Mensagens da semana Ano de  2013

Mensagens do ano 2013

Mensagens da semana Dezembro 2013

EIS QUE ENVIO O MEU MENSAGEIRO…..”(Mt 11,10)

Estas palavras ressoam em nossos ouvidos neste terceiro domingo do Advento. Elas se referem à João Batista, aquele a quem o Senhor designou para preparar a vinda de Jesus. João, não queria morrer sem antes ter a certeza de que este Jesus que ele tinha ouvido falar era o Messias, por isso que envia os seus discípulos até o Mestre: “És tu aquele que a de vir ou devemos esperar um outro?”. Ao que Jesus responde:” Ide contar a João o que estais vendo: os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados” (Mt 11,3-5).

Esperar Jesus com alegria, abandonando o desânimo, através da criação de um novo ânimo. Acreditar que os olhos dos cegos verão e os coxos andarão, as mãos e joelhos debilitados e enfraquecidos  serão firmados (cf. Is 35,1-6-10).

Tiago, em sua carta, alerta para que todos permaneçam firmes e pede que observem o comportamento do agricultor, que pacientemente acompanha o crescimento do que semeou (cf. Tg 5,7-10).

Estamos vivendo momentos fortes de esperança. Jesus é uma novidade para o mundo, mas não é um produto a ser vendido. Conheceremos o que ele traz se acolhermos o que Ele diz. Jesus acolhe a todos e cura de suas doenças. Existe um clima de expectativa muito grande. Somente as pessoas importantes são recebidas com preparativos. Jesus está entre estas pessoas significativas, aliás, é o mais importante de todos. Abra a porta de tua casa e receberás não apenas alegria, mas muita paz.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

ELA FOI ESCOLHIDA ENTRE TODAS AS MULHERES

Neste domingo celebramos a festa da Imaculada Conceição, ou seja, Maria, mãe de Jesus, recebe o reconhecimento de que ela foi concebida sem o pecado. A Igreja, assim procede desde  8 de dezembro de 1854. Na aparição em Lourdes, em 1958, Maria declara a vidente Bernardete: “Eu sou a Imaculada Conceição”. O evangelho deste domingo destaca a figura de Maria: “Alegra-te cheia de graça, o Senhor  está contigo”, mesmo diante de sua perturbação ela escuta: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, ele será o Filho do Altíssimo, receberá o trono de Davi, ele reinará para sempre e seu reino não terá fim”.

Na mente de Maria surgiam muitas dúvidas: “como isto vai acontecer?”, o anjo também lhe responde: “O Espírito virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra”. Maria estava diante de um acontecimento grandioso para a obra redentora de Deus, algo extraordinário, mas ela não exitou em responder: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua palavra”(cf. Lc 1,26-38). O sim de Maria é o caminho da presença visível de Deus na história humana. É o sim do compromisso, de uma adesão para ajudar a humanidade buscar Deus. Todos os que acreditam em Jesus e querem vivê-lo, dizem também o seu sim.  Cada cristão que vive a sua fé, a exemplo de Maria, que diz o seu sim a Deus. Juntos com Maria, nos esforcemos para construir uma paróquia que lute para gerar um novo mundo.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

Mensagens da Semana Novembro 2013

SENHOR, AUMENTAI A NOSSA FÉ!

Neste domingo, 24 de novembro, festa de Cristo Rei, encerraremos o ANO DA FÉ, proposto pelo Papa Bento XVI em 11 de outubro de 2012. Para cultivar e aprofundar este pedido da Igreja, tivemos dois subsídios: a encíclica A Porta da Fé, do próprio Bento XVI, e a carta pastoral Senhor, aumentai a nossa fé, do cardeal Don Odilo. O ano da fé foi uma ocasião muito especial, um tempo favorável para buscar rever os principais pilares da nossa vida cristã, compreendermos que sem esta dimensão, nossa vivência cristã tornar-se-ia muito superficial. Na carta Senhor aumentai a nossa fé, Don Odilo mostra como Jesus toca muitas vezes nesta realidade que dá fundamento ao nosso viver.Vejamos: Diante da pessoa doente, Ele diz: “Filha, a tua fé te salvou”(Lc 8,48); na condução da vida: “Perseveravam na doutrina dos Apóstolos”(cf. At 2,42); questionando os discípulos: “Ainda haverá fé sobre a terra?”(Lc 18,8); Dom Odilo cita, ainda, a experiência vivida por Paulo: “Eu sei em quem acreditei”(2Tm 1,12); escrevendo para Timóteo: “Fica firme naquilo que aprendestes! E sabes de quem o aprendeste “(cf. 2Tm3,14); e, ainda: “acabei a minha carreira, guardei a fé”(2Tm 4,7).

A fé é um dom de Deus. Façamos tudo para podermos ser agraciados com este dom. Para sermos merecedores desta graça, precisamos viver todos os dias na intimidade com Deus. Deus mora onde está a semente da vida, portanto, se quisermos crescer na fé estejamos sempre onde está a vida.Renovemos todos os dias a nossa profissão de fé, e juntos peçamos: SENHOR, AUMENTAI A NOSSA FÉ (Lc 17,5).

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

“NÃO FICARÁ PEDRA SOBRE PEDRA” (Lc 21,6b)

Três afirmações do 33º Domingo do Tempo Comum ano C podem nos assustar:

a. “Os soberbos e ímpios serão como palha” (Ml 3,19)

b. “Quem não quer trabalhar, também não deve comer” (2Ts 3,7-12)

c. “Não ficará pedra sobre pedra”, “Quando ouvirdes falar de guerras, e revoluções, não fiqueis apavorados” (Lc 21,6.9)

Um olhar, sem muita análise, sobre o mundo indicaria que os sinais já são evidentes para o fim. No entanto Jesus nos diz que todas estas coisas devem acontecer e ainda não será o fim e esta se torna uma ocasião para testemunhar a fé e alimento de nossa esperança (cf. Lc 21,11ss). Vivemos um tempo de grandes mudanças, seja na natureza bem como nas culturas, alguns falam em “nova época”.  Um novo ciclo na história. A época da cultura digital, do culto ao personalismo, a perda do sentido das grandes referências históricas. O tempo do imediato. Tempo das informações rápidas, o tempo do supérfluo, do relativo, das ousadias, das máscaras, das liberdades.  O mundo das antiguidades.

A perspectiva das leituras oferece este quadro, porque estamos concluindo o Ano Litúrgico e em breve estaremos celebrando o Período do Advento que nos conduzirá ao Natal, que é o nascimento. A vida que renasce e se multiplica. Deus não quer a nossa destruição, pelo contrário, Ele vem iluminar os caminhos dos homens para que saiam das trevas.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

A VIDA DEPOIS DA MORTE 

O 32º domingo do tempo comum (Ano C) nos coloca diante de uma  questão intrigante: O que acontecerá depois da morte?

Na 1ª  leitura, do livro de Macabeus, temos o testemunho do jovem que afirma diante da ameaça da morte: “Prefiro ser morto pelos homens, tendo em vista a esperança dada por Deus, que um dia nos ressuscitará” (cf. 2Mc 7,14b).

Jesus, no evangelho,  é questionado pelos saduceus sobre a ressurreição quando lhe apresentam uma citação do livro do Deuteronômio, segundo o qual, uma vez o marido morto, o irmão do morto se case com a esposa para deixar descendentes… (cf. Dt 25,5-6; Lc 20,28ss”). Jesus responde que a vida depois da morte não é igual a esta. Lá, seremos iguais a anjos, filhos de Deus (cf. Lc 20, 36).

Aprendemos, portanto, que “a ressurreição não é uma repetição da vida aqui, mas uma realidade nova, divina, livre das limitações da vida terrena  (cf. Johan Koning, Liturgia Dominical, Vozes). Ressurreição é a plenitude da vida, ou seja, tudo o que existe  de bom em nós, ou seja, afetos, capacidades, consciência, inteligência… elevado à estatura de Cristo, à estatura do “homem perfeito” (Ef 4,13).

