Mensagens da semana de 2019

BEM-AVENTURANÇAS: NOSSO CAMINHO DE FELICIDADE

No trigésimo primeiro  domingo do tempo Comum, Ano C, celebramos, no Brasil, a festa de todos os Santos. Recordamos nesse dia todos aqueles que seguiram e esforçaram-se para serem fiéis a Jesus. Quando lemos as Bem-aventuranças, anunciadas por Jesus, relembramos  Moisés  que recebeu  as tábuas da lei e entregou ao povo. Jesus, no encontro com as multidões também nos deixa as bem-aventuranças, o grande projeto de Jesus. As bem aventuranças representam o caminho de nossa felicidade. Vejamos as leituras:

Na primeira leitura, Joao, apresenta uma visão apocalíptica, onde ele vê uma grande multidão. O texto nos mostra que eles vieram da grande tribulação, foram aqueles que superaram todas as adversidades deste mundo (Ap. 7,2-4.-14). O evangelho nos apresenta as bem-aventuranças, e o papa Francisco em seu livro Gaudete e Esultate refere-se às Bem aventuranças com sendo “ a carteira de identidade do cristão”. Olhando para os nossos Santos e Santas, constatamos que todos eles viveram intensamente as bem-aventuranças (cf. Mt 5,1-12).

Na segunda leitura, João nos dirá que somos amados por Deus, somos seus filhos, e que um dia teremos a oportunidade de ver jesus quando Ele virá em sua glória (cf.1Jo 3,1-3). Santidade é graça de Deus, ela está ao alcance de todos. Da parte humana, cabe-nos a caminharmos na fidelidade aos valores que Jesus nos deixou, no Amor conhecemos a Deus.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


OLHAR COM ESPERANÇA PARA O FUTURO

A liturgia deste domingo nos incentiva a olhar para frente, um olhar fixo em nosso futuro, sermos pessoas portadoras de esperança.

A primeira leitura mostra o exemplo de uma família judia onde sete irmãos e a mãe, que mesmo sob torturas, foram resistentes até a morte em vista do futuro. O último deixa este testemunho: “prefiro ser morto pelos homens, tendo em vista a esperança dada por Deus , que um dia nos ressuscitará” (cf. 2Mac 7,1-2.9-14).

O evangelho, relatará o questionamento de alguns saduceus que questionam a ressureição. Jesus responderá a estas dúvidas afirmando que Deus não é um Deus dos mortos, mas dos vivos” (cf. Lc 20, 27-38).

Na segunda leitura, Paulo, reforça a importância de rezar pelos que estão a serviço do evangelho, rezarmos uns pelos outros para que o Senhor dirija os nossos corações ao amor de Deus e firmes na esperança. A oração nos leva a maior compreensão da ação do Espirito, quando rezamos estamos dialogando com Deus e melhor compreendemos o ser humano. (cf. 2Ts 2,16-3,5)

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


DEUS ESCUTA A PRECE DAQUELES QUE O SERVEM

Neste domingo veremos que Deus é um juiz que não faz discriminação entre as pessoas, mas tem uma predileção aos humildes e oprimidos.

Na primeira leitura, tirada do livro do Eclesiástico, vemos que “Deus não faz discriminação das pessoas”, não despreza a súplica dos humildes e dos oprimidos, enfim, o Senhor escuta quem o serve (cf. Ecl 35,15-17..20-22).

No evangelho, Jesus nos conta a parábola de duas pessoas, um fariseu e um cobrador de impostos, que foram ao templo para rezar. O fariseu, exaltava os seus feitos, enquanto que o cobrador de impostos, nem levantava a cabeça de vergonha, comportamentos totalmente opostos. E Jesus concluiu a parábola: “Quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”(cf. Lc 18,9-14).

Na segunda leitura, Paulo partilha com Timóteo, com muita alegria, o momento conclusivo de sua vida: está chegando o momento de sua partida, concluiu a sua caminhada. Sua vida está para ser concluída, lutou, combateu o bom combate, guardou a fé (cf. 2Tm 4,6-8.16-18).

Estamos fechando o mês de outubro, um mês carregado de muitos momentos de fé. Sigamos nesta trilha.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


NOSSA RELAÇÃO COM DEUS E A FORÇA DA PALAVRA. 

Neste domingo celebramos o dia mundial das missões.  O Papa Francisco, em sua mensagem, entre os muitos aspectos que ele escreve, chama todos os BATIZADOS  a reavivarem o dom do Batismo, dom recebido  gratuitamente de Deus. Nos diz que cada  batizado é uma missão. Vejamos as leituras deste domingo:

A primeira leitura apresenta um fato interessante: enquanto mantinham os braços levantados de Moises,  Josué era vencedor. Assim também aquele que reza torna-se vencedor pela oração (cf. Ex 17,8-13).

O evangelho, através da narrativa da insistência da viúva junto ao juiz, compreendemos que também nós precisamos ser insistentes em nossa relação com Deus (cf. Lc 18,1-8).

A segunda leitura, Paulo escreve a Timóteo pedindo que se mantenha firme em tudo o que aprendeu, lembrando  que toda a “Escritura é inspirada por Deus  e útil para ensinar, argumentar, corrigir e educar na justiça”. Vamos lembrar também nós que o berço de nosso fé vem da família. Na palavra encontramos a força de nossa caminhada.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


UM FINAL DE SEMANA COM NOSSA MÃE APARECIDA E UMA LIÇÃO DE GRATIDÃO E FÉ

No sábado, em nossa liturgia, iremos nos encontrar com Jesus por meio de Maria, celebrando a festa de Nossa Senhora Aparecida. No domingo, voltaremos o nosso olhar para o 28º domingo do tempo Comum, ano C, onde as leituras manifestam fé e gratidão e fazem um apelo para nos manter firmes e sermos os vencedores junto com Cristo. Vejamos: A primeira leitura, o sírio Naamã, leproso, acredita no homem de Deus, Eliseu, e vai banhar-se no rio. Fica curado. Volta e faz sua confissão de fé reconhecendo que não existe outro Deus (cf. 2 Rs 5,14-17).

O evangelho nos apresentará a cura dos dez leprosos, onde apenas um se volta a Jesus para agradecer. Jesus além de curá-lo, lhe diz que sua fé o salvou (cf. Lc 17,11-19).

A segunda leitura, continuamos na 2ª carta de Paulo a Timóteo. Na carta o apóstolo recomenda a manter-se firme diante do sofrimento, pois se permanecermos firmes com Cristo reinaremos (cf. 2Tm 2,8-13).

