Mensagens da semana Ano de 2014

 OBRIGADO SENHOR

Nesta última mensagem de 2014 gostaríamos de expressar nossa gratidão a todos os paroquianos pela PARTICIPAÇÃO  E COLABORAÇÃO RECEBIDA. Renovamos o apelo para continuarmos caminhando juntos em 2015, pois UNIDOS encontramos mais forças para superar as dificuldades. Em 2014 foram muitas as conquistas e acreditamos que avançamos. Tudo foi obra de Deus. Com ELE tudo é mais fácil. Vamos com Fé construir uma comunidade cada dia mais próxima das pessoas.

FELIZ NATAL E UM ANO NOVO REPLETO DE BÊNÇÃOS PARA TODOS.

OBS: Voltaremos  a partir do dia 10 de janeiro 2015.

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

ALEGRAI-VOS NO SENHOR (Cf. Fil 4,4) ESTAI SEMPRE ALEGRES (1Tes 5,16-24)

O terceiro domingo do Advento nos deixa num ambiente de alegria. Alegria pois o Senhor está para chegar. A primeira leitura é um canto de exaltação que revela o plano que Deus tem sobre aquele que será enviado até nós, o Messias. Neste cântico é revelada a missão do mensageiro que vem:

” Dar a Boa Nova aos humildes, curar as feridas da alma, libertar os que estão presos…(cf. Is 61,1-2.10-11). Na segunda leitura, Paulo convida a comunidade a estar sempre alegre e não permitir que a chama de luz das profecias se apague. Pede para estando em Cristo, se afastem de toda a maldade!(cf. 1Tel 5,16-24).

No evangelho admiramos a humildade de João Batista onde afirma que ele não é o Messias, nem um profeta, mas “é a voz daquele que grita no deserto” (cf. Jo 1, 23). Este terceiro domingo, através do profeta Isaias e de João Batista conhecemos a missão da Igreja, das comunidades que procuram levar a todos os recantos onde existam seres humanos a missão de Jesus. Neste domingo vemos como estamos interligados: Cristo – Igreja – Comunidade. O cristão tem um desafio: precisa ser a voz daquele que grita no deserto.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


MISSÃO DO PROFETA: PREPARAR OS CAMINHOS DO SENHOR

O segundo domingo do Advento nos chama para uma realidade bem concreta: Prepararmos os caminhos do Senhor. O personagem deste domingo é JOÃO BATISTA, anunciado pelo profeta Isaias: “Grita no deserto: preparai o caminho do Senhor” (Is 40,3).

A segunda leitura expressa Pedro combatendo aqueles pregadores de seu tempo que não acreditam na segunda vinda de Cristo. Pedro afirmará: “para o Senhor um dia é como mil anos e mil anos como um dia”, e “o que esperamos, de acordo com a promessa, são novos céus e uma nova terra” (cf. Pd 3,8.12b).  João Batista é o mensageiro de Deus que passava pelos caminhos do deserto convocando o povo para preparar-se para a chegada do Messias.

A Igreja hoje exerce o papel de João atuando nesta cidade, onde todos se cruzam, mas ninguém se conhece. Uma cidade, que é um monumento de prédios, avenidas, ruas, becos, onde muitos caminham sem rumos.  Olhando para o alto vemos intercalados cimento e vidro sem vida, espaços frios, alguns quentes mas não é um calor humano.

A Igreja á ainda um dos poucos gritos que se escuta na cidade, mesmo que for dentro de quatro paredes. Nossas comunidades precisam ir ao encontro dessas realidades. Andar pelas ruas, periferias e semear a esperança. João Batista desperta em cada um de nós a dimensão profética, ou seja, denunciar um personalismo, um individualismo que está  destruindo pessoas e anunciar um Menino que deseja ser acolhido. Ele vem traz uma mensagem de paz, de alegria e esperança. João Batista dirá em sua pregação: “eu não sou digno nem desamarrar as suas sandálias, eu batizo com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo” (cf. Mc 1, 7-8). Neste Natal acendamos luzes. Construamos  presépios não apenas para lembrar que estamos no Natal, mas para acolher o Deus Menino que vem habitar no meio de nós.

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco


Mensagens da semana novembro 2014

JESUS É REI PORQUE É PASTOR

Neste próximo domingo a Igreja celebra a festa de Jesus Cristo Rei do Universo. O título de Rei é para indicar a soberania de Jesus sobre todas as coisas. Jesus nos mostra a verdadeira face de um Rei: “Eu mesmo vou procurar as minhas ovelhas”, “Vou tomar conta delas”,

“Eu mesmo vou procurar  a ovelha perdida, reconduzir a extraviada, cuidar de suas feridas, farei justiça” (cf. Ez 34,11-12.15-17). Paulo nos falará que Cristo Ressuscitado é o primeiro na escala do Pai, como a expressão mais preciosa (cf. 1Cor 15,20).

O evangelho nos apresentará os critérios de Deus no dia de nosso encontro definitivo com o Pai, ou seja, no dia de nossa despedida deste mundo. Seremos julgados pelo amor praticado sem interesse. “Sempre que tiverdes feito a um dos meus irmãos, a mim o fizestes”(cf. Mt 25,31-46). Portanto aquele que vive intensamente o amor escutará no dia do Juízo o feliz convite de Jesus: “Vinde, benditos de meu Pai, recebei como herança o reino que o Pai preparou desde a criação do mundo”(Mt 25,34b).

A liturgia deste domingo nos faz um apelo muito grande sobre a necessidade de olharmos para os que são excluídos, marginalizados e afastados das condições normais de vida. Olhar para eles não é uma questão de caridade, mas de dignidade, de reconhecimento de que são o rosto de Deus no meio de nós, pois Deus se identifica nos pobres.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


SEM MEDO DE VIVER OS DONS

A liturgia deste domingo, o 33º domingo do Tempo Comum Ano A, nos prepara para uma dimensão de final do ano litúrgico, um clima de despedida e de julgamento.

A primeira leitura nos convida a olhar para a mulher forte que encontra no temor a Deus a sua sabedoria(cf. Pr 31,10-13.19-20.30-31).

A figura da mulher forte é a presença de todas as pessoas que colocam nos ensinamentos de Deus a sua confiança e se esforçam para nele caminhar.

Como nos diz a 2ª carta de João 9; “Todo aquele que não permanece na doutrina de Cristo, mas passa além, não possui a Deus!”

A segunda leitura, Paulo, nos leva a pensar sobre o julgamento que estaremos passando no final de nossa vida. Paulo nos alertará da necessidade de termos uma atitude permanente de vigilância. O ato de crer em Jesus Cristo e viver nos caminhos da fé, praticando o bem, caminhamos como filhos da luz (cf. 1Ts 5,1-6).

No evangelho, Mateus, apresenta a parábola dos Talentos(cf. Mt 25,14-30). Esta nos ensina que cada um de nós foi agraciado com uma quantidade de dons, estes, não podem ser enterrados, mas multiplicados a serviço do Bem. Os dons não são para sí, mas para uma dimensão coletiva, os dons devem ser colocados para os outros, para o bem comum, quando colocamos os dons a serviço do bem comum estamos semeando o reino de Deus.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


SOMOS SANTUÁRIOS DE DEUS

A Igreja celebra hoje a festividade da Dedicação da Basílica do Latrão, ela representa ser o símbolo de todas as Igrejas, sejam elas simples ou famosas.  Várias imagens da liturgia deste domingo estão muito próximas de nós e carregam um significado muito especial: água, lavoura, casa, construção, alicerce, templo. A água que sai do templo vai até o rio, banha a margem, faz a natureza germinar e gera vida (cf. Ez 47, 1-2.8-9.12). O templo é o lugar onde gera sinais de vida.

Na segunda leitura, Paulo nos alertará que somos lavoura, nos questiona como estamos construindo. Nos alerta de que o verdadeiro alicerce é Cristo. Lembra a comunidade de que  todos que crêem em Cristo tornam-se santuário de Deus (cf. 1Cor 3,9-11.16-17). Como imagem do criador, precisamos crer que nosso corpo é um templo de Deus, por isso que precisamos respeitá-lo.

No evangelho encontramos aquela passagem onde, Jesus vai ao templo, por ocasião da Páscoa dos judeus. Ali verifica que a finalidade da festa foi alterada, mais do que lembrar uma libertação, a festa tornou-se uma fonte de negócios, de exploração de quem vem para celebrar. Diante disso, Jesus com um chicote expulsa as pessoas do templo e diz com voz forte: “Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comercio! (Jo 2,16). Jesus é o novo templo. Quando o acolhemos entramos para a vida. Observando um pouco o comportamento das pessoas vemos o quanto forte é imagem do templo. Constatamos não apenas o respeito pela construção do templo, mas quando entramos numa igreja, mas sempre que passam defronte a ela muitos fazem uma reverência ou o sinal da cruz. O templo tem uma conotação do sagrado. Sagrado porque é um lugar ela nos remete ao sentido do sagrado. Outra lição que podemos tirar neste domingo é sobre o verdadeiro sentido da comunidade  como morada do Espírito Santo.