A morte nos introduzirá no que João escreve no Apocalipse: “Eu vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu”; “esta é a morada de Deus entre os homens”; “Eis que faço novas todas as coisas”(cf.Ap 2ss).

Conquistará esta nova morada aquele que nesta vida tiver amado a Deus e seus irmãos. Nesta morada, que não é física, entenderemos  o que significa vida em abundância…

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

HOJE A SALVAÇÃO ENTROU NA TUA CASA (Lc 19,9a)
A mensagem da semana pode ser retirada do encontro de Jesus com o publicano, narrado no evangelho do 31º domingo do Tempo Comum (cf. Lc 19,1-10).
Jesus entra na cidade de Jericó. Ali vive um cobrador de impostos, Zaqueu, que não tinha boa fama. Enquanto caminha, Jesus vê este homem em cima de uma árvore e sem conhecê-lo avisa que Ele irá a sua casa. Este homem desce depressa e corre para receber Jesus com alegria.
Ao ver isso, a multidão faz mau juízo: “Ele foi hospedar-se na casa de um pecador.” Zaqueu confessa seu pecado e assume o compromisso de entregar a metade de sua riqueza e devolver quatro vezes mais a quem defraudou.
A lição que aprendemos: o encontro verdadeiro com Jesus proporciona conversão, mudança de vida. Muitas vezes podemos estar com Jesus, escutando sua Palavra, mas ela não entrar em nós. Escutar a Palavra de Jesus é deixar-se transformar, permitir o abandono de algumas atitudes, buscar o caminho da justiça.
A salvação entra em nossa casa quando o encontro com a mensagem de Jesus gera compaixão, piedade, benevolência e amor.
Deus continua hoje querendo visitar a casa de todos, mas nem todos estão dispostos a recebê-lo.

Mensagens da Semana – Outubro 2013

UM FINAL FELIZ 

As leituras do 30º domingo  do Tempo Comum, ano C, nos apresentam os caminhos para concluirmos nossa vida feliz: a oração verdadeira e combater o bom combate.  A oração verdadeira vem do cobrador de impostos apresentada no evangelho Lc 18,13: “O cobrador ficou a distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador”. Oração não é um ato de desprezo de si mesmo, mas um ato de humildade, de reconhecimento de suas fraquezas e muita confiança em Deus. À oração não é um ato isolado, mas uma atitude permanente de vida. O outro modo de encontrar os caminhos da felicidade é aquele que Paulo escreve ao seu colaborador Timóteo, também na liturgia deste domingo: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé ” (cf. 2Tm 4,7). Condições fundamentais para atingir a meta de ter um final feliz: Tornar a vida uma luta permanente, assumir um caminho de perseverança, ter um caminho de perseverança, uma vez iniciado o percurso, é preciso levá-lo até o fim, mantendo-se sempre firme na fé. Por meio dela nos sentimos fortes  e capazes nesta busca constante de felicidade.  O apóstolo Paulo, ao concluir sua vida, afirma que aguarda a coroa da justiça não apenas a ele más a todos que esperam com amor a sua manisfestação gloriosa (cf. 2Tm 4,8). O caminho da oração e um combate permanente em nossa vida nos habilitam a sermos candidatos de um final feliz

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

A FORÇA TRASNFORMADORA DA ORAÇÃO E DA PALAVRA

A liturgia da Palavra deste domingo relata dois temas muito fortes: A Oração e a Palavra. A oração é uma força que tem poder de  transformação. Quando rezamos, entramos em comunhão com Deus e com a própria vida. Nenhum encontro com  Deus é vazio. Deus tem sempre algo a nos dizer. Quando estamos em oração, melhor nos compreendemos. Quem deixa Deus falar se deixa surpreender pelo Senhor. A oração, quando bem feita, tira as máscaras.

A oração não é uma fuga do mundo, antes, é um instrumento de compreensão do mundo. Aquele que reza melhor compreende a realidade. É o exercício da oração que nos faz compreender os segredos do viver. A pessoa que reza encontra resposta para seus questionamentos. Enquanto rezamos, pensamos, refletimos e temos melhores condições para o discernimento. A oração nos faz sábios. Diremos, é o caminho da sabedoria!

Para  ajudar  na  minha oração, encontro a Palavra de Deus:  “É útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para  educar na justiça”  (2Tm 3,16). Ela  penetra nos sentimentos, vai ao íntimo dos corações (Hb 4,12). Provoca em nós uma confrontação. Quando rezamos com a Palavra, entramos em comunhão com Deus e melhor acolhemos a sua vontade.  A  oração  aplaca as nossas revoltas, conduz ao caminho do perdão. A Palavra é como a luz no caminho daquele que crê.

Jesus nos alerta: “Orar sempre e sem desanimar”(Lc 18,1).

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

“SENHOR, AUMENTA A NOSSA FÉ”

O evangelho deste  domingo, o 27º do tempo comum, começa com uma súplica dos discípulos: “Senhor, aumenta  a nossa fé” (Lc 17,5). A fé é a nossa adesão ao seguimento de Jesus. Ela nos permite a fidelidade no seu caminho. Sem fé, o discípulo não consegue caminhar, sente grande dificuldade de realizar tudo o que Jesus propõe. Jesus afirma que aquele que possui fé é capaz de produzir grandes obras: “Se tivésseis fé, poderíeis dizer a esta amoreira: arranca-te daqui e lança-te ao mar, e ela vos obedeceria”(cf. Lc 17,6).

A fé sempre foi  a força daqueles a quem  Deus confiou grandes tarefas. Vejamos os patriarcas Abrão e Moisés, os profetas Jeremias e Amós, os apóstolos Pedro e Paulo, os santos Francisco, Agostinho, Inácio, Madre Tereza, Mônica, Teresinha. Na história da Igreja não nos faltam exemplos de fé.

A fé nos permite ainda  ler  e compreender os acontecimentos ao nosso redor com mais profundidade. Ela nos liberta dos ídolos produzidos pelo mundo consumista. Impede-nos de cairmos na tentação do isolamento, do individualismo, do relativismo.

A fé não consiste em uma adesão intelectual a verdades abstratas, mas em uma adesão incondicional a uma pessoa, a Deus, que nos propõe seu amor em Cristo morto e ressuscitado. A fé é obediência a Deus, comunhão com ele, uma constante vitória sobre as tentações domundo em mudança.(cf. Missal Dominical, Paulus, p. 1258).

Minha irmã, meu irmão, estejamos atentos às palavras do apóstolo Paulo a Timóteo em 2Tm 1,6: REAVIVA A CHAMA DO DOM DE DEUS DENTRO DE VOCÊ.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

Mensagens da semana – setembro 2013

OPORTUNIDADE DE APROFUNDAR O EVANGELHO DE LUCAS

Neste mês de setembro, que estamos terminando, tivemos a oportunidade de aprofundar o Evangelho de Lucas. O evangelista faz esta narrativa como um testemunho vivo de como a comunidade dos discípulos e seguidores de Jesus assimilaram a experiência Jesus de Nazaré, sua Morte e Ressurreição. Neste evangelho vemos como o evangelista convida a todos  a seguir Jesus. Todo o evangelho é o caminho de Jesus para Jerusalém. Neste, Jesus vai explicando aos discípulos as razões de sua vinda ao mundo e quais são os seus compromissos. Inicia fazendo um relato de como Jesus se apresentou  ao mundo. Apresenta Maria, Isabel, muitas outras mulheres que seguiam Jesus. É o evangelista que dá um destaque especial às mulheres. Jesus resgata a presença da mulher na evangelização, chama discípulos para estarem próximos de sí e os envia em missão, apresenta as parábolas da misericórdia, do perdão e da moeda perdida, que se  constitui o centro de seu anúncio. Jesus veio salvar quem estava perdido. Depois dos milagres, Jesus vai a Jerusalém e enfrenta o momento decisivo: o caminho da Cruz. Cruz e Ressurreição se complementam. Os discípulos sentem-se desiludidos diante da morte de Jesus, no entanto, Jesus aparece e afirma estar vivo. O encontro de Emaús, no capítulo 24, de Lucas, é  a grande reviravolta. A morte foi como um grande susto. Jesus está vivo, presente. A morte não foi uma perda, pelo contrário, trouxe a vida.