Vemos, portanto que as leituras nos reportam profundamente a termos dentro de nós um sentimento de gratidão e sermos criaturas de fé. Continuemos a rezar pelo Sínodo da Amazônia

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


FÉ: O DOM DA TRANSFORMAÇÃO

Neste domingo os discípulos irão pedir a jesus uma grande graça: FÉ. Assim também nós, como seguidores e discípulos precisamos pedir: “aumenta a nossa fé”. Vejamos as leituras deste 27º sétimo domingo do tempo comum, ano C.

A primeira leitura, o profeta Habacuc, está diante de muitas dificuldades, e dialoga com Deus. A primeira impressão que se tem é que Deus não o escuta. O texto nos mostra que o sofrimento é um exercício de perseverança, pois o texto concluirá afirmando: “O justo vive de fé” (cf. Hb 1,2-3;2,2-4).

No evangelho, os discípulos manifestam uma preocupação: os desafios que existem e que eles irão passar eles precisam de mais fé, por isso o pedido “aumenta a nossa fé”(cf. Lc 17,5-10). De fato, diante da realidade desafiadora da missão, é preciso ter muita fé. Ela se torna a grande propulsora de nossa vida. Ela é a virtude que sustenta o pobre em sua aflição.

Na segunda leitura, Paulo, em sua segunda carta a Timóteo, exorta-o, que reanime o dom recebido de suas mãos, não se envergonhe do evangelho, e pede que guarde o deposito da fé, recebido pelo Espirito Santo (cf.Tm 1,6-8.13-14).

Por fim direi: Deixe crescer em seu coração o espirito missionário.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


O FIM DAS DIFERENÇAS

O 26º domingo do tempo comum, ano C, nos vai advertir sobre a opulência de alguns e a carência de outros, o mundo injusto que vivemos.

Na primeira leitura, o profeta Amós, usando palavras muito fortes exorta os que vivem enclausurados em suas seguranças, no conforto, despreocupados com os que vivem distantes, irão todos para o desterro (Am 6,1.4-7).

No evangelho, Jesus falando aos fariseus, relata o episódio do rico e do pobre. Na vida do rico, tudo o que era bem estar, na vida do pobre, nem as migalhas que caiam da mesa. Os dois vieram a morrer. O rico na região dos mortos, suplica para que seja livre do sofrimento e o pobre do outro lado junto à felicidade. A narrativa do evangelho mostra a distância existente entre estes dois universos, as consequências de todos os que vivem na opulência sem preocupar-se com os irmãos (cf. Lc 16,16-31).

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo diz para Timóteo, que como homem de Deus, ele precisa afastar-se das coisas perversas e procurar o caminho da justiça, da fé. Combater o bom combate, isto é, testemunhar a fé (cf. 1Tm 6,11-16).

Estamos concluindo o mês da Bíblia. Relembramos nesse mês, quanto é importante ler, meditar e esforçar-se para viver esta Palavra, nela está a luz para o nosso caminhar, a fonte, onde brota água que sacia nossa sede e alimenta nossa esperança.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


“QUEM É FIEL NO POUCO, É TAMBÉM NO MUITO”

A liturgia deste 25º domingo do tempo Comum, ano C, vai tocar em realidades que afetam a vida humana, sobretudo em nossos dias: a cobiça e desonestidade. Vai nos alertar sobre a ganância pelo lucro.

O profeta Amós, o profeta da justiça, denunciará as autoridades do seu tempo sobre práticas duvidosas, alterar a balança, para lucrar mais. Deus não tolera a exploração sobre o pobre, “Nunca mais esquecerei o que eles fizeram”. Muitas são as formas de explorar (cf. Am 8,4-7).

O evangelho vai nos narrar a parábola do administrador inteligente, mas infiel. Utilizando-se da confiança e dos recursos do patrão, quer cativar amigos para subornar os dependentes. Jesus nos dirá: “Não se pode servir a dois senhores” (cf. Lc 16, 1-13).

Na 1ª carta a Timóteo, Paulo exortará o seu fiel colaborador a fazer muitas preces, “ façam preces e orações, suplicas e ações de graças”. Levantar as próprias mãos para reconhecer que há um só Deus e Pai de todos (cf. 1Tm 12,1-8). No reconhecimento de Deus como Senhor da história está o segredo da sabedoria.

Vivemos num tempo, onde a grande massa humana é enganada. Há desconfiança em todos os lados: no mundo poder público, privado. As denúncias ocupam as redes sociais e páginas de jornais: corrupção, favorecimentos acontecem todos os dias. Pessoas e funções são definidas por interesses pessoais, familiares, políticos não pela competência, o bem comum ficou distante. Rezar para que haja mais honestidade

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


O ROSTO MISERICORDIOSO DE DEUS

O vigésimo quarto domingo do tempo comum, ano c, nos coloca diante de um quadro de Misericórdia e Perdão.

A primeira leitura, Moises está diante de um momento de fraqueza do povo, que constrói para si um bezerro de ouro. Deus não está contente com isto, cobra de Moises esta infidelidade. Moises, como um servo humilde, pede ao Senhor compaixão, recordando a promessa de Deus feita aos antepassados. Deus não castiga seu povo, pelo contrário, mantém a sua aliança (cf. Ex 32,7-11.13-14). O Senhor quer a vida, não a morte.

O evangelho proclama as parábolas da misericórdia: a ovelha e a moeda perdida. Refletem quanto grande é a alegria quando alguém é reencontrado, enquanto que na parábola do filho Pródigo, vemos a tomada de consciência do filho, retorno a casa paterna, e acolhida do pai, mostrando a misericórdia de Deus. (cf. Lc 15,1-32 ou 1-10).

Na segunda leitura, Paulo relata a Timóteo a sua experiência com Deus, a confiança recebida por parte do Senhor. Reconhece a grande misericórdia encontrada. Agradece a Deus por tê-lo feito um modelo para que outros pudessem encontrar Cristo (cf.1Tm 1,12-17).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


EXIGÊNCIAS DO SEGUIMENTO DE JESUS

A liturgia deste domingo, o 23º do tempo comum, ano C, tem sua centralidade no seguimento de Jesus.

A primeira leitura vem do livro da Sabedoria e logo no seu inicio faz uma pergunta: quem é capaz de conhecer os desígnios de Deus? – Nos adverte afirmando que o pensamento dos mortais é limitado. O sábio mostra a dificuldade de compreensão do Reino. Responde estas dúvidas afirmando que quando conhecemos a Deus descobrimos que seus caminhos são retos e nos conduzem a salvação (cf. Sb 9,13-18).

