batismo nos integra na vida da comunidade e, junto com todos que vivem o seguimento de jesus, ajudar na construção de um mundo mais justo, abrindo os olhos aos cegos e libertando os que jazem nas trevas.

Um bom começo de Ano para todos os que nos seguem no site

Pe. Mário Pizetta
Pároco


“O ENCONTRO DE DUAS MÃES E DUAS CRIANÇAS TRAZEM ESPERANÇA”

O quarto domingo do advento, onde acendemos a vela branca, nos mostra a visita de Maria a sua prima santa Isabel, o encontro de duas mães que trazem esperança, pois trazem em seus ventres sinais vivos de um novo mundo.

Miquéias, anuncia que Belém permanecerá no abandono até o dia em que uma mulher dará à luz. Esta criança apascentará o rebanho, não vai recuar e trará a paz para todos (cf. Mq 5,1-4).

O evangelho nos mostra o encontro de Isabel e Maria. Escutaremos neste domingo, da boca de Isabel, a identificação de Maria: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito  o fruto do teu ventre”. Isabel, afirma não merecer esta visita e proclama afirmando: “Bem-aventurada aquela que acreditou” (cf. Lc1,39-45).

A segunda leitura, a carta aos Hebreus nos diz que Jesus não veio repetir sacrifícios e holocaustos, como no passado, mas veio fazer a vontade de Deus. “Eu vim para fazer tua vontade” (cf. Hb 10,5-10).

Cada pessoa que acredita no Senhor, tem uma nova contribuição para o mundo.

FELIZ NATAL E UM NOVO ANO REPLETO DE MUITAS BÊNÇÃOS

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Pe. Mário Pizetta
Pároco


ALEGRAI-VOS: O SENHOR ESTÁ PRÓXIMO

O terceiro domingo do Advento, nos apresenta a cor rosa, para manifestar a nossa alegria pela vinda do Salvador. A Palavra proclamada vai nos ajudar na compreensão de toda esta alegria.

SOFONIAS, na primeira leitura, usa palavras fortes: “canta de alegria, rejubila povo de Israel, não te deixes levar pelo desanimo, o Senhor está no meio de tí”. São todas palavras que nos convidam a perceber um novo tempo (cf. Sf 3,14-18).

Lucas, no evangelho, mostra que uma diversidade de pessoas se aproximavam de João Batista, todos ficavam admirados e perguntavam-se diante do que escutavam: “o que devemos fazer?”. João Batista tocava em pontos fortes: a solidariedade, a ética, e o emprego da violência. A pregação de João Batista tocava as pessoas e muitos até interrogavam-se: não seria ele o Messias? O texto ainda nos mostra a grande humildade de João: “Eu batizo com água, mas depois de mim virá aquele que eu não sou digno de desamarrar as suas sandálias, ele vos batizará no Espírito” (cf. Lc 3,10-18).

A segunda leitura, de Paulo aos Filipenses, o apóstolo convida a comunidade a: “alegrai-vos no Senhor”, pois o Senhor está próximo (cf. Fl 4,4-7).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


PREPARAI O CAMINHO DO SENHOR

Neste segundo domingo do Advento, quando acendemos a vela vermelha, dirigimos nosso olhar a João Batista, filho de Zacarias, que convoca a todos para um batismo de conversão, preparar os caminhos para receber o Senhor que vem.

Na primeira leitura o profeta Baruc pede a Jerusalém que afaste a veste do luto e da aflição, e revista-se da glória que vem de Deus, olhe para o oriente, onde o Senhor abaixará todos os altos montes. Que não perca a esperança de dias melhores de onde virá a misericórdia e a justiça (cf. Bar 5,1-9).

O evangelho de Lucas, num primeiro momento nos mostra a organização do poder Romano na Palestina no decimo quinto ano do império de Tibério Cesar, depois, nos mostra que a palavra de Deus foi enviada a João, filho de Zacarias, que convocava o povo para a conversão, lembrando as palavras de Isaias: esta é a voz que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor (cf. Lc 3-6).

Na segunda leitura escutamos como Paulo se alegra com a comunidade que acolhe a palavra do Senhor. O apóstolo pede ao Senhor que faça crescer sempre mais o amor, o conhecimento e experiência para discernir o que é melhor fazer para produzir os frutos da justiça (cf. Fl 1,4-6.8-12). A liturgia, por meio do precursor, nos pede uma mudança de mentalidade.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


ADVENTO: UM TEMPO DE CRIAR ESPERANÇAS

Iniciamos neste domingo um novo Ano Litúrgico, o  Advento, um tempo de reviver o mistério da Encarnação e renovar nossas esperanças. Jesus vem habitar em nosso meio.

A primeira leitura, do profeta Jeremias, nos diz que do rebento de Davi Deus fará surgir aquele que virá para estabelecer a justiça, trazer a paz, à vida às pessoas (cf. Jr, 33,14-16).

O evangelho proclamado tem  duas partes: a primeira Jesus anuncia a destruição de Jerusalém pelo poder romano. A segunda Jesus nos convida a manter-nos numa atitude de oração e vigilância. Este comportamento nos ajudará a permanecer firmes e de cabeça erguida. Não perderemos a sensibilidade das coisas de Deus (cf. Lc 21,25-28.34-36).

A segunda leitura Paulo apresenta o amor como base de  todas as relações a serem vividas na comunidade, pois quando praticamos o amor construímos uma santidade perfeita  e agradamos a Deus (cf. 1Ts 3,12-4,2).

Neste tempo do Advento vamos buscar dar a nossa vida mais esperança assumindo uma atitude de oração e vigilância constante.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


O MEU REINO NÃO É DESTE MUNDO 

Neste domingo estamos concluindo o tempo litúrgico do Tempo Comum, Ano B, e com ele celebramos a festa do Cristo Rei. As leituras nos ajudam a compreender esta realidade. 

No livro de Daniel, em suas visões noturnas, descreve a chegada de um homem que se aproxima diante do ancião e a ele foram “dados o poder, glória e realeza e todos os povos o serviam” e um poder eterno que não será tirado e que não se dissolverá (cf. Dn 7,13-14). 

O evangelho nos apresenta o encontro de Jesus com Pilatos. Vemos Jesus dizendo a Pilatos que seu reino não é deste mundo. Jesus explicará as razões de sua vinda: “Eu vim para dar testemunho da verdade”. O reino que Jesus apresenta é um reino de Paz, de Serviço e Justiça. O reino de Jesus não é feito pela força, pelos poderes deste mundo, mas ele se constrói no caminho que promove a vida (cf. Jo 18,33-37). 

Na segunda leitura, João nos dirá que Jesus “é o alfa e o ômega, ou seja o princípio e fim, aquele que era e que vem, o todo poderoso” (cf. Ap 1,5-8). 

No próximo domingo iniciaremos o ADVENTO, caminho de preparação ao Natal. 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A IMPORTÂNCIA DE COMPREENDER OS SINAIS DOS TEMPOS  

A liturgia deste 33º domingo do tempo comum nos apresenta uma linguagem em tom apocalíptico, bastante forte que pode nos causar medo. Tudo isto porque estamos concluindo o Tempo Comum e nos preparando para um novo ano litúrgico. 

Na 1ª leitura, o profeta Daniel, lembra o dia do julgamento: Miguel se levantará e causará espanto, angustia, “muitos dos que dormem no pó da terra despertarão, o povo será salvo, os que tiverem sido sábios brilharão” (cf. Dn 12,1-3). 

O evangelho, numa linguagem apocalíptica afirma que o sol vai escurecer-se, a lua deixará de brilhar, as estrelas despencarão é o anuncio da chegada do Filho do homem. Jesus alerta que somos capazes de perceber os sinais do pé de figueira, também precisamos estar prontos para este grande momento. (cf. Mc 13,24-32). 

A segunda leitura nos lembra que a diferença entre o sacrifício oferecido pelo sacerdote no AT e o sacrifício de Cristo, sacerdote eterno. O sacerdote entra no templo para oferecer sacrifício pelos pecados do povo. Cristo faz um único sacrifício, oferece a si mesmo, nos salvando eternamente (cf. Hb 10,11-14). 

Rezemos todos pelas conclusões do Sínodo paroquial. 

Pe. Mário Pizetta, 
Pároco


DOAR: UM ATO DE QUEM É LIVRE

O 32º domingo do tempo comum ano B, nos coloca diante de duas viúvas: uma se encontra com o profeta Elias, que lhe pede água e depois pão, a outra, a viúva que faz sua oferta no templo.