 O apóstolo Paulo em Col 3,16 nos diz: “Que a palavra de Cristo permeneça em vocês com toda a riqueza, de modo que possam instruir-se e aconselhar-se mutuamente com toda a sabedoria”.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

REZAR POR AQUELES QUE NOS GOVERNAM

Rezar pelas autoridades é um costume da Igreja. Compreendemos por autoridade todo o exercício de orientar pessoas. O apóstolo Paulo, escrevendo ao seu discípulo Timóteo e à comunidade em que ele atuava, exortava: sejam feitas orações de súplica, ação de graças, preces por aqueles que nos governam e ocupam altos cargos, para que vivamos em Paz (cf. 1Tm 2,1-2). Gestos de sabedoria de quem nos governa convidam o povo a viver em Paz.

Essa exortação do apóstolo mostra a importância da nossa oração para aqueles que dirigem a sociedade, pois sabemos que, quanto mais equilibrados forem, mais sábias serão suas decisões. Oração e sabedoria caminham juntas, não se separam.

A vida ensina que aquele que é assistido pelo Senhor olha o mundo de modo diferente, olha o mundo com os olhos de Jesus. Os olhos de Jesus possuem compaixão. Não manifestam apenas sentimentos, mas vão ao encontro do outro, como a atitude do Pai que vai ao encontro do filho que retorna a casa.(cf. Lc 15,20ss).

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

“ALEGRAI-VOS COMIGO! ENCONTREI A MINHA OVELHA QUE ESTAVA PERDIDA” 

Esta expressão é encontrada no evangelho deste 24º domingo do tempo comum, ano C, e nos fala da misericórdia de Deus, o grande tema do evangelho de Lucas. As perguntas essenciais que devemos fazer são: como entender a misericórdia divina? Como entender o perdão? Perdoar é a expressão mais profunda do amor de Deus.

Em nosso dia a dia cada vez mais nos distanciamos das pessoas, embora o número delas aumente cada vez mais. O aglomerado pode nos causar uma sensação de alegria e vazio ao mesmo tempo – alegria por nos sentirmos sempre próximos de alguém e podermos nos entreter com o maior número de pessoas possível; e vazio porque, apesar desse enorme contingente, nos tornamos cada vez mais superficiais, mais individualistas.

Ficamos próximos e distantes ao mesmo tempo. O relato da ovelha perdida é a manifestação de alegria do reencontro de quem tinha se perdido, se afastado do grupo. O sentir-se dentro de um grupo é sinal de segurança, de reconhecimento, de pertença. A parábola da ovelha nos mostra a verdadeira missão de quem está dentro do grupo e percebe que muitos estão fora: decidir-se ir ao encontro desses, reconquistar os que se distanciaram, os que estão afastados. Deus ama aqueles que estão no grupo e os alimenta com sua palavra, mas tem um amor maior por aqueles que estão distantes. Usar de misericórdia traduz-se no gesto de estender a mão a quem está distante: “Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores”(1Tm1,15). Ir ao encontro do outro é compreender verdadeiramente o sentido do próximo, o sentido da misericórdia de Deus.

Pe. Mário Pizetta,ssp
Pároco

QUEM PODE CONHECER OS DESÍGNIOS DE DEUS?
Esta pergunta é feita na liturgia do XXIII domingo do tempo comum, Ano C, na primeira leitura. O texto também afirma: “Os pensamentos dos mortais é tímido e nossas reflexões são incertas. Mal conhecemos o que há na terra e com muito custo aquilo que está ao alcance de nossas mãos”(cf. Sb 9,14.16).
Diante de tantos limites, vindos da própria natureza humana, precisamos pedir a sabedoria divina, como fez Salomão. Os desígnios de Deus podem ser mais bem compreendidos e alcançados quando deixamos tudo para trás: pai, mãe, filhos, tudo o que possuímos, até a própria vida, aí então nos tornamos verdadeiros discípulos (cf. Lc 14,26).
Palavras de sabedoria e discernimento também são escritas pelo apóstolo Paulo a Filêmon quando pede para receber de volta Onésimo, seu ex-escravo, não mais como escravo, mas como irmão na fé. É um exemplo de mudança radical de atitude. Os desígnios do Senhor tornam-se mais compreensíveis quando reconhecemos todos como irmãos, sem diferenças de classe.
O caminho do discipulado é o caminho para a compreensão dos mistérios de Deus. Deus se revela no caminho do seguimento.
Pe. Mário Pizetta
Pároco

Mensagens da semana Agosto 2013

O LUGAR DOS HUMILDES É ESTAR POR ÚLTIMO  

“Quando o homem começa a reconhecer os limites da própria busca, a incerteza ou a insegurança das próprias conclusões, a falência   das suas fadigas, está disposto a receber a sabedoria que Deus lhe quer revelar” (cf. Missal Dominical). A liturgia do 22º domingo do Tempo Comum, ano C, nos ensina que esta  sabedoria passa antes pelos caminhos da humildade: “Quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”(cf. Lc 14,11). A humildade não vem do caminho da omissão, do recusar-se. A humildade é saber ocupar o último lugar, pois caminhando por último podemos servir a todos. Cristo nos ensina que amamos quando somos capazes de dar a própria vida aos outros. Resumindo, a humildade nasce da conquista da liberdade interior.

O mundo nos incentiva a ocupar sempre os primeiros lugares, a estarmos sempre em evidência, a sermos destaques, seja na escola, no esporte, na vida. Buscarmos a vitória faz parte do processo existencial. O perigo desta busca está quando nossas conquistas diminuem a presença do outro, e passamos a considerá-lo inferior, gerando sua exclusão. Deus quer que a nossa vida seja uma preparação para a grande reunião que faremos com Cristo, mediador da Nova Aliança, no final de nossa vida. Esforcemo-nos para buscar no viver o difícil caminho da humildade.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

“SENHOR, É VERDADE QUE POUCOS SE SALVAM?”

A pergunta pode nos conduzir a um caminho de medo, dúvida, incerteza… Pode provocar muitas interrogações sobre o nosso futuro. A mensagem do último domingo, o XXI do tempo comum, ano C, volta-se para uma pergunta crucial que o crente normalmente faz a si mesmo: alcançarei a salvação? Jesus responde afirmando: “Fazei todo o esforço possível para entrar pela porta estreita” (Lc 13,24). ‘Mas, Senhor, o que é essa porta estreita?’

Não seremos salvos por sermos católicos, por pertencer a um grupo de pessoas escolhidas. Não! É preciso mais. É preciso que haja um esforço de vivência em tudo o que Jesus ensinou. E Ele, ao longo da vida terrena, nos mostrou qual é esta porta: a porta do amor. O amor  se manifesta no compromisso com a vida. A salvação está no copo de água que dou para o meu irmão, no pedaço de pão que distribuo, na palavra de conforto que comunico, na visita que faço ao doente, ao preso, no perdão que dou ao irmão e na esperança que semeio ao meu redor. Sempre que estiver promovendo a vida, você está conquistando a salvação. A porta estreita é a soma de atitudes que fazemos ao longo da vida, mas que fazemos com amor. A Carta aos Hebreus afirma que conquista o eterno aquele que se deixa corrigir pelo Senhor, pois Deus ama quem Ele corrige, e castiga quem Ele aceita como filho (cf. Hb 12,5-7). O profeta Isaías diz que o Senhor um dia virá e reunirá todos os povos e línguas num grande banquete. (cf. Is 66,18-21) Para participar do grande banquete que o Senhor nos prepara para a eternidade, somente existe um ingresso, um ingresso que não se compra com dinheiro, mas com a vida. Esta é a porta estreita!