O evangelho, vai apresentar as exigências do seguimento de Jesus: deixar a própria família e carregar a própria cruz. Jesus é a primazia, o centro de tudo. Não podemos permitir apegos nesta caminhada. Ainda nos ensina a sermos sábios: Não iniciarmos uma construção sem fazer um planejamento. Da mesma forma quando um rei vai guerrear, é necessário que avalie primeiro o potencial do adversário. Para seguir Jesus precisamos ser criaturas desprendidas, totalmente livres (cf. Lc 14,25-33).

Na segunda leitura, encontraremos a carta de Paulo a Filêmon, onde faz um apelo: “receba de volta Onésimo, ele não é mais escravo, mas meu irmão” (cf. Flm 9b-12-17).

Continuamos o mês Bíblico estudando a 1ª carta de João. Lembramos que nosso próximo encontro será dia 11 de setembro, às 19,30, na paróquia Santa Generosa.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


COLOCAR-SE POR ÚLTIMO

Neste domingo, o 22º domingo do tempo comum, ano C, iniciamos o Mês Bíblico. Jesus nos convida no evangelho de hoje, a ocupar os últimos lugares, o lugar dos humildes. Vejamos como as leituras nos ajudam a compreender esta grande lição.

A primeira leitura nos mostra o quanto grande é a humildade: Nela, “Deus revela os seus segredos”, “nos humildes Deus é glorificado”, ensina que quanto mais crescermos na vida mais devemos praticar a humildade, oposto do que o mundo age. Recorda ainda que no caminho da humildade está a sabedoria (cf. Eclo 3,19-21.30.31).

O evangelho apresenta uma nova parábola. Jesus é convidado a uma festa de casamento e observa que as pessoas ocupam os primeiros lugares. Diante desta constatação alerta: “quando fores convidado para uma festa procure ocupar os últimos lugares. O último lugar é dos humildes, dos que são amados por Deus. Os humildes são aqueles que estão sempre no serviço Reino (cf. Lc 14,1.7-14).

A segunda leitura, do livro dos Hebreus, prossegue o discurso do 20º e 21º domingo. Exortando-nos a aproximarmos da Jerusalém do alto, uma realidade compreendida apenas pela nossa confiança no Senhor, por meio da fé. Os que buscam sua confiança no Senhor são os que se colocam por último, os humildes (cf. Hb 12,18-19.22-24a).

Iniciamos neste domingo o Mês Bíblico, que tem como tema: “O Amor em defesa da Vida” e como Lema: “Nós amamos por que Deus nos amou primeiro”( 1Jo 4,19). Este tema baseia-se na 1ª carta de João, conteúdo de aprofundamento para este mês.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


“É VERDADE QUE SÃO POUCOS OS QUE SE SALVAM”(Mt 13,22)

Uma pergunta intrigante que um caminheiro faz para Jesus quando este visitava cidades e povoados. O centro de todo a liturgia deste domingo está aí. Vamos ver como a liturgia da Palavra responde.

A primeira leitura de Isaias nos lembra que Deus conhece nossas obras e pensamentos, e que a todos seria dada a oportunidade para escutar a sua voz. Portanto, escutar o que Deus pede ao homem, através de seus mensageiros, sacerdotes e levitas. Acolhendo-os encontraríamos a verdadeira libertação. Trata-se de uma leitura que nos faz olhar para frente, superando as dificuldades e tendo esperança (Is 66,18-21).

O evangelho nos indicará o caminho: “Fazei todo o esforço para entrar pela porta estreita”(Lc 13,22-30). Entrar pela porta estreita é estar sempre vigilante, caminhar na esperança, não distanciar-se de Deus. Dirá também que os que praticam a injustiça não entrarão no Reino, não tomarão parte ”afastai-vos de mim todos que praticam a injustiça”(Lc 13,27b), (cf. Lc 13,22-30).

A segunda leitura, da carta aos Hebreus, é mostrado um paralelismo entre a educação do pai com o filho, de como Deus também nos trata: “pois o Senhor corrige quem ama, e castiga a quem considera como filho”(cf. Hb 12,5-7.11-13).

Neste 4º domingo das vocações, rezamos pela vocação Laical: o Catequista, o Leigo que se compromete com Jesus Cristo, aquele que vive intensamente o seu batismo. Rezemos pelos nossos Catequistas, Ministros Extraordinários da Eucaristia, dos Enfermos, todos que exercem serviços de animação eclesial.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


“BENTIDA ÉS TU ENTRE AS MULHERES E BENDITO É O FRUTO DO TEU VENTRE”

Neste domingo celebramos a festa da Assunção de Nossa Senhora, proclamada pelo Papa Pio XII, em 1950. As leituras nos ajudam a compreender melhor esta solenidade.

O livro do Apocalipse, nos mostra que Maria é o sinal do bem, Ela foi e é o instrumento de Deus para nos libertar de todos os dragões, que simbolizam o mal (cf. Ap 11,19;12,1.3-6.10).

O evangelho, neste ano, apresenta o texto onde Maria vai visitar Isabel, sua prima. Maria nos mostra que o caminho da solidariedade humana. A solidariedade é uma manifestação do amor de Deus. Nas palavras de Isabel está o reconhecimento do significado da visita. O canto do Magnificat é o canto de gratidão de Maria diante das maravilhas que o Senhor realizou nela (cf. Lc 1,39-56).

A segunda leitura, Paulo, nos diz que se em Adão todos morreram, Em Cristo todos irão ressuscitar. Cristo, será o primeiro, depois os que pertencem a Cristo. Maria, por ter aceitado o encargo de ser a mãe de Jesus, recebe este prêmio, esta grande graça de ser elevado ao céu.

Neste domingo, nossa paróquia Santo Inácio de Loyola, celebra uma devoção mariana, trazida por migrantes italianos na Vila Mariana: Nossa Senhora do Mar, que neste ano celebra o seu 78º ano.

Também neste 3º domingo, rezemos pelas vocações religiosas, masculinas e femininas. Os carismas na Igreja são sinais de Deus no caminho do povo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


SERMOS VIGILANTES

O 19º domingo do tempo comum nos alerta para a questão da riqueza, não acumularmos riqueza que a traça corrói e o ladrão rouba, mas riquezas para o eterno. Para atingir este objetivo nos chama a sermos pessoas vigilantes, nos alertará a termos atitudes o empregado que espera o seu senhor voltar. Nos deixará ainda a pergunta: Onde está o teu coração? Nas coisas do mundo ou nas de Deus?