A primeira leitura relata o encontro de Elias que pede a uma viúva água e pão. A viúva alerta o profeta de que o que possui é tão pouco, ou quase nada. O profeta lhe diz para que proceda desta forma que jamais lhe faltará. Ela acredita e confia. De fato, a farinha não baixou na vasilha e a água jamais faltou (cf. 1Rs 17,10-16). Quem aprende a partilhar jamais falta.

O evangelho relata Jesus advertindo o povo para que fiquem atentos às pregações dos doutores da lei, e depois indo sentar-se diante do cofre das ofertas. Observava como alguns depositavam grandes quantias, e viu também uma pobre viúva que deu duas moedas, que não valiam nada. Depois, Jesus chama os discípulos e diz a eles que esta viúva deu tudo o que tinha, e os outros deram do sobraram (cf. Mc 12,38-44). Nosso gesto de doar não pode ter limites.

A segunda leitura, nos relembra que o sumo-sacerdote no Antigo Testamento entrava no templo uma vez por ano, para oferecer sacrifícios de reparação, Cristo entra uma só vez e sua oferta é para sempre (cf. Hb 9,24-28)

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


AS BEM-AVENTURANÇAS: O CAMINHO DA SANTIDADE

A Igreja celebra neste domingo, a festa de todos os Santos e apresenta as Bem-aventuranças como o caminho da santidade.

Na primeira leitura, o livro do Apocalipse, apresenta o grande dia, o da salvação. O Senhor assinalará na fronte todos os que a ele pertence, e de todos os povos virão pessoas e formarão uma grande multidão. Estes são todos aqueles que passaram pela tribulação e foram vencedores (cf. Ap 7,2-4.9-14).

O evangelho apresenta as bem-aventuranças. São elas: os que se abrem para Deus, os aflitos, os mansos, os que tem fome e sede de justiça, os misericordiosos, os promotores da paz. Felizes quando vos perseguirem. Na vivencia desses apelos está a certeza de que estamos passando pela porta estreita e conseguindo a santidade (cf. Mt 5, 1-12).

Na segunda leitura, João nos mostra o amor que Deus tem por cada um de nós, tratando-nos como seus filhos. A vida é um aguardar permanente até o dia da revelação plena (cf. 1Jo 3,1-3).

Ontem celebramos nossos antepassados. Foi um momento de nos confrontar com o grande mistério da morte. Nesse dia também rezamos por todos os falecidos da paróquia. Recordamos também com carinho de todos os sacerdotes que trabalharam aqui conosco.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


MISSÃO: UM CHAMADO A SERVIR

Celebramos neste domingo o dia mundial das missões. Um desafio cada vez maior para o universo da cidade, diante de um mundo que vai se distanciando de Deus. Há poucos anos, missão era partir. O outro, distante, tinha necessidade de Deus. Hoje, o grande anúncio de Deus é dentro de nossas famílias, condomínios, vilas em nossas cidades. Afastamos Deus de nossa caminhada.

A primeira leitura, vem do profeta Isaias e nos mostra que todo missionário, como o verdadeiro Servo Sofredor, carrega o peso do sofrimento. Através dele alcançará a luz e uma ciência perfeita e tornará muitos homens justos (Cf. Is 53,10-11).

O evangelho, afirma Jesus aos discípulos, e também a nós hoje, que a grande tarefa do missionário é servir, não querer sentar-se à direita ou a esquerda. Servir é assumir riscos e não reproduzir esquemas deste mundo. O que serve evangeliza. Damos testemunho na medida que servimos. (Mc 10,35-45).

A segunda leitura, o autor da carta aos Hebreus, dirá ao missionário hoje que precisamos ter confiança em Cristo, Ele nos protege. Cada pessoa que abraça a missão precisa se aproximar, com toda a confiança ao Sumo e eterno sacerdote, para obter o auxílio necessário (Hb 4,14-16).

A missão não é uma iniciativa pessoal, mas um envio do Senhor.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A SABEDORIA NOS CONDUZ PARA A VIDA ETERNA

A liturgia deste domingo nos faz uma pergunta: ”o que devo fazer para conquistar a vida eterna?”(Mc 10,17-30)

O sábio nos dirá na primeira leitura que ele não encontrou nada igual a sabedoria, ela é superior as mais belas pedras preciosas(cf. Sb 7,7-11).

O evangelho nos dirá que a vida eterna é conquistada não apenas pela observância dos mandamentos, mas quando abandonamos tudo o que nos prende deste mundo: riquezas, cargos, e também das recompensas. Somos verdadeiramente livres quando damos às coisas deste mundo o seu devido valor e nos doamos totalmente as coisas de Deus. Ali veremos o quanto receberemos em troca(cf. Mc 10,17-30).

A segunda leitura, nos dirá que conquistamos a sabedoria quando penetramos no significado da Palavra, porque ela penetra o mais íntimo do coração, pois ela nos desnuda totalmente(cf. Hb 12-13).

Neste domingo, vamos nos unir aos dois novos santos na Igreja: São Paulo VI e o Bispo Oscar Romero. Paulo VI, aquele que levou em frente o Concílio Vat. II. Don Oscar Romero, morto em 24 de março 1980, enquanto celebrava a missa. Dizia: “A missão da Igreja é identificar-se com os pobres. Assim encontrará a sua salvação”.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“SERÃO OS DOIS NUMA SÓ CARNE” X “POR CAUSA DA DUREZA DO SEU CORAÇÃO”

O 27º domingo do tempo comum, ano B, nos leva a refletir sobre um dos problemas da Família: a separação.

Na 1ª leitura, o texto nos mostra a criação da mulher. Deus havia criado o homem e este ao olhar sobre todos os seres criados não encontrou algum semelhante a ele, por isso Deus o fez entrar num sono profundo e de sua costela fez a mulher (cf. Gn 2,18-24).

No evangelho, os fariseus interrogam Jesus sobre a separação do homem e da mulher. Jesus, não responderá aos fariseus, mas retorna a obra criadora do Pai e dirá que tudo isto acontece por causa da dureza do seu coração, não compreendendo que os dois são uma só carne (cf. Mc 10, 2-16).

Na segunda leitura, o autor da carta dos hebreus, reconhece a grandeza de Jesus sobre todas as coisas criadas, e o estabelece como centro de toda a criação (Hb 2,9-11).

Nos dias de hoje, vivemos um tempo de dificuldades na realidade da família. Grande parte das pessoas fazem experiência de união antes de assumir o matrimônio, os filhos não são mais a principal preocupação. Muitos daqueles que abraçam o casamento, separam-se antes mesmo de completar cinco, dez anos. E quando possuem filhos, estes ficam de um lado para outro, provocando desestruturações da vida da criança.

Estamos no mês missionário, rezemos para que sejamos cada mais uma Igreja Missionária.

Pe. Mário Pizetta
Pároco


SOMOS A FAVOR DE JESUS QUANDO PRATICAMOS O BEM

A liturgia deste domingo, nos mostra a importância de agirmos a favor de Jesus, optando sempre para fazer o bem, desperta em nós o sentido do profetismo e nos adverte sobre o perigo das riquezas. Vejamos:

A primeira leitura, do livro dos Números, mostra que o profetismo está presente na vida das pessoas. O profeta é uma criatura ungida por Deus. A manifestação desse dom pode acontecer em qualquer pessoa (cf. Nm 11,25-29).

No evangelho, nos vem a alerta de que nada passará despercebido diante de Deus, nem mesmo um copo d’agua dado a um irmão, por isto que Jesus nos convida a fazer sempre o bem, pois ele castigará aquele que provocar o escândalo. Para fazer o bem não precisamos pertencer a um grupo específico. Não detemos o monopólio. Deus age na vida das pessoas, independente de participar de uma instituição, para isto temos o compromisso de evitar toda possibilidade de praticar o mal (cf. Mc 9,38-43.45.47-48).

A segunda leitura, o apóstolo Tiago, denuncia o comportamento do rico ganancioso: “agora, ricos, chorai e gemei, por causa das desgraças que estão para cair sobre vós”. Deus quer que pratiquemos a justiça (cf. Tg 5,1-5). Lembremos de é também o encerramento do mês da Bíblia.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“QUEM QUISER SER O PRIMEIRO, SEJA O ÚLTIMO DE TODOS”(Mc 9,35b)

Ser o primeiro em tudo que fazemos, pode ser uma aspiração boa, mas Jesus neste domingo nos convida a trocarmos o primeiro lugar pelo último, dessa forma podemos servir a todos.