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

“UM GRANDE SINAL APARECEU NO CÉU”

Maria é este grande sinal que apareceu no céu b(cf. Ap12,1) contrastanto com o outro grande sinal o dragão(cf.Ap 12,3).  O mês de agosto é dedicado às vocações. Mês em que pedimos ao Senhor da messe que envie  vocações para todos os serviços na Igreja. Na sequência dos domingos o terceiro domingo dedicamos pelas vocações a Vida Consagrada. No mundo existem hoje muitas expressões de serviços à contrastanto evangelização. O documento de Aparecida afirma: “o povo espera muito da vida consagrada, especialmente do testemunho e contribuição das religiosas contemplativas e de vida apostólica” (DA 224). Precisamos rezar muito pelas vocações à vida consagrada, pois o mundo fica cada vez mais pobre, toda vez que um Instituto de vida consagrada precisa fechar uma obra, principalmente por falta de pessoas. Infelizmente hoje vemos uma diminuição muito grande de vocações para  a vida consagrada. Na história do Brasil, sabemos o quanto foi e torna-se importante a presença de religiosos e religiosas atuando em escolas, universidades, hospitais, atendimento ao migrante, no universo social. O olhar do(a) religioso(a) é um olhar de irmão, de irmã, às vezes diferente daquele que está alí apenas por causa  do seu salário. Um fato que vem crescendo hoje é o número de pessoas leigas que se engajam em Novas Comunidades e procuram viver a fraternidade e a solidariedade.

SENHOR ENVIAI OPERÁRIOS A SUA MESSE…

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

“MANTENHAM-SE FIRMES NA ESPERANÇA” 

Foram estas umas das primeiras palavras ditas pelo Papa Francisco em sua chegada ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude (IMJ). Olhando para as leituras deste 19º domingo do tempo  comum ano C encontramos estas palavras: “mantenham vossos rins cingidos, vossas lâmpadas acesas, vendam vossos bens e , dai aos pobres, não juntem tesouros que envelhecem e com o tempo perdem seu valor, não tenham medo” (cf. Lc 24, 32-35). Estas palavras estão dizendo a cada um de nós para percorrer nossa existência olhando sempre para frente, existe um novo mundo a ser conquistado todos os dias, caminhar  e de forma serena com convicção, andarmos sempre na presença com Deus, pois Ele é a nossa luz e a nossa força. Trabalhar sim, MAS para participarmos da construção de um mundo melhor, não para ajuntar tesouros que não levaremos, mas ir acumulando em nosso viver obras de solidariedade, semeando esperança. Caminhar sempre com coragem e sem medo. Pessoas de esperança  transformam tempos difíceis em tempos de graça. Para nos garantir nesta estrada precisamos de uma base sustentadora que é a fé, que levou Abraão a manter-se sempre confiante. Abraão nos ensina a sermos criaturas de esperança. Todos os dias a pessoa humana precisa buscar libertar-se de tudo o que o impede de ser uma criatura feliz.

PARABÉNS AOS PAIS QUE PROCURAM SEMEAR NO CORAÇÃO DE SEUS FILHOS O AMOR A DEUS ESTIMULANDO-OS A SEREM PESSOAS DE ESPERANÇA.

Pe. Mario Pizetta, SSP
Pároco

TUDO É  VAIDADE… VAIDADE DAS VAIDADES (Ecl 1,2) 

Existem conquistas que passam com o tempo, e por mais importantes que possam ser não determinam o futuro. Existem outras conquistas que não se terminam.

Esta é a lição do 18º domingo do tempo comum – Ano C. Este alerta de vida nos vem do livro do Eclesiastes, que diz: “um homem que trabalhou  com inteligência, competência e sucesso vê-se obrigado a deixar tudo em herança a outro que em nada colaborou” (Ecl 2,21). Assim também nos relata o evangelho deste domingo através da parábola: após uma grande colheita, resolveu construir novos celeiros para guardar tudo e sentir satisfação, quando Deus lhe disse: Louco, ainda esta noite lhe pedirão de volta sua vida (cf. Lc 12, 13-21).

Diante de tudo isto, poderíamos cair na tentação de dizer: de nada vale lutar, conquistar, se depois perdemos tudo. Pensar dessa forma seria deprimente e baixo demais.

A sabedoria nos ensina que devemos, sim, conquistar tudo o que podemos, mas não ter o coração preso a essas realidades. Devemos compreender que as conquistas deste mundo, por mais importantes que possam ser, serão sempre pequenas diante das ‘coisas do alto’, como nos ensina o apóstolo Paulo: “esforçai-vos para alcançar as coisas do alto onde está Cristo, aspirai as coisas do alto”(cf. Cl 3,1-2). Vida feliz é aquela em que conseguimos o equilíbrio nas coisas deste mundo, sem prejudicar a busca de Deus.

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta
Pároco

PENSAMENTOS DA SEMANA Julho de 2013

UMA EXPERIÊNCIA  INESQUECÍVEL! 

A paróquia Santo Inácio viveu uma experiência inesquecível entre os dias 16 e 21 de julho. Recebemos, para a Pré-jornada Mundial da Juventude, 33 iraquianos, entre eles, 3 sacerdotes e 1 religiosa. Foi um momento de acolhida e hospitalidade, como nos ensinou a liturgia do domingo do 16º domingo do Tempo Comum. Esta convivência permitiu uma integração com as famílias e a comunidade. Mesmo diante da dificuldade da língua, foi possível uma rica partilha de culturas diferentes.

Podemos dizer que tudo foi feito com grande carinho e amor, desde os preparativos, coordenados por Jéssica e Junior, até os mais diversos serviços prestados, como acolhimento pelas famílias e pelas irmãs Paulinas, e os trabalhos de recepção e de cozinha, a cargo da equipe de voluntários. Temos que ressaltar também o apoio dos padres José e Abramo e da equipe de cantos nas liturgias e a importante colaboração da comunidade, que, uma vez mais, demonstrou sensibilidade, solidariedade e espírito cristão, doando alimentos e dinheiro.

A pré-jornada foi apenas um aquecimento para a semana do encontro internacional no Rio de Janeiro. Todo o trabalho com os jovens neste ano tem um objetivo: fazer renascer o trabalho jovem na paróquia Santo Inácio. Quando falamos ‘renascer’ queremos dizer ‘revitalizar’, ‘ir ao encontro dos nossos adolescentes e jovens’.

Quando falamos de Uma Nova Paróquia estamos querendo dizer da necessidade de uma nova mentalidade, de um novo espírito missionário; estamos falando de ir ao encontro dos vazios de serviços para, de fato, promovermos uma ação evangelizadora mais profunda a partir de uma abertura às novas necessidades de nossa Paróquia. Uma fé mais viva e maior comprometimento! É o que precisamos!

OBRIGADO A TODOS

Pe. Mário Pizetta
Pároco

O AMOR AO PRÓXIMO NÃO É TEORIA, MAS UMA ATITUDE – “VAI E FAZE O MESMO.” 

A liturgia da Palavra do último domingo nos deixou uma lição muito forte: O AMOR que Jesus nos ensina não é uma teoria, mas uma atitude. Este amor nasce da sabedoria que vem da acolhida dos ensinamentos da Escritura.

Diz o texto do livro do Deuteronômio: “não  é difícil demais nem está fora do teu alcance” (Dt 30,11).

O modelo da vivência deste gesto concreto é Cristo, que o apóstolo Paulo, na segunda carta aos Colossenses, nos apresenta: “Ele é imagem do Deus invisível, a primazia de tudo. Nele, Deus reconciliou a todos nós” (cf. 2Col 1,15-20). Quando o cristão consegue viver este Amor, alcança a vida eterna. A vida eterna somente pode ser conquistada pelos gestos da fraternidade: “O samaritano aproximou-se dele e fez curativos, derramou óleo e vinho nas feridas; colocou o homem no animal, levou -o a uma pensão, deu-lhe dinheiro, e disse: “quando voltar, vou pagar o que tiver gasto a mais”. E Jesus perguntou ao mestre da Lei: “Quem você acha que foi o próximo?”, ao que o mestre respondeu: “Aquele que usou de misericórdia.” Então, Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa” (cf.Lc 10,25-37). O CAMINHO DA VIDA ETERNA É O DA ACOLHIDA, FRATERNIDADE, RESPEITO. A prática do amor cristão é uma expressão da nossa fé.