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

FESTAS DA ESPERANÇA

Neste final de semana celebramos duas festas importantes: Todos os Santos no sábado, e no domingo, Finados. O dia de Todos os Santos nos lembra aqueles que passaram neste mundo fazendo o bem, vivendo o amor que Cristo nos ensinou, onde sua vida tornou-se um exemplo para nós. A santidade é uma meta que todos podem alcançar. O caminho para atingir esta meta é a vivência das Bem-aventuranças (cf. Mt 5,1-12a). No domingo, é dia Finados, recordamos aqueles que nos antecederam. Recordar quem já partiu, é um gesto de fé  e de esperança na vida eterna.  A reflexão que podemos fazer neste dia é sobre a relatividade do tempo, o nosso existir. Vemos que somos andantes de uma grande caminhada, que ao longo do percurso veste-se de significados e sensações diferentes, onde a dimensão do eterno é o que nos faz avançar. Não caminhamos para o fim, mas um novo começo. O tempo desta caminhada não depende de nós, ele é resultado de um universo de fatores, desde os genéticos até os mais desconhecidos do ser humano. O começo e o fim não dependem de nós. Somos obras das mãos de Deus.

A primeira leitura de Finados relata a experiência de Jó, que mesmo vivendo em completa desolação, crê que Deus vai tirá-lo daquela realidade (cf. Jó 19, 25).

É um olhar de superação, confiança e esperança, “Eu mesmo o verei”, veremos isto em Jó 19,27.

Na segunda leitura, Paulo, nos ensina que Cristo, com sua morte, fomos reconciliados, isto é tirados de uma situação de desgraça e levados para uma vida nova (cf. Rm 5,5-11).

O evangelho nos mostrará a grande ação de Jesus: “Salvar a todos que lhes foram confiados” (cf. Jo 5,39). Também é confortador ter a certeza  que todo aquele “que nele crer tem a vida eterna e ressuscitará no último dia” (cf. Jo 6,37-40). Não somos caminheiros de um percurso sem rumo, mas caminhamos com uma meta bem clara: como filhos de Deus. Avançamos buscando a vida na busca do sentido pleno da existência, que é, o caminho da santidade

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

Mensagens da semana outubro 2014

O MAIOR MANDAMENTO

O centro de nossa reflexão deste 30º domingo do tempo comum, ano A, parte de uma pergunta de um fariseu que provoca  Jesus: “Mestre, qual é o maior mandamento da lei”(Mt  22,36). Jesus sintetiza afirmando: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda tua alma e de todo o teu entendimento. Esse é maior e o primeiro mandamento” e o segundo: “Amarás o teu próximo como a si mesmo” (Mt 22,37-39).  Na lei antiga encontramos 312 preceitos, ou seja, 365 proibições e 248 mandamentos. Jesus revela toda a sua sabedoria em poucas palavras quando resume toda lei. Constatamos no mundo de hoje que quanto maior o número de leis mais imperfeita é a lei. Jesus fundamenta suas afirmações no Antigo Testamento: “Amar a Deus”(cf. Dt 6,5) e Lv 19,18: “Amar o próximo como a si mesmo”. Vejamos como as leituras nos indicam este caminho:

Na primeira leitura situamos algumas advertências recomendadas pelo Livro do Exodo: “Não oprimas m nem maltrates o estrangeiro…Nem ofendas a viúva e o órfão…(cf. Ex 22,20-26). Deduzimos do texto que na época havia  um tempo de situação de exclusão e vulnerabilidade. Hoje esta realidade se apresenta da mesma maneira, temos andarilhos, pessoas vivendo em condições sub-humanas, grandes diferenças sociais, a vulnerabilidade é grande. A dignidade começa quando este grupo de pessoas recebe reconhecimento.O lucro está acima da pessoa.

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo identifica que a comunidade de Tessalônica  vivencia o que Jesus ensina,  apesar de toda a tribulação que vive. O amor a Deus e ao irmão se manifesta na comunidade. De nada adianta  os joelhos dobrados diante do altar se cruzarmos os braços diante das injustiças e da miséria. Já se passaram  mais de dois mil anos e ainda não compreendemos o ensinamento de Jesus. A compreensão do amor nos leva a entender a grandeza de Deus, que nos ama primeiro e deixa este mandamento para vivermos. Neste domingo aprendemos ainda que amar é realizar a vontade de Deus em nossas ações.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


A  A HISTÓRIA HUMANA É CONDUZIDA POR DEUS.

O evangelho deste 29º domingo do Tempo Comum, Ano A, nos convida a refletir que a  condução da história é feita por  Deus.

A primeira leitura, Deus chama Ciro para ser o condutor do povo e enfrentar o orgulho dos reis que não reconhecem a Deus.

Ciro, escuta do Senhor: “Eu sou o Senhor, armei-te  guerreiro, e através de ti dar a conhecer que “Eu sou o Senhor, não há outro” (cf. Is 45,1.4-6).

No evangelho, Jesus percebe a malícia dos interlocutores sobre a quem dar a moeda. Deixa claro que não veio competir com ninguém, o Reino que Ele propõe não tem as regras que o mundo segue.

Jesus reconhece que as realidades deste mundo tem suas regras e estas não podem se sobrepor a Deus  e muito menos atrapalhar a soberania de Deus (cf. Mt 22,15-21).

Na segunda leitura o apóstolo Paulo inicialmente se alegra pela forma como os tessalonicenses acolheram o evangelho.

Exorta-os para que se mantenham firmes porque o evangelho apresentado, não foi apenas por meio de palavras humanas, mas ditas pela força do espírito (cf. 1Ts 1,1-5).

No mundo de hoje assistimos uma desenfreada busca de poder. Para muitos o poder é uma segurança. Com o  poder se conquista dinheiro, e com o dinheiro se  alcança os universos dos prazeres. Poder e dinheiro são tentações da história humana. Estas realidades afastam Deus da vida.

Jesus no evangelho de hoje reconhece a autoridade de Cesar, mas alerta Cesar de que ele não pode ser superior às realidades de Deus, o universo religioso: “Daí a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”. 

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


“FAZEI TUDO O QUE ELE VOS DISSER”

Estas palavras refletem parte dos conteúdos deste 28º domingo do tempo comum, Ano A, dia que nós brasileiros lembramos Nossa Senhora Aparecida.

A Palavra de Deus na primeira leitura procura exaltar a figura de Ester, rainha que se coloca ao lado do povo e vai para junto do Rei para interceder pela vida de seu povo. Ester é a grande mulher, como tantas outras do Antigo Testamento, Judite, Débora, Ana Rute  que se colocam a favor da vida, assim como Maria se coloca no serviço de seus filhos e filhas (cf. Es 5,1b-2; 7,2b-3). Maria é a grande intercessora junto ao Pai: “Eles não tem mais vinho”

No evangelho, o evangelista João nos apresenta o primeiro sinal de Jesus o milagre das Bodas de Caná, onde Maria orienta aqueles que serviam para que fizessem tudo o que Jesus pedisse (cf. Jo 2,1-11). Maria caminha com o seu povo, portanto é uma presença viva, sempre atenta às necessidades do povo.

Na segunda leitura vemos Maria que se apresenta no céu como um grande sinal (cf. Ap 12, 1-5,13a,15-16). Ela protege o filho.

Assim também é a aparição de Nossa senhora Aparecida nas águas do Paraíba. Ela surge para resgatar a dignidade de seus filhos que estavam sendo escravizados.

Maria representa uma nova consciência. Ela é mãe e como mãe não quer ver nenhum de seus filhos sendo explorado. Maria age em favor dos que estão próximos, mas não participam.

Continuemos nossa prece em favor dos bispos, casais, estudiosos em Roma, que junto com o Papa Francisco refletem a situação da Família.

Não esqueçamos que estamos no mês das Missões. Missão é dar oportunidade para que todos possam conhecer e vivenciar as palavras e atitudes de Jesus.

Atenciosamente

Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco


Mensagens da semana Setembro – 2014

SOMOS A VINHA DO SENHOR

A liturgia da Palavra deste domingo, (27º domingo do tempo comum, ano A), nos apresenta a imagem da vinha. Na primeira leitura, encontramos uma parábola do profeta Isaias. Uma vinha havia recebido todos os cuidados necessários, terra boa, foi cercada, houve atenção, mas ela produziu uvas selvagens, em consequência foi destruída (cf. Is 5,1-7).

O evangelho mostra a parábola dos vinhateiros: um patrão plantou uma vinha e por motivos de viagem arrendou a vinha. Passado um tempo enviou mensageiros para colher os frutos, mas todos foram mortos. Finalmente enviou seu filho pensando que seria respeitado, mas isto também não aconteceu. Diante dos sumos sacerdotes e ançiãos Jesus vai afirmar: “a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular” (cf. Mt 21,33-43). Jesus é a pedra angular.

Na segunda leitura Paulo exorta os Filipenses a não ficarem perturbados, mas que procurem apresentar a Deus as suas necessidades, ocupando-se de tudo o que é bom e agradável a Deus (cf. Fl 4,6-9). 

A imagem da vinha é o mundo criado por Deus, representa o Povo de Deus.

Na 1ª leitura e no evangelho vemos que Deus cuidou de forma plena do seu povo. Ao longo da história enviou profetas, pessoas de sua confiança mas eles foram rejeitados até o ponto de enviar seu Filho, que também foi rejeitado.  As leituras mostram a infidelidade do Povo escolhido e uma dura crítica de Jesus às lideranças das autoridades religiosas. A Igreja é a nova vinha do Senhor, todos os que acreditam em Jesus e seguem seus caminhos fazem parte desta vinha. Recordemos que entre os dias 5-19 de outubro, em Roma, acontece o Sinôdo dos Bispos sobre a família.

Atenciosamente
P
e. Mário Pizetta/ Pároco


O AMOR DE DEUS SEMPRE NOS SURPREENDE

As leituras deste domingo, o 25º domingo do tempo comum, ano A, nos mostra que os critérios de Deus são diferentes do mundo humano.

A primeira leitura vem do profeta Isaias que nos pede para buscar Deus, enquanto pode ser encontrado, enquanto está perto, pois os seus pensamentos e seus caminhos são diferentes, estão acima dos pensamentos de quem está no mundo da Terra (cf. Is 55,6-9). Não deixarmos Deus passar sem percebê-lo.