Na primeira leitura, vamos ler a palavra de um sábio, que nos dirá que os valores da vida somente se encontram em Deus. Convida-nos a termos os olhos voltados para frente e acreditar no que ainda não conseguimos ver, Vivermos para os valores duradouros não os efêmeros (cf. Hb 11,1-2.8-19).

No evangelho, encontraremos a exortação de Jesus sobre a riqueza e a vigilância. Nos adverte que o acumulo de riqueza apenas nos leva a destruição. A vigilância contínua nos coloca sempre diante de Deus. Estarmos sempre atentos como o empregado que espera o seu Senhor. (cf. Lc 12,32-48).

A segunda leitura nos mostrará o testemunho de Abraão e Sara, como exemplos de fé apresentados para todo crente. Buscar orientar a nossa vida nesta dimensão é fundamental para uma construção futura cf. Hb 11,1-2.8-19).

Na perspectiva do mês vocacional, neste domingo, lembramos a vocação matrimonial, lembrando a missão dos pais. Também somos convidados a rezar pela Família. Rezemos todos pelas nossas famílias.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


PEDIR, PROCURAR E BATER: ATITUDES DE QUEM TEM FÉ.

Neste 17º domingo do tempo comum, algumas palavras ecoam de forma mais profunda a partir das leituras: a súplica e oração, manifestadas nas atitudes de pedir, procurar e bater.

A primeira leitura, nos mostra o encontro de Abraão com o Senhor. Ele implora e suplica ao Senhor para que não castigue seu povo, isto é, não elimine o justo por causa do ímpio. Abraão nos ensina a sermos perseverantes na oração cf. Gn 18,20-32).

No evangelho, temos dois momentos: primeiramente Jesus nos ensina a rezar o Pai Nosso, depois nos mostra o quadro do amigo que vai à procura de auxílio. Diante da insistência levantar-se-á para atender o amigo. Os apóstolos sentem a necessidade de rezar, por isso pedem a Jesus, que os ensine a rezar. No caso do amigo, veremos que precisamos ser persistentes na oração. Deus nos escutará pela teimosia do pedido (Lc 1,1-13).

A segunda leitura, Paulo nos dirá que a morte de Cristo nos libertou de uma culpa. No sacramento do batismo conquistamos uma nova condição, a vida nova, a ressureição (cf. Col 2,12-14).

Rezar é encontrar-se com Deus. Todos nós precisamos rezar. Quando rezamos encontramos descanso e paz. Por meio da oração escutamos os apelos de Deus e somos desafiados a assumir o projeto do Pai.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


MARIA ESCOLHEU A MELHOR PARTE

O 16º domingo do Tempo Comum deste domingo nos apresenta a situação onde Jesus é acolhido na casa de Marta e Maria. Marta, mesmo dando atenção a Jesus, está envolvida nos afazeres e Maria atenta a dar acolhida ao Mestre. Marta reclama da situação e Jesus adverte Marta: “Calma!”, afirmando que Maria escolheu a melhor parte. Vejamos as leituras;

A primeira, apresenta o episódio onde Abraão está descansando na sombra de um carvalho, e vê diante dele “três forasteiros”, acolhe-os e lhe dá hospitalidade. Veremos que Deus recompensará este gesto de acolhida, dando a ele um filho (cf. Gen 18,1-10).

No evangelho, nosso olhar se volta para o encontro de Jesus com Marta e Maria, onde jesus adverte Marta, e elogia Maria, por escolher a melhor parte (cf. Lc 10,38-42).

A segunda leitura, Paulo confessa sua alegria por estar servindo o evangelho, apresentando uma comunhão profunda com Jesus e diz que completa na sua carne os sofrimentos de Cristo Jesus (cf. Col 1,24-18).

Por muito tempo e ainda hoje este texto foi apresentado como o texto das pessoas ativas e contemplativas. Outra lição que podemos tirar: Importante as preocupações com a vida, mas há um alerta: Atenção para não nos deixar sufocar pelo ativismo sem buscar a força na oração, do encontro com Deus.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


O CAMINHO DA VIDA ETERNA

A liturgia deste 15º domingo do tempo comum busca responder uma pergunta: O que devo fazer para conquistar a vida eterna?. Vejamos o que dizem as leituras:

Na 1ª, vemos que este caminho começa por ouvir o Senhor. Sua Palavra está ao alcance de todos, ela está em sua boca e em seu coração. Na escuta da Palavra o começo de uma mudança (cf. Dt 30,10-14). Nestes últimos tempos temos constatado um desejo muito grande de conhecer a Palavra. Importante não fazermos leituras fundamentalistas.

O evangelho, que é o centro, apresenta uma situação: os conhecedores da lei, o sacerdote e o levita, ignoram o caído pelo caminho, mas o samaritano, dá a devida atenção. A conclusão de Jesus ao mestre da lei não poderia ser outra: “Vai e faze o mesmo” (cf. Lc 10, 23-37). São muitas as oportunidades de fazer o bem. Quando fazemos o bem aos outros, estamos conquistando a vida eterna.

A segunda leitura teremos, o texto de Paulo que recorda aos Colossenses, que Cristo é a referência, o centro, nele todas as coisas adquirem sentido (cf. Col 1,15-20).

Alargando o nosso horizonte constata-se que vivemos numa sociedade totalmente voltada ao universo individual, onde a marca do “ego” sobressai. Há uma completa falta de atenção a pessoa do outro.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


FALTAM OPERÁRIOS PARA A MESSE

O evangelho deste domingo tocará num grave problema das comunidades cristãs: A falta de pessoas disponíveis para ajudar na caminhada evangelizadora da Igreja.

Isaias, na 1ª leitura, convida a todos para que se alegrem com Jerusalém, pois o Senhor fará correr como um rio a paz, acolherá a todos como uma mãe acolhe seu filho e o Senhor estenderá sua mão (cf. Is 66,10-14).

No evangelho, Jesus escolhe e envia 72 para colaborar na evangelização: “ a messe é grande mas os operários são poucos”. Ao voltarem, relatam maravilhas de suas ações, mas Jesus os adverte para que não se alegrem por isso, mas porque seus nomes estão escritos nos céus (Lc 10,3).

Na segunda leitura, vemos Paulo fazendo uma confissão para os Gálatas: “me glorio somente na cruz de Cristo e nada me perturba, pois trago em meu corpo as marcas de Jesus” (Gl 6,14).