Acolher e integrar às crianças, adolescentes e jovens na vida da comunidade é um sinal vivo de revitalização de nossas comunidades cristãs. A presença deles é sempre uma luz de esperança.

As leituras deste domingo nos convidam a sermos instrumentos de paz, de alegria e misericórdia. “A paz esteja nesta casa” (Lc 10,5b).

Quem é crucificado com Cristo, alcança uma nova criação. Na cruz está o novo que Jesus apresenta (cf. Gl 6,14-18).

Os setenta e dois discípulos representam  todos aqueles que livremente se dispõem a fazer parte diretamente nos serviços pastorais. “A messe é grande mas os operários são poucos”(cf. Lc 10,2).

O anuncio: “O Reino de Deus está próximo”(Lc 10,9) é a noticia alegre que os setenta e dois devem levar em suas visitas.

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

Pensamentos da Semana Junho 2013

Celebrar a festividade de São Pedro e São Paulo é recordar com grande alegria e fé a vida desses dois grandes pilares a quem Jesus confiou a Igreja. Eles não decepcionaram.  Na lembrança de Pedro fazemos memória ao nosso querido Papa Francisco.

A primeira leitura deste domingo  nos ensina que quando a Igreja está unida em oração, Deus sempre liberta os seus filhos(as). Deus vem sempre ao encontro de quem invoca a sua presença (cf. At 12,1-11).

Na segunda leitura o apóstolo Paulo escreve a Timóteo, seu colaborador, que tudo está caminhando para o fim de sua missão: “aproxima-se o momento de minha partida, combati o meu combate, completei a minha corrida, guardei a fé”(cf. 2Tim 4,6-7).

Jesus confia a Pedro a sua missão: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la”(cf. Mt 16,18).

Os apóstolos Pedro e Paulo nos ensinam que o caminho do discipulado de Jesus é feito na comunhão e na interação fazendo acontecer a complementariedade. Cada um constrói o Reino de um modo.

A fé nos permite confessar como Pedro: “Tu és o Cristo, de Deus” (Lc 9,20b). O Messias que Pedro tem na cabeça é o poder, enquanto Jesus se apresenta como serviço.

O Batismo, que nos reveste de Cristo, nos coloca em igualdade de condições, nem judeu, nem grego, nem escravo, nem livre, nem homem, nem mulher, mas todos em um só, Jesus Cristo, herdeiros da promessa (cf. Gl 3,28).

O caminho do seguimento de Cristo passa pelo sofrimento: “Se alguém, me quer seguir, renuncia a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me”(cf. Lc 9,23).

As manifestações da semana, em centenas de cidades brasileiras, nos convidam a uma reflexão muito profunda para identificar as forças presentes aí em cada grito das multidões.

A morte de Cristo, enquanto ato de amor absoluto, “é a ressurreição do homem”, é a fonte de vida. (cf. Missal Dominical, Paulus, SP, p.1157).

O amor que Deus tem pelos seus filhos e filhas está acima das nossas fraquezas.(Lit. Diária, junho 2013, p. 56).

Davi confessa o seu pecado e encontra o perdão de Deus (2 Sam 12.7-10-13).”Feliz o homem  a quem o Senhor não olha mais como culpado”(Sl 31(32).

Paulo reconhece que foi pregado na cruz com Cristo por isso que afirma com convicção: “Já não sou mais eu vivo más é Cristo que vive em mim”(cf. Gal 2,19-20).

Palavras de amor e misericórdia, de Jesus: “Teus pecados estão perdoados”, “Tua fé te salvou, vai e não peques mais” (cf. Lc 8,48.50).

“O pecado é a recusa  da comunhão com Deus e desagregação do povo que Deus convocou e, portanto, verdadeira e radical alienação do homem”(RdC 93). O pecado é a morte do homem (cf. Missal Dominical , Paulus, p.1149).

Jesus vem ao encontro da vida, livrando-nos dos momentos das aflições, das tribulações  e restaura a vida de quem está morto: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te. O que estava morto sentou-se  e começou a falar” (Lc 7, 14-15).

O apóstolo Paulo identifica a origem da pregação que faz: “O Evangelho pregado por mim não é conforme critérios humanos, não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo” (Gl 1,12).

As pessoas que são de Deus e nele confiam são multiplicadoras de suas obras: “Agora vejo que és  um homem de Deus, e que a palavra do Senhor é verdadeira em tua boca”(1Rs 17,24).

Muitos tentam reduzir e pessoa de Jesus como um homem portador de dons, um líder extraordinário, como identificaram Elias, João Batista. Jesus é o precursor do reino futuro, aquele que traz a vida em plenitude e nos mostra o futuro do homem. “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo” (Lc 7,16b). Valorizemos os profetas em nosso meio.

O Deus que cremos não é o Deus da morte, mas Deus da vida (cf. Sb 1,13). Ao buscarmos Deus manifestamos nossa esperança no eterno e aprendemos  a dar a este nosso tempo o seu justo valor.

Dirá o salmo 29: “vos exalto Senhor, pois me livrastes e preservastes minha vida da morte”.

O homem ou a mulher sempre necessitam de Deus, pois ELE que nos dá o verdadeiro sentido da vida e torna-se nossa consolação nas horas de desconforto de nossa existência, ou seja, nas nossas decepções, oriundas de nossas fraquezas.

Deus nunca abandona o ser humano, está sempre disposto a escutá-lo (cf. 1Rs 8,41-43).

Quando permitimos Deus entrar na nossa vida somos sempre curados pela sua bondade, amor e misericórdia (cf. Lc 7,1-10).

A expressão do oficial romano a Jesus: “Senhor  eu  não sou  eu digno de que entres em minha casa, mas dizei uma só palavra e meu servo ficará curado” nos revela uma descriminação ainda no tempo de Jesus, o privilégio do povo que havia recebido o Senhor em relação aos demais povos. Jesus nos mostra que o Evangelho é para todos (cf. Lc 7,1-7).

Quando o homem torna-se humilde e reconhece a sua pequenez e indignidade ele mais facilmente reconhece a força de Deus. Esta é a nossa atitude de fé.

Não é a lei que nos salva, mas Cristo é o único e definitivo mediador da salvação. (Gl 1,1-2.6-10).

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

Pensamentos da semana  Maio de 2013

A celebração da Santíssima Trindade é a festa da unidade e nos relembra a comunhão de pessoas e de vida entre o Pai-Filho e o Espírito Santo.

Jesus Cristo é o mediador de todas as realidades da nossa fé. Quando o reconhecemos e nele cremos, somos capazes de superar todas as tribulações, nos mantermos constantes e não sermos decepcionados em nossa esperança (cf. Rom 5,1-5).

Após lavar os pés dos discípulos, assim afirma Jesus: “Tenho muitas coisas ainda a dizer-vos, mas não sois capazes de compreender agora. Quando vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá a plena verdade”(Jo 16,12). O Espírito da Verdade é o grande dom que Deus dá às pessoas para saberem interpretar os acontecimentos mais diversos da vida pessoal. As realidades divinas são apenas perceptíveis pela fé.

O apóstolo Paulo fala na carta aos Coríntios: “Há diversidade de dons, de ministérios, mas todos possuem o mesmo Espírito e origem no mesmo Senhor”(cf.1Cor 12,4-5).

Os dons que recebemos gratuitamente de Deus são como os membros de nosso corpo, se completam para uma harmonia perfeita. (cf. 1Cor 12,7.12-13).

A comunidade no acolher e no perdoar é reveladora da presença do Espírito Santo. (cf. Jo 20,22b-23).