A segunda leitura, o apóstolo Paulo, vai dizer que para ele “viver é Cristo” e “morrer é lucro”, todavia sente que deixar de trabalhar em favor da comunidade pode ser um risco (cf. Fl 1,20-27).

No evangelho, temos a parábola do patrão que vai além dos critérios humanos de distribuição, usa a gratuidade, o amor e dá oportunidade a todos (cf. Mt 20,4-16).

Este domingo nos faz um forte convite: Assumir o espírito do evangelho para

deixar-se surpreender pela ação de Deus.

O agir do cristão necessita ser também uma ação surpreendente.

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

AS LIÇÕES DA CRUZ

Neste  domingo, 14 de setembro, a Igreja nos faz lembrar A Cruz. Festividade que tem “origem à dedicação das basílicas do Gólgota e do Santo Sepulcro, construídas  pelo imperador Constantino, em 13 de setembro de 335, quando no dia seguinte se mostrava os restos da cruz”(cf. Franciscanos.org.br). A cruz, um instrumento de tortura, transforma-se no grande sinal de libertação, no maior gesto de amor.

A primeira leitura relata a experiência do povo no deserto que, descontente com a vida queixa-se contra Deus reclamando a Moisés. Deus responde a reclamação enviando serpentes. Diante da morte de muita gente, surge o arrependimento. Moisés faz uma serpente de bronze e  coloca diante do Povo. Todos que fossem mordidos pela serpente e que olhassem para a serpente de bronze seriam curados, era a  serpente libertadora (cf. Nm 21,4-9). A Imagem da serpente levantada do chão nos leva  a imagem de Cristo pregado na Cruz. Lembremos que a serpente na cultura antiga era símbolo da fertilidade e da vida.

A segunda leitura, Paulo testemunha que a atitude de Jesus encarnando-se no mundo e morrendo numa cruz  recebe a exaltação do Pai, é sinal de salvação (cf. 2Fl 2,6-11). Quando o homem reconhece a cruz, ele também encontra a identidade do amor. O verdadeiro amor passa pela cruz.

No evangelho vemos o gesto mais profundo do amor: O Pai envia o Filho ao mundo para salvar a humanidade passando pela experiência da morte na cruz. Esta atitude é a magnitude do amor do Pai em Jesus (cf. Jo 3, 13-17). A cruz é lição de amor: aquele que ama como Jesus manifesta o amor do Pai. Resgatar o sentido da cruz é resgatar o sentido da superação, da esperança, da vida. Jesus escolhe a cruz para demonstrar o caminho de todos que querem viver o amor de Deus. Na caminho da contemplação da cruz encontramos o sentido do verdadeiro amor e da libertação de nossos pecados.

Atenciosamente
Pe. Mário Pizetta/ Pároco


A PRÁTICA DO AMOR NA COMUNIDADE: A CORREÇÃO FRATERNA

Este domingo nos fala das relações na vida comunidade, responsabilidade pessoal e coletiva, nos orienta como devemos proceder diante do irmão que comete um erro. 

A 1ª leitura identifica o profeta como sentinela no meio do povo: “eu te estabeleci como vigia para a casa de Israel” (cf. Ez 33,7). Seus olhos, seus ouvidos e coração devem estar atentos para alertar o povo para que não se desvie dos caminhos de Deus. O profeta atua no meio do povo não como um juiz, mas como alguém que ama seu povo. O Senhor nos adverte dizendo: “se você advertir o teu irmão e ele se corrigir você salvará o seu irmão, caso contrário, ele morrerá na sua própria culpa”.

No evangelho temos um discurso comunitário de Jesus onde é apresentada a metodologia da correção fraterna: Inicialmente convida para uma ação interpessoal, depois para uma ação coletiva, com duas ou mais testemunhas, por fim pública (cf. Mt 18,15-20). A correção tem sempre em vista a libertação do erro não a condenação de quem comete. Jesus quer a o arrependimento, a vida do pecador não a sua condenação.

Paulo na segunda leitura fala das leis que orientam as relações na vida da comunidade que são frutos do amor: “Não roubarás, não matarás, não cometerás adultério, não cobiçarás” (cf. Rm 13,8-10).  Correção fraterna é um ato amor que fazemos em favor do irmão. Quem ama corrige.

Na sociedade hoje, onde é forte o sentido do individualismo, podemos cair num outro extremo, à omissão. Recordemos sempre: sou responsável pelo meu irmão, pela minha irmã. Jesus, neste domingo nos recorda: “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles” (Mt 18,20).

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco


O CAMINHO DO SEGUIMENTO DE JESUS É O CAMINHO DA CRUZ

Este 21º domingo do tempo comum, ano A, nos apresenta uma imagem muito comum: A CHAVE. Quem possui chave geralmente é dono ou alguém que recebeu uma delegação superior para zelar por um objeto ou espaço. A chave é um sinal de confiança, responsabilidade, credibilidade e de poder, que se manifesta pelo ato de abrir e fechar. A primeira leitura deste domingo mostra a destituição  do administrador do palácio, Sobna, por Eliacim. O Senhor lhe diz, referindo-se a Casa de Davi: “Ele abrirá e ninguém poderá fechar. Ele vai fechar e ninguém poderá abrir” (cf. Is 22,22).  Ele foi destituído por má administração. A chave tem o sentido de uma autoridade constituída, revela confiança, um exercício de poder.

 No evangelho temos o gesto de Jesus entregando à Pedro às chaves: “Eu te darei as chaves do reino dos céus.  Tudo o que ligares na terra será ligado no céu. Tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”(cf.Mt16,19ss).Importante observar que Jesus delega  a responsabilidade a Pedro depois de sua confissão: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo” (cf. Mt 16,17). Seguir Jesus exige reconhecimento, fidelidade e comprometimento.

O apóstolo Paulo, na segunda leitura, faz um testamento, que se constitui num hino conclusivo de suas convicções que foram manifestas ao longo de sua missão:  “Os juízos do Senhor são inescrutáveis e impenetráveis seus caminhos” (Rm 11,33). Portanto, neste domingo, somos convidados a sermos responsáveis dos nossos compromissos, termos consciência de cobrar honestidade de quem possui responsabilidade pública, e nos tornarmos instrumentos para abrir as portas para todos que procuram Jesus.

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

UM GRANDE SINAL APARECEU NO CÉU

Este 21º domingo do tempo comum, ano A, nos apresenta uma imagem muito comum: A CHAVE. Quem possui chave geralmente é dono ou alguém que recebeu uma delegação superior para zelar por um objeto ou espaço.

A chave é um sinal de confiança, responsabilidade, credibilidade e de poder, que se manifesta pelo ato de abrir e fechar. A primeira leitura deste domingo mostra a destituição  do administrador do palácio, Sobna, por Eliacim. O Senhor lhe diz, referindo-se a Casa de Davi: “Ele abrirá e ninguém poderá fechar. Ele vai fechar e ninguém poderá abrir” (cf. Is 22,22).  Ele foi destituído por má administração. A chave tem o sentido de uma autoridade constituída, revela confiança, um exercício de poder.

No evangelho temos o gesto de Jesus entregando à Pedro às chaves: “Eu te darei as chaves do reino dos céus.  Tudo o que ligares na terra será ligado no céu. Tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”(cf.Mt16,19ss).Importante observar que Jesus delega  a responsabilidade a Pedro depois de sua confissão: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo” (cf. Mt 16,17). Seguir Jesus exige reconhecimento, fidelidade e comprometimento.

O apóstolo Paulo, na segunda leitura, faz um testamento, que se constitui num hino conclusivo de suas convicções que foram manifestas ao longo de sua missão:  “Os juízos do Senhor são inescrutáveis e impenetráveis seus caminhos” (Rm 11,33). Portanto, neste domingo, somos convidados a sermos responsáveis dos nossos compromissos, termos consciência de cobrar honestidade de quem possui responsabilidade pública, e nos tornarmos instrumentos para abrir as portas para todos que procuram Jesus.

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco


ONDE ESTÁ DEUS?

A liturgia deste domingo, dia dos pais, nos coloca diante diante de uma pergunta intrigante onde encontrar Deus?
Nas leituras deste domingo encontramos as respostas: Na primeira leitura o Senhor convida o profeta Elias a colocar-se sobre o monte. Por ele passam o vento impetuoso, o terremoto, o fogo, mas em nenhum deles estava o Senhor,  mas Deus estava na brisa suave (cf. 1Rs 19,11-13). Esta leitura nos alerta que às vezes nos enganamos quando buscamos Deus em lugares sensacionais, eventos espetaculares. Deus se manifesta  sobretudo no silêncio e nas ações aos mais pequenos.
O evangelho nos mostra o episódio onde Jesus caminha sobre as águas. Os discípulos  não o reconhecem, pensam ser um fantasma. Pedro provoca Jesus fazendo uma solicitação.
Jesus faz uma provocação ainda maior, pede para Pedro ir ao seu encontro. Pedro inicia a caminhar e afunda. Pedro então grita socorro! Jesus o adverte dizendo que sua fé é fraca (Mt 14,322-23).
De fato, a vida mostra exatamente isto: quando vacilamos, não sendo capazes  de confiar, acreditar começamos também a afundar.
Na segunda leitura, o apóstolo Paulo, confessa que guarda em seu coração uma grande tristeza e dor  por sentir que os filhos de Israel não reconheceram a ação de Deus(cf. Rm 9,1-5).
Este domingo nos ensina que Deus está sempre próximo de nós, caminha conosco. Ele é encontrado no silêncio, encontra-se na defesa dos fracos, dos pobres, não se acha nos fenômenos espetaculares.
Ele está presente nos momentos de nossas dúvidas, incertezas. Este domingo também nos coloca diante da Fé. Ela é capaz de grandes obras, e ela vem de Deus.
Poderíamos  nos perguntar hoje: Quais são as tempestades que estão no caminho das nossas comunidades que fazem a Igreja. Não estamos buscando Deus em lugares errados?        
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

TODOS COMERAM E FICARAM SATISFEITOS

A liturgia deste domingo nos leva a  um lugar deserto e afastado com uma grande multidão faminta. Ali está Jesus com os discípulos. Duas situações se criam: Jesus cura os doentes que eram levados até ele e ao olhar para a multidão sente compaixão, enquanto que os discípulos ficam preocupados: Como saciar a fome de tanta gente naquelas condições? (cf. Mt 14,13-21). As atitudes de Jesus, além de atender as necessidades do povo, vão fazendo os discípulos compreenderem quem Ele é? Jesus mais uma vez é chamado a intervir. Pede para o povo sentar-se. O pão existente é escasso. O gesto de Jesus de erguer os olhos, não é um gesto mágico, ele está em comunhão com o Pai, é assistido e abençoando os pães ele os multiplica. Todos comem e estão satisfeitos e ainda sobrou uma quantidade imensa. As sobras não foram jogadas fora.