Vivemos num tempo de forte individualismo e pouca sensibilidade com o que é comum. A impressão que se tem é que o ser humano perdeu o sentido do coletivo. A tragédia, o sensacionalismo, as desgraças do irmão parecem entorpecer o ser humano. As novas tecnologias aumentaram as informações, mas distanciaram as pessoas.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


JESUS: “O CRISTO DE DEUS”

No evangelho deste domingo, Jesus quer ouvir aparentemente dos discípulos o que o povo diz dele. Mas o fim mesmo é saber como os discípulos o reconhecem: “E vós quem dizeis que eu sou?” Na primeira leitura, o profeta Zacarias preanuncia que sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém será derramado um espirito de graça, Diante dos que morrerem muitos irão chorar e os caminhos de Jerusalém serão purificados (cf. Zc 12,10-11;13.1). Jesus, no evangelho, quer ouvir de seus discípulos o que o povo pensa dele, mas Jesus quer ir mais longe: quer ouvir dos discípulos como eles o reconhecem? Estes dizem que “Ele, é o Cristo de Deus”. De fato, no reconhecimento de Cristo está a nossa fé. Jesus aproveita o momento e anuncia de que ele sofrerá, morrera e depois no terceiro dia vai ressuscitar. Depois comunica que quem quer segui-lo precisa assumir o caminho da cruz (cf. Lc9,18-24). Na segunda leitura, Paulo nos dirá que somos filhos de Deus se cremos em Jesus Cristo. Por isso somos todos irmãos. Entre nós não haverá mais diferenças. Nele seremos apenas um (cf. Gl 3,26-29). Que nossa fé cresça em Jesus, e que sejamos capazes de nosreconhecer como irmãos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


SANTISSIMA TRINDADE: UNIDADE, COMUNHÃO, FIDELIDADE

Neste domingo celebramos a festa da Santíssima Trindade. A festa da unidade, a comunhão e fidelidade.

As leituras irão nos ajudar a compreender este grande mistério: três pessoas, Pai, Filho e Espirito Santo, mas um só Deus.

Na primeira leitura, na personificação da sabedoria está toda a obra de Deus Pai: “O Senhor me criou, como primicia de suas obras”. Antes que fossem assentados os montes, feitos os luzeiros, quando tudo estava sendo preparado, aí eu estava” (cf. Pr 8,22-31).

O evangelho, com a promessa da vinda do Espirito Santo, a humanidade não ficará órfã. Mas ele ajudará a iluminar a mente humana para compreender tudo o que Jesus ao longo dos seus dias nos ensinou.

O homem não estará desamparado. No caminho da comunhão e fidelidade iremos compreender o grande mistério da Trindade (cf. Jo 16,12-15)

A segunda leitura Paulo nos dirá que justificados pela fé temos a paz. Mediados por Cristo, pela sua graça, podemos caminhar na esperança de que um dia conheceremos a gloria de Deus Pai. Em Jesus Cristo, somos capazes de superar todas as tribulações e nos mantermos vivos na esperança, que não decepciona (cf. Rm 5,1-5).

Todos os dias pela prática da caridade, alimentamos nossa esperança e participamos da glória da Trindade. Somos comunidade enquanto caminhamos como irmãos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


O SOPRO DA CORAGEM QUE IMPULSIONA PARA UMA IGREJA MISSIONÁRIA

Neste domingo celebramos o momento da confirmação da promessa de Jesus: “irei mas não vos deixareis órfãos”. Jesus, em comunhão com o Pai nos envia o Espirito Santo que vem agraciar com seus dons, iluminar nossa mente, dar ânimo às nossas forças, superar nossos medos e criar coragem em cada um de nós para sairmos em missão.

A primeira leitura relata que durante a festa de Pentecostes, no Antigo Testamento conhecida como a festa das Colheitas, o Espirito desceu, em forma de línguas de fogo, sobre os apóstolos impulsionando-os a ir para o mundo e evangelizar adaptando-se as diversas culturas. (cf. At 2,1-11)

O evangelho, de João nos relata que os discípulos estão escondidos numa sala por medo dos judeus. Mesmo tendo as portas fechadas, Jesus entra e sauda-os: “A paz esteja convosco, assim como o Pai me enviou eu envio vocês, e soprou sobre eles”, este é o sopro da coragem, da superação dos medos, da força da unidade, da compreensão que o evangelho não tem limites (cf. Jo 20,19-23).

A segunda leitura, Paulo afirma que reconhecemos Jesus pela presença do Espirito. Ele quem distribui os seus dons. A cada um é dado o seu dom, para que possamos formar a grande unidade( 1Cor 12.3-7.12-23).

Peçamos a Deus que nos cumule de dons para podermos construir um mundo novo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


Mensagem da Semana

QUEM GUARDA OS MEUS MANDAMENTOS MOSTRA QUE ME AMA

O sexto domingo da Páscoa continua a apresentação da temática do Amor e Jesus promete aos discípulos a vinda do Espirito Santo.

Na primeira leitura, Lucas nos mostra que o entusiasmo pelo anúncio do evangelho pode ocasionar situações conflituosas. Aprendemos dos apóstolos a forma como superar estes momentos: o caminho da reflexão, do diálogo. Quando nos deixamos guiar pelo Espirito Santo nossas decisões são sempre as mais acertadas (cf. At 15,1.22.-29).

O evangelho de João continua a insistência de Jesus sobre o mandamento do amor. O senhor nos dirá que manifestaremos este amor, se guardarmos os seus mandamentos. Ao guardarmos os seus mandamentos estaremos vivendo no seu amor. Assim como um ramo somente produz frutos se tiver ligado ao tronco, da mesma forma iremos produzir muitos frutos quando estamos ligados a Cristo. Tudo o que não for compreendido agora o Espirito Santo vos fará compreender (cf. Jo 14,23-29).

A segunda leitura, também João, nos apresenta a Jerusalém celeste, com muitas portas, que significam que a eternidade está aberta a todos que vivem o projeto de Jesus. A imagem da morada que “desce do céu”, nos mostra que o amor de Deus vem ao encontro do homem (Ap 21,10-14.22-23).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


NA PRÁTICA DO AMOR SOMOS RECONHECIDOS COMO DISCÍPULOS DE JESUS

No quinto domingo da Páscoa Jesus indicará para os seus discípulos e todos os que nele creem a forma de sermos reconhecidos: viver no amor. Vejamos as leituras:

A primeira leitura, o autor dos Atos, relata a volta de Paulo às comunidades onde ele tinha anunciado o evangelho, deixa anciões encarregados para animar as comunidades. Constatamos a propagação do cristianismo através de Paulo e Barnabé ( At 14,21-27), todos os que seguem Jesus são anunciadores do Reino de Deus.