A Ascensão de Jesus é o momento do seu retorno na casa do Pai: “Vós sereis minhas testemunhas de tudo isso. Eu enviarei sobre vós aquele que meu Pai prometeu” ( Lc 24,48).”Vocês serão batizados com o Espírito Santo”(At 1,5b)

Assim como a criatura humana, em seu processo de assimilação da vida, passa por diversas experiências,  assim podemos entender como Jesus educou os seus discípulos no caminho da compreensão, de sua presença e mensagem: chamado, atividade pública, milagres, pregação, cruz, morte, ressurreição… Da mesma forma, nós que cremos, ao celebrarmos as festas litúrgicas revivemos o caminho de Jesus com os seus escolhidos e a comunidade.

Com a festa da Ascensão nasce a grande missão da Igreja: levar a todas as criaturas o evangelho que Jesus nos deixou. Somos Igreja enquanto somos uma comunidade que anuncia o evangelho deixado por Jesus, ou seja, testemunhamos Jesus morto e ressuscitado.

Na carta do apóstolo Paulo aos Efésios, que lemos hoje, encontramos esta prece: “Que Deus vos dê um espírito de sabedoria” (Ef 1,17), “Abra o vosso coração à sua luz, para que saibas qual a esperança que o seu chamamento vos dá e a riqueza de sua glória”(Ef 1,18).

Nos diz o salmo deste domingo: “Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta”(Sl 46,6).

Quando nos deixamos guiar pela presença do Espírito Santo, encontramos saída para todos os problemas. (cf. At 15,1-2.22-29)

Aquele que vive a Palavra de Jesus, será amado pelo Pai e dará testemunho do amor de Deus (cf. Jo 14,23)

A paz que Jesus nos deixa é uma paz diferente daquela oferecida pelo mundo. “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou, mas não a dou como o mundo” (cf. Jo 14,27)

Nossas comunidades cristãs espalhadas pelo  mundo precisam muito de diálogo, comunhão e de paz, estas três realidades são pilares fundamentais num caminho de Igreja.

A minha partida junto de vocês é necessária, não fiquem tristes, e nem se intimide o vosso coração, vou mas voltarei, assim falava Jesus aos seus discípulos. (cf. Jo 14,27ss)

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

Pensamentos da semana Abril de 2013

A fé no Ressuscitado cria o novo: “Eis que faço novas todas as coisas”(Ap 21,5a). Na nova morada não haverá lugar para o sofrimento, as lagrimas e o choro (cf. Ap 21,4).

“Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros”(Jo 13,34). O discípulo de Jesus é reconhecido pela prática do amor: “Nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos”(cf.Jo 21,35).

Para a construção de uma verdadeira e autêntica comunidade, sinal do Reino, é necessário aprender a superar as dificuldades. “É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus” (At 14,22b).

No caminho da assimilação e do testemunho do evangelho é necessário sermos  perseverantes e firmes na fé, dessa forma Paulo e Barnabé exortavam seus colaboradores (cf. At 14,22s).

A superação do mal, das injustiças, a organização da própria sociedade não vem de acordos políticos. O NOVO, que todos os dias buscamos e queremos, vem da consciência de que Deus fez um projeto para a humanidade. Importante é o esforço humano, mas não existirá o Novo se não houver a colaboração de Deus.

A comunidade que vive a fé no Ressuscitado é  a nova terra e o novo céu. As comunidades cristãs deveriam ser as imagens do rosto de Deus.

No quarto domingo  da Páscoa celebramos a festa de Jesus Bom Pastor. Nos diz Jesus: ” Eu dou a  vida pelas minhas ovelhas, elas escutam a minha voz”(Jo  10,27-28). Jesus é a porta do grande rebanho celestial.

A escuta da Palavra, vinda da pregação, é o grande instrumento que abre os nossos olhos para uma realidade mais profunda, a criação da comunidade cristã, ou seja, a escuta é a geradora da comunidade dos filhos e filhas de Deus.

Todas as pessoas escolhidas por Deus para anunciar seu nome às nações tornam-se luz da mundo: “eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação  até os confins da terra”(At 13, 47b).

Segundo o livro do Apocalipse todos aqueles que estão diante do Cordeiro são aqueles que lavaram suas vestes e aprenderam a superar as tribulações da vida (cf. Ap 7,9.14-17).

Para sermos verdadeiros pastores precisamos viver na intimidade de Jesus. Identificar Jesus como Pastor, é reconhecer que não estamos só mas pelo contrário, acompanhados pela presença confortadora e segura de Jesus.

Os 144.000 assinalados no livro do Apocalipse é símbolo da totalidade, do novo Israel na fé, daqueles que crêem, “uma imensa multidão, que ninguém podia contar”. São todos aqueles que encontrarão o consolo de suas lágrimas e verão seus sofrimentos sendo eliminados.(cf. Missal Dominical, p.444s, Paulus).

Os apóstolos são firmes em seus testemunhos: “é preciso obedecer a Deus antes que os homens” (cf. At 5,29b).

Cristo morto e Ressuscitado ” é o Cordeiro imolado, digno de receber o poder, a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a gloria e o louvor” (Ap 5,12).

Jesus quer ter certeza de Pedro, por isso pergunta três vezes: “Simão, filho de João, tu me amas? – Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo – Apascenta as minhas ovelhas “(cf. 21,1-19). Jesus cobra de Pedro uma fidelidade radical.

Deus confia os grandes desafios somente àqueles que são é capazes de amar gratuitamente.

Quanto mais a mente humana está voltada para as coisas do alto, com mais sabedoria discerne e administra o que conquista na terra.

Na imagem da pesca e da refeição estão as grandes formas de viver o cristianismo: anunciar o evangelho e viver na comunhão.

1. O caminho do reconhecimento de Jesus Ressuscitado pelas mulheres e os discípulos

a. “Tiraram o corpo de Jesus do túmulo e não sabemos onde o colocaram” (cf. Jo 20,1-9).

b. “Alegrai-vos”. “Não tenhais medo. Ide anunciar aos irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão” (cf. Mt 28,8-15).

c. “Mulher, por que choras?”. “Não me segures. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (cf. Jo 20,11-18).

d. “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando. Os olhos se abriram e eles reconheceram Jesus. Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simeão” (cf. Lc 24,13-35).

e. “A paz esteja convosco. porque estais preocupados e porque tendes dúvida no coração? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo. Tocai em mim e vede…(cf. Lc 24,35-48).

f. “Trazei alguns peixes que apanhastes”. “Vinde comer”…(cf. Jo 21,1-4).

g. “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda a criatura”(cf. Mc 16,9-15).

h. “Tomé nós vimos o Senhor. Se eu não vir a marca dos pregos  em suas mãos…eu não acreditarei. Tomé; põe aqui o teu dedo e olha as minhas mãos…Meu Senhor e meu  Deus. Não sejas incrédulo, mas fiel…(cf. Jo 20,19-31).

2. No segundo Domingo da Páscoa Jesus nos apresenta o rosto de um Deus Pai de misericórdia, amor, fraternidade e felicidade a todos os seus filhos e filhas.

3. Jesus Vivo e Ressuscitado é o centro da vida na comunidade.

4. Quando a pessoa reconhece o Ressuscitado, ela encontra forças para vencer tudo o que sufoca a vida.

5. A comunidade cristã é chamada a dar continuidade à missão salvadora e libertadora de Jesus.

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

Pensamentos da semana Março de 2013

1. Palavras fortes  do Tríduo Pascal

a. ” Este dia será para vós uma festa memorável em honra do Senhor, que haveis de celebrar por todas as gerações como instituição perpétua” (Ex 12,14).

b. ” Tomai e comei… Este é o cálice da aliança… Fazei isto em minha memória”(cf. 1 Cor 11,23-26). Aprendam a lavar os pés uns dos outros….

c. ” Que mal fez ele?… Crucifica-o!….Tudo está consumado. Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito….(cf. Jo 18,1-19,42).

d. ” Cristo Ontem e Hoje – Princípio e Fim – A Ele o Tempo e a Eternidade…”.(Sábado Santo- Bênção do Fogo). Cristo é a nossa LUZ.

“Enviai o espírito de adoção para criar um novo povo, nascido para vós nas águas do batismo. (cf. Oração Bênção da Água no Sábado Santo) Pelo Batismo fazemos parte da grande mesa do Senhor.