A primeira leitura, do livro da sabedoria, mostra o ímpio que trama a morte do justo, faz isto mediante a perseguição e ameaças, pois o justo incomoda o ímpio (cf. Sb 2,12.17-20).

No evangelho, enquanto Jesus atravessava a Galiléia, informa  aos discípulos que ele vai ser entregue nas mãos dos homens e estes o matarão. Os discípulos não compreendem e depois à noite Jesus pergunta: “o que vocês discutiam pelo caminho? Jesus adverte os apóstolos e lhe diz: aquele que quiser ser o maior seja o vosso servo. Colocando uma criança no meio deles Jesus e diz: quem acolher esta criança é a mim que acolhe (cf. Mc 9,30-37).

O apóstolo Tiago nos diz que onde existe a inveja e a rivalidade ali estão as desordens. E aqueles que se deixarem conduzir pela sabedoria que vem do alto encontrarão a justiça que produz a paz, conciliação, misericórdia e  (cf. Tg 3,16-4,3).

Continuemos o mês de setembro, mês da Bíblia. Que a Palavra seja sempre nossa Luz.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


RECONHECER JESUS, PARA CAMINHAR COM ELE

O 24º domingo do tempo comum, ano B, nos convida a fazer um reconhecimento: Identificar quem é Jesus, para poder seguir seus passos.

A primeira leitura nos oferece uma imagem de que o Messias é um Servo Sofredor, não foge de sua responsabilidade, enfrenta os riscos, por que ao seu lado ele encontra o Auxiliador(cf. Is 50,5-9).

No evangelho, Marcos, nos apresenta dois momentos: Inicialmente Jesus quer saber o que pensam dele: Pedro assume aposição de líder do grupo afirmando com grande convicção de que Jesus é o Messias. No entanto, quando Jesus mostra o rosto do verdadeiro Messias, da necessidade de ir a Jerusalém Pedro revolta-se, contrariando Jesus totalmente (Mc 8,27-35).

A segunda leitura nos apresenta por meio de Tiago a questão da relação entre fé e obras. Toda atitude de fé exige um gesto concreto (Tg 2,14-18).

Neste domingo duas etapas são mostradas: identificar e reconhecer são atitudes fundamentais para quem quer ser seguidor de Jesus. Vamos nos lembrar que estamos no mês da Bíblia.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS FAZ BEM TODAS AS COISAS

Jesus, neste 23º domingo do tempo comum, Ano B, veremos a multidão afirmar: “Ele faz bem todas as coisas”. No contexto das leituras vamos procurar entender esta frase:

A primeira leitura, o profeta Isaias, com palavras de encorajamento dirá: “Criai ânimo, não tenhais medo, porque o Senhor virá para libertar a cegueira, fazer os coxos andarem, desatará a língua de todos e transformará a terra sedenta em fonte de água” (cf. Is 35, 4-7).

Estamos vivendo um tempo que se torna necessário o encorajamento mútuo.

No evangelho, encontramos Jesus na Galileia onde cura um surdo e alguém que pouco conseguia falar. Grita forte: “Abra-te!”. Jesus verdadeiramente liberta o homem não apenas de seus males físicos, por isso o povo diz com firmeza: “Ele tem feito bem todas as coisas”(cf. Mc 7,31-37). Fazer bem tudo o que fazemos não deixa somente feliz quem faz, mas o outro.

Na segunda leitura, Tiago nos alertará que precisamos superar todo e qualquer tipo de descriminalização, pois Deus trata a todos com igualdade. Não faz acepção de pessoas (cf. Tg 2,1-5). Prosseguimos com o mês da Bíblia. Deixemos que a Palavra entre em nossa vida.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“É DENTRO DO CORAÇÃO HUMANO QUE SE ORIGINA O MAL”

Neste 22º domingo do tempo comum, Ano B, Jesus alerta que é dentro do coração humano que saem todo tipo de maldade (cf. Mc 7,21).

A primeira leitura, do Dt, apresenta Moisés convidando o povo a escutar as leis e os decretos que os conduzirão pelo caminho do deserto. O cumprimento das leis dará sabedoria ao povo, e este será elogiado por outros povos. A observância da lei nos ajuda a trilhar um caminho de bem estar a todos (cf. Dt 4,1-2.6-8).

No evangelho, Marcos nos mostra que os mestres da lei e os fariseus questionam os discípulos de Jesus que não observam os costumes e regras judaicas. Jesus se irrita chamando-os de hipócritas afirmando: “vocês me louvam com os lábios mas o coração está longe de mim”.

Jesus nos dirá que o mal não está fora do homem mas dentro, de onde saem todas as podridões (cf. Mc 7,1-8.14-15.21.23).

Na segunda leitura, o apóstolo Tiago nos exortará sobre a importância de sermos praticantes da Palavra, não meros ouvintes. A Palavra é sempre fonte geradora de transformação (cf. Tg 7,17-18.21-22.27).

Estamos iniciando o mês de setembro e com ele o mês da Bíblia. Vamos todos ao encontra desta Palavra, ela traz vida para todos. Neste mês vamos aprofundar o livro da Sabedoria.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“ESTA PALAVRA É DURA”

O vigésimo primeiro domingo do tempo comum continua a nos falar sobre o seguimento de Jesus. Os discípulos reagem afirmando: “esta palavra é dura, quem consegue escutá-la? ”

Na 1ª leitura, Josué confronta o povo: qual Deus vocês querem servir? O povo responde: “longe de nós abandonarmos o Senhor para servirmos deuses estranhos” (Js 24,1-2.15-18).

O evangelho relata o momento em que os discípulos reclamam de Jesus dizendo que é difícil salvar-se. Jesus responde que: “ suas palavras são espirito e vida”. Diante disso muitos se retiram e vão embora, e Jesus também pergunta aos discípulos, se também eles querem ir embora? No que eles respondem: “para onde vamos se somente tu tens palavras de vida eterna” (cf. Jo 6,60-69).

A segunda leitura, Paulo compara a relação do homem-mulher, com a relação da Igreja-Cristo, afirmando que este é um grande mistério (cf. Ef 5,21-32).

Neste domingo, o quarto do mês das vocações lembramos a vocação batismal, cada batizado é chamado a colaborar na construção do reino de Deus. Cada um serve de acordo com seus dons.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“ELEVADA A GLÓRIA DO CÉU”

Estas palavras nós as encontramos no prefácio da missa que celebramos neste domingo: Assunção de Nossa Senhora, a grande festa Mariana. Neste final de semana temos a missa da vigília, sábado, e a missa da festividade, domingo. Nosso pensamento volta seu olhar para a liturgia dominical.

A primeira leitura nos mostra dois grandes sinais: o primeiro, “Uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo de seus pés, e uma coroa de doze estrelas” ( Ap 12,1). Essa mulher é Maria que se apresenta como o grande sinal para o mundo. O segundo, “um dragão, cor de fogo, com sete cabeças, dez chifres, e sobre a cabeça sete coroas” (Ap 12,3), Esse é o mal, que se coloca para confrontar todas as ações do bem. Coloca-se diante da mulher para matar o filho que estava para nascer, mas o filho foi levado para junto de Deus, a mulher para o deserto. Ouve-se o grande grito: “realizou-se a salvação, a força e a realeza do nosso Deus”.

O evangelho relata o encontro de Maria com a sua prima Isabel. Nos ensina a solidariedade de Maria. O cântico da Magnifica é a exultação da que mostra a realeza de Jesus. A visitação é um exemplo de “Igreja em saída” (cf. Lc 1,39-56).

A segunda leitura, Paulo nos falará da realeza de Cristo, Tudo será colocado debaixo de seus pés (cf. 15,20-27).

A paróquia Santo Inácio, neste domingo celebra uma devoção Mariana trazida da Itália, Nossa Senhora do Mar, celebrada a 77 anos. Haverá procissão às 10 horas seguida da missa.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“QUEM COMER DESTE PÃO VIVERÁ ETERNAMENTE”

Prosseguimos neste domingo, dia dos pais, a refletir “Jesus é o pão da vida”.

Na primeira leitura veremos a experiência de Elias, que tomado pelo cansaço deita-se sob um junipero à espera da morte. O Senhor o alimenta, mas Elias volta a dormir, o Senhor o acorda novamente, alimenta-o e pede para que prossiga o caminho até o Sinai ( 1Rs19,4-8).

No evangelho, os judeus murmuram diante do discurso de Jesus sobre Ele ser “o pão da vida”, mas este ainda continua: “quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida no mundo” (cf. Jo 6,41-51). Para compreender que Jesus é pão precisamos acolher a pessoa de Jesus, suas palavras, gestos e atitudes. No acolhimento, sem restrições, entendemos o significado de “minha carne”.