O evangelho nos dirá como seremos reconhecidos no mundo: ”amai-vos uns aos outros, nisto sereis reconhecidos como meus discípulos” (cf. Jo 15, 35). Toda atitude carregada de amor, de justiça, da busca do bem comum revelam Deus. Jesus nos ensina que viver no amor não é criar ao nosso redor uma guerra. A falta de amor mata as esperanças. Jesus nos deixou o amor como caminho para construir um mundo melhor. Não construiremos um novo mundo pelo caminho da violência e da instrumentalização humana. Amor e vida caminham juntos.

A segunda leitura, o texto do Apocalipse nos mostrará a nova morada de Deus. Para lá irão todos aqueles que viveram o amor, que souberam vencer as tribulações. Nesta nova vivência, não teremos uma reprodução do que já vivemos, ali não existirá mais o sofrimento, a morte, tudo será novo ”eis que faço novas todas as coisas” (cf. Ap 21,1-5). O novo depende de todos nós. Cada um pode fazer a diferença.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


SOMOS OVELHAS CONDUZIDAS PELO GRANDE MESTRE: JESUS BOM PASTOR

Este 4º domingo nos mostra mais um rosto de Jesus: Pastor. Pastor é aquele que conhece suas ovelhas, elas o escutam e Ele dá sua vida por elas.

A primeira leitura, tirada dos Atos, nos informa que Paulo e Barnabé se encontram em Antioquia da Pisídia. Ali, uma grande multidão se reúne para escutá-los. A pregação, revolta os judeus, mas eles continuam firmes na pregação: “É necessário anunciar a Palavra de Deus” (cf. At 13, 14.43-52).

O evangelho, identifica as verdadeiras qualidades do Pastor: conhece as ovelhas, elas escutam sua voz e dá sua vida por elas (cf. Jo 10, 27-30). Cabe a cada um de nós perguntarmo-nos: quais são os pastores que escutamos hoje?

Na segunda leitura, João descreve que junto ao Cordeiro encontra-se um grande número de pessoas, todas vestidas de veste branca, elas são as ovelhas que seguiram o Pastor. Elas chegam, porque passaram pela grande tribulação (cf. Ap 7,27-30).

Hoje somos convidados a rezarmos pelo nosso Papa Francisco, para que continue sendo este grande exemplo de vida, indo ao encontro dos mais humildes, rompendo barreiras. Rezamos também para o nosso cardeal Dom Odilo e seus bispos auxiliares, para que continuem ajudando nosso povo de Deus. Rezemos também pelo nosso Pároco, Pe. Mário Pizetta, e nosso Vigário Pe. José Carlos.

Rezemos por todas as nossas lideranças, ser líder é exercer uma das missões do Pastor.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


AMAR E OBEDECER CAMINHAM JUNTOS

O terceiro domingo da Páscoa nos leva a dois momentos: Relato da aparição de Jesus e o diálogo de Jesus com Pedro. Os dois aspectos estão coligados, e carregam entre si uma comunhão. Amar será a condição para Pedro seguir Jesus e ao mesmo tempo obedecer, comportamento, que na sociedade atual, encontramos dificuldade para exercer.

Na 1ª leitura, vemos os apóstolos que respondem às autoridades que “antes devemos a obedecer a Deus, depois aos homens”. O projeto de Jesus é mais importante que uma simples submissão de poder (cf. At 5, 27-32.40-41).

O evangelho tem dois momentos: O primeiro momento onde o evangelista nos mostra os discípulos, depois da Ressureição, retornando às suas atividades da pesca, mas,  Jesus aparece diante deles, depois de pedir se eles possuíam algo para comer, e visto que nada tinham apanhado, disse: “ lançai as redes à direita da barca”. Por estar mais avançado no caminho da fé, João, reconhece ser o ressuscitado. Obedecem e voltam com uma quantidade enorme: 153 grandes peixes. Jesus come com eles. Para João evangelista esta é a terceira vez que Jesus aparece. O segundo momento é depois da refeição, quando Jesus pede a Pedro, por três vezes, se o amava, e Pedro chega a ficar triste. Jesus cobra de Pedro as três vezes que ele o nega. Depois disso Jesus  delega a Pedro: “Apascente o rebanho”. Apascentar é um ato de amor e obediência, exige abandono de si mesmo, para ir ao encontro do outro (cf. Jo 21,1-14).

Na segunda leitura, João descreve que ao redor do Cordeiro Imolado, estão milhares de criaturas: anjos, seres vivos, anciãos e todos cantavam e reconheciam que o Cordeiro é o Ressuscitado (cf. Ap, 5,11-14). Vemos portanto: quem ama, obedece. Quem obedece conquista muitos frutos.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


O PODER DE PERDOAR

Este 1º domingo, depois da Pascoa, foi estabelecido por São João Paulo II, como o domingo da Misericórdia.“Recebei o Espirito Santo. A quem perdoar-des os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoar-des eles lhes serão retidos” (Jo20,22-23). Vejamos as leituras:

A primeira, relata que muitos eram os sinais realizados pelos apóstolos: doentes curados, espíritos maus espantados… Todos estes sinais serviam como testemunhas da fé no ressuscitado. Os apóstolos multiplicam os gestos de Jesus (cf.At5,12-16).

O evangelho apresenta dois momentos: No primeiro Jesus aparece e saúda a todos: “A paz esteja convosco” e derrama o Espirito Santo sobre os apóstolos: “Recebei o Espirito Santo.. ”Tomé não está com os apóstolos. Na segunda vez aparece novamente e saúda a todos e adverte Tomé, que não estava presente e manifestava dúvidas: “Não sejas incrédulo mas fiel”. A ressureição é um ato de fé, centro de nossa vida. Quando cremos nela somos novas criaturas (cf.Jo20,19-31).

Na segunda leitura, João, numa visão, recebe da parte de Deus a missão de escrever tudo o que viu, vê e verá” (cf.Ap1,9-13.17-19). A ressureição é um fato novo e é lenta a compreensão dos discípulos. Na medida em que ela é absorvida nos tornamos portadores de vida para nós e de modo especial para os outros.

Saibamos valorizar sempre a confissão como um momento de graça em nossa vida.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco.