“Ele andou por toda parte, fazendo o bem e curando todos os que estavam dominados pelo demônio… Nós somos testemunhos de tudo o que Jesus fez.. (At 10,34.37-43).

Ressuscitar é fazer um esforço para alcançar as coisas do alto, onde Cristo está sentado  a direita de Deus… (cf. Col 3,1-4).

“Tiraram o Senhor do túmulo e não sabemos onde o colocaram. Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou.(Cf. Jo 20,1-9).

SEMANA SANTA: Momento especial de nossa caminhada litúrgica onde revivemos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

DOMINGO DE RAMOS: Celebramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. O povo estende seus mantos e com ramos nas mãos aclamam Jesus.

QUINTA-FEIRA SANTA: Lembramos o dia em que Jesus institui o Sacerdócio e a Eucaristia que celebramos todos os dias. Nesse dia, Jesus lava os pés dos discípulos, como expressão de serviço de sua autoridade. Recordemos o que nosso papa FRANCISCO nos disse: “A verdadeira autoridade é o serviço”. Jesus nos convida em nossa vida cristã a lavarmos os pés uns dos outros. Lembremo-nos que o gesto de lavar os pés era a maior expressão de acolhida no tempo de Jesus quando alguém era recebido em casa. Dirá Jesus aos discípulos e a nós: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

SEXTA-FEIRA SANTA: Lembramos a morte de Jesus, como expressão máxima de amor. Um dia especial de silêncio, oração e meditação. Dia especial de reconciliação.

SÁBADO SANTO OU VIGÍLIA PASCAL:  A noite da luz. Tempo de expectativa, tempo de alegrar-se. Neste dia a Igreja canta e medita as maravilhas que o Senhor fez aos longos dos séculos junto do seu povo. Nesse acolhemos as pessoas na comunidade pelo santo Batismo e renovamos a nossa fé em Cristo Vivo. A missa é o grande banquete do Ressuscitado.

DOMINGO DA RESSURREIÇÃO: Domingo da alegria, da exaltação da vida sobre a morte. A vida vence a morte. Nossa verdadeira esperança é realizada, um novo céu e uma nova terra são criados. Aparece o homem novo. O mundo dos lutos, das lágrimas, dos túmulos ficam para traz. Cristo ressuscitado traz a vida.

FELIZ PÁSCOA MEU IRMÃO E MINHA IRMÃ

O profeta anima o povo de Israel na sua retomada após o exílio da Babilônia: “Eis que eu farei coisas novas, abrirei uma estrada no deserto e farei correr rios na terra seca para dar de beber a meu povo, a meu escolhido”(cf. Is 43,19-20).

O encontro de Paulo com Cristo o leva a tomar uma firme decisão: “Considero tudo um lixo, para estar unido a Cristo”(cf. Fl 3,8b).

Na vida precisamos aprender a deixar o passado para trás para alcançar o novo: “Esquecendo-me o que fica traz, eu me lanço para o que está na frente. Corro direto para a meta, rumo ao prêmio, que do alto, Deus me chama a receber em Cristo Jesus” (cf. Fl 3,13b.14).

Ressoam forte neste domingo as palavras dos evangelistas: “Quero a misericórdia  e não sacrifício” (cf. Mt 12,7) e “Não vim chamar os justos mas os pecadores” (cf. Lc 5,32).

Jesus, neste 5º domingo da Quaresma, nos alerta que jogar pedras sobre os que erram é muito fácil, o difícil é: “Eu também não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais”(cf. Jo 8,11b).

Nos alerta o Papa Francisco: “Temos que andar sempre na presença do Senhor, na luz do Senhor, sempre tentando viver de forma irrepreensível” (Papa Francisco em sua homilia aos Cardeais, 14/03/2013, publicado no site da G1, da Globo).

As pessoas que encontram Cristo na sua vida tornam-se novas criaturas. O mundo velho desaparece. Tudo se torna novo (Cf. 2 Cor 5,17).

A parábola do filho pródigo tem dois momentos fundamentais: a partida e a volta. A partida é a liberdade que recebemos na vida, enquanto que a volta é a tomada de consciência  da fragilidade do ser humano, de uma liberdade mal compreendida (Cf. Lc 15,1-3.11-32).

” Pai, pequei contra Deus e contra ti, já não mereço ser chamado seu filho”(Lc 15,18b).

Viver é um processo de escolhas, seremos felizes se fizermos boas opções, caso contrário, iremos para caminhos perigosos.

A conversão é o ato de abandonar os comportamentos que nos levam a perdição e buscarmos os caminhos do Senhor. Feliz o homem que anda nos caminhos do Senhor.

Perdoar é acolher incondicionalmente. Jesus veio a este mundo não para condenar, e sim para salvá-lo. (Cf. Jo 12,47)

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

Pensamentos da Semana – Fevereiro 2013

“Não estou abandonando a cruz, mas permaneço de maneira nova perto do Senhor crucificado” (Bento XVI em 27/02/2013).

A conversão é um processo de encontro com Deus, mudança pessoal e uma abertura para o outro. (Pe. Mário Pizetta). “Se não vos converterdes, perecereis  todos do mesmo modo”(Lc 13,5).

Deus está sempre ao lado da criatura humana, principalmente, dos mais pequenos:

“Eu vi a aflição do meu povo que está  no Egito e ouvi o seu clamor por causa da dureza      dos seus opressores e resolvi libertá-los” (cf. Ex 3,7.8).

“Nesses quase oito anos, sempre senti que na barca está o Senhor, e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas do Senhor” (Bento XVI em 27/02/2013).

“Serei simplesmente um peregrino que está começando  a fase final  de seu caminho nesta terra” (Bento XVI, em 28/02/2013).

Quando o homem deixa de beber da rocha que é Cristo, desvia-se do caminho da vida e desagrada ao Senhor. Necessário estar sempre atentos (cf. 1Cor 10,1-6.10.12).

A festa da Transfiguração  é um sinal antecipado de tudo o que os discípulos irão contemplar a partir da morte e ressurreição de Jesus.

A alegria dos discípulos no monte é tão grande que chegam a sugerir  a Jesus a construção três tendas e ali permanecer para escutar o Senhor e viver esta maravilhosa experiência (cf. Lc 9, 32.35).

Os discípulos  não conseguem compreender o episódio da Transfiguração, somente farão isto no momento da descida do Espírito. A partir deste momento tornar-se-ão testemunhas da cruz e da ressurreição.

Deus faz com Abrão uma Aliança. Toda a Aliança feita pelo Senhor acontece uma saída e uma entrada. A promessa constitui uma esperança: a terra prometida. Romper esta aliança significaria sentir o abandono de Deus. A Igreja hoje, através da comunidade, cada vez que escuta a palavra e celebra a Eucaristia torna-se testemunha  da Nova Aliança.

Na carta aos Filipenses deste segundo domingo da quaresma Paulo exorta para a fidelidade a Cristo e se oferece como modelo de fidelidade “sede meus imitadores”(cf. Fl 3,17-4,1).

Na escuta da Palavra, o discípulo e missionário de Jesus encontra o caminho da realização da Páscoa “Este é o meu Filho, o escolhido. Escutai o que ele diz” (cf. Lc 9, 35b).

O papa Bento XVI assim escreve sobre as tentações: “Refletir sobre as tentações sofridas por Jesus no deserto é um convite para cada um de nós responde a uma pergunta fundamental: o que é realmente importante na minha vida”. Vejamos as tentações: Na primeira o diabo propõe a Jesus transformar uma pedra em pão para acabar com a fome. Na segunda tentação, o diabo propõe a Jesus o caminho do poder. Na terceira tentação, o diabo propõe a Jesus atirar-se do ponto mais alto do Templo de Jerusalém e fazer-se salvar por Deus mediante seus anjos. (cf. homilia do Papa Bento XVI no 1º domingo da quaresma).

Assim falou Moises ao Povo durante a apresentação da lei do Senhor: “Vê que eu hoje te proponho a vida e a felicidade, a morte e a desgraça..Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e teus descendentes”(cf. Dt 30,15.19).