Na segunda leitura Paulo faz uma série de recomendações à comunidade e pede a eles que vivam no amor de acordo como Cristo nos amou” (cf. Ef 4,30-5,2). Para viver no amor necessitamos afastar todo tipo de irritação, cólera, gritaria, injurias e sermos imitadores de Cristo. Paulo, nos pede para sermos imitadores de Deus, como filhos que ele ama.

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


JESUS É O PÃO DA VIDA

Depois de ter feito a multiplicação dos pães e distribuído com fartura ao povo. Jesus vai afirmar que “Ele é o pão da vida”. Das leituras propostas deste domingo podemos ver:

O texto do livro do Êxodo nos mostra o descontentamento do povo no caminho à terra prometida. Moises escuta o povo e intercede ao Senhor, que o atende enviando o maná: “ Isto é o pão que o Senhor vos deu como alimento” (Ex 16,2-4.12-15).

O evangelho, relatado por João, nos revela que o povo vai procurar Jesus. Quando o encontra fazem perguntas a Jesus, no que afirma: “Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna e que o Filho do homem vos dará” (cf. Jo 6,27).

Na segunda leitura, o apostolo Paulo nos alertará que para alcançarmos a Cristo precisamos nos “despojar do velho homem”, e buscar o novo homem (cf. Ef 4,17.20-24).

Neste domingo, veremos que Jesus é fonte de vida, é o verdadeiro alimento para a vida eterna.

As leituras sobretudo no evangelho, nos adverte de que Jesus não é um supermercado ou farmácia mas fonte de vida para o homem que abre caminhos para uma vida nova.

No mês de agosto, rezamos pelas vocações, neste primeiro domingo rezamos pela vocação do padre. Rezemos por todos os sacerdotes que passaram pela nossa vida.

Pe. Mário Pizetta, ssp

Pároco


“OVELHAS SEM PASTOR”

Neste domingo, o 16º do tempo comum, ano B, veremos a primeira atitude daquele que segue Jesus: Compaixão. Este comportamento é uma forma nova de olhar o outro, um verdadeiro gesto de amor.

A primeira leitura, tirada de Jeremias, é uma advertência aos maus pastores, aqueles que escolhidos para serem pastores do povo não cuidam do rebanho, abandonam o povo, apenas instrumentalizam aqueles que lhe servem. São verdadeiros exploradores do povo, estes são os maus pastores. (cf. Jr 23,1-6).

No evangelho, Marcos registra a volta dos discípulos que tinham sido enviados em missão. Jesus convida os discípulos para um lugar deserto, lugar do silencio para descansar e avaliar o trabalho desenvolvido. Jesus deixa claro que o descanso é necessário, assim como o refletir sobre a missão. Ao olhar para aquela multidão sentiu compaixão. A compaixão é uma porta para o caminho da conversão. (cf. Mc 6,30-34).

Na segunda leitura, Paulo dirá a comunidade de Éfeso, que Cristo rompeu com os murros, libertou-nos do pecado e nos deu uma nova condição: em Cristo somos novas criaturas (cf. Ef 2,13-18).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS NÃO TRABALHA SOZINHO, CHAMA COLABORADORES

O 15º domingo do tempo comum, ano B, vemos no evangelho de Marcos que Jesus chama e envia pessoas para colaborar com ele no anúncio do Reino. A evangelização não pode ser um ato individualista, mas comunitário. Deus nos chama à comunhão.

Na 1ª leitura, Amós, reconhece que ele é apenas um simples pastor e cultivador de sicômoros, no entanto, o Senhor o chamou: “Vai profetizar para Israel meu povo” (Am 7,12-15). Ser profeta exige coragem, ousadia e muita confiança no Senhor. Despertamos o sentido do profetismo na medida que nos envolvemos com a realidade, onde constatamos as injustiças, o desprezo humano, nestes espaços nasce a indignação.

No evangelho Jesus recomenda aos discípulos que não levem nada além do necessário. Desfazer-se totalmente de tudo para apenas sentir a confiança do Senhor (cf. Mc 6,7-13). Jesus pede aos discípulos confiança e disponibilidade. Jesus alerta também para os possíveis riscos que todo o discípulo vai enfrentar.

Evangelizar, anunciar Jesus não é uma tarefa fácil.

Na segunda leitura, Paulo nos diz que Cristo nos chamou à santidade, nos fez conhecer os grandes mistérios da nossa fé, nos designou a sermos seus filhos adotivos, pelo seu sangue fomos libertos e perdoados de nossos pecados (cf. Ef 1,3-14).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS É REJEITADO NA SUA CIDADE

No 14º domingo do tempo comum, ano B, o evangelista Marcos, vai nos mostrar que jesus é rejeitado em sua terra de origem. As pessoas não reconhecem Jesus.

A 1ª leitura o profeta Ezequiel, como mensageiro de Deus, é enviado a levar a mensagem de Deus para um povo de cabeça dura e coração de pedra ( cf. Ez 2,2-5). Hoje da mesma forma, cada agente de pastoral é chamado a ser um testemunho vivo perante uma sociedade que vai deixando o Senhor de lado.

No evangelho, Jesus vai a sua cidade, Nazaré. Alguns se admiram dele, perguntam-se: donde lhe vem tanta sabedoria? Outros, afirmam: “ele não é um carpinteiro, seus irmãos não moram aqui conosco?, e outros ainda se escandalizavam no que viam”. Após perceber esta realidade Jesus declara: “um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares” (cf. Mc 6,1-6).

Na segunda leitura, Paulo nos alertará sobre o risco das vaidades estarem presentes em nossas atividades de evangelizadores, por isso fala da existência “de um espinho na carne”. Paulo reconhece que para a missão “basta a tua graça, pois é na fraqueza que a força se manifesta” (cf. 2Cor 12,7-10).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


Mensagem da semana Junho 2018

SÃO PEDRO E SÃO PAULO: AS DUAS GRANDES COLUNAS DE NOSSA IGREJA.

Neste final de semana a Igreja nos chama a rezarmos com os dois grandes construtores, verdadeiros cuidadores do rebanho de Deus: São Pedro e São Paulo. Cada um colaborou de uma forma diferente: Pedro, no caminho da organização da Igreja. Paulo, como o grande anunciador do Evangelho.

Na 1ª leitura, Lucas, relata que Herodes começa a perseguição aos apóstolos. Manda matar Tiago, prender Pedro, mas este é liberto pelo Senhor e Pedro confessa: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar da mão de Herodes” (cf. At 12,1-11).

No evangelho, Jesus interroga os discípulos acerca dele. Pedro confessa: “Tu és o Messias, Filho de Deus”,

Jesus lhe diz: “Feliz és tu Pedro, por que não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, por isso eu te digo: Tu és Pedro e sobre esta pedra construirei minha Igreja…..”(cf. Mt 16,13-19). Professar a fé até a morte.

Na segunda leitura, encontraremos o testemunho de Paulo ao seu estimado discípulo Timóteo: ”Afirma estar chegando ao fim, que combateu o bom combate, guardou a fé, completou a sua carreira, reconhece que o Senhor sempre esteve ao seu lado, agora ele espera a coroa da justiça que o Senhor dará não somente a ele, mas a todos que se esforçarem para viver o que o Mestre ensinou” (cf. 2Tm 4,6-8.17-18).

Pedro e Paulo foram martirizados em Roma, um no ano 64 e o outro 67. Que São Pedro e São Paulo nos ensinem a amar nossa Igreja.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“JOÃO É O SEU NOME”

A Igreja celebra neste domingo a Solenidade da Natividade de São João Batista, o precursor do Messias. Nesse final de semana temos leituras na missa da vigília e do dia da festa. Nosso comentário se refere às leituras referentes ao domingo:

A 1ª leitura, do profeta Isaias, exalta a figura do servo sofredor ”Tu és o meu servo, Israel, em quem eu serei glorificado”, “ele me preparou desde o nascimento para ser o seu servo” ( Is 49, 1-9). João Batista não é o servo que Isaias se refere, mas podemos identificar João como um servo do Senhor. João é o escolhido de Deus para preparar os caminhos da chegada do Salvador.

No evangelho, Lucas relata o nascimento de João Batista, um grande acontecimento não apenas na vida da família de Isabel e Zacarias, mas na vida dos vizinhos e do povo. João Batista é sinal de esperança. As pessoas se perguntavam: “o que será deste Menino?”. João é o grande mensageiro que vem anunciar um novo tempo para a humanidade: O Messianismo (cf. Lc 1,57-66.80). João é a voz que clama no deserto.