“TIRARAM O CORPO DE JESUS! ”

FELIZ PÁSCOA é o que desejamos a todos vocês que que nos acompanham pelo site, Facebook, Rede Vila Mariana. Chegamos ao grande dia, a Ressureição do Senhor. Nos últimos três dias renovamos nossa adesão a Cristo revivendo momentos extraordinários: a caminhada quaresmal, a Ceia, onde Jesus instituiu a Eucaristia e nos ensinou a lavar os pés uns dos outros; acompanhamos Jesus no caminho do Calvário, e lá estivemos com ele junto à cruz, até a morte. Abatidos, não desistimos, aqui estamos para buscar a sua luz. As leituras deste domingo mostram quanto grande foi a alegria dos discípulos e do povo. Assim deve ser também nossa alegria.

Na primeira leitura, vemos Pedro totalmente transformado, testemunhando o relato da Paixão, Morte e Ressureição a todos os que o escutam. Cristo está vivo e caminha com todos nós (cf. At 10, 34-37-43).

O evangelho relata o episódio das mulheres, que de manhã cedo, foram ao túmulo e viram que a pedra havia sido retirada, elas informam a Pedro e João. Os dois correm. João, chega primeiro, mas espera Pedro. João entende o significado, Pedro é mais lento (cf. Jo 20, 1-9).

Na segunda leitura, Paulo, chama a todos que ressuscitaram com Cristo para buscar e alcançar as coisas do alto (cf. Col 3,1-4). A partir deste domingo o foco das nossas celebrações será a assimilação da experiência do ressuscitado.

FELIZ PÁSCOA A TODOS!

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR”

Com o domingo de Ramos iniciamos nossa caminhada rumo a Páscoa. A Páscoa não virá sem o caminho do Horto das Oliveiras, do Calvário e da cruz. As leituras deste domingo relatam a obediência de Jesus ao Pai. A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém marcará o início desta etapa decisiva.

O profeta Isaias, afirma que o “Servo Sofredor” não rejeitou o sofrimento, pelo contrário, “ofereceu as costas para baterem, e a face para arrancarem a barba,  e nem desviou o rosto dos bofetões e cusparadas” (cf. Is 50,6). O Servo tudo suporta porque sabe que Deus é o seu Auxiliador.

O evangelho relata a paixão, segundo o evangelista Lucas. Descreve o julgamento de Jesus e como comportavam-se seus inimigos. Jesus é acusado de subverter a ordem pública (cf. Lc 23,1-49).

A segunda leitura, de Paulo aos Filipenses, vemos que Jesus não se aproveitou da condição divina, mas assumiu o mundo humano, num gesto de rara grandeza(cf. Fl 2,6-11). Vamos lembrar:

QUINTA FEIRA SANTA: Missa da Ceia e lava Pés – 19 horas.

SEXTA FEIRA SANTA: Manhã: Adoração; 15,00: Celebração da Paixão; 19,00: Procissão pelas Ruas.

SABADO: Vigília Pascal às 19 horas.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


TIRAR DO PASSADO AS LIÇÕES E OLHAR PARA FRENTE

Neste último domingo da quaresma, somos interpelados a deixar para trás o que já passou e ter o olhar para frente. Jesus dirá a suposta mulher pecadora: “Vai e não peques mais”.

Na 1ª leitura, o Senhor dirá por meio do profeta Isaias, anuncia um novo tempo, não sendo mais necessário lembrar a ação do Senhor ao sufocar cavalos e cavaleiros que perseguiam os hebreus que fugiam do Egito, mas perceber que o Senhor abrirá novos caminhos, superará todas as dificuldades e dirá que este é o povo criado e ele cantará os meus louvores (cf. Is 43,16-21).

O evangelho, vemos mais um sinal de provocação dos judeus a Jesus: uma suposta mulher pecadora é apresentada. Ao ser interrogado pelos judeus, Jesus, escreve no chão e afirma: “Quem não tiver nenhum pecado que atire a 1ª pedra”, e todos foram embora, a começar pelos mais velhos. Depois voltando-se para a mulher disse: Alguém te condenou, ela disse não, eu também não te condeno, vai e não peques mais (cf. Jo 8, 1-11).

A segunda leitura, Paulo, dá um testemunho de sua descoberta de Cristo: “Tudo eu considerei um lixo, depois de conhecer a Cristo, esquecendo-me do que fica para trás, lanço-me para frente”(cf. Fl 3,8-14).

A quaresma nos convida a abandonar o que já passou, olharmos para frente com esperança, o Senhor caminhará com a gente.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“ESTE MEU FILHO ESTAVA MORTO E RETORNOU A VIDA”

O quarto domingo da Quaresma, Ano C, através da narrativa do Filho Pródigo, nos traz o lado misericordioso de Deus: Nos dá a liberdade para agirmos, e mesmo quando erramos nos acolhe.

A primeira leitura, por meio do livro de Josué, lembra que após o povo de Israel ter chegado a Terra prometida celebra a Páscoa, servindo-se dos primeiros produtos da terra, substituindo o Maná (cf. Js 5,9-12).

O evangelho, apresenta a parábola do Filho Pródigo, elucidando vários particulares: Inicialmente o pai concede ao filho o que ele pediu: a parte da herança que lhe cabia; depois, relata a experiência vivida pelo filho e seu arrependimento. Na sequência, a decisão de voltar a casa do Pai, e confessar o seu pecado, a grande atitude do pai: acolher o filho que volta. No entanto, o filho mais velho protesta diante do que acontece. O pai o adverte: “Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu.. ele estava morto e tornou a viver”. De cada uma dessas partes podemos tirar lições para a vida: Deus não interfere nas nossas opções que fazemos ao longo da vida, mas nos acompanha. Quando estamos na fartura, temos um grande número de amigos, no entanto a fartura um dia termina, e caímos na real. Não existe outro caminho senão voltar para a casa do Pai. Vem o arrependimento, a consciência do pecado. O filho mais velho não entende o sentido da misericórdia, acha um absurdo o comportamento do pai (cf. Lc 15,1-3.11-32).

A segunda leitura, da 2ª carta aos Corínthios, Paulo dirá que “em Cristo somos novas criaturas”, por isso seu grande apelo: “reconciliai-vos com Deus”. Com a presença de Deus podemos nos engajar mais facilmente nas políticas públicas para dar vida nova aos outros (2Cor 5,17-21)

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


DEUS É PACIENTE EM NOSSO CAMINHO DE CONVERSÃO

Neste 3º domingo da Quaresma, ano C, vamos encontrar um forte apelo de conversão, de mudança de vida. No evangelho, após uma advertência de conversão, encontramos a parábola da figueira, o lado paciente de Deus. O Senhor nos dá tempo para nossa conversão.

