Mensagens da Semana – Outubro | Novembro | Dezembro 2012

Pensamentos da Semana – Dezembro 2012

Neste II domingo do Advento nos é apresentada a figura de João Batista, aquele que quer preparar os caminhos da chegada de Jesus: “esta é a voz daquele que grita  no deserto: preparai os caminhos do Senhor, endireitai a suas veredas”(cf. Lc 3,4). Assim como preparamos nossa casa para receber a quem nos visita, assim também precisamos preparar nosso coração para quem vem trazer a salvação. O caminho de preparação é um processo de purificação.

Anunciar o Evangelho, apresentar a Boa Noticia é a grande missão da comunidade dos batizados.

Afirma o profeta Baruc: “Despe, ó Jerusalém, a veste  de luto e de aflição e reveste os adornos da glória vinda de Deus. Cobre-te com o manto da justiça que vem de Deus” (Br 5,1.2). Converter-se é mudar o coração.

Uma denuncia  sobre uma injustiça social sem o anúncio da Palavra tornar-se-ia uma mensagem estéril.

“Optar pelo Reino significa despojar-se  de si , renuncia de toda forma de orgulho,disponibilidade às inspirações  do Espírito, obediência. O homem que quiser seguir a Jesus é chamado a despojar-se de si  e a perder-se  de algum modo”(cf. Missal Dominical, Paulus, 1995, p.59).

O caminho de conversão é um processo que gradativamente vai modificando o foco de nossas buscas: das coisas que passam para aquelas que não passam. (Pe. Mário)

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta

Pároco

 

Pensamentos da Semana – Novembro 2012

Com a festa de Cristo Rei, no dia 25 de novembro, encerramos o Tempo Comum. Ingressamos agora no Tempo do Advento: um período de recolhimento interior.

Afirma o profeta Jeremias: “Assim diz o Senhor: farei cumprir a promessa dos bens futuros para a casa de Israel e de Judá. Da descendência de Davi farei nascer a semente da justiça”( cf. Jer 33,14-15). Deus cumprirá todas as suas promessas.

O apóstolo Paulo implora ao Senhor para que a comunidade de Tessalonica cresça no amor, dessa forma conquistando uma santidade cada vez mais agradável aos olhos de Deus (cf. 1Ts 3,12-13). A busca da santidade é um convite feito a todos. Quanto mais alguém vive a caridade mais atinge a santidade, e compreende melhor a vontade de Deus.

Precisamos estar sempre atentos a tudo o que acontece: “haverá sinais  no sol, na lua  e nas estrelas. Quando todas estas coisas começarem acontecer erguei vossa cabeça, porque a vossa libertação está próxima” (cf. Lc 21,25.28). Os tempos difíceis são tempos muito ricos para a pessoa.

O caminho de preparação para este grande dia é a vigilância e a oração.”ficai atentos e orai a todo momento”(cf. Lc 21,36).

O Advento é um tempo breve  que  chama atenção de todos nós para este momento tão cheio de graça, da visita do Filho de Deus a humanidade. A chegada de Jesus-Menino é um ato de Amor de Deus. Deus não se cansa de realizar maravilhas entre nós.

Neste domingo encerramos o Ano Litúrgico com a festa de CRISTO REI. A realeza de Cristo é universal e tem um poder real sobre tudo e sobre todos (cf. Missal Dominical, Paulus,1995, p.1081).

Afirma o profeta Daniel: ” Seu poder  é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá” (cf. Dn 7,14b).

Assim diz Jesus a Pilatos: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam  para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui” cf. Jo 18,37). Aqueles que testemunham Jesus neste mundo são seus soldados.

Jesus Cristo torna-se rei pelo testemunho, amor, solidariedade, fraternidade, a verdade que anuncia a humanidade. Por isso que precisamos todos dobrar nossos joelhos diante dele. No reinado de Jesus não existe a violência. (Pe. Mário).

“Eu sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus, “aquele que é, que era e que vem, o Todo Poderoso” (cf. Ap 1,8).

Neste domingo celebramos o dia do leigo e da leiga, eles são presença e fermento de transformação da sociedade. (cf. Liturgia Diária, ano XXI, nº 251, p.76).