Na segunda leitura, Lucas, nos mostra duas figuras importantes no anúncio da vinda do Messias. Num primeiro momento do texto lembra o surgimento de Davi. De sua descendência nascerá posteriormente o Salvador. Depois, nos fala da presença de João Batista como aquele que prepara o caminho da chegada de Jesus (At 13,22-26).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DEUS AGE NO SILÊNCIO

O 10º domingo do tempo comum faz uma pergunta: a que vamos comparar o Reino de Deus?

As leituras propostas nos ajudam a compreender o significado da ação silenciosa de Deus.

A primeira leitura mostra a soberania de Deus, ela está acima de todas as coisas: “Eu, o Senhor, digo e faço” (cf. Ez 12,22-24). Nada é comparável a ação de Deus.

O evangelho mostra como Jesus explica o Reino de Deus. Por meio de parábolas, ou seja, de imagens da natureza ele revela que a ação de Deus é uma ação gradativa, continua e silenciosa. É como uma semente lançada na terra, ela com a força da natureza, sem a mão do lavrador, vai produzir seus frutos. Assim também a palavra quando chega no coração humano, ela age sem a presença do pregador (cf. Mc 4,26). Explica ainda que o grão de mostarda, a menor de todas as sementes, quase invisível, uma vez na terra boa, quando cresce, torna-se lugar para o pouso dos pássaros (cf. Mc 4,26-34).

Na segunda leitura Paulo nos dirá que mesmo vivendo na morada passageira de nosso corpo, precisamos através de nossas atitudes agradar ao Senhor (cf. 2Cor 5,6-10).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS AMPLIA O CONCEITO DE FAMILIA

O décimo domingo do tempo Comum, ano B, nos mostra um quadro onde Jesus amplia o conceito de família: ”Meus irmãos e minha mãe são aqueles que fazem a vontade de Deus” e fala do pecado contra o Espirito Santo (cf. Mc 3,29.35).

A primeira leitura nos apresenta uma realidade muito comum em nosso universo cotidiano: sempre encontramos justificativas para nossos erros. Também nos alerta, que cada ato errado tem às suas consequências para quem o pratica e para os outros (cf. Gn 3,9-15).

No evangelho, num primeiro momento do texto, descreve a família de Jesus preocupada com o comportamento de Jesus, acreditam que ele está endemoniado. Depois, Jesus vai nos dizer que quem blasfemar contra o Espírito Santo jamais será perdoado (cf. Mc 3,20-35). O pecado contra o Espirito Santo é a falta de confiança na misericórdia de Deus.

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo, nos dirá que tudo o que é visível é passageiro, enquanto que o invisível é eterno, por isso que o sofrimento não se compara a graça que cada um vai receber pela sua perseverança (cf. 2Cor 4,13-5,1)

Pe. Mário Pizetta
Pároco


DESCANSO E SUPERAÇÃO DO LEGALISMO

O 9º domingo do Tempo Comum, Ano B, nos leva a compreender a necessidade do descanso para todos e a superação da prática legalista religiosa.

A primeira leitura destaca a importância do descanso: “Guarda o dia de sábado, trabalharás seis dias e neles farás todas as suas obras. O sétimo dia é dedicado ao Senhor” (cf. Dt 5,12-15). O ser humano não é uma máquina produtiva, ele também precisa descansar, ter um tempo para se encontrar com Deus. O encontro com o Senhor revitaliza as forças e traz paz. O ser humano não se completa em si mesmo, existe algo a mais quando este olha ao redor de sí.

No evangelho Jesus coloca a lei do sábado ao serviço da vida, o amor está acima da lei: “o sábado foi feito para o homem, não o homem para o sábado” (Mc 2, 23-28). Deus colocou seus decretos, suas leis como formas de ajudar as pessoas encontrarem equilíbrio nas suas ações. Jesus deixa claro que as leis devem estar a serviço da pessoa. Dirá São Paulo: “ A letra mata, mas o Espirito vivifica” (cf. 2Cor 3,6). Num mundo moderno como vive-se hoje, as formas de entender o sábado exigem de nós uma nova maneira de interpretar.

A segunda, de Paulo aos Coríntios, falará que em todos os momentos da nossa vida estamos sofrendo uma certa inquietação, mas não podemos nos perturbar (cf. 2Cor 4,6-11).

Iniciamos o mês de junho, e com ele a celebração de muitos santos populares: Santo Antônio, São João, São Pedro. Todos eles nos ajudam a compreender que Deus é o Senhor da vida.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


Mensagens da semana Maio 2018

Em nome do pai, do filho e do espirito santo.

A Igreja celebra neste domingo a festa da Santíssima Trindade. Um único Deus em três pessoas: Pai, Filho e Espirito Santo. “A Comunidade Trinitária é verdadeiramente mistério, realidade que supera toda a compreensão humana. O mistério do amor Trinitário revela algo do mistério mais profundo do ser humano”. No anúncio do evangelho o grande convite de Jesus aos discípulos: “Ide pelo mundo e fazei todos meus discípulos, batizando–os em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo”.

A primeira leitura, do livro do Deuteronômio, Moisés afirma ao povo que Deus é único, não há outro Deus, reconhece como este Deus escolheu um povo e esteve ao seu lado, pede que seja admirada a grandeza de sua obra: a criação do Homem e de todo universo. Revela portanto, um Deus presente na história humana (cf. Dt 4,32-34.39-45).

No evangelho, Jesus faz um grande pedido aos discípulos: Fazer discípulos todos os povos. Jesus ainda afirmará aos seus discípulos que eles não estariam sozinhos nesta caminhada, Ele estaria com eles até o fim dos tempos. Com o Batismo somos incorporados na família de Deus (cf. Mt 28, 16-20).

A segunda leitura, Paulo dirá que todo aquele que se deixa conduzir pelo Espirito, torna-se filho de Deus, sendo filhos nos tornamos herdeiros e co-herdeiros de Cristo, portanto nos tornamos testemunhas de Cristo no mundo (cf. Rm 8,14-17).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


IDE ANUNCIAR O EVANGELHO A TODA CRIATURA

Neste domingo celebramos a Ascensão do Senhor. A subida de Jesus ao céu não é uma despedida e muito menos um abandono, é uma nova forma de relacionar-se e viver com Jesus. Jesus deixou nas mãos de seus discípulos a grande missão de serem continuadores de sua obra. Eles não estarão sozinhos. Da casa do Pai, Jesus enviará o Espirito que virá para auxiliar na difícil tarefa. Viver a fidelidade.

Na primeira leitura dos Atos, Lucas lembra que durante quarenta dias Jesus apareceu aos discípulos. Durante uma refeição pediu para que eles não se afastassem de Jerusalém e que seriam batizados pelo Espirito para serem testemunhas em todo mundo, não podemos ficar olhando para o mundo de braços cruzados, é preciso ir e proclamar a vida. (cf. At 1,1-11).

No evangelho, Marcos nos relatará o grande mandato de Jesus: Ide por todo o mundo anunciai a toda criatura o evangelho. Jesus afirma que esta missão será acompanhada de sinais: ”expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas, nenhuma serpente lhe fará mal, curará os doentes” (cf. Mc 16,15-20).

Na segunda Leitura, Paulo nos dirá que Cristo foi constituído cabeça da Igreja, seu corpo. Tudo está sob seu domínio. Ele foi para a direita de Deus Pai (cf. Ef 1,17-23).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“AMIGOS, NÃO SERVOS” – AQUELE QUE AMA VIVE O RESSUSCITADO

O 6º domingo da Páscoa nos dirá que o caminho do amor é o caminho de todo aquele que foi chamado para atuar no mundo em nome de Jesus. O amor é o caminho de Deus. Onde está Deus está o amor. O amor é a rosto de Deus. “Quem não ama não pode conhecer Deus”.

A 1ª leitura, os Atos dos Apóstolos, narra a ida de Pedro a casa de Cornélio. Vemos que Deus não faz distinções, antes, acolherá todo aquele que teme o Senhor e pratica a justiça. Deus vai ao encontro de todo aquele que o procura (cf. At 10,25.26.34.44.-48).

No evangelho, Jesus nos convidará a permanecer no seu amor, isto é, estabelecer entre nós humanos laços verdadeiros de amor. Jesus nos trata de amigos porque nada esconde, tudo revela. Jesus ainda diz aos discípulos e a cada um de nós, que foi ele quem nos escolheu para que possamos produzir frutos. Por isso ele nos convida a permanecer no seu amor (cf. Jo 15,9-17).