A primeira leitura nos mostra o encontro do Senhor com Moisés, onde escuta: “Eu, vi a aflição do meu povo, vi o clamor devido a dureza dos seus opressores, e resolvi descer e libertá-los”. Encontramos da parte de Deus a sensibilidade diante do sofrimento. Nosso Deus é um Deus libertador (cf. Ex 3,1-8.13-15).

O evangelho, apresenta dois momentos: a primeira parte possui as referências históricas (o sangue derramado por Pilatos e a torre derrubada) contém uma ameaça. E Jesus ainda diz: “se não vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo” (Lc 13,5). A segunda parte relata a parábola da figueira, onde o dono por três anos procurava figo, e não encontrava. O dono queria cortar o pé, mas o vinhateiro pediu mais um tempo para que pudesse trabalhar a terra ao redor da figueira. Vemos, portanto, uma bela lição de vida. Transformações podem sempre acontecer na vida das pessoas. Precisamos ir ao encontro dos outros oferecendo novas oportunidades (cf. Lc 13,1-9).

A segunda leitura, Paulo relembra a comunidade, a experiência vivida pelo povo de Israel, muitos receberam o batismo de Moises, mas depois esqueceram, se distanciaram. Paulo, afirma que temos necessidade de estarmos sempre vigilantes e firmes no caminho (cf. 1 Cor 10,1-6.10.12).

O caminho do seguimento de Jesus é contínuo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


JESUS CHAMA DISCIPULOS PARA A GRANDE EXPERIÊNCIA.

Neste segundo domingo da Quaresma, somos chamados a ir para o monte Tabor e contemplar a grande transformação. Diante do que vê Pedro não quer mais retornar a planície.

Na 1ª leitura, Deus chama Abrão para um encontro. Desse diálogo nasce aliança com seus descendentes, Deus promete a Abrão, já idoso, que sua descendência será numerosa como as estrelas do céu. Um grande desafio para Abrão (cf. Gn 15,5-12.17-18).

No evangelho, Lucas apresenta a narrativa da Transfiguração: Jesus leva Pedro, Tiago e João para o alto da montanha para rezar e transfigura-se. Pedro não quer mais vir embora, quer permanecer ali. Com Jesus aparecem Moises e Elias, para significar que Jesus continua a história de amor de Deus com as criaturas. Para que isto aconteça, é necessário reconhecer, escutar e praticar o que ele tem a dizer. Na oração acontecem as grandes revelações de Deus (cf. Lc 9,28-36).

Na segunda leitura, Paulo, chorando, convida a comunidade de Filipo a imitá-lo, como ele é Cristo. Paulo denuncia que alguns não estão vivendo como ele tinha ensinado, são “inimigos da cruz de Cristo”. Paulo recomenda, que como cidadãos do céu, aguardamos a vinda definitiva de Cristo, que realizará a grande transformação (cf. Fl 3,17-4,1).

Entre as muitas conclusões deste 2º domingo da Quaresma, uma delas pode ser: “O caminho da oração é o grande segredo para vislumbrar os caminhos de Deus”.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


QUARESMA: TEMPO DE APRENDER A VENCER AS TENTAÇÕES

Na última quarta-feira, com as cinzas, iniciamos o tempo quaresmal. A palavra de Deus, neste dia, nos chamava para a conversão: “ rasquem o coração não as vestes”(Jl 2,13); “deixai-vos reconciliar com Deus”(2Cor 5,20b) e “caridade, oração e Jejum,”(Mt 6, 6.16-16), como os exercícios à conversão. Neste domingo, 1º da Quaresma, vemos:

A primeira leitura, Moises recorda as diversas etapas do caminho percorrido pelo povo de Israel até chegar a terra prometida: a formação deste grupo, a libertação da escravidão do Egito, a passagem pelo deserto, e a chegada da terra prometida. Recordar faz sempre bem, voltar às origens melhor ainda (Dt 26, 4-10).

O evangelho nos apresenta Jesus no deserto ensinando-nos a superar as tentações do ter, poder e ser. “Não só de pão vive o homem; Adorarás apenas o Senhor teu Deus; Não tentarás o Senhor”. São as três grandes linhas condutoras escutadas neste domingo. O deserto gera medo, sensação de impotência e o momento onde aprecem as maiores tentações. Fazem parte das tentações tudo o que nos desvia do caminho de Deus. As tentações de Jesus são também as nossas tentações (cf. Lc 4,1-13).

Na segunda leitura, Paulo, dirá que “todo aquele que crer, não será confundido”. A confusão que às vezes formamos é resultante de nossas dúvidas e fraquezas (Rm 10,8-13).

Em todos os momentos do caminhar humano estamos sujeitos às tentações. Elas convivem com a gente. Um dia, alguém mais perto de Deus do que eu, fez o seguinte comentário: “o demônio não gosta de tentar os fracos”.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


ATENÇÃO: UM CEGO NÃO PODE GUIAR OUTRO CEGO

Neste domingo a liturgia nos convida a fazer um olhar todo especial sobre nós mesmos e nos avaliar como estamos vivendo o nosso caminho de fé.

Na 1ª leitura utilizando uma linguagem do mundo, a peneira, que separa as sujeiras e salva as sementes, o autor sapiencial nos alerta para não fazermos juízos precipitados ao vivenciarmos situações existenciais, necessário ouvir as pessoas primeiro. Nos alerta o texto sagrado: “o fruto revela como a árvore foi tratada”, portanto, nossa fala é reveladora de quem somos. (cf. Ecl 27,5-8).

No evangelho, Jesus adverte os discípulos através de três fortes afirmações: “um cego não pode guiar outro cego”, “um discípulo não pode ser superior ao mestre”, “antes de tirar o cisco do olho do teu irmão, tira primeiro o que existe em teu olho”. Jesus pede um olhar profundo para dentro de si mesmo. Jesus também nos diz: “não existe árvore boa que produza frutos maus” (cf. Lc 6,39-45).

Na segunda leitura, Paulo afirma que a ressureição de Jesus é a grande vitória sobre a morte. ”Ó morte, onde está a tua vitória? ”, “a morte foi tragada pela vitória”, por isso Paulo nos diz: “permaneceu firmes emprenhando-se na obra do Senhor” (cf. 1Cor 15,54-58).

A correção fraterna primeiro exige que a pessoa olhe primeiro para dentro de si mesmo, veja os frutos que está produzindo, depois pode ir ajudar o seu irmão.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

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