A liturgia deste 33º domingo do tempo comum ano b nos alerta para a necessidade do homem estar atento para as suas últimas realidades (Pe. |Mário).

“Os sábios e todos os que ensinaram os caminhos das virtudes brilharão como estrelas no firmamento  para toda a humanidade”(Dn 12,3). Saibamos viver sempre com sabedoria.

Quando vivemos o perdão não temos necessidade da oferenda pelo pecado.(cf. Hb 10,18).

O evangelista Marcos neste domingo apresenta a compreensão da vinda do Filho do homem a partir da parábola da figueira.(cf. Mc 13,29).Sinal de sabedoria é saber ler os sinais que estão ao nosso redor e na história. Na compreensão deles a luz para o novo(Pe. Mário).

Jesus nos diz: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. Quanto ao dia e a hora ninguém sabe, somente o Pai”(cf. Mc 13,28ss).

Dirá o salmista: Guarda-me ó Deus, por que em vós me refugio, minha alma se rejubila e encontra o caminho para a vida (cf.Sl 15).

Neste último domingo celebramos a festa de Todos os santos, que recordamos   no nosso ato de fé: creio na comunhão dos santos.

Santidade é: Graça  de Deus e conquista do ser humano, que todos os dias procura de forma progressiva  viver intensamente a misericórdia, a pobreza, o desprendimento, a justiça, a  paz e a pureza,  no espírito das Bem-aventuranças. (Pe. Mário).

“Ser santo não significa   dizer  que  jamais  cometeram erros ou que jamais pecaram. Os santos são pecadores como o somos todos nós” (cf. Torres, Fernando, CMF, Meditações sobre leituras dominicais, ed. Ave Maria, p.234).

“Santos são  todos aqueles que lavaram e alvejaram suas vestes no sangue do Cordeiro!( Ap 7,14b).

Vejamos quanto grande é o amor de Deus por cada um de nós: “sermos chamados filhos e de fato o somos”(cf. 1Jo 3,1-3).

Na busca da vivência das Bem-aventuranças podemos ter grandes sofrimentos  mas “fiquem alegres e contentes por que será grande para vocês a recompensa no céu”  (cf. Mt. 5,12).

O cristão todos os dias é confrontado por propostas de felicidade e de vida plena, que quase sempre, conduzem  por caminhos  de escravidão, dependência e desilusão.(cf. Dehonianos. org.)

Cristo, sumos sacerdote, não entrou num santuário feito por mãos humanas, entrou apenas uma vez e ali ofereceu-se a si mesmo como sacrifício para destruir o pecado. (cf. Hb 9,24-28).

“Acautelai-vos  dos escribas, que gostam de exibir  longas vestes, de receber cumprimentos nas praças, de ocupar os primeiros assentos  nas sinagogas     e os primeiros lugares nos banquetes”(cf. Mc 12,38-44).

Neste domingo somos convidados a nos perguntar: Qual é o culto que agrada a Deus? Veremos que agrada a Deus quando somos capazes de lhe oferecer tudo, quando aceitamos  a despojar-nos  das nossas certezas, das nossas seguranças, das nossas manifestações de orgulho  e de vaidade, dos nossos projetos  pessoais e preconceitos e passarmos a confiar plenamente no Senhor.

O comportamento das duas mulheres relatadas na liturgia deste domingo é a imagem viva das pessoas que confiam plenamente no Senhor. São felizes, mesmo diante do pouco ou do nada. Quem muito tem pode oferecer pouco, mas quem tem pouco oferece o que tem.

Buscamos a religião não para trazer benefícios ou privilégios mas para ajudar na construção de uma vida nova.

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta

Pároco

 

Pensamentos da semana – Outubro 2012

“Todos virão cobertos de lágrimas e eu os receberei entre preces e conduzirei a todos para águas tranqüilas” (Jer 31,9).

O sacerdote é alguém tirado do meio do povo para se colocar a serviço deste mesmo povo. A missão do sacerdote é oferecer dons e sacrifícios pelos pecados do povo, ter compaixão dos que estão na ignorância e no erro (cf. Hb 5,1-6).