Na segunda leitura, a carta de João, nos dirá que o amor é a expressão máximo de Deus. “Quem não ama não chegou a conhecer a Deus” (cf. 1 Jo 4,4-10).

Vemos na liturgia de hoje que Jesus nos pede que viver este amor que ele nos ensinou. Ele é a energia que move nossas comunidades. O amor não é uma teoria abstrata mas uma atitude de vida.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


Mensagens da semana Abril 2018

“PERMANECEI EM MIM , E EU PERMENECEREI EM VÓS”

O 5º domingo da Pascoa, nos traz o evangelho da videira verdadeira. O evangelho da fé no Ressuscitado para produzir muitos frutos. Viver sempre em comunhão com Cristo, para não tornar nossa vida infrutífera.

Na primeira leitura, os Atos dos Apóstolos nos mostram a aproximação e integração de Paulo com os discípulos através de Barnabé. Paulo, pregava junto aos discípulos. Pelo fato de não conhecerem a sua mudança de vida, sofre perseguição dos judeus de língua grega. Ao saberem desse risco levam embora Paulo de Jerusalém. Paulo é levado para a Cesaréia (cf. At 9, 26-31).

No evangelho Jesus dirá: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor”(Jo 15,1). O agricultor tira da arvore aquele ramo que não produz fruto. Aquele que produz ele o poda para que dê mais fruto ainda.

Para produzirmos frutos precisamos estar ligados a videira que é Cristo”(cf. Jo 15,1-8).

A segunda leitura, João em sua 1ª carta, nos alertará sobre a totalidade do amor: “que o vosso amor não seja apenas de palavras, mas concreto, isto é, por meio de gestos”(cf. 1 Jo 3,18-24).

Estar presente na comunidade participando da liturgia, da missa, lendo e meditando a Palavra, rezando em comunidade, envolvendo-se na defesa das políticas públicas e praticando a caridade são formas de nos manter sempre ligados a videira e produzir muitos bons frutos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


MERCENÁRIOS OU PASTORES

No 4º domingo da Páscoa, voltamos o nosso olhar a uma das mais belas páginas do evangelho: Jesus, Bom Pastor. Pastores são todos aqueles que assumem responsabilidades de condução do povo, seja a nível religioso, social e político. Todo o exercício de autoridade é um serviço de Pastor. Cada serviço abarca uma realidade de nossa vida.

Na primeira leitura, Pedro, assumindo a condição de ressuscitado, responde às acusações que lhe são feitas e testemunha sobre Jesus, afirmando que Ele ”é a pedra que os construtores rejeitaram e que tornou-se a pedra angular” (cf. At 4,8-12). Todos os que vivem a condição de ressuscitados podem tornar-se multiplicadores das ações de Jesus.

No evangelho, Jesus exorta os discípulos e a todos que possuem responsabilidades sobre as pessoas para serem Bons Pastores. Jesus dirá que o verdadeiro Pastor é aquele que dá vida pelas suas ovelhas, trabalha em função do bem das pessoas, pensa e vive em função daqueles que lhe são confiados. Exerce o pastoreio como um serviço. No entanto, exorta Jesus, aquele que não é Pastor, mas mercenário, não mostra preocupação com suas ovelhas (cf. Jo 10,11-18).

Na segunda leitura, João nos dirá que nós somos muito felizes, por sermos chamados Filhos de Deus(cf. 1Jo 3,1-2)

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“ VÓS SEREIS MINHAS TESTEMUNHAS”

O 3º domingo da Páscoa nos leva a um aprofundamento sobre a assimilação da experiência com o Ressuscitado, fato fundamental no caminho da fé. Na primeira leitura, Pedro faz uma acusação ao povo de seu tempo de que foram eles que mataram jesus: “vós matastes o autor da vida” e por isso da mesma forma apela para que se arrependam dos seus pecados (cf. At 3,13-15.17-19).

No evangelho vamos ter a continuidade do relato dos discípulos de Emaus. Jesus se encontra com os discípulos e os saúda em nome da Paz. Pede para ser reconhecido, ele não é um fantasma. Reconhecer Jesus ressuscitado será reconquista da confiança em Jesus quebrada com a morte na cruz. Ao partilhar o peixe assado, os discípulos reconhecem Jesus. Jesus explica que tudo o que aconteceu era necessário. Jesus já havia dito isto antes. O gesto de Jesus era para remissão dos pecados e a conversão (cf. Lc 24,35-48).

A segunda leitura recomenda a todos que seja evitado o pecado, mas se alguém pecar que busque Jesus Cristo para estar livre dos pecados (1 Jo 2,1-5). A missão da Igreja hoje é ajudar as pessoas a reconhecer Jesus, o ressuscitado.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


O DOMINGO DA MISERICÓRDIA

O 1º domingo, depois da Páscoa, foi instituído por São João Paulo II, como o domingo da Misericórdia.

Na 1ª leitura Lucas, nos Atos dos Apóstolos, apresenta o modelo de comunidade: Todos viviam em harmonia, não haviam necessitados entre eles. Até os que possuíam propriedades, vendiam e distribuíam seus bens entre os mais necessitados. Era uma comunidade ideal. Nos perguntamos: este mundo é possível hoje? Por que não conseguimos isto? (cf. At, 4,32-35). A consciência do Ressuscitado que nos leva a criar uma comunidade de verdadeiros irmãos.

O evangelho nos apresenta o episódio onde Jesus rompe as portas, ali estão escondidos os discípulos por medo dos judeus. A narrativa mostra dois momento: Jesus encontra os discípulos e depois encontra novamente os discípulos e especificamente fala com Tomé. Jesus lhes mostra as mãos, os pés, pede para tocá-lo e lhe diz: “Não sejas incrédulo”. Jesus, ainda o repreenderá: “Bem aventurados aqueles que não viram e creram (cf. Jo, 20,19-31).

Na segunda leitura João afirmará que o amor ao irmão é um sinal visível do amor de Deus (cf. Jo, 20,19-31).

Romper portas, abrir novos caminhos, é a vida de todos os que ressuscitam com Cristo. Ressuscitar com Cristo é engajar-se em todos os grupos que promovem a vida. É posicionar-se a favor dos irmãos e nisto está o testemunho da ressureição.

Pe. Mário Pizetta,
Pároco


Mensagens da semana Março 2018

ELE VIU E ACREDITOU (Cf. Jo 20,8)

Os relatos da ressureição nos mostram os impactos provocados nos discípulos e nas mulheres que foram de madrugada ao túmulo. “Tiraram a pedra”, “Tiraram o Senhor do túmulo”, “Não sabemos onde o colocaram”, são todas expressões encontradas no evangelho de João proclamado neste domingo de Páscoa.

A primeira leitura mostra Pedro que testemunha os acontecimentos ocorridos em Jerusalém. Relata que Jesus foi um homem que andou fazendo o bem, curando as pessoas, expulsando demônios por que Deus estava com ele. Afirma que todo aquele que crê em Jesus recebe o perdão dos pecados (cf. At 10,34.37-43).

O evangelho, de João Evangelista, apresenta o relato das primeiras reações das mulheres e dos discípulos diante do fato de encontrarem o túmulo vazio. Surgem os questionamentos: será que esconderam o corpo de Jesus?, o que mesmo que aconteceu? Vamos ver que é do discípulo que chegou primeiro ao túmulo, a grande revelação: “Ele viu e acreditou” (cf. Jo 20,1-9).

Paulo na carta aos Colossenses nos lembra que ressuscitar é buscar as coisas do alto, assumir uma nova postura, uma nova condição de vida. Nos exorta que não podemos ser os mesmos (cf. Col 3,1-4).

No cartão distribuído nas missas do domingo de Páscoa encontramos a frase: “porque procura Jesus no túmulo aquele que ressuscitou”.“Eu sou a ressureição e a vida”.

FELIZ PÁSCOA A TODOS E QUE O RESSUSCITADO NOS TRAGA A VIDA EM PLENITUDE.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DOMINGO DE RAMOS: A LIÇÃO DE HUMILDADE DE JESUS E A ACOLHIDA DO POVO

Contrária a prepotência dos grandes da época, Jesus ingressa em Jerusalém montado num jumento, e é acolhido pelo povo que o saúda com ramos estendendo os seus mantos. Os ramos de oliveira simbolizam que Jesus é o Ungido. Jesus, como um servo, serenamente, caminha para os seus últimos momentos junto a todos que o admiravam. As leituras nos mostram esta realidade.