Todos estes fatos, o profeta Isaias prefigura na 1ª leitura: “Ó vós todos que estais com sede”, “apressai-vos, vinde e comei”, “ouvi-me com atenção e alimentai-vos bem” (cf. Is 55,1-3).

A segunda leitura começa com uma afirmação forte de Paulo: “Quem vai nos separar do amor de Cristo?” (Rm 8,5). O apóstolo entende que quando amamos vivemos o amor de Jesus, e nos sentimos seguros e fortes.  A fome é um dos problemas no mundo, o número de pessoas que morrem é grande. Ainda acontece um grande desperdício de alimentos. A compaixão de Jesus é uma atitude de amor e nos ensina que o caminho da partilha, da condivisão é o caminho do Reino. Não vamos nos esquecer: Jesus antes de multiplicar o pão falou aos discípulos: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,14b).  

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

Mensagens da semana de Julho de 2014

EM BUSCA DO ESSENCIAL: DESPRENDER E INVESTIR

As leituras  17º Domingo Tempo  Comum, ANO A, nos conduzem para uma estrada de constante busca. Três atitudes fundamentais ali se apresentam: desprendimento, investimento e sabedoria.

A primeira leitura revela a grande opção do jovem Salomão: Não pede riqueza, poder, glória e outras coisas, mas sabedoria. Sabedoria para governar seu povo (cf. 1Rs 3.57-12) A sabedoria é a capacidade de buscar a melhor resposta  diante de uma determinada situação. Deixar-se conduzir por Deus é sempre sinal de Sabedoria. O evangelho, através de parábolas, Jesus nos revela o Reino. Construir o Reino é uma questão de desprendimento e investimento. É sábio todo aquele que aprende a desfazer-se das coisas que passam, para conquistar o tesouro de maior valor. Para fazer isto o sábio precisa investir. A vida é um investimento em busca da pérola de maior valor, que é Cristo.

As parábolas do tesouro escondido no campo e das pérolas preciosas trazem o mesmo ensinamento: desfazer-se para conquistar (cf. Mt 13,44ss).  No caminho da fé quanto mais vamos deixando para trás as coisas deste mundo  e acolhermos Cristo, mais próximos estamos do tesouro e da pérola de maior valor.

A segunda leitura nos ensina que quando amamos e procuramos agir com sabedoria tudo contribui para o bem (Rm 8,28-30).

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

DEUS NÃO TEM PRESSA, ELE É PACIENTE

As leituras do 16º domingo do tempo Comum, ano A, nos conduzem para a paciência de Deus. A primeira leitura nos ensina que nossa justiça não deve ser rígida, inflexível, mas indulgente. Com isto não podemos compreender que isto nos leva a permissividade, pelo contrário, agindo assim aprendemos de Deus que o agir do justo deve ser humano (cf. Sb 12,13.16-19). Na segunda leitura o apóstolo Paulo nos ensina que precisamos silenciar para o Espírito poder nos comunicar: “O Espírito vem em socorro de nossa fraqueza” (cf. Rm 8,26-27) O evangelho neste domingo nos apresenta três parábolas: Joio, Mostarda e do Fermento (cf. Mt 13,24-43).

As parábolas nos mostram como o Reino se estabelece em nosso meio. Não vem de forma radical, subitamente, repentinamente, mas será uma ação paciente  e contínua, como a ação dos justos. A parábola do grão de mostarda, quase imperceptível, invisível, no entanto, quando esta semente nasce, vai crescendo e servirá de abrigo para muitos pássaros. A parábola do fermento revela o caráter transformador. A parábola do trigo e o joio mostra que é necessário também conviver com bons e maus. Deus revela o quanto ele é paciente, oferecendo tempo também para aqueles que agem mal. Não podemos esquecer: não seremos nós a fazer a colheita esta reservada para Deus. Jesus mesmo explica o sentido desta parábola: “A boa semente são os que pertencem ao reino, o joio é o inimigo. Os ceifeiros serão os anjos” (cf. Mt 13,38ss). No plano divino, tudo tem seu tempo. Deus age de acordo com a acolhida. Por isso que se torna necessário compreender os sinais. Aqueles que se sujeitarem e viverem esta paciência tornar-se-ão justos e brilharão como o sol no reino do Pai (cf. Mt 12,43).

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

CHUVA, TERRA, SEMENTE, PALAVRA, ACOLHIMENTO E FRUTOS

As palavras do título desta mensagem constituem-se chaves para entendermos o 15º domingo do Tempo Comum, ano A. Estas palavras nos conduzem ao profeta Isaias e à parábola do semeador, do evangelho de São Mateus. Vejamos como as leituras se completam.  Do livro do profeta Isaias, vemos como a chuva é importante para fecundar a terra e fazer germinar as sementes (cf. Is 55,10).  O evangelho relata a ação do semeador, quando lança na terra a semente. Mostra os diferentes lugares onde ela pode cair. O evangelista cita quatro situações: Aquelas que caem pelo caminho, no meio do pedregulho, entre os espinheiros e na terra boa.

 O lugar onde caiu a semente é uma imagem de como acolhemos a Palavra:  Às vezes a palavra escapa de nós, outras vezes nosso coração acolhe, mas não tem terra, é superficial, morre logo.  Outras vezes nos entusiasmamos, mas um entusiasmo levado pelas emoções, pelas situações existênciais, não possui fundamento, não tem convicção, as preocupações do mundo a sufocam.  Ao  contrário, porém, quando a palavra encontra  acolhida, sinal de um coração aberto e disposto a se deixar transformar produzirá muitos frutos (cf. Mt 13, 1-23).

 O apóstolo Paulo, na segunda leitura, mostra que os “sofrimentos do tempo presente não tem comparação com a glória que está preparada para aqueles que acolhem a sua  palavra”.  Deus está sempre presente, não nos abandona, Ele espera pacientemente para nascer no tempo certo. O homem tem pressa. O tempo de Deus é a eternidade (cf. Rm 8,18-23).

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

AOS CANSADOS E ABATIDOS VOS DAREI DESCANSO

O 13º domingo do Tempo Comum, ano A, deixa uma mensagem de consolação, esperança, aos humildes e pequenos. A primeira leitura, tirada do livro de Zacarias, convida para ficarmos exultantes de alegria porque virá ao nosso encontro um novo rei que substituirá os cavalos de guerra por um jumentinho, quebrará o arco dos guerreiros, não terá fronteiras o seu domínio, ele anunciará a paz (cf. Zc 9,9-10). A segunda leitura chama para vivermos segundo o Espírito de Cristo, deixarmos o espírito da carne porque este nos conduzirá a morte, mas o Espírito de Cristo nos levará à vida (cf. Rm 8,9.11-13).

O evangelho revela o grande hino de louvor de Jesus: “Eu te louvo Pai, porque escondestes dos sábios e entendidos muitas coisas e revelastes aos pequenos” (Mt 11,25-26). Também convida os cansados e abatidos pelos fardos vindos do mundo da carne a irem até Ele que lhe dará descanso. (cf. Mt 11,26 ss). Jesus, neste domingo, ensina que no caminho dos humildes, dos pobres, dos mansos está a sabedoria, enquanto que o caminho dos violentos, prepotentes,  dos sábios deste mundo, termina no mundo da morte. Com Jesus, precisamos estar sempre, mas sobretudo quando estivermos abatidos, afatigados e cansados

Atenciosamente
Pe. Mário Pizetta
Pároco


“AS DUAS COLUNAS DA IGREJA”

O final do mês de junho nos reservou a celebração de São Pedro e São Paulo, as duas grandes colunas da Igreja. Pedro, a pedra e Paulo, o grande anunciador do Evangelho. Os dois se completam na missão. Ao celebrarmos Pedro e Paulo, lembramos do Papa Francisco. Nesse dia rezamos também por todos os nossos pastores: bispos, padres, religiosos (as), leigos (as) que vivem Paulo. Nas leituras de deste domingo, sobretudo na primeira, vemos como Pedro reconhece a presença de Deus: “Agora sei que o Senhor enviou o seu anjo…” (cf. At 12, 1-11). Na segunda leitura, o apóstolo Paulo, relata a Timóteo que sua vida está chegando ao fim e aguarda o encontro definitivo com o Pai: “Combati o bom combate, completei minha carreira, guardei a fé” (cf. 2Tm 4,7). No evangelho deste domingo, vemos Pedro reconhecendo e confessando Jesus: “Tu és o Messias, o Filho de Deus” (Mt. 16,16b). Jesus confia a Pedro a grande missão: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, te darei as chaves…” (cf. Mt. 16,16-19). Pedro e Paulo possuem origens diferentes: Pedro era um pescador, Paulo, um tecelão, um forte defensor do sistema da época. Vemos que os dois possuem tem algo em comum:  Concluem suas vidas em Roma e aí são martirizados.