Quaresma é:

a. Tempo de rasgar o coração e voltar-se para o Senhor (cf. Joel 2,13).

b. Tempo de reconciliar-se com Deus (cf.2 Cor 5,20b).

c. Tempo de oração, jejum e prática da caridade ( cf. Mt 6,16.18).

O apóstolo Paulo afirma aos Romanos: “A palavra está perto de ti, em tua boa e em teu coração, é uma palavra de fé, se creres nela e confessares não serás confundido ( cf. Rm 10,8.11b).

Converter-se para Bento XVI é seguir Jesus de modo que o seu Evangelho seja guia concreto da vida; deixar que Deus nos transforme, parar de pensar que somos os únicos construtores da nossa existência, reconhecer que somos criaturas, que dependemos de Deus, do seu amor.(cf.reflexão de Bento XVI na missa do 1º domingo da Quaresma).

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

Pensamentos da Semana – Janeiro 2013

Neste 5º domingo do tempo comum, ano c, as leituras dominicais destacam momentos confrontantes na vida do profeta Isaias e de Pedro:

A) Isaias: Diante da grandeza do que vê afirma: “Ai de mim, estou perdido! Sou apenas um homem de lábios impuros, mas eu vi com meus olhos o rei,o Senhor dos exércitos”.(cf. Is 6,5).

B) Pedro: “Afasta-me de mim, porque sou um homem pecador”(Lc 6,8).

O convite  de Jesus a Pedro para avançar para águas mais profundas é um pedido que Jesus faz a cada batizado para aprofundar-se no caminho da fé. Jesus não é percebido na superficialidade más na profundidade: “Avança para águas mais profundas” (cf. Lc 6,4).

Aqueles que avançam para águas mais profundas respondem como Isaias: “Aqui estou! envia-me”(cf. Is 5,8b).

O apóstolo Paulo, falando da ressurreição confessa para os coríntios: ” por último apareceu também a mim, como um abortivo, Na verdade, eu sou o menor dos apóstolos, nem mereço o nome de apóstolo porque persegui a Igreja de Deus”. (1Cor 15,8.9).

Para tornar-se discípulo e missionário de Jesus hoje é necessário avançar para águas mais profundas da fé. Conquistada pela oração, leitura e meditação da Palavra,  participação da Eucaristia e engajamento nos serviços pastorais. (Pe. Mário).

O encontro com Jesus Cristo se dá através do serviço e da gratuidade, expressões de quem vive o caminho das aguas mais profundas. (Pe. Mário)

A Palavra de Deus vem para nos INTERPELAR, PROVOCAR, CONSOLAR, CRIAR COMUNHÃO E SALVAR.

Os profetas são homens  ou  mulheres escolhidos(as) e consagrados(as) por Deus para denunciar os obstáculos que impedem a realização do Reino de Deus entre nós. “Antes de formar-te no ventre materno, eu te conheci, antes de saíres do seio de tua mãe, eu te consagrei e te fiz profeta das nações” (cf. Jr 1,5).

O AMOR é o dom mais elevado que  podemos aspirar, sem esse somos como “címbalo que retine” (Cf. 1 Cor 12,31-33,13).

As palavras e as atitudes de Jesus atraiam multidões. Assim também acontece com todo aquele que  com sua vida testemunha Jesus (cf. Lc 4,21-30).

Os profetas não são pessoas muito agradáveis nos dias de hoje, como não foram no passado, porque eles com sua ação procuram abrir os olhos dos que estão cegos e apontam os caminhos contrários aos planos do Pai. Vejamos o que fizeram com Jesus, que era mais do que um profeta: “Quando ouviram as palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram da cidade” (cf. Lc. 28-29).

Vejamos o que Jesus nos diz ainda neste domingo: “Em verdade nenhum profeta é bem recebido em sua pátria” (Lc 4,24). Quando rejeitamos os profetas perdemos a oportunidade de sermos solidários e de construir um mundo melhor, vivermos o amor dom maior de Deus.

Na semana que passou realizamos o tríduo sobre São Paulo, voltamos a ler um trecho da carta de Dom Odilo: Senhor, aumentai a nossa fé: “Vivemos um tempo  de crise de fé, que se caracteriza pela superficialidade na adesão a Deus e às verdades da fé proclamadas pela Igreja; o subjetivismo leva facilmente às pessoas a escolherem o que mais  gostam e traz mais vantagem, em vez daquilo que é verdade”. O tríduo era um convite e incentivo a voltarmos às raízes de nossa fé.

Para o apóstolo Paulo: A fé é viver a experiência do sentir-se amado por Deus, é sentir Cristo vivendo em nós (cf. Gl 2,20).

Segundo o livro de Neemias havia um dia consagrado para o povo ouvir a palavra: “Este é o dia consagrado ao Senhor, vosso Deus. Não fiqueis tristes nem choreis” (cf. Ne 8,9). A Palavra é fonte  de sabedoria e vida.

O apóstolo Paulo lembra que o corpo é um só, embora  tenha muitos membros. Assim também Deus enriquece cada criatura com um dom para o enriquecimento da comunidade e busca do bem comum.(cf. 1Cor 12,12-30).

No evangelho deste domingo encontramos Jesus na Sinagoga apresentando a sua verdadeira missão:

“O espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor” (cf. Lc 4,14-21).

O amor a Palavra é  fonte de alimento para nossa fé, nossa esperança e a caridade que nos leva a sermos sempre solidários.

TRÍDUO SOBRE SÃO PAULO: Próxima terça, quarta, quinta faremos um tríduo para celebrar São Paulo. Na sexta-feira, feriado e festa de São Paulo teremos missa, às 8h e 18 horas.

ENCONTRO PAROQUIAL: No próximo dia 2 de fevereiro, sábado, entre às 08:00 com a missa até as -11:30 horas, no salão São Paulo, estaremos realizando um encontro com todas as lideranças da paróquia. Será um momento de partilha sobre nossas metas de 2013. Agradecemos a participação.

Estamos fazendo um esforço para entregar a comunidade  nossa agenda até o início de fevereiro 2013.

Estão abertas as inscrições da catequese e estas podem ser feitas na secretaria.

Nos painéis na saída da Igreja, bem como no quadro de anúncios na entrada da secretaria, constam recados importantes sobre a jornada da Mundial da Juventude. Lembramos que a paróquia através dos jovens e da secretaria estão vendendo suas camisetas e rifas. Informamos a comunidade que já temos 45 lugares de hospedagem oferecidos pelas famílias, ainda nos faltam 55 lugares. Obrigado pela participação.

Meus Irmãos e minhas Irmãs que lêem nosso site, voltamos com os pensamentos da semana, que se referem ao Batismo de Jesus

O profeta Isaias pré-anuncia Jesus: “Eis o meu servo, o meu eleito, nele se compraz minha alma, Sobre ele coloquei o meu Espírito”(Is 42,1).

Nesta semana voltamos o nosso olhar e pensamento sobre o Batismo de Jesus. Trata-se da apresentação de Jesus diante de João Batista. Do alto vem um anúncio de quem é Jesus: “Tu és meu Filho, o Amado”(Lc 3,22).

João Batista assim afirmava ao povo: “Eu vos batizo com água, mas virá aquele que é mais forte do que eu. Eu não sou digno de desamarrar a correia de suas sandálias. Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo” (Lc 3,16-22).

O Batismo é a porta de entrada na comunidade cristã, por isso é importante o batismo da criança, pois desde cedo ela vai aprendendo o significado do seguimento de Jesus. Mais do que nunca precisamos hoje compreender a grandeza deste sacramento.

A pessoa que recebe o sacramento do Batismo é convidada a acolher a todos sem distinção entre as pessoas (cf. At 10,34).

O profeta Isaias anuncia a missão de Jesus e como conseqüência, o compromisso de todo batizado: “Luz das nações, abrir os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas”(cf. Is 42,7).

Atenciosamente

Pe. Mário Pizetta, ssp
Pároco

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