Na primeira leitura Isaias nos lembra o Servo Sofredor. Jesus é como uma ovelha levada ao matadouro. Não reage diante dos maus tratos, não retira o seu rosto para as bofetadas, oferece as costas para lhe baterem. Tudo isto ele suporta porque encontra em Deus o seu auxiliador (Is 50,4-7).

Nesse domingo proclamamos dois trechos do evangelho, um na Bênçãos dos Ramos, e o outro, o relato da Paixão, ambos apresentados por Marcos.

A segunda leitura, de Paulo aos Filipenses, vemos o testemunho de Paulo falando que Jesus abandona a condição Divina, humilhou-se, assumindo o ser humano, morre na cruz. Por isso Deus o exaltou e o colocou acima de todo nome e todos dobram seus joelhos perante ele.

Vamos caminhar com Jesus. Não vamos andar de braços cruzados, mas olhemos para o exemplo de Cirineu.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


QUEREMOS VER JESUS

O 5º domingo da Quaresma, o evangelista João, após narrar o encontro de Felipe e André com Jesus, nos lembra o anúncio de sua morte: “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só trigo, mas se morre produz muito fruto”(Jo 12,24).

A primeira leitura, nos lembrará que o Senhor ao longo da história de Israel, muitas vezes renovou a aliança com seu povo, mas agora fará a aliança definitiva: “imprimirei minha lei no coração humano, serei seu Deus e eles serão o seu povo”. (cf. Jer 31,31-34).

No evangelho tudo estará centrado na imagem do grão de trigo que morre e produz muito fruto. Jesus é o grão de trigo, ele vai morrer e sua morte será motivo de salvação para todos os que nele crerem (cf. Jo 12,20-23). Assim é o ser humano, ele também precisa fazer morrer dentro de sí tudo o que leva a morte para dar espaço a vida que quer florescer.

Na segunda leitura, o autor da carta aos Hebreus, nos revela Jesus como o modelo de obediência ao projeto do Pai, e sua morte tornou-se motivo de salvação para todos (Hb 5,7-9).

No próximo domingo celebraremos o Domingo de Ramos, iniciando assim a grande semana do cristão. Participando das celebrações vamos acompanhar Jesus neste gesto de amor pela humanidade e juntos rezarmos por aqueles que se colocam a serviço da vida do povo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS VEM PARA SALVAR NÃO PARA CONDENAR

O quarto domingo da quaresma nos mostra quanto Deus é misericordioso. A encarnação de Jesus revela o grande amor que  Deus tem para a humanidade.

A primeira leitura relembra as infedilidades das autoridades e do povo ao longo da história. O caminho do povo de Israel foi sempre um caminho de tropeços, mais com tendência ao mal do que para o bem, mas Deus foi sempre paciente (cf. 2Cr 36,14-19-23).

No evangelho, Jesus recordará a Nicodemos o episódio de serpente, que Moisés mandou construir no deserto, para que toda pessoa que olhasse para ela seria curada da picada da serpente. Jesus dirá que assim o Filho do homem será levantado na cruz, todos os que crerem serão salvos” (cf. Jo 3,14-21).

Paulo, na  carta aos Efésios, nos dirá que “somos salvos não pelos nossos méritos, mas pela graça do Senhor” (Ef 2,4-10).

Este domingo, portanto, nos convida a olharmos com  fé para a cruz, crer nesta atitude de Jesus. Acreditarmos  que na cruz está o gesto mais autêntico de amor. Na cruz se realiza a remissão dos pecados e onde conquistamos a verdadeira libertação. A cruz, um instrumento de castigo torna-se um sinal libertador.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


Mensagens da semanas Fevereiro de 2018

DEUS NÃO QUER COMÉRCIO NA SUA CASA.

Jesus, neste 3º domingo da quaresma, nos vai advertir sobre a instrumentalização do templo, sua casa não é um espaço de negociação, de lucros e muito menos lugar de exploração.

A primeira leitura nos fala da Aliança de Deus com os homens. A aliança é um conjunto de orientações, que chamamos de mandamentos. Na verdade é proposto ao homem um código comportamental. São indicações que irão favorecer a vida, as relações sociais. A primeira exigência afirma a soberania Senhor: “Eu sou o Senhor teu Deus…, não terás outros deuses além de mim”(cf. Ex 20,1-17).

No evangelho, João, João descreverá a irritação, indignação de Jesus no templo: “ tirai isto daqui, não façais da minha casa um comércio”. Aquele Jesus manso e pacífico desaparece e apresenta Jesus enérgico. Jesus tem um zelo pelo templo. “O zelo pela tua casa me consumirá”. Os judeus revoltados perguntam: que sinal nos mostras para agir assim? Numa linguagem simbólica Jesus diz “ Destruí este templo e em três dias o reconstruirei. No entanto Jesus falava do templo do seu corpo, mas mesmo assim não lhes davam crédito”(cf. Jo 2,13-25).

Na segunda leitura Paulo dirá que a morte de Cristo na cruz é o novo cordeiro, o novo sinal da aliança. O que era escândalo para os judeus e sabedoria para os gregos, para os que creem a cruz tornou-se sabedoria de Deus.

Na vida veremos que os mandamentos são caminhos seguros e justos e constroem a vida. Jesus pede também que cuidemos bem de nosso corpo, que é templo do Espirito Santo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“MESTRE, É BOM FICARMOS AQUI”

No primeiro domingo da quaresma fomos com Jesus para o deserto. Neste segundo domingo Jesus nos convida a ir com Pedro, Tiago e João, ao alto do monte Tabor. O monte é o lugar do encontro com Deus.

É o lugar da contemplação. Ali, Jesus se manifestará como o Filho amado.

Na 1ª leitura encontraremos a grande prova do Senhor a Abraão: oferecer em sacrifício o seu único filho, Isaac. Abraão obedece e vai ao monte. Quando está para imolar o filho, o Senhor o impede de assim proceder, reconhece o quanto Abraão é fiel, lhe recompensa dizendo que ele será o pai de um numeroso povo. (cf. Gn 22,1-2.9-13.15-18).

No evangelho, Jesus leva Pedro, Tiago e João para o Monte Tabor. Neste local Jesus se transfigura, os discípulos vislumbram a ressureição, Pedro não quer mais ir embora “é bom ficarmos aqui”, quer viver este momento extraordinário. Também Jesus mostra aos discípulos sua relação com Moisés e Elias. Jesus se apresenta como o Filho amado. Para os apóstolos a transfiguração é um encorajamento para poderem enfrentar as dificuldades da cruz (9,2-10).

Na segunda leitura, Paulo nos dirá que nada nos separará do amor de Cristo. Para compreender este grande amor de Cristo precisamos nos livrar dos obstáculos que nos impedem de fazer este encontro (cf. Rm 8,31-34). Muitos são os montes onde Jesus se transfigura. Para vê-los precisamos pedir que Jesus nos liberte da nossas cegueiras.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


O DESERTO: O LUGAR DA COMPREENSÃO

No primeiro domingo da Quaresma vemos Jesus sendo levado pelo Espirito ao deserto e depois inicia sua missão pela Galileia (Mc 1,12s). O deserto é o lugar do silêncio, da escuta. longe do mundo, Jesus vai compreender a sua missão.

A 1ª leitura mostra a aliança do Senhor com Noé: “Eis que vou estabelecer convosco a minha aliança”.

O Senhor assim fala: “ponho o meu arco nas nuvens como sinal de aliança entre mim e a terra”. Deus revela a sua fidelidade com o homem (cf. Gn 9,8-15).

No evangelho, vemos Jesus sendo conduzido pelo Espirito ao deserto, passa quarenta dias e depois se dirige a Galileia e anuncia que o tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo”, chamando a todos para a conversão: “convertei-vos e crede no evangelho” (Lc 1,12-15).

Na segunda leitura, Pedro nos lembra que Noé salvou um pequeno número de pessoas, Jesus, com sua ressureição salva o ser humano na vida nova do ressuscitado (cf. 1Pd 3,18-22).

A Quaresma é o tempo da reconciliação, o tempo favorável da mudança de vida. Através da oração, da caridade e do jejum podemos trilhar o caminho de Jesus.

Não vamos nos esquecer da problemática que a Campanha da Fraternidade nos convida: construirmos a cultura da paz, da justiça a luz da Palavra de Deus. A superação da violência virá se diminuirmos as desigualdades sociais e tomarmos consciência da necessidade de participação na defesa dos direitos trabalhistas e da legislação de políticas públicas.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


JESUS SUPERA OS PRECONCEITOS E CURA

O sexto domingo do tempo comum, do ano B, nos apresenta o milagre da cura do leproso.