O fato de ser em Roma também é significativo: a ação da Igreja necessita estar presente nos grandes centros do mundo e ser sempre LUZ. Pedro e Paulo, de modos de ser totalmente diferentes se completam. Assim também aprendemos na Igreja hoje, todos os que trabalham para Cristo, mesmo que tenham formas diferentes de ser, formam uma grande comunhão, quando isto acontece, somos mais Igreja. 

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

Mensagens da Semana – Junho 2014

“NÃO TEMAIS PEQUENO REBANHO”

Neste 12º domingo do tempo comum a liturgia da Palavra nos fala sobre o MEDO. Na primeira leitura o profeta Jeremias fala da perseguição que ele sofreu, mas sentiu-se forte porque era acompanhado pela presença de Deus: “O Senhor estava ao meu lado como um forte guerreiro” (cf. Jer 20,10-13). No evangelho, Jesus encoraja os discípulos e a nós a não termos medo: “Não tenhais medo dos homens, não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma” (cf. Mt 10,26-33).

O apóstolo Paulo falando aos Romanos nos mostra como o pecado entrou no mundo mais o amor de Cristo com sua morte na cruz fomos todos salvos (cf. Rm 5,12-15). Cristo nos liberta do pecado por meio do nosso Batismo. Ele nos livra deste peso. Constatamos hoje que o medo está presente em todos os lugares: Na saúde, a notícia da morte de pessoas jovens nos assustam. Surgem doenças cada vez mais misteriosas que nos desapontam. Um clima de insegurança diante da violência instalada. Denuncias sobre corrupção, lutas políticas. Manifestações públicas que deixaram de ser expressões de insatisfações para um caminho de depredação. Insegurança no trabalho. Tempos difíceis. Cremos que todos estes aspectos são decorrentes da falta de confiança em Deus. O Homem precisa voltar a deixar-se guiar pelo Senhor. Semear a esperança no meio desta nuvem escura é o caminho para resgatar a alegria de viver.

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta 
Pároco

O ROSTO DA TRINDADE: AMOR E FIDELIDADE

A festa da Santíssima Trindade que celebramos neste domingo revela o rosto de um Deus pleno de amor, misericordioso, clemente, paciente, rico em bondade e fiel (cf.  Ex  34,  6-7). Falando à comunidade de Corinto Paulo exorta para que todos viva alegremente, um encorajando o outro, cultivando a concórdia e vivendo na paz. Com isso, o Deus do amor e da paz estará com todos  (cf.2Cor 13,11-13). Portanto, o amor e a paz são frutos da Trindade. No evangelho, por meio de João, aprendemos que o amor do Pai, fez Jesus vir ao mundo não para condenar mas para salvar a todos. 
Crer nele é garantia de salvação. (cf. Jo 3,16-18). A presença redentora de Jesus em nosso meio é a grande expressão desse amor que a Trindade tem por cada um de nós. Este mesmo Jesus nos afirma que não nos deixará órfãos mas nos enviará o seu Espírito, que agirá através dos dons que enriquecem a humanidade na diversidade. 
 A  festa da Trindade nos educa para a Unidade e a Comunhão, pois Deus é uma comunidade de amor.  A comunidade cristã vive a Trindade na medida que forma uma comunidade de amor e mostra-se fiel a Deus.
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta 
Pároco

A VINDA DO ESPIRITO SANTO ROMPE AS FRONTEIRAS DAS NAÇÕES

O evangelista João assim narra a descida do Espirito Santo: “estando fechadas, por medo dos judeus, as portas onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e disse: A paz esteja com convosco. Mostrou-lhes as mãos e o lado, soprou sobre eles e disse: Recebei o Espirito Santo” ( Jo 20,19ss). 

Neste episódio celebramos hoje: PENTECOSTES, ou seja, cinqüenta dias depois da Ressurreição de Jesus, o Espirito Santo desce sobre os Apóstolos. 
O Espirito do Senhor vem para superar as barreiras do medo, dar força e criar coragem para testemunhar o amor de Jesus. Os apóstolos falam as línguas de cada um. 
A paz, perdão e solidariedade indo ao encontro de todos os povos. Dessa forma também a Igreja é conduzida em sua missão pelo mundo pelo Espirito Santo. 
Segundo o apóstolo Paulo é o Espirito que vem em socorro de nossas fraquezas e intercede em nosso favor, penetra o íntimo de nossos corações (cf. Rm 8,22-27). É o Espirito que distribuiu os seus dons para o enriquecimento de todos, pois formamos um só corpo (cf. 1Cor 12,3ss).
Nos diz o arcebispo de Belém do Pará: “Sem o Espirito Santo, Deus está distante, Cristo é do passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja é uma simples organização, a autoridade é dominação, a missão é propaganda, o culto é evocação, o agir cristão é uma moral de escravos”(cf. Don Alberto Taveira Correa, art. “Recebam o Espirito Santo”, site CNBB, artigos dos Bispos in: cf. Ignácio Hazim, La ressurezione e l’uomo d’oggi – Ed. Ave, Roma 1970, pp.25-26).
Com relação aos dons eles são expressões do Espirito para tornar viva a ação do ser humano na vida da igreja e da história humana. Cada um de nós recebe um dom especial para atuar no mundo.
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta, ssp
Pároco

Mensagens da Semana – Maio 2014

ESTAREI COM VOCÊS PARA SEMPRE

A festa  da Ascensão que celebramos neste domingo vem nos revelar a grande missão da Igreja: Continuar a missão de Jesus. Esta festividade lembra a última manifestação de Jesus Ressuscitado aos discípulos. A volta à casa do Pai não quer dizer abandono de Jesus do meio dos homens, “Estarei com vocês todos os dias até o fim do mundo”(Mt 28,20).  Nas palavras: “Toda autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei”(Mt 28, 18-19).

Nesta afirmação encontramos ainda as dimensões missionárias da comunidade cristã. Batizar: acolher a todos e  torná-los Filhos  ou  Filhas  de  Deus.  Ensinar: a  missão  da  Igreja  é  anunciar Cristo  em  todas  as  realidades do planeta. Testemunhar: promover ações em favor da  vida para que elas  sejam  sinais de esperança. Todos os que amam Jesus fazem de suas ações sinais da presença de Jesus. Jesus ainda neste domingo faz uma advertência: “Homens da Galiléia porque ficais aqui, parados olhando para o céu? (cf. At 1,10b). Querendo nos dizer que não podemos ser apóstolos acomodados, é preciso trabalhar, sair para a missão.
Na liturgia da semana encontravamos esta expressão:  “Vosso coração se alegrará e ninguém vos tirará esta alegria”  (cf.At  18,22).  Para  possuir  esta  alegria  precisamos  realizar um  verdadeiro  encontro  com  Jesus.  A oração, a participação aos sacramentos e o exercício da missão são caminhos para este encontro.
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta

O AMOR TESTEMUNHA O RESSUSCITADO

O sexto domingo da Páscoa inicia a preparação da vinda do Espírito Santo: “Não vos deixarei órfãos” (Jo 14,8). Manifesta que a vivência do amor entre os irmãos testemunha a presença do Ressuscitado.

Este amor é manifesto pela acolhida dos mandamentos e a sua observância. “Quem acolhe os meus mandamentos e os observa me ama” (cf. Jo 14,21). Olhando para as leituras: A primeira leitura testemunha a ação evangelizadora de Felipe: “Todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia”(cf. At 8,6b).
A segunda leitura nos mostra o sentido do martírio, uma convicção de Pedro: “será melhor sofrer praticando o bem, se esta é a vontade de Deus, do que praticar o mal” (cf. 1Pd 3,17). No evangelho Jesus nos diz que mesmo ele partindo não nos deixará órfão e alerta que estará conosco por um pouco de tempo (cf. 14,18s). Seremos agraciados pela presença do Espírito da verdade. A mensagem deste domingo nos mostra ainda que as perseguições feitas aos apóstolos e os discípulos provocaram a propagação do evangelho pelo mundo. Incentiva aqueles a sua palavra a permanecermos fiéis diante do sofrimento. O amor a Cristo e a fidelidade a sua Palavra transformarão nossas ações em sinais do Ressuscitado. Os sinais, operados por Deus em nós, manifestam que somos enviados Ele.
A comunidade é convidada a ser geradora e multiplicadora de sinais do Pai, pois na vivência do amor está a plenitude do viver.
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta

EU SOU O CAMINHO A VERDADE E A VIDA

O  5º  domingo  da  Páscoa nos  reserva  a  grande  apresentação  de  Jesus:  “Eu  sou  o Caminho, a Verdade e a Vida”(Jo 14,6). Na história humana tivemos muitos homens e mulheres, que com suas vidas, deixaram mensagens vivas para a humanidade:
Gandhi,  Martin  Luther  Kim,  Francisco  de  Assis,  Madre  Tereza.  Cada  um  com  sua vocação encontrou o espaço de colaborar com a construção do mundo.
A Liturgia deste domingo nos apresenta o espírito revolucionário da proposta de Jesus dizendo aos homens que Ele é  o Caminho, a Verdade e a Vida.
Caminho: Cristo a única via para chegar a Deus e aos homens.
Verdade: na diversidade de muitas verdades, Jesus é a grande síntese.
Vida: somente  Cristo  nos  faz  romper as  barreiras e abrir as  portas  para a verdadeira vida. A  primeira  leitura  mostra  que  a  comunidade  cristã  é  uma  comunidade  de servidores distribuídos hierarquicamente (cf. At 6,1-7). Na medida em que cresce, vão surgindo as necessidades que são superadas pela comunidade.
A segunda leitura nos convida a sermos pedras vivas colocadas sobre a grande pedra angular que é Cristo (1 Pd 2,4-9).
Este  domingo  também  nos  diz  que  cada  um  de  nós  tem a  vocação  sacerdotal, todos nós somos sacerdotes, isto é, somos servidores de Cristo.
Pelo  batismo,  fomos  incorporados dentro  da  comunidade cristã  e  recebemos o sacerdócio comum de todos os fiéis.
Vivendo o  Batismo exercemos  o  nosso  sacerdócio,  servindo  na  comunidade.  Não seguimos Jesus sozinho, mas na comunidade.
Cada  um  de  nós,  é  parte  indispensável,  insubstituível. Nosso  sacerdócio  é  exercido na missão que assumimos.
Pelo sacramento  da  Ordem alguns  são  chamados  a  estarem  totalmente a  serviço  do Cristo.
O sacerdócio comum pertence de modo especial aos leigos que são chamados a atuar nas realidades do mundo.
Pe. Mário Pizetta
Pároco

EU SOU A PORTA

A afirmação de Jesus “Eu sou a porta” proclamada no evangelho do 4º domingo da páscoa revela  Jesus como o Bom Pastor (cf. Jo 10,1ss). Jesus na sua exortação diz que o pastor do rebanho entra pela porta (cf. Jo 10, 2). Descreve que as ovelhas escutam a sua voz e o seguem.

Existe uma identificação entre quem chama e escuta. Ao segui-lo as ovelhas manifestam confiança. Sentir segurança numa relação é importante e transmite ao outro um ar de bem estar, paz e de esperança. Jesus, como pastor é isto.

Aplicando o evangelho deste domingo para nossa realidade vemos que o serviço do pastor pode ser aplicado para toda pessoa que exerce autoridade. Não basta ter poder. Autoridade é conquistada pelo serviço. O texto deste domingo nos alerta para possuirmos sempre bons condutores. Estarmos atentos com aqueles que entram no redil por outros caminhos que não é a porta de entrada, Jesus os chama de ladrões e salteadores (cf. Jo 10,1).

Exercer a condição de Pastor é exercer a missão de liderança. A liderança que serve o bem comum, mesmo tendo adversários, sempre é vencedora. Não somos ovelhas submissas e de cabeça baixa. Deus não subjuga ninguém, pelo contrário nos dá liberdade caminharmos com ele. Neste domingo somos convidados a rezar pelo nosso Pastor maior, o Papa, os bispos, os sacerdotes, todos os que exercem responsabilidades públicas.

Atenciosamente

Pe. Mario Pizetta


“FICA CONOSCO”

Estas duas palavras, ditas pelos dois discípulos a Jesus enquanto caminhavam para Emaús, antecedem o grande momento em que eles vão reconhecer que Jesus está vivo e se revela na partilha do pão (cf. Lc 24, 29ss).
A liturgia deste terceiro domingo nos mostra que o caminho da fé se dá pela escuta e testemunha da Palavra e na partilha do pão.
O testemunho é dado quando confessamos e anunciamos pela Palavra os sinais e prodígios de Deus.(cf. 1ª leitura do terceiro domingo da Páscoa: At 2,14.22-33).
O evangelho, deste domingo, nos mostra o porque o Concílio reconheceu a Eucaristia como “ápice e fonte de toda vida cristã”. Ele relata a experiência de como os discípulos estavam se encontrando quando Jesus caminhava com eles: céticos, confusos, desanimados e desiludidos.  Após a caminhada, de alguns quilômetros, os discípulos convidam “este forasteiro” para ficar com eles. Até então os discípulos não tinham identificado Jesus, fizeram isto apenas depois que Ele os abençoou e partiu o pão (cf. Lc 24,13-35).
Este terceiro domingo pascal nos ensina que todas as vezes que nos reunimos para escutar a sua Palavra e repartir o pão, nós tornamos Cristo Ressuscitado presente em nossa vida. Jesus nos mostra que ele é um companheiro que anda com a gente, e por meio de sua Palavra vai animando-nos e encorrajando-nos em nossos desafios.

Atenciosamente

Pe. Mario Pizetta


Mensagens da semana Abril 2014

“VÓS SEREIS TESTEMUNHAS DE TUDO ISSO”(Lc 24,48)

No decorrer da semana que passou todos os dias na Liturgia da Palavra fomos tocados pelos testemunhos dos apóstolos:”Pedro falando: Homens de Israel, Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angustias da morte, porque não era possível que ela o dominasse”(At 2,24).
“Não tenhais medo, ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galiléia. Lá eles me verão” (Mt 28,10).
“Mulher, por que choras? a quem procuras? Maria, não me segures. Ainda não subi para o meu Pai. Maria disse aos discípulos: Eu vi o Senhor” (Jo 20,15-18).
“Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram. Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando” (Lc 24,25.29).
“Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel. Bem aventurados os que creram sem sem ter visto” (Jo 20,27.29).
Crer na ressureição de Jesus é o ápice da nossa fé. Testemunhar que ele ressuscitou não é apenas uma atitude de acreditar, mas de viver uma condição de vida nova abandonando tudo o que é gerador de morte.
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta

CRISTO ESTÁ VIVO: FELIZ PÁSCOA

Nossa mensagem desta semana tem inicialmente palavras de AGRADECIMENTO a todas as Equipes que atuaram na preparação e celebração da Semana Santa. Podemos dizer que foram muitos os momentos de oração e também de alegria para quem organizou e celebrou. Vejamos:

Celebrações bem organizadas e com participação da comunidade nos diversos momentos da Semana Santa, que nos levaram a acompanhar Jesus na entrada de Jerusalém; com indignação ver a sua condenação e silenciar com a sua morte na Cruz, mas acordar com a certeza JESUS CRISTO ESTÁ VIVO!!!!

Esta realidade foi cantada e rezada. Daqui para frente é vivermos a alegria dessa vitória: Jesus Cristo nos deixou a Eucaristia para uma memória eterna. Vamos valorizar cada vez mais este grande dom de Deus.

Ele também nos disse que é através do SERVIÇO que construiremos a comunidade e um mundo melhor. Nos ensinou que é preciso compreender o sentido do sofrimento, da limitação e da morte. Para sermos pessoas de esperança.

Todos os dias, a sua Palavra vem nos alertar sobre os verdadeiros caminhos do Senhor. Meu irmão, minha irmã: FELIZ PASCOA. Que o receio da morte não sufoque a Fé no Ressuscitado.

Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta

SEMANA SANTA: RAMOS DE OLIVEIRA – PALMAS – VELAS – SERVO SOFREDOR – DESPOJAMENTO OBEDIÊNCIA – LUZ – VITÓRIA FINAL

As  palavras  do  título  indicam  que  estamos  iniciando   Semana  Santa,  uma  ESPECIAL SEMANA. Vamos reviver  os  momentos mais fortes  vividos por Jesus Cristo em nosso meio. São momentos fé, paz, perdão, de  esperança,  de  compreensão  de  nossa  existência, tempos  de  vida  nova.  Desta  semana  renascem  as forças para a caminhada. Vejamos um pouco do que vai acontecer:
Domingo de Ramos:  O profeta Isaias preanuncia Jesus como o Servo Sofredor. Jesus entra em Jerusalém e é aclamado Rei, o povo grita: Hosana Filho de Davi! O povo reconhece os sinais deixados por este homem que passou no meio deles fazendo o bem e revelando o amor de Deus.
Quinta-Feira Santa: Jesus, antes de partir, deixa-nos o grande sinal de sua presença no meio de nós:  a grande lição do amor: “Assim como lavei os pés de vocês,  fazei isto uns aos outros”. Depois de lavar os pés faz a “grande refeição” e nos convida a fazer isto  para lembrar que ele está sempre presente.
Sexta-feira Santa: Acompanhamos silenciosamente  o  caminho  do  calvário.  Muitos  gritavam:  “crucificao!”.  Outros,  atônitos,  acompanhavam.  Poucos  ali  estavam  para  serem  solidários  com  ele.  Apenas  um homem, Cirineu,  teve a coragem de ajudar. Aos poucos tudo estava para terminar. Os que o condenavam estavam  satisfeitos,  aqueles  que  o  seguiam  estavam  perplexos.  Jesus  é pregado  na  cruz.  Tudo  parecia ter  terminado. Com  um  grande  grito: “Pai,  em  tuas  mãos  entrego  o  meu  espírito!”.  Ele  tinha  cumprido sua  missão,  foi  fiel,  era  o  completo  despojamento  de  si  mesmo.  A  humanidade  parece  silenciar.
Sábado Santo: Vive-se uma expectativa. Do silêncio sepulcral surgem algumas luzes: tiraram o Senhor do túmulo! Das trevas aparece a luz. Para aqueles que crêem, abre-se uma nova esperança, a morte ficou para trás, Jesus está VIVO.
Domingo da Ressurreição: A humanidade respira um novo ar. Desperta um ar de alegria, satisfação. Jesus não está mais nos túmulos, às pedras foram tiradas. Deus não quer a morte do homem más a vida.
MEU IRMÃO, MINHA IRMÃ, FELIZ PÁSCOA
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta

“SAIR DOS TÚMULOS” – “LAZARO, VEM PARA FORA” – “EU SOU A RESSUREIÇÃO E A VIDA”
Nestas afirmações está a mensagem do quinto domingo da Quaresma. Com esse domingo também encerramos o ciclo batismal: Cristo, água para nossa sede; Cristo, luz para nossas trevas e Cristo, ressurreição para nossa vida. As palavras de Jesus: “Eu sou a ressurreição e a vida”(Jo 11,25) dirigidas a Marta, nos aproximam para o grande momento da Semana Santa. A primeira leitura nos diz: “vou abrir as vossas sepulturas” (Ez 37,12). As sepulturas representam todas as situações que levam o homem à perda de dignidade, que a campanha da Fraternidade nos mostrou. Sair das sepulturas é sair do nosso universo egoísta, materialista, tudo aquilo que impede a vida.
 Na segunda leitura o apóstolo Paulo nos diz que se “vivermos segundo a carne não agradamos a Deus, todavia, se deixarmos que o Espírito de Deus habite em nós pertenceremos a Deus” (cf. Rm 8,9).
 No evangelho temos o episódio da morte-ressurreição de Lázaro. Jesus vai ao encontro de Marta e Maria e deixa a sua grande lição: É o encontro com a fé que nos livra das sepulturas. A fé nos leva a visão da vida eterna, conquistamos a eternidade pela fé. As sepulturas não podem ser nossas habitações, buscamos a morada eterna. Deus não quer a vida em sepulturas. Jesus se solidariza com as irmãs, mas vai além de uma amizade humana, mostra o verdadeiro sentido da vida eterna. Jesus não é morte más vida. Ao vencer a morte, Jesus vence o último inimigo.
A vida vence a morte, rompem-se as portas dos túmulos, desatam-se os panos e começamos a andar.
Atenciosamente

Pe. Mario Pizetta


Mensagens da Semana – Março 2014

JESUS É A LUZ DO MUNDO
O quarto domingo da Quaresma apresenta Jesus como Luz do mundo e faz um convite: Vivermos na luz de sua palavra, abandonando o mundo escuro que se forma com o distanciamento de Deus em nosso viver. A primeira leitura nos mostra a unção de Davi por Samuel. Este comportamento também nos lembra o dia do nosso Batismo quando também fomos ungidos.

O evangelho mostra o encontro de Jesus com o cego de nascença. Ao curar o cego Jesus aproveita para mostrar aos discípulos a necessidade que temos de nos libertar das nossas cegueiras, permitir maior compreensão de Jesus. Jesus quer levar a Luz para as realidades envolvidas nas trevas que às vezes nos envolvem e nos impedem de ver as maravilhas de Deus.
Jesus á Luz do mundo e não quer nos ver vivendo na escuridão, alienados nas estruturas do mundo, caminhando como cegos, sem rumo, sem perspectivas, mas com esperança.
O apóstolo Paulo nos convida a vivermos como filhos da luz (cf. Ef 5,8) Paulo afirma que o andar na luz  produz frutos de: bondade, justiça e verdade. O testemunho da luz é a resposta consciente, livre e cheia de amor àquele que iluminou nossos olhos com a luz sem ocaso. A busca de Cristo elimina gradativamente as trevas que encobrem o homem.
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta

“SENHOR, DÁ-ME DESSA ÁGUA” (Jo 5,15)

A liturgia do 3º domingo da quaresma nos trás como simbologia um dos elementos da natureza, a água.
A primeira leitura, (cf. Ex 17,1-7), mostra Moisés no deserto com o povo que tinha sido libertado do Egito.
A  sensação  de  liberdade  se mistura  com  sofrimentos. O  povo  começa  a ficar  impaciente  pois  lhe faltam as  necessidades  básicas.  Caminhada  com  dificuldades,  o  povo  reclama  e  exige  de  Moisés uma  atitude. Moisés, com os anciãos, dirige-se a Deus, e este lhe pede que utilize a vara que serviu de para separar as águas do Rio Nilo e bate na rocha. A água que jorrou da rocha abateu a sede do povo. Vemos que Deus não abandona o povo, caminha com ele.  A segunda leitura vem de Paulo da carta aos Romanos. No texto, o apóstolo afirma que quando somos conduzidos pela fé, estamos sempre em paz (cf.Rm 5,1-2-8).
No evangelho, vemos o texto da Samaritana. Jesus vai ao seu encontro e lhe bebe água para beber.
A Samaritana, depois de dialogar com Jesus e descobrir quem lhe pedia água, diz para Ele: “Senhor dá-me de beber”. Aprendemos do episódio que Jesus que vai ao encontro do outro, de necessitado passa a ser sinal de sustentação.
Jesus é quem tem água para dar, aliás, Jesus é a fonte de água viva. A Samaritana, depois do encontro  com Jesus, nos ensina como evangelizar, participa com os outros a alegria do encontro. Nos ensina que  todos  nós,  quando  encontramos  Jesus,  nos tornamos  anunciadores  Dele  e  levamos  a  água  que  sacia  a  sede dos que tem sede e o procuram.
Atenciosamente
Pe. Mario Pizetta

“SAIR DA TERRA E IR PARA A MONTANHA”

 ABANDONAR AS SEGURANÇAS E ENGAJAR-SE NO PROJETO DE JESUS.
A liturgia da Palavra deste segundo domingo da quaresma nos faz tomar três atitudes:
A primeira ela é encontrada na primeira leitura: “Sai da tua terra, da tua família, e vai para a terra que vou mostrar…”(cf. Gn 12, 1).
É o começo da história do Povo de Deus. Abrão, homem de fé, tem que partir. Uma nova história precisa ser escrita. Deixar seguranças para trás não é fácil. Abandonar a estagnação, o comodismo é necessário. O novo é conquistado mediante o abandono de alguma coisa. O projeto de Deus se realiza em nós quando avançamos no nosso viver.
A segunda atitude nos convida a subir o monte, isto é, superar dificuldades “sofre comigo pelo evangelho” (cf. 2Tm 1,8).
Todos os dias somos convidados a superar limites, somos desafiados pelas tentações. Tudo podemos vencer com a Graça de Cristo.
A terceira é a sensação de alívio que sentimos quando estamos sobre o monte. Neste lugar podemos contemplar o que nossos olhos não estão acostumados a ver. É o momento da revelação plena. A alegria era tanta que chegamos a pensar em construir tendas (cf. Mt 17,1-9). Os discípulos contemplam a plena revelação de Deus.
O segundo domingo da quaresma nos mostra que a estrada de conversão é um caminho de abandono, de superação dos nossos pecados. É também um caminho de abandono de nossas seguranças para um engajamento no projeto de Jesus. O caminho da construção do projeto de Jesus nos leva a escutar: “Este é o meu Filho amado, Escutai-o!” (Mt 17,5) e dizer como Pedro: “Senhor, é bom ficarmos aqui, façamos três tendas”. A vida plena é alcançada quando saímos das nossas seguranças e subimos à montanha.
Pe. Mário Pizetta,ssp

Pároco


JESUS NOS ENSINA A VENCER AS TENTAÇÕES

O quadro deste domingo, o 1º da Quaresma, nos introduz ao caminho da vida que foi a criação, revela a fraqueza Humana e suas consequências. Paulo nos ensina o gesto redentor de Cristo e no evangelho Jesus nos mostra como sermos vencedores diante das tentações. Vejamos: A primeira leitura narra o momento da criação do homem e da mulher. Deus faz surgir o homem da terra, neste, Ele sopra a vida. Dessa forma ele se torna um ser vivente. São colocados no Jardim do Éden, ali gozam de plena felicidade, mas a criatura humana não resistiu ao pedido: “Não comais dele, nem sequer o toqueis, do contrário morrereis”(Gn 3,3). A segunda leitura mostra que o amor de Deus novamente vem ao encontro do homem. A desobediência fez o homem conhecer o pecado e como consequência, a morte.

Deus não abandonou o homem, pelo contrário, enviou o seu Filho ao mundo, e pela morte na Cruz, pela sua graça salva, redime o homem do pecado e da morte. ( cf. Rm 5,12-19 ou 12.17-19).
No evangelho, Jesus nos mostra como vencer as ideologias do mundo, ou seja, as tentações do poder econômico, religioso, e político afirmando ao demônio: “Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que saí da boca de Deus” (Mt 4,4), “Não tentarás o Senhor teu Deus”(Mt 4,7), “Vai-te embora satanás, pois está escrito: “Adorarás ao Senhor teu Deus e somente a ele prestarás culto”(Mt 4,10) respectivamente. Concluindo: vivemos num mundo agitado, perturbado, na maioria das vezes sem esperança, mas não podemos ceder ao mal. Com Cristo vencemos as tentações.
Voltemo-nos para o Senhor neste tempo favorável, como nos diz Paulo (cf 2Cor 5,20-6,2). UMA SANTA QUARESMA A TODOS.

Pe. Mário Pizetta,ssp

Pároco


NINGUÉM PODE SERVIR A DOIS SENHORES

A cada dia que passa estamos envolvidos em preocupações que vão nos absorvendo, e ao mesmo tempo nos sufocando, impedindo-nos de fazer verdadeiros discernimentos. O dinheiro tornou-se o nosso ídolo, nossa razão de viver, diríamos: idolatramos esta moeda de troca. Buscamos cada vez mais lucro, nunca estamos satisfeitos com o que temos. Buscamos sempre mais. Nosso coração volta-se rapidamente para as coisas materiais. Jesus, neste domingo, nos alerta afirmando: “não podemos servir a Deus a ao dinheiro”(Mt 6,24b).