“Coragem , levanta-te, Jesus te chama” ( Mc 10,49b). Existem muitos gritos humanos que clamam por vida. Que o Senhor abra os nossos olhos para ver de onde emergem.

A fé supera os limites da vida humana. “Vai, a tua fé te curou” (Mc 10,49a).

“Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim” (Mc 10,47b). Existem duas situações de   cegueira: a de nascença, onde não temos consciência das coisas ao nosso redor e o fato de tornar-se cego, o sentido da perda para o  ser humano, é o caso do evangelho de hoje. O grito é a consciência da perda. (Pe. Mário)

Uma pergunta: qual é a pior cegueira: a física ou a do coração?

“O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”(Mc 10,45).

A lição do serviço é a porta de entrada da felicidade.( Pe. Mário)

A carta aos Hebreus deste domingo nos fala: “aproximemo-nos  de Cristo com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno”(Hb 4,16).

Lutar por uma causa em favor dos mais pequenos é conquistar uma dupla alegria: para si próprio no gesto de servir, para o outro na conquista de qualidade de vida. ( Pe. Mário)

Todo gesto de servir é um ato de amor. Quando alguém serve elimina as diferenças e diminui as distâncias entre as pessoas. (Pe. Mário)

Façamos crescer dentro de nós o espírito missionário. A revitalização dos trabalhos pastorais passa pela conquista do sentido missionário. Busquemos ser solidários com os missionarios (as). (Pe. Mário)

A sabedoria é o maior bem que podemos pedir a Deus. “Preferi a sabedoria aos cetros e tronos e, em comparação com ela, julguei sem valor a riqueza” (Sb 7,8).

A acolhida a Palavra de Deus é sinal de busca da sabedoria. “A Palavra de Deus é viva, eficaz e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes” (Hb 4,12).

Para conquistar a vida eterna é necessário: conhecer e viver os mandamentos, desapegar-se dos bens e seguir Jesus (cf. Mc 10, 17-30).

Assim disse Jesus: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus. É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus”(Mc 10, 23.25).

“Quem deixar tudo para seguir Jesus receberá cem vezes mais em tudo nesta vida”(Mc 10,29).

A partilha, a fraternidade, a disponibilidade para com Deus nos torna próximos uns dos outros. Evangelizar é ir ao encontro do outro.(Pe. Mário)

“O cristão não deve ser morno; este é o mais grave perigo para o cristianismo hoje. A tepidez desacredita o cristianismo”.(Bento XVI). A nova evangelização é uma redescoberta da alegria   de sermos batizados.

Deus criou o ser humano para viver com os outros seres na harmonia, solidariedade, paz e fraternidade, sem submissão.

Assim diz o Senhor: “Por isso, deixará o homem o seu pai e sua mãe e se unirá a sua mulher, e eles serão uma só carne” (cf. Gn 2,24). Esta afirmação da Sagrada Escritura aponta que o vínculo existente entre o homem e a mulher é indissolúvel e torna-se um forte questionamento para o mundo pós-moderno que busca o provisório e não definitivo satisfazendo-se com o mais confortável.

“Esta sim é osso dos meus ossos  e carne da minha carne” (cf. Gn 2,23). Na história humana vimos muitos abusos do homem, atitudes de prepotência, domínio sobre a mulher. Hoje vimos que este quadro tem sofrido muitas mudanças. Diríamos: estamos na busca de um modelo mais equilibrado.

A família é a base para a formação de uma personalidade, equilíbrio e maturidade. O lugar privilegiado onde são transmitidos os valores. Investir na família é garantia de um desenvolvimento saudável de todos.

A morte de Jesus na cruz é uma atitude de solidariedade com a humanidade e em nada contrapõe  a grandeza e glória recebida do Pai, pelo contrário é gesto de amor.

“Deixai vir a mim as crianças. Ele abraçava as crianças  e as abençoava impondo-lhes as mãos” (cf. Mc 2,14.16). A valorização de  Jesus pelas crianças não era apenas pela sua inocência, sua pureza, mas também porque eram expressão de vida.

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta

Pároco

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