A primeira leitura, o livro dos Reis, nos enriquece apresentando a cura de Naamã pelo profeta Eliseu.

Deus revela sua força e seu poder na simplicidade. Acreditar é importante para poder alcançar a graça da libertação (cf. 2 Rs 5,9-14).

O evangelho, por meio de Marcos, identificamos a compaixão de Jesus diante de leproso, que de joelhos implora a Jesus para ser curado. Jesus, superando todos os preconceitos da época, cura o leproso. Marcos nos mostra que Jesus atende a todos que com fé se dirigem a ele. Jesus não quer ninguém a margem, todos caminhando juntos (cf. Mc 1,40,45).

A segunda leitura, de Paulo aos Coríntios, encontramos a exortação: tudo o que fizermos, o façamos “para a glória de Deus” (cf. 1 Cor 10,31-11,1).

A Palavra deste domingo nos leva a compreender uma das maiores qualidades de Jesus: a compaixão. Jesus nos ensina que quando desenvolvemos em nós a compaixão somos capazes de nos aproximar do outro. Ao curar o leproso, Jesus reintegra todos os irmãos que se encontram excluídos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS ASSUME O SOFRIMENTO DO OUTRO 

O 5º domingo do tempo comum, ano B, nos mostra um lado da vida que nem sempre somos capazes de compreender: o sofrimento. Na 1ª leitura, vemos o comportamento de Jó diante das provações. Seus amigos buscam consolá-lo dizendo que os justos serão recompensados e os ímpios castigados. Jó na sua mais profunda tristeza não reclama para Deus, pelo contrário, vive esta experiência como um mistério (cf. Jó 7,1-4.6-7).

No evangelho, Marcos mostra Jesus que continua a sua missão de ser solidário com os mais fracos. Cura a sogra de Pedro e realiza muitos outros milagres. Estes, se constituem sinais do poder divino de Jesus. Vemos que Jesus assume o sofrimento do outro, revelando com isso que Deus é próximo de quem sofre. Jesus cura aqueles que com fé se aproximam dele (cf. Mc 1,29-39).

Na segunda leitura encontramos Paulo, que confessa o seu grande entusiasmo pelo anúncio do evangelho: “Ai de mim se eu não evangelizar”. Paulo ainda nos ensina que anuncia o evangelho na gratuidade, pois foi na gratuidade que ele recebeu. Paulo também nos ensina que no caminho da ação evangelizadora precisamos nos adaptar a todas as condições (1 Cor 9,16-19.22-23).

Jesus, em sua atividade, não permanecia em casa, ia ao encontro. Evangelizar é aproximar-se de quem precisa, de quem está enfermo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


Mensagens da semana Janeiro 2018

JESUS VEM NOS LIBERTAR

A liturgia do 4º Domingo do Tempo Comum nos lembra que Deus não se conforma com os projetos de egoísmo e de morte presentes no mundo e que escravizam os homens. Deus vem ao encontro de seus filhos para apresentar um projeto que liberta e traz a vida plena.

A primeira leitura, do livro do Deuteronômio, encontramos a figura de Moisés, que anuncia que o senhor fará surgir um profeta que dirá tudo o que o Senhor tem a dizer. O profeta é alguém que Deus escolhe, chama e envia para ser a sua “palavra viva” no meio dos homens. Através dos profetas, Deus vem ao encontro dos homens e apresenta-lhes, de forma bem perceptível, as suas propostas (Dt 18,15-20).

O Evangelho mostra como Jesus, o Filho de Deus, cumprindo o projeto libertador do Pai, pela sua Palavra e pela sua ação, renova e transforma em homens livres todos aqueles carregados de espirito impuro, isto é, os prisioneiros do egoísmo, pecado e da morte, por isso seu ensinamento é com autoridade, diferente dos escribas (Mc 1,21-28).

Na segunda leitura, Paulo procura mostrar que as pessoas não casadas podem se dedicar mais ao Senhor do que as casadas. Mas deixa a todos alertados para as realidades deste mundo, que são realidades transitórias, não impeçam de viver um verdadeiro compromisso com o serviço de Deus e dos irmãos (1Cor 7,32-35).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS NÃO TRABALHA SOZINHO  

O terceiro domingo do tempo comum nos mostra que um novo tempo começa a surgir: João Batista havia sido preso e começa a aparecer Jesus anunciando: “O reino está próximo”. Com Jesus começa um novo tempo. Jesus não quer trabalhar sozinho. Ele quer os homens integrados nesta missão.

A primeira leitura, nos mostra que o povo judeu após o exilio fechou-se em si mesmo, tornando-se soberbo e esquecendo-se de suas raízes. O Senhor envia para eles o profeta Jonas. Nínive era uma cidade muito grande, que precisava três dias para atravessá-la. Jonas anunciava que o Senhor castigaria a nação se eles não viessem a se converter. Os ninivitas acreditaram na pregação e se converteram, e Deus não puniu porque acreditaram (cf. Jn 3,1.5-10).

No evangelho vemos Jesus iniciando sua missão, realizando o 1º trabalho: chamar pessoas para semear com ele esta nova realidade, o novo tempo. Jesus começa a chamar colaboradores, não quer trabalhar sozinho, quer que o ser humano participe com Ele. Por isso começa chamando algumas pessoas para esta obra. Ele quer que estes homens entendam o significado de sua presença e sejam continuadores desta missão. Daí a imagem tão bela dos primeiros chamados, “deixam tudo” e seguem Jesus (cf. Mc 1,14-20).

Na segunda leitura, encontramos Paulo que nos alerta sobre a relatividade tudo o que possa existir neste mundo: família, tristeza, alegria, coisas do mundo… Paulo vai nos lembrar que “tudo passa”. Nada do que temos aqui é absoluto (cf. 1Cor 7,29-31).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 O CAMINHO DO SEGUIMENTO 

Neste domingo a liturgia nos apresenta o testemunho de João Batista e desperta seus discípulos para o seguimento de Jesus, quando diz: ” Eis o Cordeiro…”. Estes perguntam a Jesus: Mestre, onde moras? E Jesus responde: Vinde e Vede! Veremos que Jesus não tem endereço fixo. Segui-lo é um caminhar permanente praticando suas as atitudes.

A primeira leitura nos levará a vocação de Samuel. Deus, por diversas vezes chama o jovem Samuel, mas este não compreende, até o momento em que pede auxílio a Eli. Este lhe explica que deve responder. Samuel, assim procede: “Fala Senhor que teu servo escuta”. Todos nós precisamos de alguém que nos ajude a compreender os apelos de Deus. (cf. 1Sam 3,3-10.19).

No evangelho, encontraremos o anúncio de João Batista e a manifestação do seguimento dos dois primeiros discípulos de Jesus que interrogam: Mestre, onde moras? e Jesus responde Vinde e Vede. (cf. Jo 1,35-42).Todos os que querem seguir Jesus necessitam caminhar com Ele, não podemos andar sozinhos. O aprendizado do seguimento dá-se ao longo do caminho.

Na segunda leitura, Paulo nos exortará afirmando que como imagem e semelhança, precisamos cuidar bem de nosso corpo, pois ele é santuário de Deus (cf. 1Cor 6,13.-15;.17-20). 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


 FESTA DA EPIFANIA: A MANIFESTAÇÃO DO SENHOR PARA O MUNDO

Neste domingo a liturgia celebra a festa da Epifania: manifestação do Senhor. Jesus que se manifesta a todos como luz e glória a toda a humanidade.

Na primeira leitura, o profeta Isaias exalta Jerusalém afirmando que todos os povos voltar-se-ão para ela, de onde virá a grande luz para a humanidade, “chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do senhor” (cf. Is 60,1-6).

O evangelho mostrará o encontro dos magos, que guiados por uma estrela, encontram-se com o Menino Jesus, José e Maria. A atitude dos magos nos estimula também a irmos buscar Jesus. A atitude de procurar é sempre uma forma de reação positiva do homem. Também em Herodes desperta interesse de ir ver este Menino. Herodes teme que este menino tirará o seu poder. Os magos oferecem ouro, incenso e mira. O ouro para simbolizar a realeza de Jesus, incenso para reconhecer a divindade de jesus, a mirra, o sofrimento, a purificação, a libertação.

A segunda leitura, Paulo, afirma que este mistério, agora é também revelado aos pagãos.

Juntos estarão os judeus e todos os povos da terra. A luz veio para todos. Cristo não representa um reino fechado, isolado, mas aberto para todos (cf. Ef 3,2-3.5-6).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

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