Para nos ajudar compreender isto, Jesus nos pede para observarmos os pássaros do céu: “eles não semeiam, não colhem,  nem ajuntam nos armazéns, no entanto o vosso Pai os sustentam”(Mt 6,26).

Na segunda leitura o apóstolo Paulo nos diz que o essencial é buscarmos a salvação e a libertação (1Cor 5,1-4).

A primeira leitura mostra o grande amor que Deus tem pelos seus filhos: “Mesmo que uma mãe esquecesse de seu filho, Deus não nos esquece jamais”(cf.Is 49,4-5). Jesus neste domingo afirma que o essencial para todo ser humano é: “buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça e tudo o resto vos será dado por acréscimo” (Mt 6,33).

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


Mensagens Fevereiro 2014

A SANTIDADE PASSA PELO AMOR E O PERDÃO

O sétimo domingo do tempo comum Ano A nos oferece uma tema muito forte: “A santidade passa pelo amor e o perdão”.

A primeira leitura nos convida a viver  nosso chamado à santidade: ” Sede santos, por que eu, o Senhor sou Santo. Não tenhais no coração ódio” (cf. Lev 19,2.17). É um apelo para criarmos na convivência humana um ambiente onde o ódio e rancor passem o lugar para o amor e o perdão. Jesus no evangelho, depois de ter proclamado as Bem-aventuranças e ter mostrado que o caminho da observância  da lei  ajuda no caminho da santidade, explica que a estrada da perfeição passa pela compreensão do legalismo da lei para o verdadeiro amor: “se alguém te dá tapa, oferece o outro lado do rosto”, “se alguém quer tomar a tua túnica, dá-lhe o manto”, “se alguém te forçar a caminhar um quilometro, caminhe dois com ele” (cf. Mt 5,38-48). O amor se coloca no lado oposto do ódio, rancor, violência tudo o que é contrário à vida.

A santidade se encontra na acolhida, na misericórdia, na alegria e sobretudo na vivência do amor. Aquele que aspira  ser santo, descobre que  santidade somente se alcança pelo caminho do amor. A segunda leitura mostra que quando o Espírito de Deus habita em nós, temos mais capacidade de discernir as obras deste mundo e as obras de Deus.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


SOMOS RESULTADOS DAS NOSSAS OPÇÕES  

A Palavra de Deus  neste domingo nos apresenta um quadro muito interessante: A primeira leitura nos alerta de que a felicidade está relacionada com as opções  que fazemos. Viver é uma atitude constante de escolhas. O livro do Eclesiástico afirma: “Diante de ti, esta o fogo e a água; a vida e a morte, o bem e o mal, para o que  tu podes estender a mão” (Eclo 15,17), mas lembra-te:  “Os olhos do Senhor estão voltados para os que o temem” (cf. Eclo 15,20).

O apóstolo Paulo alerta os habitantes de Corínto para que se deixem guiar pela sabedoria de Deus, pois, “Jamais olhos viram, ouvidos não ouviram, nem coração algum jamais pressentiu” 1Cor 2,9).

No evangelho Jesus adverte que aquele que vive a sabedoria de Deus observa acima da lei, mas é preciso ir além: Não basta dizer: “Não matar” (Mt 5, 21), Não pode mesmo se encolerizar-se com o irmão” (Mt 2,22). Não basta dizer “Não cometer adultério”( Mt 2,27), é preciso algo mais: “não ter um olhar de desejo”(Mt 2,28). Jesus faz nos ensina que a lei é um instrumento pedagógico  e ela vem de fora, Jesus apela para o interior das consciências, ali está a grande novidade.

A grandeza de nossas atitudes vai além da observância.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


CHAMADOS PARA SER SAL E LUZ DO MUNDO

Duas palavras resumem a liturgia deste 5º domingo do tempo comum Ano A: SAL E LUZ. Afirma Jesus: “Vós sois o sal da terra” (Mt 5,13). “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,14). Sal e luz são dois elementos da natureza. O sal interfere diretamente ao paladar, imagine você comer  uma carne sem um pouco de sal. Quanto você se revolta quando o seu médico diz para diminuir o sal de sua comida ou eliminá-lo? Veja também o quanto deixa você nervoso, quando falta energia, você estando na rua ou em casa? Pois bem, como compreender esta afirmação de Jesus? Como podemos ser sal e luz para mundo? Jesus diz isto em primeiro lugar para os discípulos, dizendo que sua presença no mundo é uma presença significativa, não pode ser uma figura sem identidade, sem rosto. Não pode ser alguém que se esconde como à alusão a lâmpada debaixo de uma vasilha, mas sobre o candeeiro onde ela brilha para todos.  Em termos mais concretos Jesus pede aos seus seguidores que sejam construtores e multiplicadores de BOAS OBRAS.  Estas obras são manifestas quando somos comprometidos com a justiça, paz, fraternidade, quando repartimos o pão ao faminto, quando colocamos em comum o que somos. Quando não buscamos construir um mundo apenas para si mesmo. Somos sal e luz enquanto somos parceiros e defensores da vida. A prática das boas obras  ilumina o mundo e torna significativa a vida de cada um. Uma comunidade que não pratica boas obras é como o sal que se tornou insosso e uma luz escondida debaixo da mesa (Mt 5,1-5).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


Mensagens da semana Janeiro 2014

O POVO VIU UMA GRANDE LUZ

O terceiro domingo do tempo comum Ano A coloca em  evidência a palavra luz: “O povo que andava na escuridão viu uma grande luz”(Is 9,1).

Todos nós sabemos o quanto difícil é viver sem a luz. Vejamos o que acontece quando de repente estamos à noite em casa e acaba a luz: ficamos incomodados. Temos dificuldade para nos locomover, as ruas viram um caos. Um verdadeiro transtorno.

Pois bem, se na realidade de nosso dia-a-dia sentimos todas estas consequências quando não temos luz, no caminho da nossa vida espiritual vemos que Jesus é esta luz, sobretudo quando diz: “Convertei-vos e crede no evangelho, o Reino de Deus está próximo”(Mt 4,17b).

Converter-se é um ato de buscar luz para iluminar nossos caminhos.

A liturgia deste domingo nos sugere que ao acolhermos a pregação de Jesus estamos abrindo as portas à conversão. Cada vez que escutamos a sua palavra e nos esforçamos para vivê-la proclamamos que o Reino está presente. Jesus é luz porque nos liberta das nossas escravidões. Todo ato de libertação  corresponde a superação da escuridão.

O apóstolo Paulo na segunda leitura da missa deste domingo apresenta um caminho para nunca deixar a luz cair: ” Vivam de acordo uns com os outros e não admitais divisões entre vós , pelo contrário, sede bem unidos no pensar e no falar “(1Cor 1,11).

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco


ESCOLHIDOS – CHAMADOS  E ENVIADOS

O segundo domingo do tempo comum, ano A, mais uma vez nos enriquece refletindo o tema da VOCAÇÃO à luz das leituras.

A primeira leitura vem do profeta Isaias onde nos é afirmado: “Eis o meu servo, em que serei glorificado”(Is 49,3). Apresenta a grande tarefa deste servo: “Eu te farei luz das nações”(Is 49,6b). Cada ser humano que caminha sob a luz de Cristo encontra um caminho seguro. Cada batizado torna-se uma luz para o mundo.

A segunda leitura vem da primeira carta aos Corintios onde Paulo afirma que todos somos chamados para a santidade(cf. 1Cor 1,1-3).

No evangelho, João nos apresenta Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”(Jo 1,29b).

Jesus é o Servo, é  a Luz do mundo, é o Cordeiro que se coloca a serviço da humanidade. Jesus mostra o seu grande amor de vocacionado do Pai assumindo a atitude de Servo para salvar o homem, e como Cordeiro se oferece a Deus tirando pecado do mundo, tornando-se luz do mundo”.

No evangelho deste domingo, João ainda dá testemunho que Jesus não é uma simples criatura: “Eu vi o Espírito descer, como uma bomba, do céu e permanecer sobre ele” (Jo 1,32).

Aquele que se deixa conduzir pela luz de Cristo torna o seu caminho seguro e vive inteiramente a sua vocação.

A luz elimina as trevas.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco


EIS O MEU SERVO, ESTE É O MEU FILHO AMADO: BATISMO DE JESUS

Neste domingo celebramos o Batismo de Jesus, com esta festividade concluímos o tempo do Natal.

Nas palavras de Isaias: “eis o meu servo, o meu eleito, nele se compraz a minha alma”(cf. Is 42,1s), e nas palavras que vinham do alto, segundo o evangelho deste domingo: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus o meu agrado”(cf. Mc 3,17) identificam para nós o significado do Batismo.

Assim como acontece no universo profissional quando alguém se forma ingressa no mundo do trabalho,

Jesus ao ser batizado por João Batista apresenta-se publicamente para a humanidade e inicia sua missão. O modo simples, como outro ser humano de seu tempo, Jesus chega para João Batista para ser batizado.

O Batismo de Jesus nos lembra o nosso batismo, quando batizados somos convidados a nos engajar na comunidade cristã e dela fazer parte, prosseguindo a missão do mestre.

O papa Francisco no dia 27 de setembro de 2013, celebrando na Casa Santa Marta: ” Há uma grande responsabilidade para nós, os batizados: anuncia Cristo, levar  adiante a Igreja, esta maturidade fecunda da Igreja. Ser cristão não fazer um curso para ser advogado, medico cristão, não. Ser cristão  é um presente que nos faz avançar  com a força do Espírito no anúncio de Jesus Cristo”.

Meu irmão, minha irmã  vamos nos esforçar para viver o compromisso do Batismo.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

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